A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse neste sábado (19), em Campinas, que nunca abrigou ou tomou conhecimento da ocorrência de atos ilegais na Casa Civil no período em que ocupou a pasta, de junho de 2005 a março de 2010.
Reportagem da revista “Veja” deste final de semana afirma que houve pagamento de propina em licitação para a compra do remédio Tamiflu – usado no tratamento da gripe H1N1 – e a liberação de uma concessão ao marido da ex-ministra Erenice Guerra para operar no mercado de telefonia celular em São Paulo.
Segundo a revista, funcionários da Casa Civil teriam recebido pacotes de dinheiro, contendo R$ 200 mil, supostamente pela intermediação de um contrato de R$ 34,7 milhões para a compra emergencial do medicamento.
Já a concessão ao marido de Erenice teria saído por influência da ex-ministra.
Entenda o caso da suspeita de tráfico de influência na Casa Civil
"Eu não tive acesso ainda a essa reportagem [de 'Veja´], mas tenho uma posição muito clara quanto a isso. Todas as denúncias têm de ser rigorosamente apuradas e investigadas. Acredito que as pessoas culpadas têm de ser drasticamente punidas", afirmou Dilma. "Eu tenho um histórico de vida pública. Jamais permiti, jamais abriguei práticas ilegais nas minhas proximidades. Não faria isso também na minha campanha."
Eu não tive acesso ainda a essa reportagem, mas eu tenho uma posição muito clara quanto a isso. Todas as denúncias têm de ser rigorosamente apuradas e investigadas. Acredito que as pessoas culpadas têm de ser drasticamente punidas"
Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência
A revista afirma que a empresa Unicel, dirigida pelo marido de Erenice, o engenheiro elétrico José Roberto Camargo Campos, teria conseguido, em 2005, concessão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para operar telefonia celular em São Paulo.
A decisão de incluir a empresa no mercado, segundo a reportagem, teria sido tomada pelo presidente da Anatel, Elifas Gurgel, e contestada por técnicos da agência por suposta falta de capacidade técnica da empresa de Campos para atuar no mercado.
A revista afirma Erenice fez pressão para que técnicos da Anatel modificassem pareceres e aprovassem a empresa do marido e de ter usado sua influência para reduzir a taxa de entrada cobrada nos contratos de concessão de 10% para 1% . Ainda de acordo com a publicação, o negócio teria como alvo o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
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Ministra Erenice Guerra deixa o governo
Erenice e filhos
A reportagem descreve o que seria um “balcão de negócios” na Casa Civil, com contratos sem licitação envolvendo parentes da ministra. Segundo a revista, Israel Guerra, filho de Erenice, teria cobrado R$ 40 mil de propina do piloto de motocross Flávio Corsini, de Brasília, em troca da liberação de patrocínio de R$ 200 mil com a Eletrobras.
“Não tinha nenhum filho da Erenice na Casa Civil, o que tinha eram amigos. Se esses amigos cometeram delitos, eu lamento a indicação deles, lamento profundamente”, afirmou Dilma. O filho de Erenice Israel Guerra é suspeito de intermediar contratos entre empresas e o governo.
Não tinha nenhum filho da Erenice na Casa Civil, o que tinha eram amigos. Se esses amigos cometeram delitos, eu lamento a indicação deles, lamento profundamente"
Dilma Rousseff
Dar credibilidade à consultor é 'estarrecedor', diz Dilma
De maneira genérica, Dilma criticou a imprensa por divulgar denúncias do consultor Rubnei Quícoli, que apontou cobrança de propina e tráfico de influência na Casa Civil. "Acho estarrecedor que se dê credibilidade [às denúncias] a uma pessoa com aquele currículo."
Quícoli já foi processado por crimes como uso de dinheiro falso, coação e receptação, e passou dez meses preso por desobediência a ordem judicial.
A candidata do PT disse, porém, que não faria pré-julgamento da ex-assessora. “A ex-ministra Erenice trabalhou comigo, e enquanto trabalhou comigo demonstrou muita capacidade, muita competência e muita idoneidade.”
Dilma disse ter recebido telefonema de Erenice na quinta-feira (16), dia em a ex-ministra anunciou sua saída do cargo. “Ela me avisou que ia pedir demissão. Falei que ficava a cargo dela, era problema de avaliação e de critério dela. Ela que soubesse a medida mais correta para tomar”, afirmou a candidata do PT à Presidência.
Outros lados
A Casa Civil informou, por meio de sua assessoria, que todas as denúncias veiculadas pela imprensa serão enviadas ao Ministério da Justiça para serem apuradas no âmbito da investigação já iniciada pela Polícia Federal.
Além disso, a Casa Civil afirmou que vai encaminhar a reportagem, caso haja indício de envolvimento de servidores da pasta na nova denúncia, à Comissão de Sindicância criada na sexta-feira (17) para apurar outros relatos recentes de supostas irregularidades no ministério.
O G1 procurou também as assessorias da Eletrobras e da Anatel e aguarda resposta. O advogado de Israel Guerra, Eduardo Ferrão, afirmou que ainda não tinha conhecimento das novas denúncias. A ex-ministra e o marido não foram localizados pela reportagem.
Encontro com Del Toro
Dilma participa nesta tarde de comício em Campinas, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mais cedo, a candidata do PT tomou café da manhão com o ator porto-riquenho Benicio Del Toro, que interpretou Che Guevara no cinema.
A candidata do PT afirmou que o ator se mostrou interessado pela campanha eleitoral no Brasil e que eles conversaram sobre a América Latina e caribenha. “Ele estava muito interessado na eleição. Parece que ele vai ao comício. Acho que vai ser interessante. No Brasil, nós mostramos para ele que nós somos os únicos que fazem comício neste país”, disse.
domingo, 19 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
PF abre inquérito para investigar denúncias contra filho de Erenice Guerra
A Polícia Federal vai investigar as denúncias de tráfico de influência envolvendo Israel Guerra, filho da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. Sobre ele pesa a suspeita de que teria intermediado contratos com os Correios mediante pagamento de propina. O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse nesta terça-feira que determinou a instauração do inquérito à PF para que seja feita uma ampla apuração dos fatos noticiados pela imprensa.
“O que interessa neste momento é chegar à verdade concreta dos fatos. A Polícia Federal, a partir de agora, abre esse inquérito e investiga todos os fatos que foram narrados nos últimos dias”.
Em sua defesa, a ministra encaminhou à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério da Justiça ofícios solicitando que sejam abertos processos de investigação para apurar as denúncias. “Ela está muito envolvida em descobrir a verdade, tanto que solicitou a três órgãos da União a apuração da verdade. A melhor maneira de se chegar a essa verdade é por meio de uma investigação policial”.
Segundo Barreto, a investigação não diz respeito à ministra, pois ela não está diretamente envolvida nos fatos. “[As denúncias] dizem respeito a empresas, advogados e pessoas que teriam participado de liberação de licenças. Temos de avaliar se essas liberações foram feitas dentro da normalidade. A investigação da ministra depende de autorização prévia do Supremo Tribunal Federal”.
O ministro informou que ainda não há prazo definido para a conclusão do inquérito, “depende do andamento das apurações”.
“O que interessa neste momento é chegar à verdade concreta dos fatos. A Polícia Federal, a partir de agora, abre esse inquérito e investiga todos os fatos que foram narrados nos últimos dias”.
Em sua defesa, a ministra encaminhou à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério da Justiça ofícios solicitando que sejam abertos processos de investigação para apurar as denúncias. “Ela está muito envolvida em descobrir a verdade, tanto que solicitou a três órgãos da União a apuração da verdade. A melhor maneira de se chegar a essa verdade é por meio de uma investigação policial”.
Segundo Barreto, a investigação não diz respeito à ministra, pois ela não está diretamente envolvida nos fatos. “[As denúncias] dizem respeito a empresas, advogados e pessoas que teriam participado de liberação de licenças. Temos de avaliar se essas liberações foram feitas dentro da normalidade. A investigação da ministra depende de autorização prévia do Supremo Tribunal Federal”.
O ministro informou que ainda não há prazo definido para a conclusão do inquérito, “depende do andamento das apurações”.
Crise projeta o Brasil entre os protagonistas do mundo
Não foi a “marolinha” que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esperava, mas a crise do subprime ajudou o mundo a voltar os olhos para o Brasil. Dois anos após o estopim da maior turbulência econômica dos últimos 80 anos – completados nesta quarta-feira, aniversário da quebra do banco de investimento Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008 -, a economia brasileira ganhou holofotes pela rápida recuperação, após a primeira queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 17 anos, ao contrário do que acontecia em crises anteriores das décadas de 1980 e 1990. Agora, no pós-crise, o País sustenta uma das maiores taxas de crescimento do mundo.
Enquanto na Europa e nos Estados Unidos ainda existem temores com relação a uma nova depreciação da economia, puxada, principalmente, pelos altos índices de desemprego, no Brasil, a discussão é outra: poderá a economia seguir crescendo em um ritmo tão acelerado? Para este ano, espera-se que o PIB cresça acima dos 7%, o que será a maior expansão dos últimos 24 anos. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, diz que, até 2014, o Brasil deve crescer, em média, 5,5% ao ano.
O Brasil e o mundo
Compare o desempenho trimestral da economia brasileira frente a emergentes e desenvolvidos
Fonte: IBGE e Departamentos de Análise Econômica locais
O desempenho da economia brasileira surpreendeu o mundo. Desde o estouro da crise, o Fundo Monetário Internacional (FMI) errou todas as projeções que fez sobre o Brasil. Já com relação à Europa, o Fundo se mostrou benevolente e acabou surpreendido por resultados ruins das principais economias da região. Mas o Brasil não passou ileso pela crise. Em 2009, o PIB teve queda de 0,2%, o primeiro recuo desde 1992. No entanto, a baixa foi bem menor que a observada em outros países: nos Estados Unidos, a queda foi de 2,4%, a maior desde 1946, e a União Europeia teve baixa de 4,1%.
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Medidas fiscais e monetárias ajudaram na retomada
EUA saem na frente da Europa no pós-crise
Depois da crise, Alemanha volta a ser o motor da Europa
Passada a fase aguda, EUA e Europa enfrentam momento crônico
Dois anos depois, quebra do Lehman Brothers ainda gera problemas
Tripé da política econômica se consolida no Brasil
Em 2010, o Brasil também está à frente dos chamados países desenvolvidos: com crescimento de 9% no primeiro trimestre e 8,8% no segundo, o País só é superado pela China em termos de expansão entre as principais economias do mundo.
"A recessão por aqui durou apenas dois trimestres, o último de 2008 e o primeiro de 2009, segundo o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (CODACE), da FGV", diz Octávio de Barros, economista-chefe do banco Bradesco. "Cabe destacar que a média histórica de recessão no país é de 5 trimestres. Desde então, foram 5 trimestres consecutivos de expansão forte, cuja média foi de 2,0% ao trimestre."
Desempenho impressionante
“O desempenho do Brasil tem sido extremamente impressionante”, diz Jim O’Neill, economista-chefe do Goldman Sachs e criador do termo Brics (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China). Para ele, o Brasil deve crescer de 5% a 6% na década e, nos próximos 20 anos, deve responder por 5% de toda economia mundial.
O otimismo de O’Neill, no entanto, não deve ser atribuído somente ao desempenho do Brasil no pós-crise. Segundo especialistas brasileiros, a resposta do País está associada a fatores anteriores ao 15 de setembro de 2008. “A crise foi a oportunidade de consolidar a visão de que somos um país estável, previsível e com baixa vulnerabilidade a choques externos”, diz o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, sócio da consultoria Tendências.
É praticamente consenso entre os especialistas que o tripé da política econômica – câmbio flutuante, metas de inflação e responsabilidade fiscal –, o fortalecimento do mercado interno e a consolidação do sistema financeiro sustentaram o Brasil, enquanto o mundo sofria com o congelamento do financiamento Internacional, o baque no comércio mundial e a quebra de instituições.
“A crise chegou aqui não pelas causas, mas pelas conseqüências”, diz Rubens Ricupero, embaixador e ex-ministro da Fazenda. “Nos afetou pelo efeito da diminuição do comércio mundial e um pouco pela redução da oferta de financiamento global, enquanto em países europeus e nos Estados Unidos, as causas foram bolha imobiliária, sistema bancário fraco e problemas nas hipotecas.”
Ricupero destaca que a crise ajudou o Brasil a ganhar voz no cenário internacional, a partir do momento em que o G20 ganhou força como grande fórum da discussão mundial. No estouro da crise, a presidência rotativa do grupo das 20 maiores economias do mundo era ocupada pelo Brasil.
Desde então, praticamente todos os indicadores brasileiros já responderam ao pior da crise. As reservas internacionais – importante “colchão de proteção” contra a variação da moeda – estão em alta há 16 meses, ultrapassando a casa dos US$ 250 bilhões (no estouro da crise, estavam em US$ 207,4 bilhões). A geração de empregos com carteira assinada está em alta em todos os meses de 2010, enquanto a utilização da capacidade instalada da indústria e a produção industrial se aproximam dos patamares pré-crise.
Do ponto de vista do consumo (importante motor para a economia), o rendimento médio real habitual dos trabalhadores está no maior nível desde o estouro da crise. Pela primeira vez na história, mais da metade da população passou a compor a classe média. Cerca de 3,1 milhões de pessoas das classes D e E migraram para o segmento C entre 2008 e 2009.
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PIB de 2010 será o maior desde o Plano Cruzado
Segundo Daniela Prates, professora de economia da Universidade de Campinas (Unicamp), a crise reforçou a condição do Brasil de “menina dos olhos” da economia mundial. Mas, a situação das contas externas pode fazer com que o cenário fique menos favorável ao País no longo prazo. “Estamos reduzindo nossa capacidade de gerar divisas via exportações e isso gera um déficit alto em transações correntes, aumentando o passivo externo. Sabemos que isso tem um limite”, afirma. Por outro lado, ela acredita que, no curto prazo, a situação será contornada pelo fluxo de capitais e pelas reservas internacionais.
Mailson da Nóbrega, da Tendências, não vê motivos para muito otimismo. “O Brasil dificilmente será uma grande potencia nos próximos anos. Eu diria que, se o País fizer tudo certo, daqui a uma geração teremos uma renda per capita parecida com a da Espanha de hoje.”
“O nosso bom desempenho é muito recente e durou muito pouco. O resultado só é convincente quando dura duas décadas, como no caso dos asiáticos”, completa Rubens Ricupero.
Enquanto na Europa e nos Estados Unidos ainda existem temores com relação a uma nova depreciação da economia, puxada, principalmente, pelos altos índices de desemprego, no Brasil, a discussão é outra: poderá a economia seguir crescendo em um ritmo tão acelerado? Para este ano, espera-se que o PIB cresça acima dos 7%, o que será a maior expansão dos últimos 24 anos. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, diz que, até 2014, o Brasil deve crescer, em média, 5,5% ao ano.
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O desempenho da economia brasileira surpreendeu o mundo. Desde o estouro da crise, o Fundo Monetário Internacional (FMI) errou todas as projeções que fez sobre o Brasil. Já com relação à Europa, o Fundo se mostrou benevolente e acabou surpreendido por resultados ruins das principais economias da região. Mas o Brasil não passou ileso pela crise. Em 2009, o PIB teve queda de 0,2%, o primeiro recuo desde 1992. No entanto, a baixa foi bem menor que a observada em outros países: nos Estados Unidos, a queda foi de 2,4%, a maior desde 1946, e a União Europeia teve baixa de 4,1%.
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Em 2010, o Brasil também está à frente dos chamados países desenvolvidos: com crescimento de 9% no primeiro trimestre e 8,8% no segundo, o País só é superado pela China em termos de expansão entre as principais economias do mundo.
"A recessão por aqui durou apenas dois trimestres, o último de 2008 e o primeiro de 2009, segundo o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (CODACE), da FGV", diz Octávio de Barros, economista-chefe do banco Bradesco. "Cabe destacar que a média histórica de recessão no país é de 5 trimestres. Desde então, foram 5 trimestres consecutivos de expansão forte, cuja média foi de 2,0% ao trimestre."
Desempenho impressionante
“O desempenho do Brasil tem sido extremamente impressionante”, diz Jim O’Neill, economista-chefe do Goldman Sachs e criador do termo Brics (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China). Para ele, o Brasil deve crescer de 5% a 6% na década e, nos próximos 20 anos, deve responder por 5% de toda economia mundial.
O otimismo de O’Neill, no entanto, não deve ser atribuído somente ao desempenho do Brasil no pós-crise. Segundo especialistas brasileiros, a resposta do País está associada a fatores anteriores ao 15 de setembro de 2008. “A crise foi a oportunidade de consolidar a visão de que somos um país estável, previsível e com baixa vulnerabilidade a choques externos”, diz o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, sócio da consultoria Tendências.
É praticamente consenso entre os especialistas que o tripé da política econômica – câmbio flutuante, metas de inflação e responsabilidade fiscal –, o fortalecimento do mercado interno e a consolidação do sistema financeiro sustentaram o Brasil, enquanto o mundo sofria com o congelamento do financiamento Internacional, o baque no comércio mundial e a quebra de instituições.
“A crise chegou aqui não pelas causas, mas pelas conseqüências”, diz Rubens Ricupero, embaixador e ex-ministro da Fazenda. “Nos afetou pelo efeito da diminuição do comércio mundial e um pouco pela redução da oferta de financiamento global, enquanto em países europeus e nos Estados Unidos, as causas foram bolha imobiliária, sistema bancário fraco e problemas nas hipotecas.”
Ricupero destaca que a crise ajudou o Brasil a ganhar voz no cenário internacional, a partir do momento em que o G20 ganhou força como grande fórum da discussão mundial. No estouro da crise, a presidência rotativa do grupo das 20 maiores economias do mundo era ocupada pelo Brasil.
Desde então, praticamente todos os indicadores brasileiros já responderam ao pior da crise. As reservas internacionais – importante “colchão de proteção” contra a variação da moeda – estão em alta há 16 meses, ultrapassando a casa dos US$ 250 bilhões (no estouro da crise, estavam em US$ 207,4 bilhões). A geração de empregos com carteira assinada está em alta em todos os meses de 2010, enquanto a utilização da capacidade instalada da indústria e a produção industrial se aproximam dos patamares pré-crise.
Do ponto de vista do consumo (importante motor para a economia), o rendimento médio real habitual dos trabalhadores está no maior nível desde o estouro da crise. Pela primeira vez na história, mais da metade da população passou a compor a classe média. Cerca de 3,1 milhões de pessoas das classes D e E migraram para o segmento C entre 2008 e 2009.
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Mailson da Nóbrega, da Tendências, não vê motivos para muito otimismo. “O Brasil dificilmente será uma grande potencia nos próximos anos. Eu diria que, se o País fizer tudo certo, daqui a uma geração teremos uma renda per capita parecida com a da Espanha de hoje.”
“O nosso bom desempenho é muito recente e durou muito pouco. O resultado só é convincente quando dura duas décadas, como no caso dos asiáticos”, completa Rubens Ricupero.
Polícia faz operação contra torcidas organizadas no RJ
Uma operação da 73ª DP (Neves), em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, prendeu seis integrantes de torcidas organizadas do Vasco e do Flamengo, na manhã desta quarta-feira (15). Eles são suspeitos de vários crimes, como homicídio, tentativa de homicídio, lesão corporal e porte ilegal de arma. As informações são da 73ª DP.
Os policiais estão nas ruas para cumprir, ao todo, 19 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão.
No dia 22 de agosto, um torcedor do Vasco morreu em um hospital particular na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte do Rio. A polícia suspeita que ele tenha sido vítima de uma briga de torcidas.
Os policiais estão nas ruas para cumprir, ao todo, 19 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão.
No dia 22 de agosto, um torcedor do Vasco morreu em um hospital particular na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte do Rio. A polícia suspeita que ele tenha sido vítima de uma briga de torcidas.
sábado, 11 de setembro de 2010
Atentado que mudou o mapa político mundial completa nove anos hoje
Há exatos nove anos, um atentado terrorista mudou para sempre os Estados Unidos e o mundo, levando destruição, morte e pânico a um lugar até então intocado pelas guerras há mais de 200 anos: o território norte-americano. No dia 11 de setembro de 2001, dois aviões pilotados por extremistas muçulmanos se chocaram contra as imponentes torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, matando mais de 3.000 pessoas. E o mundo nunca mais foi o mesmo.
Na manhã deste sábado, homenagens foram realizadas em vários pontos do país para relembrar os nove anos do atentado. As principais ocorreram na região onde estavam os edifícios do World Trade Center, hoje conhecida como Marco Zero. O presidente Barack Obama está presente no evento da capital, Washington.
Os atentados representaram muito mais que um mero ataque de terroristas contra cidadãos inocentes em uma grande cidade. Eles provocaram uma profunda mudança no mapa político mundial, ainda em processo de reorganização após o fim da Guerra Fria. Cerca de dez anos após o colapso do comunismo e da tensão entre os Estados Unidos e União Soviética, um novo e poderoso inimigo surgia nos discursos dos líderes norte-americanos: o terrorismo.
O impacto dos atentados foi enorme, a ponto de o dia em que eles ocorreram ganhar um novo e intenso sentido próprio. Hoje se fala em 11 de setembro não como uma data, mas como um acontecimento, algo que sintetiza toda uma era de medo surgida deste então.
Bin Laden
O autor intelectual dos atentados não demorou a se apresentar ao mundo, tornando-se uma espécie de celebridade do noticiário internacional. Osama bin Laden, herdeiro de uma milionária família saudita da indústria petrolífera, já integrava há anos a lista de homens mais procurados pelos Estados Unidos, na condição de comandante da organização terrorista Al-Qaeda. Após o 11 de setembro, ele se consolidou como inimigo público número 1 do Ocidente.
Já com o status de terrorista mais procurado da história, bin Laden apareceu diversas vezes em vídeos, com mensagens contra os Estados Unidos e seus aliados e apresentando uma visão particular da Jihad, a guerra santa.
O chefe da Al-Qaeda pregava contra a intervenção política e econômica promovida pelos Estados Unidos e Europa no Oriente Médio. Também criticava a cultura e o modo de vida dos países ocidentais. Para ele, estes países eram a encarnação do Grande Satã.
