segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Cerca de 90% das mulheres não consomem a quantidade ideal de cálcio no país
De acordo com estudo da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), uma em cada três brasileiras vai desenvolver osteoporose, doença que enfraquece os ossos, após a menopausa. Detalhe: 90% delas não consomem a quantidade ideal de cálcio, presente principalmente em leite e derivados.
Segundo a Abrasso, cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem com o problema. Mesmo com esse número assustador, apenas 39% da população feminina com mais de 45 anos já fizeram algum teste para detectar a doença que atinge majoritariamente as mulheres – a proporção é de dez para cada homem.
A prevenção, segundo a entidade, deveria começar na infância, por meio de alimentação adequada e, claro, ser rica em cálcio. A gravidade do quadro é que, por ser uma doença silenciosa, que não causa dor, muitas vezes só é descoberta após a primeira fratura.
Código da Fifa dá brecha para punição no ano seguinte e pode salvar Lusa
Portuguesa, se considerada culpada por usar Héverton de forma irregular na última rodada do Brasileirão, deverá perder quatro pontos. Pena pode ser paga em 2014
O uso do Código Disciplinar da Fifa pode ser a saída para o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) decidir da melhor forma o “caso Héverton”. A Portuguesa, se considerada culpada por usar o jogador de forma irregular na última rodada do Brasileirão, deverá perder quatro pontos. A solução para não colocar um asterisco na classificação do torneio seria aplicar a pena somente na edição do ano que vem.
Diz o artigo 30 do Código Disciplinar da entidade que rege o futebol mundial que “um clube pode ter pontos deduzidos daqueles já ganhos no atual ou no futuro campeonato”. Desta forma, caberia ao STJD optar, se enxergar que a Lusa deve ser penalizada, entre descontar a pontuação nesta temporada ou no torneio de 2014. Se a segunda opção for a escolhida, o time paulista começará a próxima Série A com quatro pontos negativos.
SAIBA MAIS: Diferentes interpretações marcam julgamento que pode salvar Flu
A equipe do Canindé foi denunciada pela procuradoria do STJD por utilizar o meia Héverton no empate por 0 a 0 contra o Grêmio, realizado no último dia 8 de dezembro. O atleta foi relacionado e entrou em campo aos 32 minutos do segundo tempo.
Héverton foi julgado no dia 6 por sua expulsão no jogo contra o Bahia, no dia 24 de novembro. O meia cumpriu suspensão automática na rodada seguinte. Mas, julgado no último dia 6, o atleta foi condenado a cumprir mais uma partida de pena. Logo, ele não poderia ter atuado diante dos gaúchos.
O caso envolve diretamente o Fluminense, pois a Lusa perderá quatro pontos em caso de condenação (três pela infração mais um pelo resultado do jogo com o Grêmio). Assim, a equipe do Canindé, 12ª colocada, cairia de 48 para 44 pontos na tabela do Brasileirão e entraria na zona de rebaixamento. Os cariocas, que terminaram o campeonato na 17ª posição com 46 pontos, subiriam um posto e continuariam na Série A em 2014.
Universidade de Harvard esvazia prédios por ameaça de explosivos
A Universidade de Harvard anunciou nesta segunda-feira (16) ter informações "não confirmadas" sobre explosivos no seu campus de Cambridge, em Massachusetts.
Quatro prédios foram esvaziados por precaução, segundo a escola.
A polícia de Boston está no local, e não há relatos sobre explosões, segundo a escola.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Antes de sair pagando contas, veja como passar 2013 sem dívidas
Ano novo...vida nova...dívidas novas? Esta é a época do ano em que há mais riscos para quem ainda não se organizou financeiramente se endividar ainda mais. O pagamento de IPVA , IPTU, material escolar e das dívidas do Natal se concentram nos primeiros meses do ano, e podem ser o divisor entre passar 2013 no azul ou no vermelho. No entanto, com algum planejamento é possível montar uma estratégia para não deixar esses gastos prejudicarem sua situação financeira.
“Este início de ano é mercado por um complô de sazonalidade, porque os gastos com férias e com as festas de fim de ano se juntam à compra de material escolar e ao pagamento de IPVA e IPTU”, diz a consultora financeira Waldeli Azevedo, do programa Finanças Práticas. Segundo ela, antes de pagar essas despesas, o ideal é fazer um “retrato” da sua situação financeira, que nada mais é do que colocar no papel sua renda e seus gastos. “Mas é preciso colocar todos os compromissos na planilha, incluindo parcelamentos e empréstimos”, diz.
A partir daí, a organização financeira vai ditar os próximos passos: se você conseguiu guardar parte do 13º salário, a dica é aproveitar para pagar o IPVA e o IPTU à vista. “Muitas pessoas consideram o desconto de 3% (no caso do IPVA) pequeno, mas são seis ou sete meses de aplicação na poupança”, explica Edward Claudio Junior, educador financeiro da DSOP. No caso do IPTU, o desconto chega a 6% para pagamento à vista, o que é maior que a rentabilidade desse tipo de aplicação – que está em 5,07% ao ano, com a Selic a 7,25%.
Se você não guardou esse recurso extra, mas tem uma reserva, use parte dela, indica Osmar Pastore, professor do curso de administração da Faculdade Anhembi-Morumbi, de São Paulo. “Mas cuidado para não esgotar a reserva, pois pode surgir uma situação de emergência, um problema no carro, por exemplo, e você precisa ter um dinheiro para fazer frente a isso.”