Represália
O ataque a Nova York motivou uma reação imediata dos Estados Unidos. O então presidente George W. Bush declarou uma “guerra ao terror”, realizando a ocupação do Afeganistão. Segundo o líder norte-americano, o país da Ásia Central era o centro de operações da Al-Qaeda, contando com o apoio do Taleban, organização islâmica extremista que governava o país desde 1996.
Um grande contingente das Forças Armadas foi mobilizado pelos Estados Unidos ao Afeganistão para derrubar o Taleban e encontrar bin Laden. O governo foi deposto e aliados dos norte-americanos ocuparam seu lugar, mas a guerra continua até hoje. Bin Laden não foi encontrado até agora e os talebans iniciaram uma série de atentados na busca para recuperar o poder.
Desde então, a “guerra contra o terror” envolveu vários outros países, como o Iraque, Irã e Paquistão, além de incluir a interminável questão palestina. Nove anos depois, os conflitos estão longe de acabar.
Na manhã deste sábado, homenagens foram realizadas em vários pontos do país para relembrar os nove anos do atentado. As principais ocorreram na região onde estavam os edifícios do World Trade Center, hoje conhecida como Marco Zero. O presidente Barack Obama está presente no evento da capital, Washington.
Os atentados representaram muito mais que um mero ataque de terroristas contra cidadãos inocentes em uma grande cidade. Eles provocaram uma profunda mudança no mapa político mundial, ainda em processo de reorganização após o fim da Guerra Fria. Cerca de dez anos após o colapso do comunismo e da tensão entre os Estados Unidos e União Soviética, um novo e poderoso inimigo surgia nos discursos dos líderes norte-americanos: o terrorismo.
O impacto dos atentados foi enorme, a ponto de o dia em que eles ocorreram ganhar um novo e intenso sentido próprio. Hoje se fala em 11 de setembro não como uma data, mas como um acontecimento, algo que sintetiza toda uma era de medo surgida deste então.
Bin Laden
O autor intelectual dos atentados não demorou a se apresentar ao mundo, tornando-se uma espécie de celebridade do noticiário internacional. Osama bin Laden, herdeiro de uma milionária família saudita da indústria petrolífera, já integrava há anos a lista de homens mais procurados pelos Estados Unidos, na condição de comandante da organização terrorista Al-Qaeda. Após o 11 de setembro, ele se consolidou como inimigo público número 1 do Ocidente.
Já com o status de terrorista mais procurado da história, bin Laden apareceu diversas vezes em vídeos, com mensagens contra os Estados Unidos e seus aliados e apresentando uma visão particular da Jihad, a guerra santa.
O chefe da Al-Qaeda pregava contra a intervenção política e econômica promovida pelos Estados Unidos e Europa no Oriente Médio. Também criticava a cultura e o modo de vida dos países ocidentais. Para ele, estes países eram a encarnação do Grande Satã.
Represália
O ataque a Nova York motivou uma reação imediata dos Estados Unidos. O então presidente George W. Bush declarou uma “guerra ao terror”, realizando a ocupação do Afeganistão. Segundo o líder norte-americano, o país da Ásia Central era o centro de operações da Al-Qaeda, contando com o apoio do Taleban, organização islâmica extremista que governava o país desde 1996.
Um grande contingente das Forças Armadas foi mobilizado pelos Estados Unidos ao Afeganistão para derrubar o Taleban e encontrar bin Laden. O governo foi deposto e aliados dos norte-americanos ocuparam seu lugar, mas a guerra continua até hoje. Bin Laden não foi encontrado até agora e os talebans iniciaram uma série de atentados na busca para recuperar o poder.
Desde então, a “guerra contra o terror” envolveu vários outros países, como o Iraque, Irã e Paquistão, além de incluir a interminável questão palestina. Nove anos depois, os conflitos estão longe de acabar.
Alckmin mantém vantagem sobre Mercadante, aponta Datafolha
O candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, manteve a vantagem de 26 pontos percentuais sobre seu principal adversário, o petista Aloisio Mercadante, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado.
Geraldo Alckmin segue na frente com 49%, enquanto Mercadante aparece com 23%. Na pesquisa anterior, o tucano tinha 50%, contra 24% do petista. Com este resultado, Alckmin continua com chances de vencer a eleição ainda no primeiro turno.
Na pesquisa divulgada hoje, Celso Russomanno (PP) está em terceiro lugar, com 9%, enquanto Paulo Skaf (PSB) conta com 3%. Fabio Feldmann (PV) e Paulo Bufalo (PSOL) têm 1% cada. Brancos e nulos somam 5% e 8% dos entrevistados disseram que não sabem em quem votar ou não responderam, 8%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 9 de setembro, com 2.111 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Geraldo Alckmin segue na frente com 49%, enquanto Mercadante aparece com 23%. Na pesquisa anterior, o tucano tinha 50%, contra 24% do petista. Com este resultado, Alckmin continua com chances de vencer a eleição ainda no primeiro turno.
Na pesquisa divulgada hoje, Celso Russomanno (PP) está em terceiro lugar, com 9%, enquanto Paulo Skaf (PSB) conta com 3%. Fabio Feldmann (PV) e Paulo Bufalo (PSOL) têm 1% cada. Brancos e nulos somam 5% e 8% dos entrevistados disseram que não sabem em quem votar ou não responderam, 8%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 9 de setembro, com 2.111 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Tracking Vox Populi/Band/iG: Serra vai a 22%; Dilma mantém 53%
O candidato tucano à Presidência da República, José Serra, oscilou positivamente um ponto e chegou a 22% no tracking Vox Populi/Band/iG, que mede diariamente as intenções de voto para a eleição presidencial deste ano. Foi a primeira vez que o tucano ganhou pontos desde o começo da medição no dia 31 de agosto. A mudança ocorre dentro da margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais.
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A candidata petista Dilma Rousseff manteve-se na liderança, com 53% das intenções de voto, acumular uma queda de três pontos porcentuais em dois dias. Marina Silva (PV) continua na terceira colocação, com 9% das intenções de voto. Outros candidatos têm 1% dos votos. Os eleitores indecisos somam 10% e brancos e nulos 5%.
A região onde Dilma tem o melhor desempenho é o Nordeste. A candidata do PT está 60 pontos percentuais a frente de José Serra - 72% da petista contra 12% do tucano. Serra tem o melhor resultado na região Sul, onde a diferença para a primeira colocada cai para 11 pontos. Dilma lidera com 44% na região contra 33% de Serra.
Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos ao eleitor, Dilma tem 43%, Serra tem 18% e Marina tem 7%. Lula é citado por 2% e “o candidato do PT” também recebe 2%.
A cada dia, o instituto realiza 500 novas entrevistas. A amostra consolidada com 2000 entrevistas, portanto, só é totalmente renovada após quatro dias. O levantamento foi registrado junto ao TSE sob o nº 27.428/10.
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Saiba mais sobre José Serra
Saiba mais sobre Marina Silva
A candidata petista Dilma Rousseff manteve-se na liderança, com 53% das intenções de voto, acumular uma queda de três pontos porcentuais em dois dias. Marina Silva (PV) continua na terceira colocação, com 9% das intenções de voto. Outros candidatos têm 1% dos votos. Os eleitores indecisos somam 10% e brancos e nulos 5%.
A região onde Dilma tem o melhor desempenho é o Nordeste. A candidata do PT está 60 pontos percentuais a frente de José Serra - 72% da petista contra 12% do tucano. Serra tem o melhor resultado na região Sul, onde a diferença para a primeira colocada cai para 11 pontos. Dilma lidera com 44% na região contra 33% de Serra.
Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos ao eleitor, Dilma tem 43%, Serra tem 18% e Marina tem 7%. Lula é citado por 2% e “o candidato do PT” também recebe 2%.
A cada dia, o instituto realiza 500 novas entrevistas. A amostra consolidada com 2000 entrevistas, portanto, só é totalmente renovada após quatro dias. O levantamento foi registrado junto ao TSE sob o nº 27.428/10.
Veja intenções de voto à Presidência por sexo e região segundo Datafolha
Uma nova pesquisa Datafolha de intenção de voto para a Presidência da República foi divulgada na sexta-feira (10). Os principais resultados foram publicados no mesmo dia pelo G1. Além dos números gerais, o instituto calculou os percentuais de intenção de voto dos presidenciáveis por segmentos do eleitorado como sexo, regiões do país e estados.
O quadro ao lado mostra o desempenho de Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), nas sete últimas pesquisas nacionais do Datafolha. O último levantamento, divulgado na sexta, mostra Dilma com 50%, Serra com 27% e Marina com 11%. Dos demais candidatos, nenhum atingiu 1%. Brancos e nulos somaram 4%, e os indecisos, 6%.
Homens e mulheres
Dilma alcança 54% das intenções de voto dentre os homens, mesmo patamar da pesquisa anterior, contra 26% de Serra e 11% de Marina. No levantamento realizado no início do mês, o tucano tinha 28%, e a candidata do PV, 9%.
Entre as mulheres, a petista passou de 46% para 47% nesta pesquisa. Serra tinha 29% e agora tem 28%. Marina oscilou de 10% para 12%.
Regiões
No Sudeste, a candidata do PT tinha 44% na pesquisa anterior e agora tem 46%. O tucano oscilou de 33% para 29%, e Marina passou de 12% para 13%. No Sul, Serra passou de 31% para 35%, enquanto Dilma oscilou de 44% para 43%. Marina se manteve em 9%.
No Norte/Centro-Oeste, Dilma saiu de 51% e foi para 47%, e Marina passou de 10% para 14%. Serra se manteve em 29%. No Nordeste, a petista oscilou de 61% para 63% nesta pesquisa, enquanto o tucano passou de 20%, no levantamento anterior, para 18%. Marina oscilou de 6% para 8%.
Estados
O Datafolha também verificou o desempenho dos candidatos no DF e em alguns estados. Na comparação das duas últimas pesquisas, os resultados de Dilma, Serra e Marina, respectivamente, foram:
SP - 44%, 36%, 11% (2 e 3.set) - 41%, 35%, 14% (8 e 9.set)
RJ - 46%, 23%, 13% (23 e 24.ago) - 49%, 21%, 16% (8 e 9.set)
MG - 48%, 29%, 10% (23 e 24.ago) - 51%, 24%, 11% (8 e 9.set)
RS - 43%, 39%, 7% (23 e 24.ago) - 43%, 38%, 8% (8 e 9.set)
PR - 43%, 34%, 9% (23 e 24.ago) - 46%, 33%, 8% (8 e 9.set)
BA - 60%, 22%, 7% (23 e 24.ago) - 64%, 18%, 8% (8 e 9.set)
PE - 62%, 21%, 5% (23 e 24.ago) - 67%, 18%, 6% (8 e 9.set)
DF - 44%, 25%, 16% (23 e 24.ago) - 51%, 16%, 24% (8 e 9.set)
Sobre a pesquisa
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo". Foram realizadas 11.660 entrevistas em 414 municípios na quarta-feira (8) e na quinta (9). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 28809/2010.
O quadro ao lado mostra o desempenho de Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), nas sete últimas pesquisas nacionais do Datafolha. O último levantamento, divulgado na sexta, mostra Dilma com 50%, Serra com 27% e Marina com 11%. Dos demais candidatos, nenhum atingiu 1%. Brancos e nulos somaram 4%, e os indecisos, 6%.
Homens e mulheres
Dilma alcança 54% das intenções de voto dentre os homens, mesmo patamar da pesquisa anterior, contra 26% de Serra e 11% de Marina. No levantamento realizado no início do mês, o tucano tinha 28%, e a candidata do PV, 9%.
Entre as mulheres, a petista passou de 46% para 47% nesta pesquisa. Serra tinha 29% e agora tem 28%. Marina oscilou de 10% para 12%.
Regiões
No Sudeste, a candidata do PT tinha 44% na pesquisa anterior e agora tem 46%. O tucano oscilou de 33% para 29%, e Marina passou de 12% para 13%. No Sul, Serra passou de 31% para 35%, enquanto Dilma oscilou de 44% para 43%. Marina se manteve em 9%.
No Norte/Centro-Oeste, Dilma saiu de 51% e foi para 47%, e Marina passou de 10% para 14%. Serra se manteve em 29%. No Nordeste, a petista oscilou de 61% para 63% nesta pesquisa, enquanto o tucano passou de 20%, no levantamento anterior, para 18%. Marina oscilou de 6% para 8%.
Estados
O Datafolha também verificou o desempenho dos candidatos no DF e em alguns estados. Na comparação das duas últimas pesquisas, os resultados de Dilma, Serra e Marina, respectivamente, foram:
SP - 44%, 36%, 11% (2 e 3.set) - 41%, 35%, 14% (8 e 9.set)
RJ - 46%, 23%, 13% (23 e 24.ago) - 49%, 21%, 16% (8 e 9.set)
MG - 48%, 29%, 10% (23 e 24.ago) - 51%, 24%, 11% (8 e 9.set)
RS - 43%, 39%, 7% (23 e 24.ago) - 43%, 38%, 8% (8 e 9.set)
PR - 43%, 34%, 9% (23 e 24.ago) - 46%, 33%, 8% (8 e 9.set)
BA - 60%, 22%, 7% (23 e 24.ago) - 64%, 18%, 8% (8 e 9.set)
PE - 62%, 21%, 5% (23 e 24.ago) - 67%, 18%, 6% (8 e 9.set)
DF - 44%, 25%, 16% (23 e 24.ago) - 51%, 16%, 24% (8 e 9.set)
Sobre a pesquisa
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo". Foram realizadas 11.660 entrevistas em 414 municípios na quarta-feira (8) e na quinta (9). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 28809/2010.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Para “Economist”, Dilma só perde eleição se houver “cataclismo”
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, só não será eleita a sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se houver um “cataclismo político” no país, afirma a edição desta semana da revista britânica “The Economist”.
Segundo a publicação, graças ao apoio de Lula e de sua “incrível popularidade”, a petista abriu vantagem nas pesquisas de intenção de voto e deve “surrar” o adversário do PSDB, José Serra, mesmo com a repercussão da violação de dados fiscais da filha do tucano, Verônica Serra.
“Com o resultado da eleição presidencial praticamente resolvido, as atenções se voltam para as disputas locais e legislativas que irão determinar a força do próximo governo”, afirma a revista.
A “The Economist” aposta ainda que Dilma deverá conquistar o “mais forte governo no Brasil desde o fim da ditadura”, com 390 assentos na Câmara, somando os mandatos de aliados, e pouco menos de 60% das vagas no Senado, novamente contando com os parlamentares de legendas coligadas.
Apesar disso, a publicação diz que o “maior obstáculo ao poder da Sra. Rousseff” poderá surgir de dentro do PT, afirmando que a ex-ministra se filiou ao partido há menos de dez anos e que sua candidatura foi imposta por Lula.
“Com mais lugares e mais fraco do que o líder do seu antecessor, o próximo governo pode parecer mais forte no papel do que será na prática”, conclui a revista.
Segundo a publicação, graças ao apoio de Lula e de sua “incrível popularidade”, a petista abriu vantagem nas pesquisas de intenção de voto e deve “surrar” o adversário do PSDB, José Serra, mesmo com a repercussão da violação de dados fiscais da filha do tucano, Verônica Serra.
“Com o resultado da eleição presidencial praticamente resolvido, as atenções se voltam para as disputas locais e legislativas que irão determinar a força do próximo governo”, afirma a revista.
A “The Economist” aposta ainda que Dilma deverá conquistar o “mais forte governo no Brasil desde o fim da ditadura”, com 390 assentos na Câmara, somando os mandatos de aliados, e pouco menos de 60% das vagas no Senado, novamente contando com os parlamentares de legendas coligadas.
Apesar disso, a publicação diz que o “maior obstáculo ao poder da Sra. Rousseff” poderá surgir de dentro do PT, afirmando que a ex-ministra se filiou ao partido há menos de dez anos e que sua candidatura foi imposta por Lula.
“Com mais lugares e mais fraco do que o líder do seu antecessor, o próximo governo pode parecer mais forte no papel do que será na prática”, conclui a revista.
Governador do Amapá é preso em operação da Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira (10) o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), durante a Operação Mãos Limpas. O governador é suspeito de participar de uma organização criminosa composta por servidores públicos, políticos e empresários que praticavm desvio de recursos públicos do Amapá e da União. O governador foi levado pelos agentes da PF para o quartel do Exército, em Macapá.
A assessoria do diretório do PP em Macapá confirmou a prisão do governador, mas não quis comentar o assunto.
Foram mobilizados 600 policiais federais para cumprir 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além do Amapá, os mandados também estão sendo cumpridos no Pará, Paraíba e São Paulo. Participam da ação 60 servidores da Receita Federal e 30 da Controladoria Geral da União (CGU).
As apurações revelaram indícios de um esquema de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).
Foi constatado que a maioria dos contratos administrativos firmados pela Secretaria de Educação não respeitavam as formalidades legais e beneficiavam empresas previamente selecionadas. Apenas uma empresa de segurança e vigilância privada manteve contrato emergencial por três anos com a Secretaria de Educação, com fatura mensal superior a R$ 2,5 milhões, e com evidências de que parte do valor retornava, sob forma de propina, aos envolvidos.
Durante as investigações, constatou-se que o mesmo esquema era aplicado em outros órgãos públicos. Foram identificados desvios de recursos no Tribunal de Contas do Estado do Amapá, na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Macapá, nas Secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária.
As investigações, que contaram com o auxílio da Receita Federal, da CGU e do Banco Central (BC), iniciaram-se em agosto de 2009, e se encontram sob a presidência do STJ. Os envolvidos estão sendo investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outros crimes conexos.
A assessoria do diretório do PP em Macapá confirmou a prisão do governador, mas não quis comentar o assunto.
Foram mobilizados 600 policiais federais para cumprir 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além do Amapá, os mandados também estão sendo cumpridos no Pará, Paraíba e São Paulo. Participam da ação 60 servidores da Receita Federal e 30 da Controladoria Geral da União (CGU).
As apurações revelaram indícios de um esquema de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).
Foi constatado que a maioria dos contratos administrativos firmados pela Secretaria de Educação não respeitavam as formalidades legais e beneficiavam empresas previamente selecionadas. Apenas uma empresa de segurança e vigilância privada manteve contrato emergencial por três anos com a Secretaria de Educação, com fatura mensal superior a R$ 2,5 milhões, e com evidências de que parte do valor retornava, sob forma de propina, aos envolvidos.
Durante as investigações, constatou-se que o mesmo esquema era aplicado em outros órgãos públicos. Foram identificados desvios de recursos no Tribunal de Contas do Estado do Amapá, na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Macapá, nas Secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária.
As investigações, que contaram com o auxílio da Receita Federal, da CGU e do Banco Central (BC), iniciaram-se em agosto de 2009, e se encontram sob a presidência do STJ. Os envolvidos estão sendo investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outros crimes conexos.
Emprego industrial tem o melhor desempenho para o mês de julho
O emprego na indústria teve crescimento de 0,3% em julho na comparação com o desempenho no mês anterior, já descontados os efeitos sazonais, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o sétimo resultado positivo consecutivo, segundo mostra a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (PIMES). Na comparação com julho de 2009, houve expansão de 5,4%, sexta taxa positiva seguida, a mais elevada desde o início da nova série histórica iniciada em 2001.
O indicador acumulado no ano chegou a 2,9%, acelerando frente ao fechamento do primeiro semestre (2,5%). No acumulado nos últimos 12 meses saiu de -1,5% em junho para -0,5% em julho, o que acentuou a redução na intensidade da queda iniciada em dezembro do ano passado.
O indicador acumulado no ano chegou a 2,9%, acelerando frente ao fechamento do primeiro semestre (2,5%). No acumulado nos últimos 12 meses saiu de -1,5% em junho para -0,5% em julho, o que acentuou a redução na intensidade da queda iniciada em dezembro do ano passado.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Em GO, Dilma diz que opositores "subestimam" população
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, participou na noite dessa segunda-feira, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de comício em Valparaíso (GO) e afirmou que seus adversários "subestimam a inteligência e a capacidade” dos brasileiros.
“Agora, na campanha eleitoral, eles (oposição) apelam para uma porção de factoides. E eles subestimam a inteligência e a capacidade desse país e do seu povo”, discursou a ex-ministra.
Dilma disse que seus opositores fizeram uma “aposta errada” ao criticarem o governo Lula. “Apostaram que a gente não sabia governar e foi uma aposta errada que fizeram. Achavam que iam voltar. Não só não voltaram como mostramos que sabíamos governar."
A petista falou ainda como eleita. “Eles (oposição) estão com medo de uma mulher dar certo. Mas essa mulher aqui vai ser a primeira presidente do Brasil."
Ao lado dos candidatos aliados aos governos de Goiás, Íris Rezende (PMDB) e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), Lula pediu votos dos eleitores para os dois e disse que a oposição vive um momento de nervosismo.
“Vocês estão vendo que nossos adversários estão nervosos. Primeiro, eles diziam que a Dilma não estava preparada. Depois, começaram os debates e perceberam que não podiam dizer que ela não estava preparada”, declarou.
O presidente ainda acusou o presidenciável tucano, José Serra, de “começar os ataques”. “A Dilma aprendeu a primeira lição, de não responder e não baixar o nível da campanha”, acrescentou.
Lula ainda ironizou o uso de sua imagem pelo candidato do PSDB. “Ele me coloca no programa de televisão e diz que é amigo do Lula há mais tempo que a Dilma. Aí eu fui para a TV dizer que era amigo dele, mas minha candidata é a Dilma, porque amigo é uma coisa, candidato é outra”, afirmou.
“Agora, na campanha eleitoral, eles (oposição) apelam para uma porção de factoides. E eles subestimam a inteligência e a capacidade desse país e do seu povo”, discursou a ex-ministra.
Dilma disse que seus opositores fizeram uma “aposta errada” ao criticarem o governo Lula. “Apostaram que a gente não sabia governar e foi uma aposta errada que fizeram. Achavam que iam voltar. Não só não voltaram como mostramos que sabíamos governar."
A petista falou ainda como eleita. “Eles (oposição) estão com medo de uma mulher dar certo. Mas essa mulher aqui vai ser a primeira presidente do Brasil."