A coisa muda de figura se houver dívidas antigas no horizonte, ou mesmo parcelamento de gastos decorrentes das festas de fim de ano. Nesses casos, é preciso, primeiro, verificar se o orçamento permite pagar as parcelas antigas e incluir novas despesas. Essa tarefa é importante para evitar o risco de não pagar a fatura integral do cartão de crédito, ou de entrar no cheque especial. As duas modalidades de financiamento estão entre os juros mais caros praticados no mercado.
“Se você vir que não vai conseguir pagar o valor total, vale a pena trocar por uma dívida mais barata”, afirma Janser Rojo, diretor da QI Financeiro Consultoria. Entre as opções estão os empréstimos pessoais com juros menores, como o consignado. Uma dica para você não perder o controle das dívidas é fazer uma lista que indique para qual instituição se está devendo, o número de parcelas restantes e os juros que incidem no caso de atraso no pagamento.
Material escolar
No caso do material escolar, valem as mesmas regras mencionadas acima. No entanto, há formas de minimizar o impacto desses gastos no orçamento, de acordo com a consultora financeira Waldeli Azevedo. “É preciso se preparar para a compra, olhando a lista com calma. Muitos pais pegam a lista e querem comprar logo tudo, o que é um erro”, afirma. Depois de conferir os itens, faça um levantamento do que você tem em casa e veja o que pode ser reaproveitado de um ano para o outro.
“Veja com a escola quais itens vão ser usados no primeiro semestre, para saber o que poderá ser comprado por etapas”, recomenda. Pesquisar na internet também é fundamental, assim como ver o que se pode comprar em maior quantidade. Para conseguir preço melhor vale se juntar com outros pais da sala do filho ou com um grupo de amigos. “A diferença de preço pode chegar a 29% quando se compra no atacado”, afirma Waldeli.
Uma dica valiosa é dividir a lista e verificar o que você pode comprar sozinho e o que pode comprar com o filho, para evitar que ele fique pedindo produtos da moda. “Assim ele participa da compra, e você ainda consegue economizar”, diz. Evite também ir às lojas nos horários de pico, para não comprar o que não precisa, complementa. Alguns itens podem ser adquiridos com preço mais em conta se você comprá-los com meses de antecedência, como mochilas e lancheiras. O uniforme de inverno você não precisa levar no início do período letivo, que ocorre no verão, diz Waldeli. “E sempre negocie descontos e formas de pagamento. É uma forma de economizar um pouco”, complementa.
E para evitar passar pelo mesmo estresse em 2014, comece a se planejar agora. “Os gastos de começo de ano giram em torno de R$ 1.800, o que equivale a R$ 150 por mês. Se não tiver condições de pagar isso, guarde R$ 100 e complemente com o 13º. Já garante que no início do ano haverá um valor provisionado”, ressalta o educador financeiro Edward Claudio Junior. “Se a pessoa está vivendo isso há muitos anos, tem que escolher um momento da virada, para se comprometer que no próximo ano será diferente. Tem que sair da zona de conforto e começar a fazer uma coisa que possa dar resultado lá na frente”, diz.
BTG Pactual compra 6,5% da Ecorodovias por US$ 255 mi
A Impregilo chegou a acordo com o BTG Pactual para vender os 6,5% remanescentes na Ecorodovias por 193 milhões de euros (255,02 milhões de dólares), informou nesta sexta-feira a maior construtora da Itália. Em outubro, a Impregilo tinha vendido 19% da Ecorodovias à construtora brasileira Primav e 3,7% ao próprio BTG Pactual, do empresário André Esteves.
A venda de toda a participação na Ecorodovias rendeu 925 milhões de euros líquidos, segundo a companhia italiana.
Seguro-desemprego tem reajuste de 6,2% em 2013, decide Codefat
Em 2013, o seguro-desemprego terá um reajuste menor do que o do ano anterior. O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) decidiu mudar o cálculo da correção do benefício. Neste ano, o reajuste dos valores das três faixas salariais usadas no cálculo do benefício será feita com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada em todo o ano de 2012. Nesta quinta-feira (10), o IBGE informou que o INPC fechou o ano em 6,2%.
Angra dos Reis está em alerta máximo por causa de cheia de rio
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro informou que o município de Angra dos Reis, no sul fluminense, está em alerta máximo, por causa da chuva que atinge a localidade e provoca a cheia do rio Mambucaba. O alerta máximo é o nível mais grave entre os quatro existentes (os outros são alerta, atenção e vigilância), que significa que o rio já atingiu pelo menos 80% do nível de transbordamento.
Angra já havia sido afetada por temporal na semana passada. Ontem, choveu forte na cidade, a partir do final da tarde, causando estragos em toda a cidade. Houve alagamentos dos bairros de Mambucaba e Japuíba. Uma barreira deslizou na altura de Monsuaba, interditando temporariamente a Rodovia Rio-Santos (BR-101).
Desoneração de smartphone aguarda aval da presidente
O Ministério das Comunicações confirmou ontem ao BRASIL ECONÔMICO que, depois de passar pelo Ministério da Fazenda, o projeto que prevê a inclusão dos smartphones na chamada Lei do Bem — para que, com menos impostos, os preços dos produtos tenham redução de até 25% — está nas mãos da Presidência da República para ser aprovado.
Na estimativa do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, os aparelhos deverão passar a ter preço mínimo de R$ 200 e máximo de R$ 1,1 mil no varejo, com a desoneração. A vigência da medida depende da aprovação da presidente Dilma Roussef. A previsão é que esse aval saia em breve. A Lei do Bem desonera PIS e Cofins dos smartphones e foi instituída em setembro do ano passado, mas ainda não foi publicada.