Ao lado dos candidatos aliados aos governos de Goiás, Íris Rezende (PMDB) e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), Lula pediu votos dos eleitores para os dois e disse que a oposição vive um momento de nervosismo.
“Vocês estão vendo que nossos adversários estão nervosos. Primeiro, eles diziam que a Dilma não estava preparada. Depois, começaram os debates e perceberam que não podiam dizer que ela não estava preparada”, declarou.
O presidente ainda acusou o presidenciável tucano, José Serra, de “começar os ataques”. “A Dilma aprendeu a primeira lição, de não responder e não baixar o nível da campanha”, acrescentou.
Lula ainda ironizou o uso de sua imagem pelo candidato do PSDB. “Ele me coloca no programa de televisão e diz que é amigo do Lula há mais tempo que a Dilma. Aí eu fui para a TV dizer que era amigo dele, mas minha candidata é a Dilma, porque amigo é uma coisa, candidato é outra”, afirmou.
OCDE: Desemprego no Brasil é menor entre os que não concluíram 2º grau
A taxa de desemprego entre as pessoas que concluíram o segundo grau no Brasil é maior do que entre aquelas que não terminaram essa etapa na sua formação, diz um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), divulgado nesta terça-feira.
O dado, que vai na contramão da tendência verificada nos países ricos, onde o maior nível de formação educacional garante maiores chances de encontrar um trabalho, está no relatório "Olhares sobre a Educação 2010", que analisa a situação do ensino em 38 países - os 31 países membros e alguns países tidos como parceiros da organização para a realização de estudos sobre educação.
O índice de desemprego entre os que não concluíram o segundo grau no Brasil é de 4,7% da população ativa, enquanto a taxa dos que terminaram o curso é de 6,1%, diz o economista Etienne Albiser, da divisão de indicadores e análises sobre educação da OCDE.
Segundo ele, uma das razões desse paradoxo no Brasil seria a alta taxa de desemprego entre mulheres que concluíram o segundo grau.
Essa taxa é de 8,5%, bem superior ao mesmo índice de mulheres nos países da OCDE, que é em média de 5%. "Outro fator é a estrutura da economia brasileira, que teria mais necessidade de uma mão-de-obra menos qualificada, embora não existam estatísticas a respeito", disse o economista à BBC Brasil.
Sem diploma
Segundo a OCDE, pelo menos dois terços das pessoas entre 25 e 64 anos no Brasil não têm diploma de estudo secundário. O Chile, a Grécia, o Luxemburgo e o México, que são membros da organização, registram situação semelhante à do Brasil.
Nesses países, a taxa de desemprego entre as pessoas que não concluíram o segundo grau também é menor do que a registrada pelas que obtiveram esse diploma. "Nos países da OCDE, o diploma de conclusão do segundo grau é considerado como a bagagem mínima para ser competitivo no mercado de trabalho.
A taxa de desemprego das pessoas com esse diploma é menor, em média, de cerca de 4 pontos percentuais em relação ao que não atingiram esse nível de formação", afirma o estudo. O documento também revela que as despesas do governo brasileiro com alunos do ensino primário e secundário quase dobraram entre 1995 e 2007.
Em 2007, último dado disponível, os gastos por aluno dos ciclos primário e secundário no Brasil atingiram US$ 1,8 mil. Nos países da OCDE, a média é de US$ 7,6 mil. "Os gastos do Brasil com o ensino primário e secundário era um dos mais baixos entre os países analisados. Houve o aumento da população, mas também havia a necessidade de recuperar o atraso em relação aos demais países", diz Albiser.
Os gastos com educação no Brasil passaram de 3,7% no período 1994-2000 a 5,2% do PIB em 2007. Entre os países analisados no relatório, apenas o Brasil, o Chile, a Dinamarca, os Estados Unidos registraram um aumento dos gastos com educação superior a 0,8 ponto percentual do PIB nesse período.
A parte da educação no orçamento brasileiro passou de 11,2% a 16,1% do total entre 1995 e 2007, afirma o estudo.
O dado, que vai na contramão da tendência verificada nos países ricos, onde o maior nível de formação educacional garante maiores chances de encontrar um trabalho, está no relatório "Olhares sobre a Educação 2010", que analisa a situação do ensino em 38 países - os 31 países membros e alguns países tidos como parceiros da organização para a realização de estudos sobre educação.
O índice de desemprego entre os que não concluíram o segundo grau no Brasil é de 4,7% da população ativa, enquanto a taxa dos que terminaram o curso é de 6,1%, diz o economista Etienne Albiser, da divisão de indicadores e análises sobre educação da OCDE.
Segundo ele, uma das razões desse paradoxo no Brasil seria a alta taxa de desemprego entre mulheres que concluíram o segundo grau.
Essa taxa é de 8,5%, bem superior ao mesmo índice de mulheres nos países da OCDE, que é em média de 5%. "Outro fator é a estrutura da economia brasileira, que teria mais necessidade de uma mão-de-obra menos qualificada, embora não existam estatísticas a respeito", disse o economista à BBC Brasil.
Sem diploma
Segundo a OCDE, pelo menos dois terços das pessoas entre 25 e 64 anos no Brasil não têm diploma de estudo secundário. O Chile, a Grécia, o Luxemburgo e o México, que são membros da organização, registram situação semelhante à do Brasil.
Nesses países, a taxa de desemprego entre as pessoas que não concluíram o segundo grau também é menor do que a registrada pelas que obtiveram esse diploma. "Nos países da OCDE, o diploma de conclusão do segundo grau é considerado como a bagagem mínima para ser competitivo no mercado de trabalho.
A taxa de desemprego das pessoas com esse diploma é menor, em média, de cerca de 4 pontos percentuais em relação ao que não atingiram esse nível de formação", afirma o estudo. O documento também revela que as despesas do governo brasileiro com alunos do ensino primário e secundário quase dobraram entre 1995 e 2007.
Em 2007, último dado disponível, os gastos por aluno dos ciclos primário e secundário no Brasil atingiram US$ 1,8 mil. Nos países da OCDE, a média é de US$ 7,6 mil. "Os gastos do Brasil com o ensino primário e secundário era um dos mais baixos entre os países analisados. Houve o aumento da população, mas também havia a necessidade de recuperar o atraso em relação aos demais países", diz Albiser.
Os gastos com educação no Brasil passaram de 3,7% no período 1994-2000 a 5,2% do PIB em 2007. Entre os países analisados no relatório, apenas o Brasil, o Chile, a Dinamarca, os Estados Unidos registraram um aumento dos gastos com educação superior a 0,8 ponto percentual do PIB nesse período.
A parte da educação no orçamento brasileiro passou de 11,2% a 16,1% do total entre 1995 e 2007, afirma o estudo.
Saiba como limpar seu nome se ele for incluído indevidamente no SPC
Ter o nome incluído nos serviços de proteção ao crédito (SPC) é um problema sério, mas que pode tornar-se ainda mais complicado quando o consumidor julga que a inclusão é indevida. Quando o consumidor fica com o nome “sujo” por uma dívida que ele realmente tem, a saída é procurar a empresa que fez a negativação para negociar.
Se a inclusão for indevida, consumidor poderá pleitear indenização por danos morais
Depois, é preciso quitar a dívida acrescida dos juros e solicitar a exclusão do cadastro de inadimplentes, o que deve ocorrer em cinco dias úteis, conforme orienta Renata Reis, do Procon. O cliente pode ainda pleitear indenização por danos morais se inclusão for indevida.
“O consumidor deve guardar o comprovante de que a dívida esteve figurando nos órgãos de proteção ao crédito, porque ela pode um dia ser reincluída”, diz. “Tem que guardar esse documento, que vale ouro. Também é documento hábil para solicitar danos morais.”
Em caso de título de crédito – cheque, nota promissória ou letra de câmbio – , depois que a pessoa resgatá-lo, é preciso levar o título ao cartório e o comprovante de pagamento para solicitar a baixa de protesto.
Se for cheque, ainda é preciso apresentá-lo no banco, pois existe a inclusão no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF). “Além de pagar a tarifa para dar baixa no protesto,
Oliveira foi parar no Serasa por causa de empresa
de telefonia celular (Foto: Arquivo pessoal)
Cobrança indevida
Antonio Marcio Fonseca de Oliveira, de 45 anos, gerente financeiro de uma multinacional do setor de tecnologia, é um exemplo de consumidor que teve seu nome incluído no serviço de proteção ao crédito, segundo ele, de forma indevida.
Em julho de 2009, ele entrou em contato com o serviço ao cliente da operadora Claro para pedir o cancelamento da sua linha de telefone celular. “Fui informado pela atendente que não havia nenhuma multa contratual e que eu poderia desconsiderar a fatura que venceria no dia 05 de agosto”, diz.
Porém, em setembro, Oliveira recebeu uma conta que incluía o valor em atraso de R$ 35,00, mais juros e multa, além da cobrança de mais uma mensalidade, no valor de R$ 35,00. “No dia 05 de outubro, recebi uma correspondência da operadora informando do valor em aberto de R$ 70,86”, explica.
Quanto mais provas tiver, mais vai ter um valor de indenização justo, vai ter um julgamento melhor"
Maria Inês Dolci
O consumidor deve guardar o comprovante de que a dívida esteve figurando nos órgãos de proteção ao créditoA situação agravou-se quando Oliveira recebeu uma correspondência do Serasa informando que, a pedido da empresa, o nome dele seria incluído no cadastro de inadimplentes. Mais uma vez o gerente financeiro recorreu à empresa de telefonia e acreditou que a questão estivesse solucionada. Mas, ao tentar contratar um financiamento imobiliário, foi informado da “restrição” ao seu nome devido à pendência com a operadora de telefonia. “Para evitar mais aborrecimentos, paguei os R$ 35,00 com a promessa de que os R$ 70,86 fossem retirados do Serasa”, conta.
Oliveira destaca que buscou regularizar sua situação com o fornecedor por diversas vezes e diz que tem todos os números de protocolo abertos, com os respectivos nomes dos atendentes, dias e horários dos contatos.
O G1 procurou a Claro e foi informada que, no caso de Antonio Marcio Fonseca de Oliveira, não foi identificada irregularidade na inclusão de seu nome no órgão de proteção ao crédito. Segundo a empresa, após o pedido de cancelamento, o cliente recebeu uma fatura com a cobrança dos créditos feitos entre o ciclo de faturamento, que ocorria todo dia 19 de cada mês, e a data do pedido, feito no dia 29.
“Em 25/11/09, foi gerado boleto avulso com o valor restante do débito de R$ 35,00, porém o pagamento desta fatura foi efetuado em 01/02/2010. Após a quitação do débito, foi feita a exclusão de seu nome no órgão de proteção ao crédito”, informa a operadora.
Danos morais
A supervisora da área de Assuntos Financeiros do Procon-SP, Renata Reis, explica que, se o consumidor não tem nenhuma outra negativação, ele pode pleitear danos morais pelo período que ficou negativado junto ao Poder Judiciário. “Se o consumidor entender que o dano não supera o valor de 20 salários mínimos, pode recorrer ao Juizado Especial Cível”, explica. Neste caso, não há nem a necessidade de contratar um advogado. Para indenizações no valor de até 40 salários mínimos, também é possível buscar a solução nos juizados especiais, mas é preciso contratar um advogado. “Acima deste valor, terá de recorrer à Justiça comum”, diz.
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Segundo ela, muitas vezes as empresas costumam resolver o problema, exatamente para evitar uma ação de danos morais. “Se o consumidor contesta (a dívida), mesmo que a empresa não consiga conferir, ela retira o nome por precaução, faz a análise e, dependendo do resultado, coloca novamente”, diz. Isso porque, segundo Renata, o valor dos danos morais está diretamente ligado ao tempo que o nome ficou negativado.
Renata explica que, a partir do momento que a pessoa tem acesso à informação da negativação, é preciso procurar o órgão que fez a inclusão no cadastro de inadimplentes - SPC ou Serasa, por exemplo – e fazer o levantamento de todas as informações. “O órgão fornece um documento indicando quem e quando houve a negativação”, diz.
De posso desse documento, o consumidor deve procurar a empresa que efetuou a negativação. “Se o contato for por e-mail, imprima a mensagem; se for por telefone, solicite um número de protocolo; anote dia, hora e nome do atendente”, orienta.
O prazo de exclusão do nome é de cinco dias úteis. “Se essa providência não for tomada pela empresa nesse prazo, o consumidor deve procurar o órgão de defesa do consumidor para tentar a retirada e, se não houver solução, procurar a Justiça.”
Problemas com cartões de crédito
Os problemas do aposentado Osvaldo Casarin, de 59 anos, começaram em 2006. Ele explica que, em 2001, depois de se aposentar, abriu uma conta na Caixa Econômica Federal e recebeu cartões de crédito das bandeiras Visa e Mastercard em seu nome, da esposa e das filhas.
“Passou 2001, 2002, 2003, 2004, nunca paguei um tostão de anuidade. Quando foi de 2004 para 2005, a Caixa começou a cobrar anuidade”, diz. Casarin comenta que um dos cartões das filhas foi cancelado quase que de imediato, porque ela já tinha emprego e, portanto, conta bancária própria. O da esposa nunca chegou a ser desbloqueado. “De repente, começou a chegar anuidade minha, da minha esposa. Aí é que foi complicado.”
O aposentado nunca pagou a anuidade, segundo ele, seguindo orientação da própria gerente da sua conta. Em abril de 2006, porém, o nome de Casarin foi incluído no cadastro do Serasa por uma dívida de R$ 489,27 do cartão Mastercard.
No caso do cartão Visa, além do problema da cobrança de anuidade, a agravante, de acordo com o aposentado, foi que ele deixou a fatura no banco para ser paga e a funcionária teria feito a liquidação da dívida com um dia de atraso. A partir de então, Casarin começou a receber a cobrança de multa por este atraso que ele não reconhecia como seu.
Na fatura do mês seguinte apareceu um encargo contratual de R$ 52,41 que Casarin acredita ter surgido por causa do pagamento com atraso. Com isso, em novembro de 2007, o aposentado teve o nome incluído novamente nos serviços de proteção ao crédito, desta vez por problemas com o cartão Visa. “Foi um erro do banco, erro administrativo, que pagou com atraso”, se defende.
O aposentado afirma que procurou a agência inúmeras vezes para tentar resolver seu problema, ligou para o telefone de atendimento, mas que nunca conseguiram convencê-lo dos valores cobrados. “Mandaram ocorrências internas, mandei e-mail, fax, tentei escrever para o presidente da Caixa. Uma vergonha!”, desabafa.
Depois de muito reclamar, o aposentado diz que a Caixa reconheceu um erro administrativo e fez um crédito de R$ 192,00 em sua conta. Ainda assim, ele teria continuado com uma dívida. Para ele, o que mais incomoda é não saber como o banco e a operadora do cartão chegaram aos valores cobrados – tanto dos débitos quanto do crédito efetuado em sua conta. “O banco ou a operadora deveria mostrar a razão da cobrança e o cálculo. Isso não é demonstrado. Se comprovassem de onde surgiu o valor eu tentaria fazer um acordo”, reclama.
A Caixa Econômica Federal confirma, por e-mail, que Osvaldo Casarin é autor de um processo contra o banco no Juízado Especial Federal da Terceira Região. “A Caixa informa, ainda, que não comenta casos em trâmite na justiça, e que a ação judicial em curso apresenta, até o momento, decisão favorável a esta instituição em primeira instância”, conclui.
'Zona cinza'
O advogado Arystóbulo Freitas, especializado em Relações de Consumo, destaca que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem entendido que uma inclusão indevida só gera indenização se for a primeira ocorrência. No caso do aposentado Osvaldo Casarin, portanto, talvez não seja possível pleitear danos morais.
Freitas diz, ainda, que as instituições financeiras não possuem apenas os cadastros oficias e públicos conhecidos, como Serasa, Telecheque, associações comerciais. “Existe uma troca de informações que eu diria numa ‘zona cinza’, porque não é divulgado, e se você estiver discutindo qualquer questão (judicialmente) com uma instituição, ela vai passar isso adiante”, diz.
O advogado comenta que um caso comum é a negativação por motivo de fraude, seja porque a pessoa perdeu ou teve os documentos roubados, ou porque tem um homônimo. “Uma vez identificado, se for fraude, tem que ir para a Justiça, não tem outra alternativa”, orienta.
Comunicação prévia
A coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci, lembra que o nome de ninguém pode ser mandado para o cadastro de restrição sem que a pessoa seja previamente comunicada.
Maria Inês diz que casos de documentos fraudados também têm sido registrados na entidade. “Às vezes nem tem documento roubado, é falsificação de documento mesmo. Aí, a pessoa é de São Paulo, por exemplo, e aparece um crediário no Nordeste. Temos recomendado para fazer boletim de ocorrência na delegacia e entrar com ação na Justiça”, diz.
A coordenadora da Proteste lembra que, em qualquer situação, é fundamental que o consumidor tenha a prova de que o nome foi negativado. “Quanto mais provas tiver, mais vai ter um valor de indenização justo, vai ter um julgamento melhor, o juiz poderá avaliar melhor a extensão do dano”, diz.
Segundo ela, ainda que a empresa que fez uma negativação indevida reconheça o erro imediatamente e retire o nome do cadastro de inadimplentes, o consumidor pode ir à Justiça pedir reparação por danos morais
Se a inclusão for indevida, consumidor poderá pleitear indenização por danos morais
Depois, é preciso quitar a dívida acrescida dos juros e solicitar a exclusão do cadastro de inadimplentes, o que deve ocorrer em cinco dias úteis, conforme orienta Renata Reis, do Procon. O cliente pode ainda pleitear indenização por danos morais se inclusão for indevida.
“O consumidor deve guardar o comprovante de que a dívida esteve figurando nos órgãos de proteção ao crédito, porque ela pode um dia ser reincluída”, diz. “Tem que guardar esse documento, que vale ouro. Também é documento hábil para solicitar danos morais.”
Em caso de título de crédito – cheque, nota promissória ou letra de câmbio – , depois que a pessoa resgatá-lo, é preciso levar o título ao cartório e o comprovante de pagamento para solicitar a baixa de protesto.
Se for cheque, ainda é preciso apresentá-lo no banco, pois existe a inclusão no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF). “Além de pagar a tarifa para dar baixa no protesto,
Oliveira foi parar no Serasa por causa de empresa
de telefonia celular (Foto: Arquivo pessoal)
Cobrança indevida
Antonio Marcio Fonseca de Oliveira, de 45 anos, gerente financeiro de uma multinacional do setor de tecnologia, é um exemplo de consumidor que teve seu nome incluído no serviço de proteção ao crédito, segundo ele, de forma indevida.
Em julho de 2009, ele entrou em contato com o serviço ao cliente da operadora Claro para pedir o cancelamento da sua linha de telefone celular. “Fui informado pela atendente que não havia nenhuma multa contratual e que eu poderia desconsiderar a fatura que venceria no dia 05 de agosto”, diz.
Porém, em setembro, Oliveira recebeu uma conta que incluía o valor em atraso de R$ 35,00, mais juros e multa, além da cobrança de mais uma mensalidade, no valor de R$ 35,00. “No dia 05 de outubro, recebi uma correspondência da operadora informando do valor em aberto de R$ 70,86”, explica.
Quanto mais provas tiver, mais vai ter um valor de indenização justo, vai ter um julgamento melhor"
Maria Inês Dolci
O consumidor deve guardar o comprovante de que a dívida esteve figurando nos órgãos de proteção ao créditoA situação agravou-se quando Oliveira recebeu uma correspondência do Serasa informando que, a pedido da empresa, o nome dele seria incluído no cadastro de inadimplentes. Mais uma vez o gerente financeiro recorreu à empresa de telefonia e acreditou que a questão estivesse solucionada. Mas, ao tentar contratar um financiamento imobiliário, foi informado da “restrição” ao seu nome devido à pendência com a operadora de telefonia. “Para evitar mais aborrecimentos, paguei os R$ 35,00 com a promessa de que os R$ 70,86 fossem retirados do Serasa”, conta.
Oliveira destaca que buscou regularizar sua situação com o fornecedor por diversas vezes e diz que tem todos os números de protocolo abertos, com os respectivos nomes dos atendentes, dias e horários dos contatos.
O G1 procurou a Claro e foi informada que, no caso de Antonio Marcio Fonseca de Oliveira, não foi identificada irregularidade na inclusão de seu nome no órgão de proteção ao crédito. Segundo a empresa, após o pedido de cancelamento, o cliente recebeu uma fatura com a cobrança dos créditos feitos entre o ciclo de faturamento, que ocorria todo dia 19 de cada mês, e a data do pedido, feito no dia 29.
“Em 25/11/09, foi gerado boleto avulso com o valor restante do débito de R$ 35,00, porém o pagamento desta fatura foi efetuado em 01/02/2010. Após a quitação do débito, foi feita a exclusão de seu nome no órgão de proteção ao crédito”, informa a operadora.
Danos morais
A supervisora da área de Assuntos Financeiros do Procon-SP, Renata Reis, explica que, se o consumidor não tem nenhuma outra negativação, ele pode pleitear danos morais pelo período que ficou negativado junto ao Poder Judiciário. “Se o consumidor entender que o dano não supera o valor de 20 salários mínimos, pode recorrer ao Juizado Especial Cível”, explica. Neste caso, não há nem a necessidade de contratar um advogado. Para indenizações no valor de até 40 salários mínimos, também é possível buscar a solução nos juizados especiais, mas é preciso contratar um advogado. “Acima deste valor, terá de recorrer à Justiça comum”, diz.
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Segundo ela, muitas vezes as empresas costumam resolver o problema, exatamente para evitar uma ação de danos morais. “Se o consumidor contesta (a dívida), mesmo que a empresa não consiga conferir, ela retira o nome por precaução, faz a análise e, dependendo do resultado, coloca novamente”, diz. Isso porque, segundo Renata, o valor dos danos morais está diretamente ligado ao tempo que o nome ficou negativado.
Renata explica que, a partir do momento que a pessoa tem acesso à informação da negativação, é preciso procurar o órgão que fez a inclusão no cadastro de inadimplentes - SPC ou Serasa, por exemplo – e fazer o levantamento de todas as informações. “O órgão fornece um documento indicando quem e quando houve a negativação”, diz.