Para as operadoras, a inclusão de smartphones na Lei do Bem será fundamental para a diminuição de preços. “Este é o fator mais importante, porque os aparelhos fabricados no país terão um deságio tributário. Além disso, há a queda natural de preços”, afirma Erik Fernandes, diretor de marketing da Claro.
Roberto Guenzburger, diretor de produtos de mobilidade da Oi, diz que, no ano passado, os preços de smartphones tiveram redução média de 8% — queda verificada nos últimos três anos, à medida que aumenta a escala de produção e caem os custos. “Para 2013, a expectativa é um pouco mais agressiva. Só a Lei do Bem tem o potencial de reduzir preços em 10%, dependendo de sua abrangência”.
O smartphone mais barato vendido pela Oi está na casa de R$ 299, considerado por Guenzburger preço-chave para ajudar na massificação. Em média, o preço dos smartphones no Brasil está acima dos R$ 300, segundo o executivo, e a Lei do Bem pode colocar os aparelhos abaixo desse patamar. “Quando baixa desse preço, há uma alavancagem grande, porque o que importa para o consumidor é o valor da parcela. Pagar R$ 20 ou R$ 30 por mês cabe no bolso”.
Além disso, Erik Fernandes observa que, quando a diferença de preço entre um smartphone e um celular mais simples fica em até R$ 200, o consumidor passa a optar pelo aparelho que oferece mais recursos. “No segundo semestre vamos começar a ver um efeito maior, por conta do impacto da lei”, prevê o diretor da Claro.
Roberto Soboll, diretor de produtos de telecom da Samsung, que lidera o mercado mundial de smartphones, prevê que será possível encontrar smartphones da empresa a partir de R$ 349 ou R$ 379. Em 2012, o valor partia de R$ 399. “Naturalmente, haveria uma redução de preços por escala, mas também tem o fator da demanda por smartphones”, afirma, referindo-se ao crescente interesse de consumidores por esses aparelhos. Smartphones atingiram uma participação de 30% no volume total de celulares comercializados no país no ano passado, segundo Soboll.
Fernando Belfort, líder da equipe de tecnologia para a América Latina da consultoria Frost & Sullivan, acrescenta que o mercado sempre terá diferentes faixas de preço de smartphones, o que ajuda a aumentar a escala. Mas, com a evolução tecnológica, o consumidor paga o mesmo preço por modelos com mais tecnologia. “Um telefone que hoje é considerado premium, no ano que vem estará em um segmento inferior e será substituído por um lançamento”, diz. “No início havia apenas smartphones caros, de R$ 2 mil. Agora, começam a haver modelos mais baratos”, completa Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.
O que se discute agora é qual faixa de preço de aparelho será beneficiada pela desoneração. Tudo caminha para que sejam os smartphones até R$ 999. Calcula-se que a retirada dos impostos traria uma redução da arrecadação R$ 500 milhões anuais ao governo. No caso do regime especial previsto para o Plano Nacional de Banda Larga, a desoneração seria de até R$ 6 bilhões em cinco anos.
Compromisso
Em meados de dezembro, os fabricantes de smartphones se comprometeram a repassar os benefícios recebidos por meio de incentivos fiscais para o consumidor final. O compromisso faz parte de um termo assinado entre Bernardo e as fabricantes Samsung, LG, Nokia, Motorola e Sony.
Mas a previsão de Paulo Bernardo era de que a medida fosse aprovada antes do Natal, para impulsionar as vendas no melhor momento do ano para o comércio. Uma das razões para o atraso na decisão seria o impasse sobre o teto dos aparelhos para desoneração. O Ministério das Comunicações defende que tenham incentivos fiscais smartphones que custem até R$ 1 mil para beneficiar consumidores com menos poder aquisitivo.
Já o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) defende que tenham redução de tributos smartphones fabricados no Brasil que custem até R$ 2 mil, para envolver os modelos com mais inovação. O aumento do teto envolveria aprovação do Ministério da Fazenda, uma vez que traria impacto na arrecadação fiscal. Neste aspecto, ainda não foi divulgado o conteúdo do texto final a ser aprovado pela presidente.
Para chegar a um consenso o governo contratou um estudo para saber qual teto deve estabelecer para o incentivo do smartphone e também sobre o potencial de crescimento desse mercado no Brasil.
Há expectativa de que a Lei do Bem cortará cerca de 9,25% de tributos das empresas que já estão instaladas no país. Já as empresas novas se beneficiariam com a redução de cerca de 15% do IPI. “A medida que reduz para zero as alíquotas de Pis e Cofins para os smartphones aguarda regulamentação através de decreto. Mas, assim que for publicada, ela passa a vigorar imediatamente para os fabricantes nacionais”, diz a advogada Lúcia Tucci.
Professor evita novo massacre em escola dos EUA
Um professor evitou o que poderia ter se transformado em um novo massacre promovido por atirador em uma escola secundária nos Estados Unidos.
Segundo a polícia, um professor e um funcionário (que não tiveram os nomes revelados) do colégio Taft Union, na Califórnia, dialogaram com um aluno que entrou no local armado. Ele já havia disparado contra um estudante, mas foi convencido a baixar sua arma.
Policiais disseram ainda que o atirador tinha munição suficiente para "matar muitas pessoas".
NYT: Cai número de compradores de armas em Estados com ataques a tiros nos EUA
O estudante ferido foi levado para um hospital em estado crítico.