De posso desse documento, o consumidor deve procurar a empresa que efetuou a negativação. “Se o contato for por e-mail, imprima a mensagem; se for por telefone, solicite um número de protocolo; anote dia, hora e nome do atendente”, orienta.
O prazo de exclusão do nome é de cinco dias úteis. “Se essa providência não for tomada pela empresa nesse prazo, o consumidor deve procurar o órgão de defesa do consumidor para tentar a retirada e, se não houver solução, procurar a Justiça.”
Problemas com cartões de crédito
Os problemas do aposentado Osvaldo Casarin, de 59 anos, começaram em 2006. Ele explica que, em 2001, depois de se aposentar, abriu uma conta na Caixa Econômica Federal e recebeu cartões de crédito das bandeiras Visa e Mastercard em seu nome, da esposa e das filhas.
“Passou 2001, 2002, 2003, 2004, nunca paguei um tostão de anuidade. Quando foi de 2004 para 2005, a Caixa começou a cobrar anuidade”, diz. Casarin comenta que um dos cartões das filhas foi cancelado quase que de imediato, porque ela já tinha emprego e, portanto, conta bancária própria. O da esposa nunca chegou a ser desbloqueado. “De repente, começou a chegar anuidade minha, da minha esposa. Aí é que foi complicado.”
O aposentado nunca pagou a anuidade, segundo ele, seguindo orientação da própria gerente da sua conta. Em abril de 2006, porém, o nome de Casarin foi incluído no cadastro do Serasa por uma dívida de R$ 489,27 do cartão Mastercard.
No caso do cartão Visa, além do problema da cobrança de anuidade, a agravante, de acordo com o aposentado, foi que ele deixou a fatura no banco para ser paga e a funcionária teria feito a liquidação da dívida com um dia de atraso. A partir de então, Casarin começou a receber a cobrança de multa por este atraso que ele não reconhecia como seu.
Na fatura do mês seguinte apareceu um encargo contratual de R$ 52,41 que Casarin acredita ter surgido por causa do pagamento com atraso. Com isso, em novembro de 2007, o aposentado teve o nome incluído novamente nos serviços de proteção ao crédito, desta vez por problemas com o cartão Visa. “Foi um erro do banco, erro administrativo, que pagou com atraso”, se defende.
O aposentado afirma que procurou a agência inúmeras vezes para tentar resolver seu problema, ligou para o telefone de atendimento, mas que nunca conseguiram convencê-lo dos valores cobrados. “Mandaram ocorrências internas, mandei e-mail, fax, tentei escrever para o presidente da Caixa. Uma vergonha!”, desabafa.
Depois de muito reclamar, o aposentado diz que a Caixa reconheceu um erro administrativo e fez um crédito de R$ 192,00 em sua conta. Ainda assim, ele teria continuado com uma dívida. Para ele, o que mais incomoda é não saber como o banco e a operadora do cartão chegaram aos valores cobrados – tanto dos débitos quanto do crédito efetuado em sua conta. “O banco ou a operadora deveria mostrar a razão da cobrança e o cálculo. Isso não é demonstrado. Se comprovassem de onde surgiu o valor eu tentaria fazer um acordo”, reclama.
A Caixa Econômica Federal confirma, por e-mail, que Osvaldo Casarin é autor de um processo contra o banco no Juízado Especial Federal da Terceira Região. “A Caixa informa, ainda, que não comenta casos em trâmite na justiça, e que a ação judicial em curso apresenta, até o momento, decisão favorável a esta instituição em primeira instância”, conclui.
'Zona cinza'
O advogado Arystóbulo Freitas, especializado em Relações de Consumo, destaca que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem entendido que uma inclusão indevida só gera indenização se for a primeira ocorrência. No caso do aposentado Osvaldo Casarin, portanto, talvez não seja possível pleitear danos morais.
Freitas diz, ainda, que as instituições financeiras não possuem apenas os cadastros oficias e públicos conhecidos, como Serasa, Telecheque, associações comerciais. “Existe uma troca de informações que eu diria numa ‘zona cinza’, porque não é divulgado, e se você estiver discutindo qualquer questão (judicialmente) com uma instituição, ela vai passar isso adiante”, diz.
O advogado comenta que um caso comum é a negativação por motivo de fraude, seja porque a pessoa perdeu ou teve os documentos roubados, ou porque tem um homônimo. “Uma vez identificado, se for fraude, tem que ir para a Justiça, não tem outra alternativa”, orienta.
Comunicação prévia
A coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci, lembra que o nome de ninguém pode ser mandado para o cadastro de restrição sem que a pessoa seja previamente comunicada.
Maria Inês diz que casos de documentos fraudados também têm sido registrados na entidade. “Às vezes nem tem documento roubado, é falsificação de documento mesmo. Aí, a pessoa é de São Paulo, por exemplo, e aparece um crediário no Nordeste. Temos recomendado para fazer boletim de ocorrência na delegacia e entrar com ação na Justiça”, diz.
A coordenadora da Proteste lembra que, em qualquer situação, é fundamental que o consumidor tenha a prova de que o nome foi negativado. “Quanto mais provas tiver, mais vai ter um valor de indenização justo, vai ter um julgamento melhor, o juiz poderá avaliar melhor a extensão do dano”, diz.
Segundo ela, ainda que a empresa que fez uma negativação indevida reconheça o erro imediatamente e retire o nome do cadastro de inadimplentes, o consumidor pode ir à Justiça pedir reparação por danos morais
domingo, 5 de setembro de 2010
Grupo separatista basco ETA anuncia fim de ações armadas
O grupo separatista basco ETA decidiu parar os ataques armados por tempo indeterminado. O comunicado foi publicado no jornal basco “Gara” em sua versão on-line neste domingo (5).
Segundo o jornal, não está claro se o cessar-fogo é permanente ou temporário.
De acordo com o diário espanhol "El País", um vídeo enviado pelo grupo à britânica BBC anuncia que o grupo "não realizará mais ações armadas". No vídeo, integrantes do ETA dizem que o grupo tomou a decisão há meses para "pôr em marcha um processo democrático".
O governo espanhol ainda não comentou o anúncio.
"O ETA reafirma seu compromisso com uma solução democrática para que, através do diálogo e na negociação, os cidadãos vascos possamos decidir nosso futuro de forma livre e democrática. Se o governo da Espanha tem vontade, o ETA está disposto, hoje como ontem, a estabelecer os mínimos acordos necessários para empreender o processo democrático", diz o comunicado.
Antes de o grupo basco tornar pública a decisão, afirma o "El País", o governo já havia anunciado que a única forma de negociar com o ETA era com a deposição das armas e o abandono definitivo de ações violentas.
Responsável por cerca de 850 mortes em quatro décadas de luta pela criação de um Estado Basco, numa região situada a norte da Espanha e sul da França, a organização vem sendo enfraquecida pela prisão de muitos de seus líderes nos últimos anos.
O principal líder do grupo e outras duas liderenças importantes foram presos em fevereiro no norte da França. O ETA já havia declarado um cessar-fogo permanente em março de 2006, mas o primeiro-ministro espanhol Jose Luis Rodriguez Zapatero interrompeu o processo de paz no mesmo ano após o grupo detonar um carro-bomba no aeroporto de Madri, matando duas pessoas.
Segundo o jornal, não está claro se o cessar-fogo é permanente ou temporário.
De acordo com o diário espanhol "El País", um vídeo enviado pelo grupo à britânica BBC anuncia que o grupo "não realizará mais ações armadas". No vídeo, integrantes do ETA dizem que o grupo tomou a decisão há meses para "pôr em marcha um processo democrático".
O governo espanhol ainda não comentou o anúncio.
"O ETA reafirma seu compromisso com uma solução democrática para que, através do diálogo e na negociação, os cidadãos vascos possamos decidir nosso futuro de forma livre e democrática. Se o governo da Espanha tem vontade, o ETA está disposto, hoje como ontem, a estabelecer os mínimos acordos necessários para empreender o processo democrático", diz o comunicado.
Antes de o grupo basco tornar pública a decisão, afirma o "El País", o governo já havia anunciado que a única forma de negociar com o ETA era com a deposição das armas e o abandono definitivo de ações violentas.
Responsável por cerca de 850 mortes em quatro décadas de luta pela criação de um Estado Basco, numa região situada a norte da Espanha e sul da França, a organização vem sendo enfraquecida pela prisão de muitos de seus líderes nos últimos anos.
O principal líder do grupo e outras duas liderenças importantes foram presos em fevereiro no norte da França. O ETA já havia declarado um cessar-fogo permanente em março de 2006, mas o primeiro-ministro espanhol Jose Luis Rodriguez Zapatero interrompeu o processo de paz no mesmo ano após o grupo detonar um carro-bomba no aeroporto de Madri, matando duas pessoas.
Tracking Vox Populi/Band/iG: Dilma 53%, Serra 24%
No quarto dia das medições do tracking Vox Populi/Band/iG para a eleição presidencial, a petista Dilma Rousseff tem 53% e o tucano José Serra 24% das intenções de voto. Dilma oscilou positivamente um ponto percentual, dentro da margem de erro em relação ao dia anterior, quando tinha 52%. Já o seu oponente, José Serra, permaneceu com o mesmo índice da última sondagem, quando apareceu com 24%. As mudanças ocorreram dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais.
A candidata Marina Silva (PV), terceira colocada, apresentou novamente 8% das intenções de voto –mesmo percentual da última pesquisa. Brancos e nulos são 4%, indecisos somam 10%, um ponto a menos que no levantamento do dia anterior, e os outros candidatos têm 1%.
A pesquisa, publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 entrevistados.
Na pesquisa espontânea, quando o nome do candidato não é apresentado ao entrevistado, Dilma tem 42%, Serra 19% e Marina Silva 6%. Dilma foi a única a ter os percentuais mudados na comparação com o levantamento do dia anterior, no qual a petista apareceu 41%.
A petista lidera em todas as regiões do país. Dilma tem seu melhor desempenho na região Nordeste, onde soma 70% dos votos contra 15% de Serra e 5% de Marina.
Já a melhor performance de Serra ocorre na região Sul, onde ele soma 30% e Dilma tem 49%.
A candidata Marina Silva (PV), terceira colocada, apresentou novamente 8% das intenções de voto –mesmo percentual da última pesquisa. Brancos e nulos são 4%, indecisos somam 10%, um ponto a menos que no levantamento do dia anterior, e os outros candidatos têm 1%.
A pesquisa, publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 entrevistados.
Na pesquisa espontânea, quando o nome do candidato não é apresentado ao entrevistado, Dilma tem 42%, Serra 19% e Marina Silva 6%. Dilma foi a única a ter os percentuais mudados na comparação com o levantamento do dia anterior, no qual a petista apareceu 41%.
A petista lidera em todas as regiões do país. Dilma tem seu melhor desempenho na região Nordeste, onde soma 70% dos votos contra 15% de Serra e 5% de Marina.
Já a melhor performance de Serra ocorre na região Sul, onde ele soma 30% e Dilma tem 49%.
Três ataques aéreos israelenses deixam dois palestinos feridos em Gaza
A aviação israelense lançou, neste sábado à noite três ataques contra o sul da Faixa de Gaza, sendo que um deixou dois feridos, segundo fontes médicas e autoridades de segurança do movimento islamita Hamas.
Dois ataques foram efetuados contra um túnel de contrabando para o Egito perto de Rafah, local onde as duas pessoas ficaram feridas. O terceiro ataque teve como alvo uma antiga base do braço armado do Hamas, a leste da cidade de Khan Younes.
De acordo com o Exército israelense, os ataques ocorreram como resposta a um disparo de foguete a partir da Faixa de Gaza contra o sul de Israel, que não deixou feridos.
Dois ataques foram efetuados contra um túnel de contrabando para o Egito perto de Rafah, local onde as duas pessoas ficaram feridas. O terceiro ataque teve como alvo uma antiga base do braço armado do Hamas, a leste da cidade de Khan Younes.
De acordo com o Exército israelense, os ataques ocorreram como resposta a um disparo de foguete a partir da Faixa de Gaza contra o sul de Israel, que não deixou feridos.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Tem início restrição à circulação de caminhões na Marginal Pinheiros
A partir desta quinta-feira (2), os caminhões estão proibidos de circular pelas pistas local e expressa da Marginal Pinheiros, no trecho entre as pontes do Jaguaré e do Morumbi, e pelas avenidas dos Bandeirantes, Jornalista Roberto Marinho e Afonso d'Escragnolle Taunay. O horário da proibição tem início às 5h e vai até as 21h, de segunda a sexta-feira. Aos sábados, começa às 10h e termina às 14h. A multa para quem desrespeitar a determinação é de R$ 85,12, além de quatro pontos na carteira.
De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a fiscalização destas vias será feita por meio de oito radares eletrônicos, além de 45 agentes de trânsito e 12 policiais do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran).
De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a fiscalização destas vias será feita por meio de oito radares eletrônicos, além de 45 agentes de trânsito e 12 policiais do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran).
Tracking Vox/Band/iG: Dilma tem 51% e Serra fica com 25%
Na primeira medição do tracking encomendado pelo iG e pela Band ao Instituto Vox Populi, a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, aparece na liderança, com 51% das intenções de voto. O cenário, que daria à petista a vitória no primeiro turno, mostra o adversário tucano José Serra com 25%. A candidata do PV, Marina Silva, aparece em seguida, com 9%. Outros candidatos obtiveram, juntos, 1% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 4%, enquanto os indecisos ficaram em 11%.
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Trackings permitem antecipar tendências na definição do voto
Vantagem de Dilma chega a 16 pontos sobre Serra no Sudeste
O tracking, modalidade de pesquisa tradicionalmente utilizada pelas campanhas eleitorais para identificar tendências na definição do voto, será divulgado diariamente pelo iG. Apesar de o sistema ser utilizado há mais de uma década pelos partidos políticos e campanhas eleitorais, os dados tradicionalmente não entravam no rol de divulgação dos veículos de comunicação.
O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. Essa renovação permite identificar rapidamente as tendências de evolução das intenções de voto. A margem de erro do tracking é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
No tracking espontâneo, no qual os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Dilma tem 41% das intenções de voto, enquanto Serra aparece com 19%. Marina, nesse caso, tem 6%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda é citado por 2% dos entrevistados. Brancos e nulos somaram 4%, não souberam ou não responderam 11%.
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O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. Essa renovação permite identificar rapidamente as tendências de evolução das intenções de voto. A margem de erro do tracking é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
No tracking espontâneo, no qual os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Dilma tem 41% das intenções de voto, enquanto Serra aparece com 19%. Marina, nesse caso, tem 6%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda é citado por 2% dos entrevistados. Brancos e nulos somaram 4%, não souberam ou não responderam 11%.
José Alencar passa por quimioterapia em São Paulo
O vice-presidente da República, José Alencar, está internado para realizar sessões de quimioterapia, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. As informações são da BandNews TV.
Além das sessões de quimioterapia, Alencar realiza vários outros exames. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, a internação cumpre procedimentos de rotina. Não há previsão de alta.
O vice-presidente luta contra o câncer há mais de dez anos e já passou por 15 cirurgias.
Além das sessões de quimioterapia, Alencar realiza vários outros exames. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, a internação cumpre procedimentos de rotina. Não há previsão de alta.
O vice-presidente luta contra o câncer há mais de dez anos e já passou por 15 cirurgias.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Missão no Iraque muda, mas riscos persistem para Obama
O fim oficial da missão de combate dos Estados Unidos no Iraque nesta terça-feira cumprirá a promessa de campanha que ajudou a levar o presidente Barack Obama à Casa Branca, mas também apresenta riscos profundos, conforme ele busca reivindicar o crédito, sem fazer uma declaração prematura de vitória.
Enquanto filas de veículos cruzavam a fronteira e soldados chegavam com recepções alegres depois da partida da última brigada de combete do país árabe, Obama divulgou uma declaração contida por escrito e fez uma referência de apenas uma frase em dois eventos de arrecadação de fundos. Enquanto alguns chamaram o momento de o fim da guerra de sete anos, Obama procurou evitar o tipo de momento “missão cumprida” que assombrou o seu antecessor.
Mas a Casa Branca quer encontrar uma maneira de marcar o momento e lembrar os eleitores - faltando pouco mais de dois meses para as eleições de novembro - que ele cumpriu a sua promessa de retirar as forças de combate. Obama planeja fazer um discurso proeminente sobre a retirada na próxima semana e seus assessores estão discutindo a possibilidade de que ele se encontre com os soldados em regresso.
Simbolismo
O simbolismo da partida das tropas que foi transmitida pelas emissoras de TV mascara a realidade mais complexa em solo. Mesmo enquanto as últimas forças de combate partem e a missão muda formalmente neste dia 31 de agosto para um papel de apoio, 50 mil soldados americanos permanecerão no país para “aconselhar e dar assistência” por mais 16 meses, ainda correndo riscos e armados para o combate, caso seja necessário. Além do mais, o futuro do Iraque permanece repleto de desafios em meio a um impasse político persistente e a continuidade da insurgência.
“Dissimulação política é a norma em Washington e reivindicar a vitória e o fim da guerra é muito mais popular do que arcar com o fardo da liderança e lidar com a realidade”, escreveu Anthony H. Cordesman, especialista militar do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington, no site do centro na sexta-feira. “A guerra no Iraque ainda não acabou e não foi ‘vencida’. Na verdade, ela permanece em um estágio crítico desde 2003”.
Denis R. McDonough, chefe de gabinete do Conselho de Segurança Nacional, disse que o governo não tem ilusões. “Alguém acredita que a violência vai parar totalmente e os adversários da estabilidade e do progresso no Iraque vão descansar? Não”, ele disse. “Mas nós sabemos que as forças de segurança iraquianas estão em condições de, cada vez mais, assumir esse papel por si mesmos”.
A transição oficial é tanto uma mudança de rótulo quanto uma mudança de missão. Com a violência muito abaixo do seu pico em 2006 e 2007, as forças americanas têm cada vez mais repassado o comando para as unidades de segurança iraquianas que treinaram.
Conclusão
Mas após sete anos de uma guerra iniciada pelo presidente George W. Bush, com base em informações falsas, o desejo de finalidade, e talvez de conclusão, chamou a atenção para este momento e gerou um novo debate em Washington sobre o que tudo isso significou.
E após centenas de bilhões de dólares, mais de 4.400 mortes de militares americanos e pelo menos 100 mil mortes de civis iraquianos, talvez muito mais, valeu a pena? Será que derrubar um ditador e implementar uma jovem e frágil democracia fez diferença? E os Estados Unidos salvaram sua credibilidade ao permanecerem e estabilizarem o Iraque, mesmo se não conseguiram a vitória clara originalmente prevista?
“Se não podemos ter um desfile de vitória, pelo menos deveríamos tirar algumas conclusões definitivas”, disse Andrew J. Bacevich, especialista militar da Universidade de Boston, que perdeu um filho no Iraque e escreveu um novo livro: “Washington Rules: America’s Path to Permanent War” (Regras de Washington: O Caminho Americano para uma Guerra Permanente, em tradução livre). “Mas parece que não faremos isso. Nós queremos apenas seguir em frente, infelizmente”.
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Retirada pode ir contra interesses de EUA e Iraque
Em parte, isso se deve à deterioração da situação no Afeganistão, para onde Obama está enviando mais tropas, bem como à frágil economia em casa, onde milhões de americanos estão em busca de trabalho. Assim, apesar de sua oposição à guerra do Iraque ter animado o início de sua candidatura, atualmente ela parece uma questão secundária.
Durante um discurso para a arrecadação de fundos em Ohio na semana passada, por exemplo, Obama mencionou a transição no Iraque apenas de passagem. “Estamos mantendo a promessa que eu fiz quando quando comecei minha campanha para a presidência: no final deste mês, teremos retirado 100 mil tropas do Iraque e nossa missão de combate estará encerrada”, disse ele, mantendo o discurso em um evento para arrecadação de fundos em Miami.
À medida que marcam o momento, os democratas, em geral, não fazem qualquer menção ao aumento de tropas e à mudança de estratégia ordenada por Bush em 2007, que muitos creditam por ter mudado a guerra e possibilitado o fim do combate. Na época em que Bush deixou o cargo, ele havia selado um acordo com o Iraque para retirar todas as tropas americanas até o final de 2011. Após tomar posse, Obama acrescentou um prazo intermediário de redução das tropas para 50 mil até o final deste mês.
Bush
Bush apareceu de surpresa no aeroporto Dallas-Fort Worth no início deste mês para saudar as tropas que retornavam do Iraque. Apesar de a mídia não ter sido convidada, um vídeo caseiro publicado no YouTube mostra-o em roupas informais apertando mãos e posando para fotos com soldados que chegavam no terminal, um por um.
Apesar de Bush ter se recusado a discutir a mudança da missão, ex-assessores a veem como uma validação de que, após toda a dor e sangue, o Iraque pode finalmente ser um lugar melhor, governado por um sistema mais livre, mais democrático, que ainda pode servir de modelo em um Oriente Médio amplamente autoritário.
“Nós podemos ter uma certa medida de satisfação com o sucesso no Iraque”, disse L. Paul Bremer III, o ex-administrador da ocupação do Iraque. “Ainda não é um sucesso completo, obviamente, mas construir uma democracia leva tempo”. Ele acrescentou ainda que “uma democracia árabe-muçulmano bem sucedida revela a mentira dos extremistas islâmicos” que afirmam que a democracia é um anátema para o Islã e defendem uma forma dura de governo.
Stephen J. Hadley, que foi assessor de segurança nacional de Bush, disse que a transição deveu-se ao aumento ordenado pelo ex-presidente, ao qual Obama se opôs quando era senador.
Mas ele disse estar satisfeito que a equipe de Obama “tenha realizado a transição” e por parecer se orgulhar das realizações no Iraque. E esperar que o governo conclua a tarefa. “Se eles fizerem isso, eles reivindicar parte do crédito e eu seria o primeiro a dar-lhes crédito”, disse Hadley. “Mas eles precisam manter o foco e o compromisso”.
Para Obama, esse momento é um lembrete da lição aprendida por seu antecessor, após declarar o fim de grandes operações de combate na frente de um porta-aviões sob uma faixa que dizia “Missão Cumprida” em 2003. O Iraque era uma guerra e sem fim claro. “Não haverá cerimônia de rendição no convés de um navio de guerra”, concluiu Bush posteriormente.
Obama chegou à mesma conclusão, quase com as mesmas palavras. “Não haverá nenhum momento simples de rendição para marcar o fim da viagem”, declarou no início da primavera.
Enquanto filas de veículos cruzavam a fronteira e soldados chegavam com recepções alegres depois da partida da última brigada de combete do país árabe, Obama divulgou uma declaração contida por escrito e fez uma referência de apenas uma frase em dois eventos de arrecadação de fundos. Enquanto alguns chamaram o momento de o fim da guerra de sete anos, Obama procurou evitar o tipo de momento “missão cumprida” que assombrou o seu antecessor.
Mas a Casa Branca quer encontrar uma maneira de marcar o momento e lembrar os eleitores - faltando pouco mais de dois meses para as eleições de novembro - que ele cumpriu a sua promessa de retirar as forças de combate. Obama planeja fazer um discurso proeminente sobre a retirada na próxima semana e seus assessores estão discutindo a possibilidade de que ele se encontre com os soldados em regresso.
Simbolismo
O simbolismo da partida das tropas que foi transmitida pelas emissoras de TV mascara a realidade mais complexa em solo. Mesmo enquanto as últimas forças de combate partem e a missão muda formalmente neste dia 31 de agosto para um papel de apoio, 50 mil soldados americanos permanecerão no país para “aconselhar e dar assistência” por mais 16 meses, ainda correndo riscos e armados para o combate, caso seja necessário. Além do mais, o futuro do Iraque permanece repleto de desafios em meio a um impasse político persistente e a continuidade da insurgência.
“Dissimulação política é a norma em Washington e reivindicar a vitória e o fim da guerra é muito mais popular do que arcar com o fardo da liderança e lidar com a realidade”, escreveu Anthony H. Cordesman, especialista militar do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington, no site do centro na sexta-feira. “A guerra no Iraque ainda não acabou e não foi ‘vencida’. Na verdade, ela permanece em um estágio crítico desde 2003”.
Denis R. McDonough, chefe de gabinete do Conselho de Segurança Nacional, disse que o governo não tem ilusões. “Alguém acredita que a violência vai parar totalmente e os adversários da estabilidade e do progresso no Iraque vão descansar? Não”, ele disse. “Mas nós sabemos que as forças de segurança iraquianas estão em condições de, cada vez mais, assumir esse papel por si mesmos”.
A transição oficial é tanto uma mudança de rótulo quanto uma mudança de missão. Com a violência muito abaixo do seu pico em 2006 e 2007, as forças americanas têm cada vez mais repassado o comando para as unidades de segurança iraquianas que treinaram.
Conclusão
Mas após sete anos de uma guerra iniciada pelo presidente George W. Bush, com base em informações falsas, o desejo de finalidade, e talvez de conclusão, chamou a atenção para este momento e gerou um novo debate em Washington sobre o que tudo isso significou.
E após centenas de bilhões de dólares, mais de 4.400 mortes de militares americanos e pelo menos 100 mil mortes de civis iraquianos, talvez muito mais, valeu a pena? Será que derrubar um ditador e implementar uma jovem e frágil democracia fez diferença? E os Estados Unidos salvaram sua credibilidade ao permanecerem e estabilizarem o Iraque, mesmo se não conseguiram a vitória clara originalmente prevista?
“Se não podemos ter um desfile de vitória, pelo menos deveríamos tirar algumas conclusões definitivas”, disse Andrew J. Bacevich, especialista militar da Universidade de Boston, que perdeu um filho no Iraque e escreveu um novo livro: “Washington Rules: America’s Path to Permanent War” (Regras de Washington: O Caminho Americano para uma Guerra Permanente, em tradução livre). “Mas parece que não faremos isso. Nós queremos apenas seguir em frente, infelizmente”.
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Em parte, isso se deve à deterioração da situação no Afeganistão, para onde Obama está enviando mais tropas, bem como à frágil economia em casa, onde milhões de americanos estão em busca de trabalho. Assim, apesar de sua oposição à guerra do Iraque ter animado o início de sua candidatura, atualmente ela parece uma questão secundária.
Durante um discurso para a arrecadação de fundos em Ohio na semana passada, por exemplo, Obama mencionou a transição no Iraque apenas de passagem. “Estamos mantendo a promessa que eu fiz quando quando comecei minha campanha para a presidência: no final deste mês, teremos retirado 100 mil tropas do Iraque e nossa missão de combate estará encerrada”, disse ele, mantendo o discurso em um evento para arrecadação de fundos em Miami.
À medida que marcam o momento, os democratas, em geral, não fazem qualquer menção ao aumento de tropas e à mudança de estratégia ordenada por Bush em 2007, que muitos creditam por ter mudado a guerra e possibilitado o fim do combate. Na época em que Bush deixou o cargo, ele havia selado um acordo com o Iraque para retirar todas as tropas americanas até o final de 2011. Após tomar posse, Obama acrescentou um prazo intermediário de redução das tropas para 50 mil até o final deste mês.
Bush
Bush apareceu de surpresa no aeroporto Dallas-Fort Worth no início deste mês para saudar as tropas que retornavam do Iraque. Apesar de a mídia não ter sido convidada, um vídeo caseiro publicado no YouTube mostra-o em roupas informais apertando mãos e posando para fotos com soldados que chegavam no terminal, um por um.
Apesar de Bush ter se recusado a discutir a mudança da missão, ex-assessores a veem como uma validação de que, após toda a dor e sangue, o Iraque pode finalmente ser um lugar melhor, governado por um sistema mais livre, mais democrático, que ainda pode servir de modelo em um Oriente Médio amplamente autoritário.
“Nós podemos ter uma certa medida de satisfação com o sucesso no Iraque”, disse L. Paul Bremer III, o ex-administrador da ocupação do Iraque. “Ainda não é um sucesso completo, obviamente, mas construir uma democracia leva tempo”. Ele acrescentou ainda que “uma democracia árabe-muçulmano bem sucedida revela a mentira dos extremistas islâmicos” que afirmam que a democracia é um anátema para o Islã e defendem uma forma dura de governo.
Stephen J. Hadley, que foi assessor de segurança nacional de Bush, disse que a transição deveu-se ao aumento ordenado pelo ex-presidente, ao qual Obama se opôs quando era senador.
Mas ele disse estar satisfeito que a equipe de Obama “tenha realizado a transição” e por parecer se orgulhar das realizações no Iraque. E esperar que o governo conclua a tarefa. “Se eles fizerem isso, eles reivindicar parte do crédito e eu seria o primeiro a dar-lhes crédito”, disse Hadley. “Mas eles precisam manter o foco e o compromisso”.
Para Obama, esse momento é um lembrete da lição aprendida por seu antecessor, após declarar o fim de grandes operações de combate na frente de um porta-aviões sob uma faixa que dizia “Missão Cumprida” em 2003. O Iraque era uma guerra e sem fim claro. “Não haverá cerimônia de rendição no convés de um navio de guerra”, concluiu Bush posteriormente.
Obama chegou à mesma conclusão, quase com as mesmas palavras. “Não haverá nenhum momento simples de rendição para marcar o fim da viagem”, declarou no início da primavera.
Com atraso, Chile inicia perfuração para resgatar mineiros
A perfuradora Strata 950 começou na noite desta segunda-feira a abertura do duto pelo qual serão resgatados os 33 mineiros presos há 25 dias em uma mina do norte do Chile, em uma operação que deve durar entre três e quatro meses, informou uma fonte do governo.
Os trabalhos começam com atraso, já que a previsão anterior era que começassem durante o dia.
O equipamento, utilizado geralmente para abrir dutos de ventilação, começou a perfurar às 22H25 local (23H25 Brasília), confirmou um funcionário do governo chileno, que pediu para não ser identificado.
Máquina
A cada dia, a máquina escavará 15 metros do duto vertical de 700 metros por onde os mineiros serão içados.
A Strata 950 abre um duto de 33 centímetros de diâmetro que, posteriormente, será ampliado por uma perfuradora especial para 66 cm de diâmetro. A perfuradora Strata 950 percorreu 1.200 km até Copiapó, trazida da Divisão Andina da Estatal de Cobre (Codelco) na cidade de Los Andes.
Os mineiros presos colaboram com as operações de resgate. Em uma primeira etapa, enviaram à superfície informação topográfica sobre o ponto onde se fará a perfuração guia, revelou Sanhueza. "Eles têm colaborado. Lá há um topógrafo que nos permitiu ter informação clara sobre o estado da mina".
"Assim que terminar a abertura do poço guia, vamos iniciar sua ampliação e eles (os mineiros presos) terão que se mobilizar para retirar o material que irá descendo. Eles têm equipes e será um trabalho que poderão fazer sem maiores problemas", destacou Sanhueza.
Ajuda
Durante o processo para alargar o túnel, os mineiros retidos terão de trabalhar em turnos para retirar rochas e escombros que constantemente cairão do alto. Também há o risco da perfuração causar desabamentos.
"O túnel que estamos abrindo ao abrigo deverá ter 702 metros de profundidade em linha reta", informou à AFP no sábado o engenheiro encarregado da operação de resgate, Andre Sougarret.
Quando for alargado, o duto será grande o suficiente para levar até o abrigo uma cápsula de resgate que içará os mineiros, um por vez.
Os trabalhos começam com atraso, já que a previsão anterior era que começassem durante o dia.
O equipamento, utilizado geralmente para abrir dutos de ventilação, começou a perfurar às 22H25 local (23H25 Brasília), confirmou um funcionário do governo chileno, que pediu para não ser identificado.
Máquina
A cada dia, a máquina escavará 15 metros do duto vertical de 700 metros por onde os mineiros serão içados.
A Strata 950 abre um duto de 33 centímetros de diâmetro que, posteriormente, será ampliado por uma perfuradora especial para 66 cm de diâmetro. A perfuradora Strata 950 percorreu 1.200 km até Copiapó, trazida da Divisão Andina da Estatal de Cobre (Codelco) na cidade de Los Andes.
Os mineiros presos colaboram com as operações de resgate. Em uma primeira etapa, enviaram à superfície informação topográfica sobre o ponto onde se fará a perfuração guia, revelou Sanhueza. "Eles têm colaborado. Lá há um topógrafo que nos permitiu ter informação clara sobre o estado da mina".
"Assim que terminar a abertura do poço guia, vamos iniciar sua ampliação e eles (os mineiros presos) terão que se mobilizar para retirar o material que irá descendo. Eles têm equipes e será um trabalho que poderão fazer sem maiores problemas", destacou Sanhueza.
Ajuda
Durante o processo para alargar o túnel, os mineiros retidos terão de trabalhar em turnos para retirar rochas e escombros que constantemente cairão do alto. Também há o risco da perfuração causar desabamentos.
"O túnel que estamos abrindo ao abrigo deverá ter 702 metros de profundidade em linha reta", informou à AFP no sábado o engenheiro encarregado da operação de resgate, Andre Sougarret.
Quando for alargado, o duto será grande o suficiente para levar até o abrigo uma cápsula de resgate que içará os mineiros, um por vez.
Produção industrial volta a crescer em julho, mostra IBGE
Após três meses seguidos de queda, a produção industrial voltou a crescer e registrou alta de 0,4% em julho em relação a junho, descontadas as influências sazonais, segundo divulgou nesta terça-feira (31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, a produção havia registrado queda de 1%.
Sobre o mesmo período do ano passado, foi verificado avanço de 8,7%. Segundo o IBGE, esse é o nono mês consecutivo de taxas positivas nessa comparação. No acumulado dos sete primeiros meses, o aumento foi de 15% e, no dos últimos 12 meses, de 8,3%.
Dos 27 setores da indústria pesquisados, o aumento foi verificado em 17, de acordo com a pesquisa do instituto. Os resultados mais expressivos foram vistos nos segmentos de veículos automotores (3,6%), outros produtos químicos (3,0%), farmacêutica (4,6%) e outros equipamentos de transporte (6,8%). Todos esses setores haviam registrado taxas negativas em junho. Refino de petróleo e produção de álcool também se destacou, com avanço de 2,3% sobre o mês anterior.
As influências negativas partiram de máquinas e equipamentos (-6,0%), edição e impressão (-5,6%), produtos de metal (-3,1%) e borracha e plástico (-2,1%).
Sobre o ano passado
Foi verificado crescimento em 57 dos 76 subsetores, 21 dos 27 ramos e 65% dos produtos pesquisados, segundo informou o IBGE. Entre os setores estudados, as maiores influências positivas vieram de veículos automotores (26,5%), metalurgia básica (19,5%), alimentos (7,3%), máquinas e equipamentos (14,5%), indústrias extrativas (10,1%), refino de petróleo e produção de álcool (6,9%) e bebidas (15,4%).
Perspectivas
Para o segundo semestre deste ano, as perspectivas são positivas. Para este ano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira (30) que aposta em avanço de 7% para a economia, o que, segundo ele, seria o maior crescimento do PIB em 24 anos.
Sobre o mesmo período do ano passado, foi verificado avanço de 8,7%. Segundo o IBGE, esse é o nono mês consecutivo de taxas positivas nessa comparação. No acumulado dos sete primeiros meses, o aumento foi de 15% e, no dos últimos 12 meses, de 8,3%.
Dos 27 setores da indústria pesquisados, o aumento foi verificado em 17, de acordo com a pesquisa do instituto. Os resultados mais expressivos foram vistos nos segmentos de veículos automotores (3,6%), outros produtos químicos (3,0%), farmacêutica (4,6%) e outros equipamentos de transporte (6,8%). Todos esses setores haviam registrado taxas negativas em junho. Refino de petróleo e produção de álcool também se destacou, com avanço de 2,3% sobre o mês anterior.
As influências negativas partiram de máquinas e equipamentos (-6,0%), edição e impressão (-5,6%), produtos de metal (-3,1%) e borracha e plástico (-2,1%).
Sobre o ano passado
Foi verificado crescimento em 57 dos 76 subsetores, 21 dos 27 ramos e 65% dos produtos pesquisados, segundo informou o IBGE. Entre os setores estudados, as maiores influências positivas vieram de veículos automotores (26,5%), metalurgia básica (19,5%), alimentos (7,3%), máquinas e equipamentos (14,5%), indústrias extrativas (10,1%), refino de petróleo e produção de álcool (6,9%) e bebidas (15,4%).
Perspectivas
Para o segundo semestre deste ano, as perspectivas são positivas. Para este ano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira (30) que aposta em avanço de 7% para a economia, o que, segundo ele, seria o maior crescimento do PIB em 24 anos.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Em SP, Alckmin tem 54%, e Mercadante, 20%, aponta Datafolha
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (27) mostra o candidato do PSDB ao governo do São Paulo, Geraldo Alckmin, com 54% das intenções de voto, contra 20% do candidato do PT, Aloizio Mercadante. O candidato do PP, Celso Russomanno tem 7% das intenções.
Skaf (PSB) aparece com 3%. Os candidatos Fábio Feldmann (PV), Paulo Búfalo (PSOL) e Mancha (PSTU) aparecem com 1% das intenções cada um. Anaí Caproni (PCO) e Igor Grabois (PCB) foram citados, mas nenhum deles atingiu 1%. De acordo com a pesquisa, brancos e nulos totalizaram 6% e os que não sabem, 8%.
A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Levando em consideração a margem de erro, Alckmin pode ter entre 52% e 56%, e Mercadante, entre 18% e 22%.
O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo". Foram realizadas 2.088 estrevistas em 59 municípios na segunda-feira (23) e na terça-feira (24). A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) com o número 76594/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 25451/2010.
Na pesquisa anterior do Datafolha, feita no dia 13 de agosto, Alckmin teve 54% e Mercadante 16%.
Skaf (PSB) aparece com 3%. Os candidatos Fábio Feldmann (PV), Paulo Búfalo (PSOL) e Mancha (PSTU) aparecem com 1% das intenções cada um. Anaí Caproni (PCO) e Igor Grabois (PCB) foram citados, mas nenhum deles atingiu 1%. De acordo com a pesquisa, brancos e nulos totalizaram 6% e os que não sabem, 8%.
A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Levando em consideração a margem de erro, Alckmin pode ter entre 52% e 56%, e Mercadante, entre 18% e 22%.
O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo". Foram realizadas 2.088 estrevistas em 59 municípios na segunda-feira (23) e na terça-feira (24). A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) com o número 76594/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 25451/2010.
Na pesquisa anterior do Datafolha, feita no dia 13 de agosto, Alckmin teve 54% e Mercadante 16%.
PT entrará com processos contra Serra por calúnia e difamação
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, anunciou nesta quinta-feira que o partido entrará com processos na Justiça contra o candidato à Presidência, José Serra (PSDB), devido a acusações do tucano que ligam a petista Dilma Rousseff à suposta quebra de sigilo fiscal de três pessoas ligadas ao PSDB. Serão protocoladas uma ação criminal por injúria e difamação e uma ação civil por danos morais contra Serra.
“O PT vai representar mais uma vez contra José Serra por injúria e difamação. Aliás, é recorrente ao candidato do PSDB fazer acusações infundadas contra o partido e a campanha da companheira Dilma Rousseff", disse Dutra durante coletiva de imprensa em Brasília. A legenda já havia acionado judicialmente Serra em relação ao tema, em junho deste ano.
Nessa quarta-feira, Serra cobrou de Dilma explicações sobre a quebra de sigilo fiscal. "Quebra de sigilo é ferir, é violar a nossa Constituição. Isso foi feito por causa da campanha eleitoral. Jogo sujo de campanha. A Dilma deve agora explicar a todos o que aconteceu", disse o tucano, durante campanha pelo Estado do Rio Grande do Norte.
"Factóide"
Dutra classificou como um "factóide" da oposição atribuir ao PT e à campanha de Dilma a elaboração de dossiês com base em uma suposta quebra de sigilo fiscal.
O líder petista disse ainda que a sigla quer a resolução do caso e a punição dos verdadeiros culpados e, por isso, fará uma solicitação formal à Polícia Federal para que apure as novas denúncias.
“O PT vai representar mais uma vez contra José Serra por injúria e difamação. Aliás, é recorrente ao candidato do PSDB fazer acusações infundadas contra o partido e a campanha da companheira Dilma Rousseff", disse Dutra durante coletiva de imprensa em Brasília. A legenda já havia acionado judicialmente Serra em relação ao tema, em junho deste ano.
Nessa quarta-feira, Serra cobrou de Dilma explicações sobre a quebra de sigilo fiscal. "Quebra de sigilo é ferir, é violar a nossa Constituição. Isso foi feito por causa da campanha eleitoral. Jogo sujo de campanha. A Dilma deve agora explicar a todos o que aconteceu", disse o tucano, durante campanha pelo Estado do Rio Grande do Norte.
"Factóide"
Dutra classificou como um "factóide" da oposição atribuir ao PT e à campanha de Dilma a elaboração de dossiês com base em uma suposta quebra de sigilo fiscal.
O líder petista disse ainda que a sigla quer a resolução do caso e a punição dos verdadeiros culpados e, por isso, fará uma solicitação formal à Polícia Federal para que apure as novas denúncias.
Confira a lista das cem primeiras cidades do PNBL
O governo anunciou hoje a lista das 100 primeiras cidades que serão cobertas pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) além das 16 capitais já divulgadas anteriormente. Segundo o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, a relação contempla municípios da Região Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.
Segundo o executivo, mesmo em cidades de maior porte, a exemplo de Campinas e Guarulhos, em São Paulo, a rede será expandida para a periferia, de modo a promover a universalização do acesso à internet em banda larga. Santanna afirmou que mais de 50% das cidades eleitas têm índice de penetração inferior a 0,19% no acesso.
Num primeiro momento, Santanna afirmou que a Telebrás não vai operar diretamente no fornecimento do serviço ao consumidor final. Os agentes desse processo serão pequenos provedores locais, que terão de ofertar internet com velocidade mínima de 512 kbps ao preço máximo de R$ 35 por mês. Em 2011, 1.063 outras cidades serão cobertas e, segundo o presidente da Telebrás, até 2014 todo o País terá conexão pelo PNBL.
Confira a lista abaixo:
- Arapiraca (AL)- Messias (AL)
- Palmeira dos Índios (AL)
- Joaquim Gomes (AL)
- Pilar (AL)
- Rio Largo (AL)
- Feira de Santana (BA)
- Itabuna (BA)
- Camaçari (BA)
- Governador Mangabeira (BA)
- Eunápolis (BA)
- Governador Lomanto (BA)
- Muritiba (BA)
- Presidente Tancredo Neves (BA)
- Sobral (CE)
- São Gonçalo do Amarante (CE)
- Quixadá (CE)
- Barreira (CE)
- Maranguape (CE)
- Russas (CE)
- Cariacica (ES)
- Domingos Martins (ES)
- Conceição da Barra (ES)
- Piúma (ES)
- São Mateus (ES)
- Vila Velha (ES)
- Itapemirim (ES)
- Anápolis (GO)
- Aparecida de Goiânia (GO)
- Trindade (GO)
- Águas Lindas de Goiás (GO)
- Alexânia (GO)
- Itumbiara (GO)
- Imperatriz (MA)
- Paço do Lumiar (MA)
- Presidente Dutra (MA)
- Porto Franco (MA)
- Grajaú (MA)
- Barra do Corda (MA)
- Barbacena (MG)
- Juiz de Fora (MG)
- Conselheiro Lafaiete (MG)
- Ibirité (MG)
- Sabará (MG)
- Uberaba (MG)
- Ribeirão das Neves (MG)
- Santa Luzia (MG)
- Campina Grande (PB)
- Campo de Santana (PB)
- Araruna (PB)
- Riachão (PB)
- Dona Inês (PB)
- Bananeiras (PB)
- Duas Estradas (PB)
- Carpina (PE)
- Tracunhaém (PE)
- Nazaré da Mata (PE)
- Paudalho (PE)
- Limoeiro (PE)
- Aliança (PE)
- Piripiri (PI)
- Campo Maior (PI)
- José de Freitas (PI)
- Piracuruca (PI)
- Batalha (PI)
- São João da Fronteira (PI)
- Angra dos Reis (RJ)
- Nova Iguaçú (RJ)
- São Gonçalo (RJ)
- Piraí (RJ)
- Mesquita (RJ)
- Rio das Flores (RJ)
- Duque de Caxias (RJ)
- Casimiro de Abreu (RJ)
- Santa Cruz (RN)
- Nova Cruz (RN)
- Passa e Fica (RN)
- Parnamirim (RN)
- Lagoa d´Anta (RN)
- Extremoz (RN)
- Açú (RN)
- Nossa Senhora da Glória (SE)
- Barra dos Coqueiros (SE)
- Laranjeiras (SE)
- Japaratuba (SE)
- São Cristóvão (SE)
- Carira (SE)
- Campinas (SP)
- Guarulhos (SP)
- Pedreira (SP)
- Serrana (SP)
- Conchal (SP)
- Embu (SP)
- São Carlos (SP)
- Gurupi (TO)
- Araguaína (TO)
- Guaraí (TO)
- Paraíso do Tocantins (TO)
- Wanderlândia (TO)
- Porto Nacional (TO)
Segundo o executivo, mesmo em cidades de maior porte, a exemplo de Campinas e Guarulhos, em São Paulo, a rede será expandida para a periferia, de modo a promover a universalização do acesso à internet em banda larga. Santanna afirmou que mais de 50% das cidades eleitas têm índice de penetração inferior a 0,19% no acesso.