O ataque começou por volta das 9h (15h em Brasília), quando um aluno chegou na escola atrasado. Ele estava armado com uma espingarda.
Estudantes e funcionários telefonaram para a polícia, mas antes que a ajuda chegasse, o atirador disparou contra duas vítimas em uma sala de aula no setor de ciências da escola. Um dos tiros errou o alvo.
O professor foi atingido de raspão por um disparo e interveio. Segundo a imprensa americana, o educador teria dito ao suspeito que não admitiria um tiroteio em sua sala. O agressor então abaixou sua arma e foi preso por policiais.
Familiares dos alunos da escola, que fica a 190 quilômetros ao norte de Los Angeles, disseram que o atirador foi suspenso das aulas no ano passado.
Forças de segurança locais fizeram buscas nos arredores da escola em busca de comparsas do atirador ou eventuais novas vítimas.
Acesso a armas
O tiroteio ocorre cerca de um mês após o massacre da escola primária de Sandy Hook - no qual um rapaz assassinou 26 pessoas, entre alunos e professores.
O episódio desencadeou um debate nacional sobre a legislação que regula a compra e a posse de armas nos EUA. O vice-presidente Joe Biden, responsável por um grupo para analisar o tema, deve apresentar suas recomendações ao presidente Barack Obama até a próxima semana.
O colégio Taft Union ficará fechado nesta sexta-feira, mas disponibilizará funcionários para atender eventuais alunos preocupados.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Indecisos em nove Estados decidirão eleição nos EUA
Quando as urnas abrirem em 6 de novembro, o presidente dos EUA, Barack Obama, e seu rival republicano, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney , não estarão preocupados em vencer a eleição conquistando a maioria dos votos em nível nacional. Em vez disso, a atenção dos dois rivais estará centrada na escolha de 5% a 8% de eleitores em nove dos 50 Estados americanos que se declaravam indecisos nas pesquisas de intenção de voto.
Chamados de swing states (Estados-pêndulo, em tradução livre), Carolina do Norte, Colorado, Flórida, Iowa, Nevada, New Hampshire, Ohio, Virgínia e Wisconsin são cruciais porque o resultado de sua votação é incerto e porque totalizam 111 dos 538 votos do Colégio Eleitoral – órgão em que é necessário conquistar 270 votos para vencer.
Indireta, a eleição presidencial americana é determinada por disputas Estado por Estado e pelo número de votos a que cada um deles tem direito no Colégio Eleitoral. Ou, como resumiu ao iG Edward Grefe, professor da Faculdade de Gerenciamento Político da Universidade George Washington: “Não é uma eleição só. São 50 eleições.”
A quantidade de votos de cada Estado corresponde ao número de seus legisladores no Congresso de 535 membros (100 no Senado e 435 na Câmara de Representantes). Apesar de não ter representação no Congresso, a capital Washington tem três votos – o número mínimo a que cada Estado tem direito. “Os Estados automaticamente têm dois votos – porque cada um tem dois senadores – e um número adicional relativo aos deputados federais. Com exceção do Maine e de Nebraska (que dividem seus votos proporcionalmente), o vencedor leva tudo nos outros Estados”, disse Tim Hagle, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de Iowa.
Homicídio cresce 86% em outubro em São Paulo e bate recorde
As mortes envolvendo policiais militares e as execuções suspeitas de civis continuam contribuindo para a explosão dos homicídios em São Paulo. Até a tarde de quarta-feira (31), a capital já havia registrado 145 homicídios em outubro, um crescimento de 86% em relação ao mesmo mês do ano passado, que teve 78 ocorrências. Os dados são do Sistema de Informações Criminais (Infocrim) e não levam em consideração os registros da noite de quarta-feira.
É o segundo mês consecutivo em que a capital registra recorde de homicídios desde que a contabilidade mensal começou a ser feita pelo governo de São Paulo, em janeiro do ano passado. O recorde já havia sido quebrado em setembro passado, com 135 homicídios - total 96% maior do que o mesmo mês do ano anterior.
Taxa de homicídio cresce 41,1% em 17 anos, diz IBGE
H omicídio de jovens cresce 346% em três décadas no País, diz estudo
"As operações policiais iniciadas nesta semana nas favelas de Paraisópolis (zona sul), Funerária (zona norte) e São Remo (zona oeste) foram feitas em cima de inteligência e planejamento. Conseguimos identificar de onde partiam algumas instruções para a morte de policiais e creio que por isso a tendência da curva de homicídios deve começar a se reverter", afirma o coronel Marcos Chaves, do Comando de Policiamento da Capital.
Governo de São Paulo aceita ajuda federal para conter violência
Os governos federal e de São Paulo vão atuar juntos para conter a onda de violência que atinge o Estado. A parceria foi acertada nesta quinta-feira (1°) em um telefonema que a presidenta Dilma Rousseff fez ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para oferecer ajuda.
Os termos da parceria serão definidos pelos dois governos em uma reunião marcada para o começo da próxima semana. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, será o enviado do governo federal ao encontro.
Com a morte de dois policiais no fim da noite de quarta-feira (31), subiu para 88 o número de policiais assassinados no Estado de São Paulo este ano. O total de PMs mortos de janeiro a outubro já é 57% maior do que em todo o ano passado, quando foram registradas 56 mortes.
O acordo ocorre depois da troca de acusações entre os dois governos sobre a situação da segurança pública em São Paulo. Na terça-feira (30), o Ministério da Justiça divulgou nota rebatendo acusações de que não teria oferecido ajuda ao governo estadual e reiterando a disposição de pactuar um plano de segurança pública integrado entre as esferas estadual e federal.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Fim do visto deve levar mais 300 mil brasileiros aos EUA
Os Estados Unidos vão receber 316 mil turistas brasileiros a mais todos os anos se o Brasil for incluído no programa de dispensa de visto.
Esse é o cálculo da US Travel Association, entidade que representa empresas de turismo norte-americanas e faz lobby pela dispensa do visto para os brasileiros.
A associação faz a estimativa com base no aumento no fluxo de turistas de outros países que já foram incluídos no programa de dispensa de visto para entrar no país.
O número de turistas brasileiros nos Estados Unidos deve chegar a 1,8 milhão neste ano, uma alta de 18% em relação a 2011, de acordo com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos.
Segundo o governo norte-americano, a espera para se marcar a entrevista do visto americano no Brasil caiu de 140 dias para um a dois dias neste ano, após a implementação de medidas como o aumento de funcionários, de consulados e dos horários de trabalho nos postos.
Haddad abre 17 pontos de vantagem sobre Serra, aponta Datafolha
A dez dias do segundo turno das eleições municipais, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, abriu 17 pontos de vantagem em relação ao seu adversário, o tucano José Serra.
Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra Haddad com 49% das intenções de voto totais contra 32% de Serra. Brancos e nulos somam 10%. Outros 9% dizem que não sabem em quem votar.
Na conta dos votos válidos (sem brancos e nulos), Haddad tem 60%; Serra, 40%.
O levantamento mostra também que a rejeição ao nome de Serra disparou. Na última pesquisa feita pelo Datafolha antes do primeiro turno, nos dias 5 e 6 deste mês, 42% dos eleitores diziam que não votariam em Serra de jeito nenhum. Agora são 52%.
É a primeira vez que mais da metade do eleitorado rejeita o tucano. Desde 1992, só dois candidatos a prefeito de São Paulo chegaram ao final da disputa com um índice superior a este. Em 2008, Paulo Maluf (PP) era rejeitado por 59%. Em 2000, Fernando Collor (PRTB) alcançou 62%.
A pesquisa de ontem mostra que Haddad vence Serra entre os eleitores que votaram em Celso Russomanno (PRB) e Gabriel Chalita (PMDB) no primeiro turno.
No grupo dos que optaram por Russomanno (21,6% dos votos válidos na primeira etapa), o petista ganha do tucano por 53% a 20%. No grupo dos que foram de Chalita (13,6% dos válidos), vence 50% a 26%. Chalita anunciou apoio a Haddad no segundo turno. Russomanno declarou-se neutro.
Para chegar a esses resultados, o Datafolha ouviu 2.098 eleitores ontem e anteontem. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
KASSAB REPROVADO
O alto índice de desaprovação da gestão do atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), ajuda a explicar as dificuldades que estão sendo enfrentadas por Serra.
Hoje, 42% dos eleitores classificaram a administração Kassab como ruim ou péssima. No início de setembro, eram 48%.
Essa queda de seis pontos na reprovação, porém, não representou ganhos de aprovação. Antes, 20% diziam que o trabalho de Kassab era bom ou ótimo. Agora são 19%. O que aumentou foi a avaliação regular (de 29% para 37%).
Convidados a dar uma nota de 0 a 10 a Kassab, os paulistanos deram 4,4, em média, igualando a nota do início de setembro, a pior desde julho de 2007.
Eleito vice em 2004 ainda pelo PFL, Kassab assumiu a prefeitura em 2006 após a renúncia de Serra para disputar o governo do Estado. Em 2008, foi reeleito com apoio do tucano. Agora defende a volta de Serra à prefeitura.
O clima por mudança na cidade fica evidente nas respostas a outra pergunta do Datafolha. O instituto perguntou se os eleitores querem mudança ou manutenção das ações do atual prefeito. Resultado: 88% preferem um novo prefeito com ações diferentes das de Kassab.
Governo espera economizar R$ 282 milhões com horário de verão 2012/2013
O horário de verão que começa neste domingo (21), com o adiantamento dos relógios em uma hora a partir da meia-noite, e poderá trazer uma economia de R$ 282 milhões devido à redução de energia. A cifra é 56% maior que os R$ 180 milhões poupados na última edição da medida, em 2011 e começo deste ano.
Os dados são do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), segundo o qual a economia se deve à menor necessidade de acionamento de usinas térmicas que, tradicionalmente, são mais caras na geração de energia do que as usinas hidrelétricas.
Na edição 2012/2013, o horário de verão terminará no dia 17 de fevereiro, uma semana após o Carnaval. Desta vez, participarão apenas os Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Tocantins, no Norte, que resolveu aderir. Participante ano passado, este ano a Bahia optou por ficar de fora.
Na edição de 2011, vigente até fevereiro deste ano, a economia de energia chegou a 4,6%, conforme dados da ONS. Este ano, a estimativa do governo federal é que, durante o horário, a diminuição da demanda de energia nos horários de pico fique entre 5% e 5,5%, com maior estabilidade ao sistema elétrico.
Em São Paulo, a Bovespa manterá pregão das 10h às 17h durante a vigência do horário de verão.
Com a medida, o governo espera aliviar as redes de transmissão de energia nas faixas de horário de pico do consumo –sobretudo das 18h às 21h. A proposta é aproveitar a iluminação solar e diminuir o uso da iluminação artificial. Quanto mais próximo do Hemisfério Sul, mais luz. O contrário ocorre para quem se encontra próximo ao Equador.