Num primeiro momento, Santanna afirmou que a Telebrás não vai operar diretamente no fornecimento do serviço ao consumidor final. Os agentes desse processo serão pequenos provedores locais, que terão de ofertar internet com velocidade mínima de 512 kbps ao preço máximo de R$ 35 por mês. Em 2011, 1.063 outras cidades serão cobertas e, segundo o presidente da Telebrás, até 2014 todo o País terá conexão pelo PNBL.
Confira a lista abaixo:
- Arapiraca (AL)- Messias (AL)
- Palmeira dos Índios (AL)
- Joaquim Gomes (AL)
- Pilar (AL)
- Rio Largo (AL)
- Feira de Santana (BA)
- Itabuna (BA)
- Camaçari (BA)
- Governador Mangabeira (BA)
- Eunápolis (BA)
- Governador Lomanto (BA)
- Muritiba (BA)
- Presidente Tancredo Neves (BA)
- Sobral (CE)
- São Gonçalo do Amarante (CE)
- Quixadá (CE)
- Barreira (CE)
- Maranguape (CE)
- Russas (CE)
- Cariacica (ES)
- Domingos Martins (ES)
- Conceição da Barra (ES)
- Piúma (ES)
- São Mateus (ES)
- Vila Velha (ES)
- Itapemirim (ES)
- Anápolis (GO)
- Aparecida de Goiânia (GO)
- Trindade (GO)
- Águas Lindas de Goiás (GO)
- Alexânia (GO)
- Itumbiara (GO)
- Imperatriz (MA)
- Paço do Lumiar (MA)
- Presidente Dutra (MA)
- Porto Franco (MA)
- Grajaú (MA)
- Barra do Corda (MA)
- Barbacena (MG)
- Juiz de Fora (MG)
- Conselheiro Lafaiete (MG)
- Ibirité (MG)
- Sabará (MG)
- Uberaba (MG)
- Ribeirão das Neves (MG)
- Santa Luzia (MG)
- Campina Grande (PB)
- Campo de Santana (PB)
- Araruna (PB)
- Riachão (PB)
- Dona Inês (PB)
- Bananeiras (PB)
- Duas Estradas (PB)
- Carpina (PE)
- Tracunhaém (PE)
- Nazaré da Mata (PE)
- Paudalho (PE)
- Limoeiro (PE)
- Aliança (PE)
- Piripiri (PI)
- Campo Maior (PI)
- José de Freitas (PI)
- Piracuruca (PI)
- Batalha (PI)
- São João da Fronteira (PI)
- Angra dos Reis (RJ)
- Nova Iguaçú (RJ)
- São Gonçalo (RJ)
- Piraí (RJ)
- Mesquita (RJ)
- Rio das Flores (RJ)
- Duque de Caxias (RJ)
- Casimiro de Abreu (RJ)
- Santa Cruz (RN)
- Nova Cruz (RN)
- Passa e Fica (RN)
- Parnamirim (RN)
- Lagoa d´Anta (RN)
- Extremoz (RN)
- Açú (RN)
- Nossa Senhora da Glória (SE)
- Barra dos Coqueiros (SE)
- Laranjeiras (SE)
- Japaratuba (SE)
- São Cristóvão (SE)
- Carira (SE)
- Campinas (SP)
- Guarulhos (SP)
- Pedreira (SP)
- Serrana (SP)
- Conchal (SP)
- Embu (SP)
- São Carlos (SP)
- Gurupi (TO)
- Araguaína (TO)
- Guaraí (TO)
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- Porto Nacional (TO)
Deputados pedem à Procuradoria para apurar suposta quebra de sigilo
Deputados de partidos de oposição querem a abertura de um inquérito civil público para investigar a suposta quebra de sigilo de integrantes do PSDB por servidores da Receita Federal.
saiba mais
Vazamento de dados é ‘bisbilhotice’ e ‘golpe baixo’, diz ministro do STF
Serra diz que há 'permanente guerra de baixaria'
Presidente do PT anuncia processo contra Serra por injúria e difamação
Na tarde desta quinta (26), eles entregaram ao subprocurador do Ministério Público Federal Eugênio Aragão, em Brasília, um requerimento no qual solicitam a apuração da origem da quebra de sigilo e da eventual prática de improbidade administrativa dos envolvidos.
O requerimento é assinado por Raul Jungmann (PPS-PE), João Almeida (PSDB-BA), Cássio Taniguchi (DEM-PR) e Gustavo Fruet (PSDB-PR).
Eles reivindicam ainda que seja designado um procurador da República para acompanhar o processo administrativo interno aberto pela Receita para apurar o caso.
O subprocurador Eugênio Aragão disse que repassará o pedido para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que está em viagem. Se for aberta investigação, ela correrá no estado onde houve a violação, afirmou.
Segundo Jungmann, o interesse da oposição é cobrar e punir os responsáveis. “Este é um fato negativo para a República e para todo o país. Não tem que haver exploração política, tem que cobrar os responsáveis e punir. Porque neste clima de terror, o que nos aguarda no futuro? Nós vivemos no país dos ‘caseiros Francenildos’. Quem está do lado do governo, da candidata do governo, tem direitos. Quem não está, é exposto a ter o seu sigilo quebrado, violado. Qualquer brasileiro pode ter o seu sigilo violado”, afirmou.
O deputado fez referência ao caso do caseiro Francenildo Costa que, em 2006, teve o sigilo bancário violado depois de afirmar na CPI dos Bingos que o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, frequentava uma casa em Brasília usada por lobistas. Palocci sempre negou a versão.
O deputado também criticou o presidente do PT, José Eduardo Dutra, que anunciou nesta quinta que a legenda vai processar o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, por ter ligado o nome da candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, à quebra de sigilo de Eduardo Jorge.
“A levar ao pé da letra o argumento do Dutra, o Serra vai dar um tiro na cabeça e a oposição vai se suicidar. Talvez assim a gente esteja fazendo o que ele diz. O Dutra tem a desfaçatez de ver que tem um crime sendo cometido contra as oposições e acusa a vítima É muito cinismo do Dutra. É falta de vergonha na cara e falta de argumentação”, afirmou.
O caso
Funcionários da Receita teriam violado o sigilo fiscal do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge, e de outras três pessoas ligadas ao partido.
Nesta quinta, em São Paulo, o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, acusou o PT e se disse vítima de uma “permanente guerra de baixaria”.
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, anunciou a decisão do partido de processar Serra, por conta das declarações do tucano vinculando a campanha de Dilma Rousseff à suposta violação de sigilos fiscais de pessoas ligadas ao PSDB.
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Na tarde desta quinta (26), eles entregaram ao subprocurador do Ministério Público Federal Eugênio Aragão, em Brasília, um requerimento no qual solicitam a apuração da origem da quebra de sigilo e da eventual prática de improbidade administrativa dos envolvidos.
O requerimento é assinado por Raul Jungmann (PPS-PE), João Almeida (PSDB-BA), Cássio Taniguchi (DEM-PR) e Gustavo Fruet (PSDB-PR).
Eles reivindicam ainda que seja designado um procurador da República para acompanhar o processo administrativo interno aberto pela Receita para apurar o caso.
O subprocurador Eugênio Aragão disse que repassará o pedido para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que está em viagem. Se for aberta investigação, ela correrá no estado onde houve a violação, afirmou.
Segundo Jungmann, o interesse da oposição é cobrar e punir os responsáveis. “Este é um fato negativo para a República e para todo o país. Não tem que haver exploração política, tem que cobrar os responsáveis e punir. Porque neste clima de terror, o que nos aguarda no futuro? Nós vivemos no país dos ‘caseiros Francenildos’. Quem está do lado do governo, da candidata do governo, tem direitos. Quem não está, é exposto a ter o seu sigilo quebrado, violado. Qualquer brasileiro pode ter o seu sigilo violado”, afirmou.
O deputado fez referência ao caso do caseiro Francenildo Costa que, em 2006, teve o sigilo bancário violado depois de afirmar na CPI dos Bingos que o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, frequentava uma casa em Brasília usada por lobistas. Palocci sempre negou a versão.
O deputado também criticou o presidente do PT, José Eduardo Dutra, que anunciou nesta quinta que a legenda vai processar o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, por ter ligado o nome da candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, à quebra de sigilo de Eduardo Jorge.
“A levar ao pé da letra o argumento do Dutra, o Serra vai dar um tiro na cabeça e a oposição vai se suicidar. Talvez assim a gente esteja fazendo o que ele diz. O Dutra tem a desfaçatez de ver que tem um crime sendo cometido contra as oposições e acusa a vítima É muito cinismo do Dutra. É falta de vergonha na cara e falta de argumentação”, afirmou.
O caso
Funcionários da Receita teriam violado o sigilo fiscal do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge, e de outras três pessoas ligadas ao partido.
Nesta quinta, em São Paulo, o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, acusou o PT e se disse vítima de uma “permanente guerra de baixaria”.
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, anunciou a decisão do partido de processar Serra, por conta das declarações do tucano vinculando a campanha de Dilma Rousseff à suposta violação de sigilos fiscais de pessoas ligadas ao PSDB.
domingo, 22 de agosto de 2010
Corinthians vence, agrava crise do São Paulo e fica perto da ponta
Em noite inspirada de seus volantes, o Corinthians contou com dois gols de Elias e um de Jucilei para vencer o São Paulo por 3 a 0 no Pacaembu
Gazeta Esportiva
Na estreia de Deco, Flu empata com o Vasco e segue líder
Cruzeiro é batido pelo Vitória e cai para oitavo
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A caça do Corinthians pela liderança do Campeonato Brasileiro ganhou uma motivação a mais neste domingo. Diante de cerca de 30 mil torcedores e do técnico da seleção Mano Menezes, o Corinthians passou fácil pelo São Paulo, por 3 a 0, e se aproximou da liderança da competição, já que o Fluminense ficou no empate com o Vasco.
Com uma atuação destacada de Elias, o Alvinegro manteve o tabu de mais de três anos sem perder para o rival e ainda agravou a crise que assombra o Tricolor desde a eliminação na Copa Libertadores da América. Agora, o Timão tem uma sequência com seis triunfos e quatro empates.
Sem sustos, o time de Adilson Batista abriu vantagem no primeiro tempo, quando Elias marcou duas vezes. Na etapa complementar, Jucilei completou o placar diante de um adversário desanimado em campo.
O Corinthians chegou agora aos 31 pontos, na vice-liderança, enquanto o Fluminense tem 33. Já o São Paulo atravessa situação complicada, com apenas 17, dois acima da zona de rebaixamento.
Depois de mais um tropeço no Campeonato Brasileiro, o São Paulo volta a campo na quarta-feira, quando buscará a reação no Morumbi, diante do Vasco. No mesmo dia, a busca do Timão pela liderança continuará, desta vez diante do Cruzeiro, que manda a partida na Arena do Jacaré.
Veja os gols de Corinthians 3 x 0 São Paulo
O jogo - veja como foi, lance a lance, a partida no Pacaembu
O Corinthians aproveitou a euforia da torcida para pressionar o rival logo no início do jogo, concentrando as jogadas perto da área adversária. Assim, aos sete minutos, depois de cobrança de falta, a bola chegou na direita para Jorge Henrique, que cruzou na segunda trave para Bruno César ajeitar no meio. William chegou e bateu no canto, exigindo defesa incrível de Rogério Ceni.
Enquanto o Timão partiu para cima, o Tricolor se viu na obrigação de responder apenas em contragolpes. O problema foi a ineficiência do meio-campo do time de Sérgio Baresi. Com Marlos apagado e quase sem pegar na bola, Cleber Santana também não mostrou qualidade e velocidade para avançar. Além disso, na direita, Jean ficou mais na marcação de Roberto Carlos e pouco se arriscou na frente.
Com isso, toda a responsabilidade caiu nos pés de Ricardo Oliveira, o melhor são-paulino em campo. Pouco tempo depois de bater para defesa de Julio Cesar, o atacante da camisa 99 aproveitou vacilo da defesa corintiana para levar muito perigo. Mal no jogo, William perdeu a bola na esquerda para Ricardo Oliveira, que partiu em velocidade, ainda pressionado pelo zagueiro adversário, invadiu a área e chutou na saída de Julio Cesar, muito perto da trave corintiana.
Com Ronaldo como torcedor nas tribunas do Pacaembu, já que ainda não está nas condições físicas para atuar, o Timão buscou alternativa para atacar, pois o meio-campo tricolor montou um ferrolho para brecar as investidas do meia Bruno César. Portanto, Jorge Henrique se transformou na principal opção, caindo pela direita. O atleta ganhou da marcação pelo setor e cruzou para a área, onde Iarley mergulhou para cabecear rente ao travessão.
No momento em que o São Paulo deu espaço, o Corinthians abriu o placar. Aos 21, Elias recebeu na intermediária e, sem ser incomodado, chutou rasteiro, no canto, fora do alcance do goleiro Rogério Ceni. Ainda durante a comemoração da Fiel, o capitão são-paulino bateu falta da meia-esquerda, mas por cima da meta alvinegra.
Como o São Paulo passou a se aventurar mais na frente, o Corinthians diminuiu o ritmo, mas sem sofrer sustos e pronto para impor mais um revés ao rival. Assim, aos 44, o Timão não perdoou a falha do sistema defensivo são-paulino. Cleber Santana saiu jogando errado e a bola ficou de presente para Bruno César, que encontrou Jorge Henrique na direita. O atacante cruzou, ninguém cortou e Elias completou para as redes.
Depois de ver o domínio do rival no primeiro tempo, Sérgio Baresi fez duas mudanças no intervalo. O volante Rodrigo Souto e o meia Marlos deixaram o jogo para as entradas de Richarlyson e do garoto Marcelinho. Porém, as alterações não mudaram o panorama do clássico.
O Corinthians seguiu mais organizado e perigoso. Nervoso, o São Paulo cometeu erros primários. Logo aos quatro minutos, Miranda tentou recuar um lance de cabeça, mas Rogério Ceni estava fora do gol e a bola passou perto da trave. Qualquer possibilidade de equilíbrio acabou, e os jogadores do São Paulo ficaram cabisbaixos em campo. Mesmo pressionando, o Timão ainda esbarrou na zaga tricolor, que se segurou no sufoco.
Aos poucos, o Tricolor passou a lutar mais na frente, mobilizado principalmente por Ricardo Oliveira e Fernandão. Já o Corinthians trabalhou para administrar o placar, incomodando o rival eventualmente. Jorge Henrique dominou na meia-lua, girou e chutou colocado, para defesa de Ceni.
Adilson Batista tentou devolver o ímpeto do Corinthians na frente e sacou Iarley para a entrada de Souza. E o Timão realmente acordou. Bruno César recebeu no meio da área e encaixou um voleio, mas Ceni espalmou, apenas adiando o terceiro gol do Alvinegro, que saiu na cobrança do escanteio. Aos 26, Jucilei aproveitou a bola na área e desviou de cabeça para as redes.
O Corinthians voltou a administrar o placar, enquanto o São Paulo se lançou ao ataque. Porém, nos minutos finais, a melhor chance foi do Timão, quando Alessandro recebeu livre e bateu forte, mas Ceni defendeu no reflexo.
FICHA TÉCNICA: CORINTHIANS 3 X 0 SÃO PAULO
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 22 de agosto de 2010, domingo
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Daniel Luis Marques (SP)
Cartões amarelos: Jucilei (Corinthians). Miranda (São Paulo)
Público: 28.159 pagantes
Renda: R$ 848.207,00
GOLS: CORINTHIANS: Elias, aos 21 e aos 44 minutos do primeiro tempo. Jucilei, aos 26 minutos do segundo tempo
CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos (Edu); Ralf, Elias (Paulinho), Jucilei e Bruno Cesar; Jorge Henrique e Iarley (Souza)
Técnico: Adilson Batista
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jean, Xandão, Miranda e Junior Cesar (Sergio Mota); Casemiro, Rodrigo Souto (Richarlyson), Cleber Santana e Marlos (Marcelinho); Fernandão e Ricardo Oliveira
Técnico: Sérgio Baresi
Veja todos os resultados da rodada do Brasileirão
Domingo (22/08)
Corinthians 3 x 0 São Paulo
Vasco 2 x 2 Fluminense (Leia mais)
Cruzeiro 0 x 1 Vitória (Leia mais)
Santos 2 x 0 Atlético-MG (Leia mais)
Guarani 0 x 0 Palmeiras (Leia mais)
Internacional 1 x 1 Atlético-GO (Leia mais)
Atlético-PR 1 x 0 Flamengo (Leia mais)
Sábado (21/08)
Botafogo 1 x 0 Avaí (Leia mais)
Goiás 1 x 2 Prudente (Leia mais)
Ceará 2 x 1 Grêmio (Leia mais)
Gazeta Esportiva
Na estreia de Deco, Flu empata com o Vasco e segue líder
Cruzeiro é batido pelo Vitória e cai para oitavo
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A caça do Corinthians pela liderança do Campeonato Brasileiro ganhou uma motivação a mais neste domingo. Diante de cerca de 30 mil torcedores e do técnico da seleção Mano Menezes, o Corinthians passou fácil pelo São Paulo, por 3 a 0, e se aproximou da liderança da competição, já que o Fluminense ficou no empate com o Vasco.
Com uma atuação destacada de Elias, o Alvinegro manteve o tabu de mais de três anos sem perder para o rival e ainda agravou a crise que assombra o Tricolor desde a eliminação na Copa Libertadores da América. Agora, o Timão tem uma sequência com seis triunfos e quatro empates.
Sem sustos, o time de Adilson Batista abriu vantagem no primeiro tempo, quando Elias marcou duas vezes. Na etapa complementar, Jucilei completou o placar diante de um adversário desanimado em campo.
O Corinthians chegou agora aos 31 pontos, na vice-liderança, enquanto o Fluminense tem 33. Já o São Paulo atravessa situação complicada, com apenas 17, dois acima da zona de rebaixamento.
Depois de mais um tropeço no Campeonato Brasileiro, o São Paulo volta a campo na quarta-feira, quando buscará a reação no Morumbi, diante do Vasco. No mesmo dia, a busca do Timão pela liderança continuará, desta vez diante do Cruzeiro, que manda a partida na Arena do Jacaré.
Veja os gols de Corinthians 3 x 0 São Paulo
O jogo - veja como foi, lance a lance, a partida no Pacaembu
O Corinthians aproveitou a euforia da torcida para pressionar o rival logo no início do jogo, concentrando as jogadas perto da área adversária. Assim, aos sete minutos, depois de cobrança de falta, a bola chegou na direita para Jorge Henrique, que cruzou na segunda trave para Bruno César ajeitar no meio. William chegou e bateu no canto, exigindo defesa incrível de Rogério Ceni.
Enquanto o Timão partiu para cima, o Tricolor se viu na obrigação de responder apenas em contragolpes. O problema foi a ineficiência do meio-campo do time de Sérgio Baresi. Com Marlos apagado e quase sem pegar na bola, Cleber Santana também não mostrou qualidade e velocidade para avançar. Além disso, na direita, Jean ficou mais na marcação de Roberto Carlos e pouco se arriscou na frente.
Com isso, toda a responsabilidade caiu nos pés de Ricardo Oliveira, o melhor são-paulino em campo. Pouco tempo depois de bater para defesa de Julio Cesar, o atacante da camisa 99 aproveitou vacilo da defesa corintiana para levar muito perigo. Mal no jogo, William perdeu a bola na esquerda para Ricardo Oliveira, que partiu em velocidade, ainda pressionado pelo zagueiro adversário, invadiu a área e chutou na saída de Julio Cesar, muito perto da trave corintiana.
Com Ronaldo como torcedor nas tribunas do Pacaembu, já que ainda não está nas condições físicas para atuar, o Timão buscou alternativa para atacar, pois o meio-campo tricolor montou um ferrolho para brecar as investidas do meia Bruno César. Portanto, Jorge Henrique se transformou na principal opção, caindo pela direita. O atleta ganhou da marcação pelo setor e cruzou para a área, onde Iarley mergulhou para cabecear rente ao travessão.
No momento em que o São Paulo deu espaço, o Corinthians abriu o placar. Aos 21, Elias recebeu na intermediária e, sem ser incomodado, chutou rasteiro, no canto, fora do alcance do goleiro Rogério Ceni. Ainda durante a comemoração da Fiel, o capitão são-paulino bateu falta da meia-esquerda, mas por cima da meta alvinegra.
Como o São Paulo passou a se aventurar mais na frente, o Corinthians diminuiu o ritmo, mas sem sofrer sustos e pronto para impor mais um revés ao rival. Assim, aos 44, o Timão não perdoou a falha do sistema defensivo são-paulino. Cleber Santana saiu jogando errado e a bola ficou de presente para Bruno César, que encontrou Jorge Henrique na direita. O atacante cruzou, ninguém cortou e Elias completou para as redes.
Depois de ver o domínio do rival no primeiro tempo, Sérgio Baresi fez duas mudanças no intervalo. O volante Rodrigo Souto e o meia Marlos deixaram o jogo para as entradas de Richarlyson e do garoto Marcelinho. Porém, as alterações não mudaram o panorama do clássico.
O Corinthians seguiu mais organizado e perigoso. Nervoso, o São Paulo cometeu erros primários. Logo aos quatro minutos, Miranda tentou recuar um lance de cabeça, mas Rogério Ceni estava fora do gol e a bola passou perto da trave. Qualquer possibilidade de equilíbrio acabou, e os jogadores do São Paulo ficaram cabisbaixos em campo. Mesmo pressionando, o Timão ainda esbarrou na zaga tricolor, que se segurou no sufoco.
Aos poucos, o Tricolor passou a lutar mais na frente, mobilizado principalmente por Ricardo Oliveira e Fernandão. Já o Corinthians trabalhou para administrar o placar, incomodando o rival eventualmente. Jorge Henrique dominou na meia-lua, girou e chutou colocado, para defesa de Ceni.
Adilson Batista tentou devolver o ímpeto do Corinthians na frente e sacou Iarley para a entrada de Souza. E o Timão realmente acordou. Bruno César recebeu no meio da área e encaixou um voleio, mas Ceni espalmou, apenas adiando o terceiro gol do Alvinegro, que saiu na cobrança do escanteio. Aos 26, Jucilei aproveitou a bola na área e desviou de cabeça para as redes.
O Corinthians voltou a administrar o placar, enquanto o São Paulo se lançou ao ataque. Porém, nos minutos finais, a melhor chance foi do Timão, quando Alessandro recebeu livre e bateu forte, mas Ceni defendeu no reflexo.
FICHA TÉCNICA: CORINTHIANS 3 X 0 SÃO PAULO
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 22 de agosto de 2010, domingo
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Daniel Luis Marques (SP)
Cartões amarelos: Jucilei (Corinthians). Miranda (São Paulo)
Público: 28.159 pagantes
Renda: R$ 848.207,00
GOLS: CORINTHIANS: Elias, aos 21 e aos 44 minutos do primeiro tempo. Jucilei, aos 26 minutos do segundo tempo
CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos (Edu); Ralf, Elias (Paulinho), Jucilei e Bruno Cesar; Jorge Henrique e Iarley (Souza)
Técnico: Adilson Batista
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Jean, Xandão, Miranda e Junior Cesar (Sergio Mota); Casemiro, Rodrigo Souto (Richarlyson), Cleber Santana e Marlos (Marcelinho); Fernandão e Ricardo Oliveira
Técnico: Sérgio Baresi
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Domingo (22/08)
Corinthians 3 x 0 São Paulo
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Cruzeiro 0 x 1 Vitória (Leia mais)
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Tropa de Choque invade Fundação Casa para conter rebelião
A Tropa de Choque invadiu a Fundação Casa de Itaquera, na zona leste de São Paulo, para pôr fim à rebelião dos internos que já dura 5 horas.
Os adolescentes iniciaram por volta das 12h40. De acordo com a Fundação Casa, o motivo seria uma tentativa de fuga frustrada. Os menores queimavam colchões e pedaços de madeira no telhado da instituição. Para a polícia, não há reféns e a situação está controlada.
O helicóptero Águia da Polícia Militar foi acionado para dar apoio durante a contenção dos internos em rebelião na Fundação Casa. Além disso, cinco viaturas do Corpo de Bombeiros estão no local.
Os adolescentes iniciaram por volta das 12h40. De acordo com a Fundação Casa, o motivo seria uma tentativa de fuga frustrada. Os menores queimavam colchões e pedaços de madeira no telhado da instituição. Para a polícia, não há reféns e a situação está controlada.
O helicóptero Águia da Polícia Militar foi acionado para dar apoio durante a contenção dos internos em rebelião na Fundação Casa. Além disso, cinco viaturas do Corpo de Bombeiros estão no local.
Fogo em Tocantins atinge área do tamanho de metade de Sergipe
Em apenas um dos focos de incêndio da Ilha do Bananal, no Tocantins, a linha de fogo avança por três quilômetros na floresta. A maior ilha fluvial do mundo enfrenta grandes incêndios há cerca de uma semana. Por lá, o fogo já atingiu quase um milhão de hectares, equivalente a cerca de metade do tamanho do estado de Sergipe. No horizonte, a fumaça brota da mata, que abriga o Parque Nacional do Araguaia e reservas indígenas.
Veja o site do Fantástico
As brigadas do PrevFogo, sistema por meio do qual o Ibama controla incêndios no país, tentam combater a linha de fogo mais alta, cuja fumaça torna-se insuportável para os olhos a mais ou menos um quilômetro de distância do foco principal. A estratégia é esfriar o ambiente com água e, na sequência, apagar as chamas com abafadores de borracha.
A Ilha do Bananal é a área mais crítica para incêndios no país. Em todo o Tocantins, há quatro vezes mais queimadas do que no ano passado. Há poucos dias, as labaredas avançaram sobre o Parque Nacional do Lajeado, ao lado da capital Palmas, mas o fogo já foi controlado. Uma equipe permanece acampada no local para evitar que o fogo reapareça. "Quando dá uma reignição, a gente aciona dois, três, quatro para ir lá e fazer um rescaldo bem rápido. A gente sabe que aquele fogo está controlado”, explica o coordenador do Prevfogo Marcelo Santana.
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Queimadas consomem plantações e reservas florestais no Triângulo
Cientistas fazem queimadas para estudar recuperação da mata em MT
Leitora registra ar poluído pelas queimadas em Porto Velho (RO)
O fogo também já causou estragos em outros estados além do Tocantins. Em Marcelândia, Mato Grosso, a população teve de fugir de incêndios que começaram em serrarias e chegaram na cidade. No Pico do Gavião, em Minas Gerais, também há casas transformadas em cinzas. No Parque Nacional das Emas, em Goiás, 60% da área foi queimada.
Na Amazônia, na imensa área que vai do Pará até Rondônia, o fogo avança sem encontrar resistência. Uma nuvem de fumaça atrapalha o voo de ambientalistas do Greenpeace, que fazem um reconhecimento da região, e chega até Manaus.
Em Porto Velho, é possível ver a linha de fogo do espaço. Imagens de satélite mostram como ela chega à atmosfera e espalha gases tóxicos em uma área que sai da Amazônia, bate na Cordilheira dos Andes e chega ao Sul do Brasil. O principal componente é o monóxido de carbono, o mesmo que provoca morte por asfixia em acidentes com aquecedores a gás.
Outra imagem mostra como as queimadas no Brasil emitem mais gases de efeito estufa do que toda a atividade industrial e geração de energia no país, incluindo derivados de petróleo. “Hoje, a umidade relativa do ar está em menos de 15% no sul do Amazonas e no norte de Mato Grosso – 15% de floresta tropical úmida, enquanto em São Paulo e Minas Gerais está entre 20 e 25% - o que é absolutamente assustador”, diz Paulo Adário, do Greenpeace.
Desde o início do mês, as queimadas em todo o país já representam o dobro do que foi registrado em todo o mês de agosto do ano passado. Os incêndios geralmente começam em pastos ou seguem o traçado de estradas. Só no Parque Nacional do Araguaia, em Tocantins, já foram destruídos 250 mil hectares. A Ilha do Bananal teve quase um milhão de hectares atingido e a temporada de incêndio ainda tem dois meses pela frente.
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A Ilha do Bananal é a área mais crítica para incêndios no país. Em todo o Tocantins, há quatro vezes mais queimadas do que no ano passado. Há poucos dias, as labaredas avançaram sobre o Parque Nacional do Lajeado, ao lado da capital Palmas, mas o fogo já foi controlado. Uma equipe permanece acampada no local para evitar que o fogo reapareça. "Quando dá uma reignição, a gente aciona dois, três, quatro para ir lá e fazer um rescaldo bem rápido. A gente sabe que aquele fogo está controlado”, explica o coordenador do Prevfogo Marcelo Santana.
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O fogo também já causou estragos em outros estados além do Tocantins. Em Marcelândia, Mato Grosso, a população teve de fugir de incêndios que começaram em serrarias e chegaram na cidade. No Pico do Gavião, em Minas Gerais, também há casas transformadas em cinzas. No Parque Nacional das Emas, em Goiás, 60% da área foi queimada.
Na Amazônia, na imensa área que vai do Pará até Rondônia, o fogo avança sem encontrar resistência. Uma nuvem de fumaça atrapalha o voo de ambientalistas do Greenpeace, que fazem um reconhecimento da região, e chega até Manaus.
Em Porto Velho, é possível ver a linha de fogo do espaço. Imagens de satélite mostram como ela chega à atmosfera e espalha gases tóxicos em uma área que sai da Amazônia, bate na Cordilheira dos Andes e chega ao Sul do Brasil. O principal componente é o monóxido de carbono, o mesmo que provoca morte por asfixia em acidentes com aquecedores a gás.
Outra imagem mostra como as queimadas no Brasil emitem mais gases de efeito estufa do que toda a atividade industrial e geração de energia no país, incluindo derivados de petróleo. “Hoje, a umidade relativa do ar está em menos de 15% no sul do Amazonas e no norte de Mato Grosso – 15% de floresta tropical úmida, enquanto em São Paulo e Minas Gerais está entre 20 e 25% - o que é absolutamente assustador”, diz Paulo Adário, do Greenpeace.
Desde o início do mês, as queimadas em todo o país já representam o dobro do que foi registrado em todo o mês de agosto do ano passado. Os incêndios geralmente começam em pastos ou seguem o traçado de estradas. Só no Parque Nacional do Araguaia, em Tocantins, já foram destruídos 250 mil hectares. A Ilha do Bananal teve quase um milhão de hectares atingido e a temporada de incêndio ainda tem dois meses pela frente.
sábado, 21 de agosto de 2010
Dilma tem 47% das intenções de voto, e Serra, 30%, diz Datafolha
Pesquisa Datafolha divulgada na madrugada deste sábado (21) aponta que a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, tem 47% das intenções de voto, contra 30% do candidato do PSDB, José Serra. A candidata do PV, Marina Silva, aparece com 9% no levantamento.
Dos demais candidatos, nenhum candidato obteve 1% das intenções de voto. De acordo com a pesquisa, brancos e nulos totalizam 4% e os que não sabem, 8%.
A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Desta forma, Dilma pode ter entre 49% e 45%, Serra, entre 32% e 28%, e Marina, entre 11% e 7%.
O levantamento foi encomendado pelo jornal "Folha de S.Paulo". Foram realizadas 2.727 entrevistas nesta sexta-feira (20). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 24460/2010.
A pesquisa anterior do Datafolha foi divulgada no dia 13 deste mês, com entrevistas feitas dos dias 9 a 12. No levantamento, Dilma teve 41%, Serra, 33%, e Marina, 10%. Dos demais candidatos, nenhum atingiu 1%.
Segundo turno
Segundo a pesquisa divulgada neste sábado, num eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a petista teria 53% e o tucano, 39%. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 49% das intenções de voto, e Serra, 41%.
Dos demais candidatos, nenhum candidato obteve 1% das intenções de voto. De acordo com a pesquisa, brancos e nulos totalizam 4% e os que não sabem, 8%.
A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Desta forma, Dilma pode ter entre 49% e 45%, Serra, entre 32% e 28%, e Marina, entre 11% e 7%.
O levantamento foi encomendado pelo jornal "Folha de S.Paulo". Foram realizadas 2.727 entrevistas nesta sexta-feira (20). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 24460/2010.
A pesquisa anterior do Datafolha foi divulgada no dia 13 deste mês, com entrevistas feitas dos dias 9 a 12. No levantamento, Dilma teve 41%, Serra, 33%, e Marina, 10%. Dos demais candidatos, nenhum atingiu 1%.
Segundo turno
Segundo a pesquisa divulgada neste sábado, num eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a petista teria 53% e o tucano, 39%. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 49% das intenções de voto, e Serra, 41%.
De contrato novo, Neymar valoriza mais que qualquer ação na bolsa
Investidor que adquiriu 40% dos direitos econômicos do atacante santista em 2009 viu valor do jogador aumentar oito vezes em um ano e meio
Paulo Passos, iG São Paulo
Empresário não crê que Neymar cumpra contrato inteiro
Representantes do Chelsea chamam Neymar de "louco" após recusa
Jornais europeus destacam "não" de Neymar ao Chelsea
Como Neymar, Ganso terá "projeto de carreira" no Santos
Santos anuncia permanência de Neymar e novo contrato
iPhone: iG lança aplicativo de futebol em tempo real. Baixe aqui
Twitter do iG Esporte: Principais notícias, fatos inusitados, vídeos e opinião
Campeão paulista, da Copa do Brasil e convocado para a seleção, Neymar é apontado como um dos jogadores que mais se valorizou na temporada. A opinião de muitos brasileiros é uma certeza para Delcir Sonda.
É que o empresário, que em janeiro de 2009 adquiriu 40% dos direitos econômicos do jogador por R$ 5 milhões, viu o seu investimento valorizar oito vezes. Com o novo contrato anunciado nesta quinta-feira, que garantiu a permanência dele no Santos, o valor da multa de rescisão foi estipulada em 45 milhões de euros. Caso algum clube do exterior pague esse valor e o jogador aceite sair, Sonda ganhará 18 milhões de euros, aproximadamente R$ 40,24 milhões.
A valorização de 704,8% nos direitos econômicos do jogador ultrapassa, por exemplo, o rendimento de qualquer ação na Bolsa de Valores de São Paulo no mesmo período. A Llx Logística do bilionário Eike Batista foi a empresa que teve a maior variação positiva, com rendimento de 536,9% (veja o gráfico abaixo). No mesmo período, o índice Bovespa valorizou 59,6%, a poupança rendeu 11,03% e o dólar caiu 23,2%.
“Dinheiro não recebe desaforo. Eu comprei porque acreditava no potencial do jogador”, afirmou ao iG, Delcir Sonda. Os 40% dos direitos federativos foram comprados diretamente do pai de Neymar, que negociou a porcentagem com a antiga direção do Santos.
Dono da bola
Proprietário de uma rede de supermercados com 24 lojas em São Paulo, Delcir Sonda começou a fazer negócios no futebol em 2005. Gaúcho de Erechim, seus primeiros investimentos foram no Internacional. Um ano depois, ele montou uma empresa, a DIS, apenas para trabalhar na captação de jovens em todo Brasil.
Hoje, o empresário tem participação nos direitos econômicos dos principais jogadores do campeão da Libertadores da América. “Eu que coloquei o D’Alessandro e o Kléber lá. Sou colorado e fico feliz com as conquistas do clube”, diz.
Paulo Passos, iG São Paulo
Empresário não crê que Neymar cumpra contrato inteiro
Representantes do Chelsea chamam Neymar de "louco" após recusa
Jornais europeus destacam "não" de Neymar ao Chelsea
Como Neymar, Ganso terá "projeto de carreira" no Santos
Santos anuncia permanência de Neymar e novo contrato
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Campeão paulista, da Copa do Brasil e convocado para a seleção, Neymar é apontado como um dos jogadores que mais se valorizou na temporada. A opinião de muitos brasileiros é uma certeza para Delcir Sonda.
É que o empresário, que em janeiro de 2009 adquiriu 40% dos direitos econômicos do jogador por R$ 5 milhões, viu o seu investimento valorizar oito vezes. Com o novo contrato anunciado nesta quinta-feira, que garantiu a permanência dele no Santos, o valor da multa de rescisão foi estipulada em 45 milhões de euros. Caso algum clube do exterior pague esse valor e o jogador aceite sair, Sonda ganhará 18 milhões de euros, aproximadamente R$ 40,24 milhões.
A valorização de 704,8% nos direitos econômicos do jogador ultrapassa, por exemplo, o rendimento de qualquer ação na Bolsa de Valores de São Paulo no mesmo período. A Llx Logística do bilionário Eike Batista foi a empresa que teve a maior variação positiva, com rendimento de 536,9% (veja o gráfico abaixo). No mesmo período, o índice Bovespa valorizou 59,6%, a poupança rendeu 11,03% e o dólar caiu 23,2%.
“Dinheiro não recebe desaforo. Eu comprei porque acreditava no potencial do jogador”, afirmou ao iG, Delcir Sonda. Os 40% dos direitos federativos foram comprados diretamente do pai de Neymar, que negociou a porcentagem com a antiga direção do Santos.
Dono da bola
Proprietário de uma rede de supermercados com 24 lojas em São Paulo, Delcir Sonda começou a fazer negócios no futebol em 2005. Gaúcho de Erechim, seus primeiros investimentos foram no Internacional. Um ano depois, ele montou uma empresa, a DIS, apenas para trabalhar na captação de jovens em todo Brasil.
Hoje, o empresário tem participação nos direitos econômicos dos principais jogadores do campeão da Libertadores da América. “Eu que coloquei o D’Alessandro e o Kléber lá. Sou colorado e fico feliz com as conquistas do clube”, diz.
Palestina aceita convite dos EUA para retomar negociações diretas com Israel
A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) aceitou, nesta sexta-feira, o convite americano de recomeçar as negociações diretas de paz com Israel. O encontro deve acontecer no início de setembro em Washington, segundo anunciou Yasser Abed Rabbo, membro dessa instância.
Segundo ele, "o comitê executivo da OLP anuncia aceitar o reatamento do diálogo direto com Israel conforme o comunicado do Quarteto internacional sobre o Oriente Médio e o convite da secretária de Estado americana", Hillary Clinton.
Israel também aceitou o convite nesta tarde. Em comunicado, o país afirmou que "o primeiro-ministro Netanyahu recebeu favoravelmente o convite dos Estados Unidos para iniciar negociações diretas sem condições prévias", disse.
Segundo Hillary o objetivo nas negociações “é resolver todas as questões do estatuto final, que, acreditamos, poderá ser completado dentro de um ano", afirmou referindo-se a itens como as fronteiras do futuro Estado palestinos, o status dos refugiados palestinos e o destino de Jerusalém.
Ainda segundo a secretária de Estado, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e o Rei da Jordânia, Abdullah II, vão participar das negociações. Em um comunicado emitido simultaneamente nas Nações Unidas, em Nova York, o Quarteto para o Oriente Médio - União Europeia, Nações Unidas, Estados Unidos e Rússia - reafirma seu firme apoio às negociações diretas entre as duas partes, que devem terminar dentro de um ano.
Segundo ele, "o comitê executivo da OLP anuncia aceitar o reatamento do diálogo direto com Israel conforme o comunicado do Quarteto internacional sobre o Oriente Médio e o convite da secretária de Estado americana", Hillary Clinton.
Israel também aceitou o convite nesta tarde. Em comunicado, o país afirmou que "o primeiro-ministro Netanyahu recebeu favoravelmente o convite dos Estados Unidos para iniciar negociações diretas sem condições prévias", disse.
Segundo Hillary o objetivo nas negociações “é resolver todas as questões do estatuto final, que, acreditamos, poderá ser completado dentro de um ano", afirmou referindo-se a itens como as fronteiras do futuro Estado palestinos, o status dos refugiados palestinos e o destino de Jerusalém.
Ainda segundo a secretária de Estado, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e o Rei da Jordânia, Abdullah II, vão participar das negociações. Em um comunicado emitido simultaneamente nas Nações Unidas, em Nova York, o Quarteto para o Oriente Médio - União Europeia, Nações Unidas, Estados Unidos e Rússia - reafirma seu firme apoio às negociações diretas entre as duas partes, que devem terminar dentro de um ano.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Mercado de trabalho terá o melhor desempenho da história em 2010
O mercado de trabaçho no Brasil em 2010 deve ter o melhor resultado da história. Segundo a projeção de alguns economistas ouvidos pelo iG, a geração líquida de postos de trabalho (saldo total de admissões e dispensas de empregados, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho) deve se aproximar de 2 milhões vagas no consolidado do ano.
O melhor resultado da série histórica, iniciada em 1992, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged),foi registrado em 2007. Naquele ano, o saldo líquido de vagas no mercado de trabalho do País foi de 1.617.392.
Mas esse número pode ser superado hoje. Nesta quinta-feira, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulga os números do Caged referentes ao mês de julho. No acumulado do ano até junho, o saldo líquido do mercado de trabalho está em 1.473.320 vagas. Como as previsões dos especialistas no tema apontam que o resultado em julho deve ser de um saldo entre 180 mil e 200 mil vagas, o desempenho recorde acumulado em 2007 deve ser superado. Os setores de serviços e comércio devem seguir liderando a geração de postos de trabalho no País.
O melhor resultado da série histórica, iniciada em 1992, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged),foi registrado em 2007. Naquele ano, o saldo líquido de vagas no mercado de trabalho do País foi de 1.617.392.
Mas esse número pode ser superado hoje. Nesta quinta-feira, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulga os números do Caged referentes ao mês de julho. No acumulado do ano até junho, o saldo líquido do mercado de trabalho está em 1.473.320 vagas. Como as previsões dos especialistas no tema apontam que o resultado em julho deve ser de um saldo entre 180 mil e 200 mil vagas, o desempenho recorde acumulado em 2007 deve ser superado. Os setores de serviços e comércio devem seguir liderando a geração de postos de trabalho no País.
Mulher é libertada de cativeiro após carro de criminosos aparecer na TV
Uma comerciante foi libertada nesta quarta-feira (18) do cativeiro após ficar oito dias sequestrada em Monte Mor, a 117 km de São Paulo. A polícia conseguiu chegar aos criminosos depois de ver uma reportagem na TV. Cinco pessoas foram presas.
A comerciante ficou presa dentro de um armário no cativeiro. Ela só podia sair para ir ao banheiro, com os olhos vendados. “Não dava nem para esticar a perna direito, acho que dava um metro e pouco”, contou a mulher.
Uma imagem gravada na semana passada ajudou a polícia a localizar os sequestradores e libertar a vítima. O carro usado pela quadrilha apareceu em uma reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo na região de Campinas.
Os repórteres acompanhavam a reclamação de moradores por causa de uma ponte que havia caído em Monte Mor. Os investigadores reconheceram o carro e reforçaram as buscas na região.