Decreto de 2008
Por conta de um decreto presidencial, desde 2008 foram estabelecidas datas fixas para início e término do horário de verão. Até então, publicava-se um decreto para definição do período da mudança.
Com o decreto, todos os anos o horário tem início no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro. Caso a data coincida com o domingo de Carnaval, o fim do horário de verão acaba sendo transferido para o domingo seguinte.
sábado, 24 de março de 2012
Polícia faz nova perícia em carro de Thor Batista neste sábado

A Polícia Civil realizou, na manhã deste sábado (24), a terceira perícia no veículo Mercedes Mclaren, de Thor Batista, filho de Eike Batista. O estudante atropelou e matou um ciclista na Rodovia Washington Luis, na Baixada Fluminense, no último sábado (17).
O objetivo dos peritos é verificar a velocidade em que o veículo estava quando atingiu o ciclista Wanderson Pereira Santos, de 30 anos. Segundo a polícia, foram realizadas várias medições no lado interno e externo do carro e nos pontos onde a bicicleta se chocou contra o Mercedes do estudante.
O delegado titular da 61ª DP (Xerém), Mario Arruda, vai continuar a ouvir outras possíveis testemunhas do acidente no inquérito policial. O laudo deverá ficar pronto em até 30 dias, de acordo com a Polícia Civil.
Laudo aponta que vítima consumiu álcool
O laudo do exame toxicológico do ciclista Wanderson Pereira dos Santos apontou a presença de 15,5 dg/L (decigramas por litro) de álcool no sangue. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil na tarde de sexta-feira (23).
O exame foi feito por peritos do Instituto Médico Legal (IML), e divulgado pela delegacia de Xerém, responsável pelo caso.
O acidente aconteceu na pista sentido Rio. Segundo o advogado Celso Vilardi, que defende o filho do bilionário, Thor estava trafegando dentro da velocidade permitida no local do acidente, e não ingeriu álcool antes de dirigir. O jovem estava acompanhado de um amigo, que também passou pelo teste do bafômetro. O delegado já descartou a hipótese de homicídio doloso.
Não é possível definir embriaguez, diz polícia
De acordo com a assessoria da Polícia Civil, peritos do IML disseram que não é possível afirmar se uma pessoa está embriagada com 15,5 dc/L no sangue, já que vários fatores precisam ser levados em consideração. Entre eles, o metabolismo da pessoa, a estrutura corporal, se a pessoa estava de estômago vazio, qual o grau de resistência da pessoa ao álcool e há quanto tempo o álcool fora ingerido, itens que o exame de alcoolemia não detecta.
Já para efeito da Lei Seca, o condutor de veículo automotor não pode ter mais de 0,2 dc/L no sangue, sendo considerado índice tolerável de até 0,6 dc/L. Mas de acordo com a nova legislação, o motorista que for flagrado com nível de álcool acima do permitido (0,1 mg/l de sangue), será multado e terá carteira apreendida.
Segundo o coordenador da Lei Seca, major Marco Andrade, 0,6 dc/L de álcool no sangue equivalem a 0,3 mg/L de álcool por litro de ar, ao ser soprado no bafômetro.
Em junho de 2008 foi aprovada a Lei 11.705, modificando o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) sobre a Lei Seca, que proíbe o consumo da quantidade de bebida alcoólica superior a 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro (ou 2 dg de álcool por litro de sangue) por condutores de veículos.
O major considerou muito alto o nível de álcool detectado pela polícia na vítima atropelada pelo Thor Batista.
Dilma nega crise a revista e diz não gostar de 'toma lá dá cá' com a base
A presidente Dilma Rousseff negou, segundo entrevista concedida à revista "Veja" publicada neste sábado (24), que exista crise política entre o Palácio do Planalto e o Congresso - mas disse não gostar "desse negócio de toma lá dá cá" nas relações com a base aliada.
"Não gosto desse negócio de toma lá dá cá. Não gosto e não vou deixar que isso aconteça no meu governo. Mas isso nada tem a ver com a troca dos líderes. Eles não saíram por essa razão", disse a presidente conforme reproduziu a publicação.
Dilma mantém no Congresso uma relação tensa com a base aliada ao governo, que resultou, entre outros episódios, na troca dos líderes do governo no Senado e na Câmara, e em derrotas nas últimas semanas em temas prioritários ao Planalto. Governistas reclamam da falta de diálogo com o Executivo e da postura "impositiva" da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, responsável pela articulação política do governo.
"Não há crise nenhuma. Perder ou ganhar votações faz parte do processo democrático e deve ser respeitado. Crise existe quando se perde a legitimidade", disse Dilma, segundo a revista. "A tensão é inerente ao presidencialismo de coalizão com base partidária. No governo passado perdemos a votação da CPMF, e o céu não caiu sobre nossas cabeças."
Sobre as denúncias de corrupção que atingiram o governo no ano passado e que resultaram na saída de sete ministros, Dilma, além de afirmar mais uma vez ser avessa a "malfeitos", disse, de acordo com "Veja", que nem todos esses políticos deixaram seus cargos por estarem envolvidos nas irregularidades. "Alguns pediram para sair para evitar a superexposição ou para se defender das acusações que sofreram."
Segundo a revista, porém, Dilma condenou o que classificaram como "faxina" a saída de autoridades envolvidas nesses casos. "Parece preconceituoso [chamar de faxina]. Se o presidente fosse um homem, vocês falariam em faxina?"
Crise econômica
Crítica do que classificou no início do mês como "tsunami monetário", Dilma defendeu, segundo a publicação, conjugar medidas protecionistas para a economia para evitar a entrada de capital especulativo e abrir o país a investimentos estrangeiros produtivos. Demonstrou insatisfação, ainda, conforme a revista, com interpretações de que estaria estimulando fechamento econômico do país.
Afirmou também que pretende baixar a carga tributária, mas disse, de acordo com a "Veja", que os empresários, com quem teve encontro nesta semana para cobrar investimentos, devem se comprometer em "assumir riscos".
"Não gosto desse negócio de toma lá dá cá. Não gosto e não vou deixar que isso aconteça no meu governo. Mas isso nada tem a ver com a troca dos líderes. Eles não saíram por essa razão", disse a presidente conforme reproduziu a publicação.
Dilma mantém no Congresso uma relação tensa com a base aliada ao governo, que resultou, entre outros episódios, na troca dos líderes do governo no Senado e na Câmara, e em derrotas nas últimas semanas em temas prioritários ao Planalto. Governistas reclamam da falta de diálogo com o Executivo e da postura "impositiva" da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, responsável pela articulação política do governo.
"Não há crise nenhuma. Perder ou ganhar votações faz parte do processo democrático e deve ser respeitado. Crise existe quando se perde a legitimidade", disse Dilma, segundo a revista. "A tensão é inerente ao presidencialismo de coalizão com base partidária. No governo passado perdemos a votação da CPMF, e o céu não caiu sobre nossas cabeças."
Sobre as denúncias de corrupção que atingiram o governo no ano passado e que resultaram na saída de sete ministros, Dilma, além de afirmar mais uma vez ser avessa a "malfeitos", disse, de acordo com "Veja", que nem todos esses políticos deixaram seus cargos por estarem envolvidos nas irregularidades. "Alguns pediram para sair para evitar a superexposição ou para se defender das acusações que sofreram."
Segundo a revista, porém, Dilma condenou o que classificaram como "faxina" a saída de autoridades envolvidas nesses casos. "Parece preconceituoso [chamar de faxina]. Se o presidente fosse um homem, vocês falariam em faxina?"
Crise econômica
Crítica do que classificou no início do mês como "tsunami monetário", Dilma defendeu, segundo a publicação, conjugar medidas protecionistas para a economia para evitar a entrada de capital especulativo e abrir o país a investimentos estrangeiros produtivos. Demonstrou insatisfação, ainda, conforme a revista, com interpretações de que estaria estimulando fechamento econômico do país.
Afirmou também que pretende baixar a carga tributária, mas disse, de acordo com a "Veja", que os empresários, com quem teve encontro nesta semana para cobrar investimentos, devem se comprometer em "assumir riscos".
Cinzas de Chico Anysio serão jogadas no Projac

Chico Anysio nunca escondeu de ninguém seu amor pela Rede Globo. Dizia que sempre fora abraçado pela emissora, onde foi trabalhar em 1968, e que se sentia em casa quando estava no Projac. Chegou a declarar, inclusive, que sonhava em morrer trabalhando, logo após gravar uma cena.
Nada estranho, portanto, ter pedido aos familiares para metade de suas cinzas serem lançadas no centro de produção da Globo. A outra parte, segundo uma pessoa próxima da família, será jogada em Maranguape, no Ceará, cidade natal do humorista.
Chico Anysio está sendo velado no Theatro municipal do Rio neste sábado (24) e será cremado no domingo por volta das 13h.
sábado, 10 de março de 2012
Annan reúne-se com Assad em Damasco para tentar mediar crise

O enviado da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, reuniu-se neste sábado em Damasco com o presidente sírio, Bashar al-Assad, para tentar estabelecer as bases de um diálogo com a oposição. Fontes da Presidência síria informaram que o encontro ocorreu pouco após a chegada de Annan ao país, durante a parte da manhã (local).
Luta por liberdade revoluciona norte africano e península arábica
Ex-secretário-geral da ONU, Annan tem como missão promover o diálogo entre as autoridades sírias e a oposição para encontrar uma saída negociada à crise político-social que começou há um ano com protestos populares pacíficos e se agravou nos meses seguintes com a mobilização armada da população.
No entanto, a oposição síria rejeita negociar com o regime Assad, pois considera que um diálogo só daria mais tempo às autoridades para continuar com a repressão dos protestos.
Além de se reunir com Assad, o ex-secretário-geral da ONU deve manter contatos com representantes da sociedade civil síria. Ele também prevê se encontrar com líderes da oposição exilados, mas isso só depois de deixar o país.
Antes de viajar à Síria, Annan fez uma escala de três dias no Cairo, onde se reuniu com o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil el-Araby, e com o ministro das Relações Exteriores egípcio, Mohamed Amr.
Na quinta-feira, Annan enfatizou a necessidade de manter a via diplomática e alertou sobre as consequências de uma hipotética intervenção militar na Síria que, em sua opinião, só pioraria a situação. "Acho que qualquer aumento das operações militares causaria uma deterioração da situação e a pioraria".
Enquanto Annan visita a Síria, os ministros das Relações Exteriores da Liga Árabe se reúnem neste sábado no Cairo com o chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, cujo país permanece reticente a condenar o regime Assad pela repressão interna devido à tradicional aliança Moscou-Damasco.
Após derrubar os governos de Tunísia e Egito e de sobreviver a uma guerra na Líbia, a Primavera Árabe vive na Síria um de seus episódios mais complexos. Foi em meados do primeiro semestre de 2011 que sírios começaram a sair às ruas para pedir reformas políticas e mesmo a renúncia do presidente Bashar al-Assad, mas, aos poucos, os protestos começaram a ser desafiados por uma repressão crescente que coloca em xeque tanto o governo de Damasco como a própria situação da oposição da Síria.