Nesta quarta, três criminosos passavam por uma rodovia da região quando foram vistos pela Guarda Municipal da cidade. Com eles, foram encontradas munição e algumas armas. Eles confessaram o crime e disseram onde a vítima estava. No cativeiro, outros dois homens foram presos.
A comerciante ficou presa dentro de um armário no cativeiro. Ela só podia sair para ir ao banheiro, com os olhos vendados. “Não dava nem para esticar a perna direito, acho que dava um metro e pouco”, contou a mulher.
Uma imagem gravada na semana passada ajudou a polícia a localizar os sequestradores e libertar a vítima. O carro usado pela quadrilha apareceu em uma reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo na região de Campinas.
Os repórteres acompanhavam a reclamação de moradores por causa de uma ponte que havia caído em Monte Mor. Os investigadores reconheceram o carro e reforçaram as buscas na região.
Nesta quarta, três criminosos passavam por uma rodovia da região quando foram vistos pela Guarda Municipal da cidade. Com eles, foram encontradas munição e algumas armas. Eles confessaram o crime e disseram onde a vítima estava. No cativeiro, outros dois homens foram presos.
sábado, 14 de agosto de 2010
Datafolha mostra Dilma com 41% e Serra com 33%
Pesquisa Datafolha para presidente da República divulgada neste sexta-feira (13) mostra os candidatos Dilma Rousseff (PT) com 41% e José Serra (PSDB) com 33% das intenções de voto. Marina Silva (PV) aparece em terceiro lugar com 10%.
Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Serra pode ter entre 31% e 35% e Dilma, entre 39% e 43%, e Marina, entre 8% e 12%.
O Datafolha realizou 10.856 entrevistas em 382 municípios. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo” e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o número 22734/2010.
Em maio, Dilma Rousseff tinha 36% das intenções de voto. Foi a 37%, na virada de junho para julho. Em julho, voltou a 36% e agora tem 41%.
José Serra tinha 36% em maio. Na virada de junho para julho, foi a 39%. Em julho, 37% e agora, em agosto, tem 33%.
Marina Silva, do PV, tinha 10% em maio, depois, 9%. Em julho, foi a 10% e agora se manteve em 10%.
Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Serra pode ter entre 31% e 35% e Dilma, entre 39% e 43%, e Marina, entre 8% e 12%.
O Datafolha realizou 10.856 entrevistas em 382 municípios. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo” e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o número 22734/2010.
Em maio, Dilma Rousseff tinha 36% das intenções de voto. Foi a 37%, na virada de junho para julho. Em julho, voltou a 36% e agora tem 41%.
José Serra tinha 36% em maio. Na virada de junho para julho, foi a 39%. Em julho, 37% e agora, em agosto, tem 33%.
Marina Silva, do PV, tinha 10% em maio, depois, 9%. Em julho, foi a 10% e agora se manteve em 10%.
Em Goiás, Marconi Perillo aparece com 45%, aponta Ibope
O senador Marconi Perillo (PSDB) lidera a disputa para o governo de Goiás com 45% das intenções de voto, seguido por Iriz Rezende (PMDB), com 34%, de acordo com pesquisa Ibope encomendada pela TV Anheguera e divulgada nesta sexta-feira (13).
(veja ao lado as taxas de intenção de voto de todos os candidatos).
O levantamento é o primeiro feito pelo Ibope depois da oficialização das candidaturas. Vanderlan Cardoso (PR) aparece com 5% das intenções de voto. Washington Fraga (PSOL) e Marta Jane (PCB) não pontuaram na pesquisa.
Foram realizadas 812 entrevistas, de terça-feira (10) a quinta-feira (12). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO) com o número 35.731/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 22.908/2010.
(veja ao lado as taxas de intenção de voto de todos os candidatos).
O levantamento é o primeiro feito pelo Ibope depois da oficialização das candidaturas. Vanderlan Cardoso (PR) aparece com 5% das intenções de voto. Washington Fraga (PSOL) e Marta Jane (PCB) não pontuaram na pesquisa.
Foram realizadas 812 entrevistas, de terça-feira (10) a quinta-feira (12). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO) com o número 35.731/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 22.908/2010.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
"Faltou coragem" para Aécio ser candidato de Lula, diz Hélio Costa
O candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais, Hélio Costa, disse nesta quarta-feira que, se o ex-governador e candidato ao Senado Aécio Neves (PSDB) tivesse se filiado ao PMDB ou ao PT, poderia ser o candidato à Presidência apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lugar da mineira Dilma Rousseff.
“Faltou uma visão política e estratégica do governador. Houve um vácuo de candidatos quando o presidente Lula perdeu o candidato natural, que seria José Dirceu [ex-ministro da Casa Civil], e depois o [ex-ministro da Fazenda Antonio] Palocci. O presidente [Lula] sempre manifestou uma amizade pelo Aécio. Faltou desprendimento político, para não dizer coragem [para sair do PSDB]”, afirmou o ex-ministro das Comunicações, em sabatina do jornal “Folha de S.Paulo” e do portal de notícias UOL.
Costa definiu como “excepcional” sua relação com o tucano, que, segundo ele, sempre foi seu “amigo”. O ex-ministro afirmou ainda que deve sua entrada na política a Tancredo Neves, avô do ex-governador de Minas, que o aconselhou a se candidatar a um cargo público.
O candidato aproveitou para ressaltar as diferenças entre Aécio e seu adversário na disputa pelo governo de Minas, Antonio Anastasia (PSDB). “O Aécio fez um ótimo governo. Agora o candidato [Anastasia] quer passar a imagem de que ele é o Aécio. E não dá, são duas coisas diferentes”.
Educação
O ex-ministro disse que uma das prioridades de seu governo é a análise da proposta atual de aumento salarial para professores do Estado. “No dia seguinte à posse, vamos sentar com eles [professores]. Vamos ver que essa proposta foi colocada de forma injusta na Assembleia Legislativa, por goela abaixo, para evitar uma greve durante o período eleitoral”.
“Faltou uma visão política e estratégica do governador. Houve um vácuo de candidatos quando o presidente Lula perdeu o candidato natural, que seria José Dirceu [ex-ministro da Casa Civil], e depois o [ex-ministro da Fazenda Antonio] Palocci. O presidente [Lula] sempre manifestou uma amizade pelo Aécio. Faltou desprendimento político, para não dizer coragem [para sair do PSDB]”, afirmou o ex-ministro das Comunicações, em sabatina do jornal “Folha de S.Paulo” e do portal de notícias UOL.
Costa definiu como “excepcional” sua relação com o tucano, que, segundo ele, sempre foi seu “amigo”. O ex-ministro afirmou ainda que deve sua entrada na política a Tancredo Neves, avô do ex-governador de Minas, que o aconselhou a se candidatar a um cargo público.
O candidato aproveitou para ressaltar as diferenças entre Aécio e seu adversário na disputa pelo governo de Minas, Antonio Anastasia (PSDB). “O Aécio fez um ótimo governo. Agora o candidato [Anastasia] quer passar a imagem de que ele é o Aécio. E não dá, são duas coisas diferentes”.
Educação
O ex-ministro disse que uma das prioridades de seu governo é a análise da proposta atual de aumento salarial para professores do Estado. “No dia seguinte à posse, vamos sentar com eles [professores]. Vamos ver que essa proposta foi colocada de forma injusta na Assembleia Legislativa, por goela abaixo, para evitar uma greve durante o período eleitoral”.
Médicos descobrem que 'câncer' de pulmão em americano era pé de ervilha
Médicos que tratavam um americano hospitalizado por problemas respiratórios nos Estados Unidos descobriram que o paciente tinha uma ervilha brotando e criando raízes em seu pulmão.
De acordo com o jornal The Boston Herald, Ron Sveden, de 75 anos, vinha lutando contra um enfisema pulmonar por meses quando sentiu uma piora em seu estado físico.
O morador da cidade de Brewster, no Estado de Massachusetts, disse que estava preparado para ouvir um diagnóstico de câncer quando foi submetido a um raio-x. O exame revelou a planta que estava crescendo em seu pulmão e já estava com 1,25 cm.
Motivo
Os médicos do Cape Cod Hospital dizem acreditar que Sveden deve ter comido a ervilha e esta acabou "entrando pelo caminho errado".
Após a cirurgia para a remoção do pequeno pé de ervilha, a saúde de Sveden melhorou.
O americano se disse aliviado por a razão de seu mal-estar ter se revelado ao vegetal e não o câncer e afirmou ao jornal que seus amigos vêm se referindo a ele, afetuosamente, como "cérebro de ervilha".
Ele diz também que vem recebendo uma grande quantidade de ervilhas, em latas ou sementes, como presentes para sua recuperação.
De acordo com o jornal The Boston Herald, Ron Sveden, de 75 anos, vinha lutando contra um enfisema pulmonar por meses quando sentiu uma piora em seu estado físico.
O morador da cidade de Brewster, no Estado de Massachusetts, disse que estava preparado para ouvir um diagnóstico de câncer quando foi submetido a um raio-x. O exame revelou a planta que estava crescendo em seu pulmão e já estava com 1,25 cm.
Motivo
Os médicos do Cape Cod Hospital dizem acreditar que Sveden deve ter comido a ervilha e esta acabou "entrando pelo caminho errado".
Após a cirurgia para a remoção do pequeno pé de ervilha, a saúde de Sveden melhorou.
O americano se disse aliviado por a razão de seu mal-estar ter se revelado ao vegetal e não o câncer e afirmou ao jornal que seus amigos vêm se referindo a ele, afetuosamente, como "cérebro de ervilha".
Ele diz também que vem recebendo uma grande quantidade de ervilhas, em latas ou sementes, como presentes para sua recuperação.
Após coluna no G1, 5 de 7 órgãos públicos retiram dados da web
O G1 publicou na segunda-feira (2) reportagem sobre os dados deixados por órgãos públicos na web, mostrando que é prática comum a exposição desnecessária de informações sensíveis sobre cidadãos brasileiros na internet. Das sete instituições do governo que ilustravam a matéria como exemplo, cinco já retiraram os arquivos do ar.
Para a prefeitura de Itajaí (SC), não há lei proibindo
a divulgação de documentos na web. (Reprodução)
Apenas o Detran de Alagoas e a Secretaria da Educação de Itajaí (SC) não planejam retirar os arquivos do ar.
Uma tabela de 27 páginas com RGs, publicada pela Secretaria de Educação de Itajaí (SC), continuará na web, segundo informou a prefeitura. Os números divulgados pertencem a professores do que participaram do processo seletivo para lecionar nas escolas municipais.
O Detran de Alagoas, que divulga uma lista, também de 27 páginas, com números CPF e o que parece ser a data em que a carteira de habilitação foi obtida, disse ao G1 que ainda não tem uma resposta definitiva para o caso. O CPF, por ser divulgado nos portais da transparência, não é considerado informação sigilosa e, “por enquanto, o arquivo está no ar”.
A reportagem publicada na segunda-feira, parte da coluna Segurança para o PC do G1, afirmou que dados completos de RG e CPF não são necessários para a transparência e criam oportunidades para golpistas.
"Esses dados podem ser utilizados para fins criminosos, com certeza", afirma o delegado Emerson Wendt, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. "Se eu pegar esses dados e pesquisar algo mais na internet, posso montar um documento falso", explicou.
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, que divulga dados bancários de alguns funcionários públicos integrantes de um grupo de trabalho, ainda não retirou o documento do ar, mas planeja fazê-lo. O órgão informou que não localizou o arquivo em seus sistemas, mas que pediu auxílio a uma empresa particular, responsável pelo sistema gestor usado, para encontrar o registro e removê-lo.
A Universidade Estadual do Piauí (Uespi), que tinha em seu site uma lista de fiscais de vestibular com o respectivo CPF, retirou o arquivo do ar. Uma lista com dados pessoais de funcionários da Secretaria de Saúde de Tocantins também não está mais disponível.
O arquivo disponível no site da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), que tinha dados pessoais de professores de várias universidades, foi trocado por outro, mais atual, que contém apenas dados de contatos (e-mail e telefone de trabalho).
A Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Habitação de Santa Catarina providenciou a remoção imediata do arquivo, depois de avisada pelo G1, ainda na segunda-feira.
Para a prefeitura de Itajaí (SC), não há lei proibindo
a divulgação de documentos na web. (Reprodução)
Apenas o Detran de Alagoas e a Secretaria da Educação de Itajaí (SC) não planejam retirar os arquivos do ar.
Uma tabela de 27 páginas com RGs, publicada pela Secretaria de Educação de Itajaí (SC), continuará na web, segundo informou a prefeitura. Os números divulgados pertencem a professores do que participaram do processo seletivo para lecionar nas escolas municipais.
O Detran de Alagoas, que divulga uma lista, também de 27 páginas, com números CPF e o que parece ser a data em que a carteira de habilitação foi obtida, disse ao G1 que ainda não tem uma resposta definitiva para o caso. O CPF, por ser divulgado nos portais da transparência, não é considerado informação sigilosa e, “por enquanto, o arquivo está no ar”.
A reportagem publicada na segunda-feira, parte da coluna Segurança para o PC do G1, afirmou que dados completos de RG e CPF não são necessários para a transparência e criam oportunidades para golpistas.
"Esses dados podem ser utilizados para fins criminosos, com certeza", afirma o delegado Emerson Wendt, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. "Se eu pegar esses dados e pesquisar algo mais na internet, posso montar um documento falso", explicou.
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, que divulga dados bancários de alguns funcionários públicos integrantes de um grupo de trabalho, ainda não retirou o documento do ar, mas planeja fazê-lo. O órgão informou que não localizou o arquivo em seus sistemas, mas que pediu auxílio a uma empresa particular, responsável pelo sistema gestor usado, para encontrar o registro e removê-lo.
A Universidade Estadual do Piauí (Uespi), que tinha em seu site uma lista de fiscais de vestibular com o respectivo CPF, retirou o arquivo do ar. Uma lista com dados pessoais de funcionários da Secretaria de Saúde de Tocantins também não está mais disponível.
O arquivo disponível no site da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), que tinha dados pessoais de professores de várias universidades, foi trocado por outro, mais atual, que contém apenas dados de contatos (e-mail e telefone de trabalho).
A Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Habitação de Santa Catarina providenciou a remoção imediata do arquivo, depois de avisada pelo G1, ainda na segunda-feira.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Número de motoristas pegos em lei seca dobra em relação a 2009
O número de motoristas flagrados dirigindo depois de beber dobra em relação ao ano passado. De acordo com a Polícia Militar, 2.800 pessoas foram autuadas em R$ 955 pela lei seca e perderam a carteira de habilitação por 12 meses no primeiro semestre de 2010.
Dessas, 413 foram encaminhadas a um Distrito Policial, por terem ingerido uma quantidade de álcool acima da tolerância permitida, o que já é considerado crime. Embora o número de fiscalizações feitas pela Polícia Militar tenha aumentado 27% em 2010, o capitão do Comando de Policiamento de Trânsito do órgão, Paulo Oliveira, afirmou em entrevista à Rádio Band News FM, que os motoristas continuam bebendo, mas a polícia sempre está atenda a novos locais para realizar fiscalizações.
Para a médica especialista em medicina do tráfego e professora da Faculdade de Medicina da USP, Julia Greve, a explicação para o aumento expressivo de motoristas dirigindo bêbados é a sensação de impunidade que voltou depois de dois anos da criação da lei seca.
Ela acredita, no entanto, que as pessoas têm consciência da lei, bebem menos, mas não deixam de consumir bebida alcoólica antes de dirigir.
Dessas, 413 foram encaminhadas a um Distrito Policial, por terem ingerido uma quantidade de álcool acima da tolerância permitida, o que já é considerado crime. Embora o número de fiscalizações feitas pela Polícia Militar tenha aumentado 27% em 2010, o capitão do Comando de Policiamento de Trânsito do órgão, Paulo Oliveira, afirmou em entrevista à Rádio Band News FM, que os motoristas continuam bebendo, mas a polícia sempre está atenda a novos locais para realizar fiscalizações.
Para a médica especialista em medicina do tráfego e professora da Faculdade de Medicina da USP, Julia Greve, a explicação para o aumento expressivo de motoristas dirigindo bêbados é a sensação de impunidade que voltou depois de dois anos da criação da lei seca.
Ela acredita, no entanto, que as pessoas têm consciência da lei, bebem menos, mas não deixam de consumir bebida alcoólica antes de dirigir.
País vive cenários extremos no desemprego
O Brasil vive um período favorável no emprego, com a geração de mais vagas com carteira assinada e aumento na renda média do trabalhador. Mas apesar de a taxa de desemprego atingir 7% em junho, uma das mais baixas da história, o dado frio da estatística nacional não revela os extremos da realidade do emprego.
Enquanto a região metropolitana de Porto Alegre registra uma taxa de desemprego de 4,7%, a mais baixa contabilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), numa situação considerada pelos economistas de pleno emprego, a Grande Salvador possui um índice de 12%, o mais alto do País, cinco pontos acima da média nacional.
Leia também:
País está próximo de atingir o pleno emprego, segundo economistas
Saldo líquido de empregos supera marca de 10 milhões desde 2003
Geração de empregos bate recorde no semestre
“O setor de serviços e a indústria do turismo são os grandes geradores de empregos em Salvador”, diz o economista da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia, Luiz Chateaubriand, especializado na questão de emprego e renda.
Em junho, a Grande Salvador tinha 1,560 milhão de pessoas ocupadas, das quais cerca de 924 mil no setor de serviços, que também engloba as atividades ligadas ao turismo.
“Mas com a crescente formalização dos trabalhadores, o emprego autônomo, como o dos vendedores ambulantes, está perdendo importância e muita gente com um trabalho informal tem buscado uma oportunidade de emprego com proteção social e todos os direitos trabalhistas. Isso contribui para manter elevada a taxa de desocupação na região”, analisa o especialista.
Apesar dos sucessivos avanços verificados nos últimos anos, a região metropolitana de Salvador ainda carece de uma estrutura econômica capaz de gerar uma grande quantidade de empregos e suprir a demanda de mão de obra de forma mais intensa.
No Rio Grande do Sul, o economista Raul Bastos, coordenador do Núcleo de Análise de Emprego e Desemprego da Fundação de Economia e Estatística (FEE), diz que o aumento na geração de empregos formais, com carteira assinada, principalmente na área da indústria de transformação influenciou diretamente a redução do desemprego na região metropolitana de Porto Alegre nos últimos meses.
“O setor de serviços segue tendo um grande peso na geração de empregos, mas a indústria vem apresentando um forte incremento. O setor foi o mais afetado pela crise econômica e agora, com o crescimento do consumo e a retomada dos investimentos em produção, o segmento voltou a gerar postos de trabalho”, explica.
Segundo Bastos, em junho foram geradas na região metropolitana de Porto Alegre cerca de 22 mil vagas formais na indústria, cerca de 9 mil na construção civil, 6 mil postos no setor de serviços e outros 6 mil empregos no comércio, de acordo com dados coletados pela FEE.
Enquanto a região metropolitana de Porto Alegre registra uma taxa de desemprego de 4,7%, a mais baixa contabilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), numa situação considerada pelos economistas de pleno emprego, a Grande Salvador possui um índice de 12%, o mais alto do País, cinco pontos acima da média nacional.
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“O setor de serviços e a indústria do turismo são os grandes geradores de empregos em Salvador”, diz o economista da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia, Luiz Chateaubriand, especializado na questão de emprego e renda.
Em junho, a Grande Salvador tinha 1,560 milhão de pessoas ocupadas, das quais cerca de 924 mil no setor de serviços, que também engloba as atividades ligadas ao turismo.
“Mas com a crescente formalização dos trabalhadores, o emprego autônomo, como o dos vendedores ambulantes, está perdendo importância e muita gente com um trabalho informal tem buscado uma oportunidade de emprego com proteção social e todos os direitos trabalhistas. Isso contribui para manter elevada a taxa de desocupação na região”, analisa o especialista.
Apesar dos sucessivos avanços verificados nos últimos anos, a região metropolitana de Salvador ainda carece de uma estrutura econômica capaz de gerar uma grande quantidade de empregos e suprir a demanda de mão de obra de forma mais intensa.
No Rio Grande do Sul, o economista Raul Bastos, coordenador do Núcleo de Análise de Emprego e Desemprego da Fundação de Economia e Estatística (FEE), diz que o aumento na geração de empregos formais, com carteira assinada, principalmente na área da indústria de transformação influenciou diretamente a redução do desemprego na região metropolitana de Porto Alegre nos últimos meses.
“O setor de serviços segue tendo um grande peso na geração de empregos, mas a indústria vem apresentando um forte incremento. O setor foi o mais afetado pela crise econômica e agora, com o crescimento do consumo e a retomada dos investimentos em produção, o segmento voltou a gerar postos de trabalho”, explica.
Segundo Bastos, em junho foram geradas na região metropolitana de Porto Alegre cerca de 22 mil vagas formais na indústria, cerca de 9 mil na construção civil, 6 mil postos no setor de serviços e outros 6 mil empregos no comércio, de acordo com dados coletados pela FEE.
Ao menos 31 pessoas morrem após ataques no Paquistão
Ao menos 31 pessoas morreram após uma onda de violência na noite desta segunda-feira (2) em Karachi, a maior cidade no Sul do Paquistão, segundo as agências internacionais de notícias. Vários ataques aconteceram após a morte do deputado Raza Haider, do movimento Muttahida Qaumi, aliado do Partido do Povo Paquistanês (PPP).
Cerca de 90 pessoas ficaram feridas e dezenas de lojas e veículos foram queimados, de acordo com a Reuters.
Segundo a agência France Presse, 31 civis foram mortos nos ataques. A Reuters, por sua vez, indica que esse número chega a 34.
Os ataques fizeram com que o comércio de Karachi fechasse as portas e as ruas dos bairros da cidade ficassem vazias.
(*) Com informações das agências de notícias France Presse e Reuters
Cerca de 90 pessoas ficaram feridas e dezenas de lojas e veículos foram queimados, de acordo com a Reuters.
Segundo a agência France Presse, 31 civis foram mortos nos ataques. A Reuters, por sua vez, indica que esse número chega a 34.
Os ataques fizeram com que o comércio de Karachi fechasse as portas e as ruas dos bairros da cidade ficassem vazias.
(*) Com informações das agências de notícias France Presse e Reuters
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