A partir junho de 2011, a situação síria, mais sinuosa e fechada que as de Tunísia e Egito, começou a ficar exposta. Crise de refugiados na Turquia e ataques às embaixadas dos EUA e França em Damasco expandiram a repercussão e o tom das críticas do Ocidente. Em agosto a situação mudou de perspectiva e, após a Turquia tomar posição, os vizinhos romperam o silêncio. A Liga Árabe, principal representação das nações árabes, manifestou-se sobre a crise e posteriormente decidiu pela suspensão da Síria do grupo, aumentando ainda mais a pressão ocidental, ancorada pela ONU.
Mas Damasco resiste. Observadores árabes foram enviados ao país para investigar o massacre de opositores, sem surtir grandes efeitos. No início de fevereiro de 2012, quando completavam-se 30 anos do massacre de Hama, as forças de Assad iniciaram uma investida contra Homs, reduto da oposição. Pouco depois, a ONU preparou um plano que negociava a saída pacífica de Assad, mas Rússia e China vetaram a resolução, frustrando qualquer chance de intervenção, que já era complicada. Uma ONG ligada à oposição estima que pelo menos 8,5 mil pessoas já tenham morrido, número superior aos 7,5 mil calculados pela ONU.
Judeus de origem persa temem conflito entre Israel e Irã

Os rumores de uma guerra entre Israel e Irã têm deixado apreensiva uma comunidade existente nos dois países: os judeus de origem persa. Israel possui 250 mil judeus iranianos entre seus 7,8 milhões de habitantes. Já o Irã tem a segunda maior comunidade de judeus no Oriente Médio - cerca de 30 mil pessoas, instalados principalmente na região de Teerã, Isfahan e Hamedã.
Os que vivem em Israel têm dois bons motivos para se preocupar. Primeiro, temem por seus familiares no Irã - sem falar que um ataque do governo de Benjamin Netanyahu pode arruinar parte da cultura e da paisagem da sua terra natal. O segundo é a ameaça do governo do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, de "varrer Israel do mapa".
Um dos integrantes dessa comunidade é Moshe-Hay Haguigat, 32 anos, doutorando da Universidade Bar-Ilan e especialista em relações Israel-Irã. Ele é filho de judeus persas de Teerã e acredita que o governo iraniano não seria tão irracional a ponto de iniciar uma guerra. "Apesar de eles defenderem apagar Israel do mapa, eles são racionais e não vão querer levar o regime à guerra", disse o judeu de ascendência persa.
Haguigat também defende o direito de Israel em não querer permitir uma alteração no "equilíbrio nuclear" no Oriente Médio - já que, segundo ele, países antigamente aliados de Israel já modificaram seu posicionamento, como a Turquia e o próprio Irã. "A tensão não vem do fato de ser apenas o Irã, mas também da mudança de equilíbrio na região, que pode ser uma ameaça à existência de Israel", afirmou.
Os pais de Haguigat migraram para Israel três meses antes da Revolução Islâmica no Irã, em dezembro de 1978, e decidiram ficar no país criado pela ONU para ser lar dos judeus. Moshe disse que a integração na infância foi o período mais difícil porque "as crianças costumam implicar com quem tem cultura diferente". "Quando você cresce, isso passa, você se sente israelense, serve as forças armadas lado a lado com todo mundo", afirmou o analista político.
Já o radialista Menashe Amir, nascido em Teerã, chegou a Israel em 1959, bem antes da revolução iraniana. Ele ressalta que muitos judeus persas conquistaram altos cargos e reconhecimento nas artes e na política de Israel - chegando a presidente, ministro da Defesa e chefe das Forças Armadas. "Hoje a cantora mais popular de Israel nasceu no Irã: Rita Yahan-Farouz", disse.
Menashe começou a vida como jornalista em Israel, aos 19 anos, apostando na construção do novo país. "Tenho duas terras natais: o Irã, onde eu nasci, e Israel, onde vivo e sou feliz", afirmou Menashe, agora com 72 anos. Após mais de 50 anos de experiência profissional, seu programa em persa da Rádio Israel é um dos poucos fóruns para o diálogo entre iranianos e israelenses.
Os ouvintes de seu programa em Teerã não podem telefonar diretamente para a rádio em Jerusalém, pois existe um bloqueio do governo de Ahmadinejad contra chamadas provenientes de Israel. A conexão é viabilizada por meio de um número instalado na Alemanha que escapa ao controle. Segundo o radialista, a maioria de seus ouvintes tem medo da possibilidade de uma guerra e estão preocupados com a vida dos civis e com a infra-estrutura do país. Além disso, as viagens familiares dos judeus persas, que antes visitavam a terra natal via Turquia ou Chipre, também se viu dificultada com a escalada das ameaças entre Irã e Israel.
Antes da Revolução Islâmica, durante o regime do xá persa Mohamed Reza Pahlevi, Israel e Irã viviam um período de intercâmbio acadêmico, econômico e tecnológico. "Hoje essa cooperação não existe mais, o Irã ameaça destruir Israel, nega o Holocausto, freia nosso processo de paz (com os palestinos)", lamentou Menash. "Meu desejo é que os dois países voltassem ao tempo quando havia amizade e cooperação, em vez de serem inimigos e trocarem ameaças de ataque", disse o radialista.
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