“Neste dia, 21 de abril, consagrado ao Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ao centésimo trigésimo oitavo ano da Independência e septuagésimo primeiro da República, declaro, sob a proteção de Deus, inaugurada a cidade de Brasília, capital dos Estados Unidos do Brasil”.
Há exatos 50 anos, essa parte final do discurso de Juscelino Kubitschek foi proferida na inauguração de Brasília, capital federal que substituiria o Rio de Janeiro e abrigaria os três poderes da República. Os prédios do Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio da Alvorada já estavam concluídos no dia 21 de abril de 1960, faltando apenas os edifícios da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil, da Fundação da Casa Popular e de algumas outras entidades. Depois de 43 meses de construção, o antigo sonho de interiorizar a capital nacional estava concluído.
A inauguração de Brasília estava inserida no contexto do desenvolvimentismo, uma época em que os governos do Brasil, principalmente os de Getúlio Vargas (1930-1945 e 1950-1954) e de Juscelino Kubistchek (1956 – 1961), voltavam seus esforços na tentativa de industrializar o país. A ideia era associar planejamento e investimento do Estado ao capital privado. “É dentro dessa época que está inserido o governo JK e a concretização desse projeto vago que existia desde os tempos de José Bonifácio: de interiorizar a capital do país”, explica o doutor em História Social pela USP, Gilberto Maringoni.
O cientista político da UnB (Universidade de Brasília) João Paulo Peixoto lembra o contexto histórico dos anos 50 que possibilitou a formação da nova sede do governo. “Foi uma década de desenvolvimento acelerado, de pós-guerra, de efervescência cultural. Esse ambiente favoreceu a concretização dessa ideia”.
A primeira vez que Juscelino mencionou a construção da capital federal foi em seu primeiro comício. O evento aconteceu em uma cidade do interior goiano, Jataí, contrariando o costume geral de iniciar a campanha presidencial em grandes centros. No dia 4 de abril de 1955, JK afirmou em discurso que respeitaria a Constituição. Um dos participantes da plateia, conhecido por Toniquinho, questionou se a transferência da capital para o interior, prevista na Constituição desde a Primeira República, seria realizada. Conta a história que, no mesmo momento, JK decidiu incluir a construção de Brasília – nome dado por José Bonifácio – no seu plano de governo.
Vencidas as eleições e aprovado o projeto na Câmara dos Deputados, o governo iniciou a construção. Trabalhadores do Norte e Nordeste, apelidados de candangos, chegavam ao quadrilátero vazio para levantar a nova cidade, e o fizeram em 43 meses. Esses cerca de 30 mil operários se instalaram nos arredores da sede do governo, constituindo o corpo social brasiliense.
Para Maringoni, podemos dizer que esse fato possibilitou a existência de duas Brasílias: a cidade ideal e as cidades-satélites, com sérios problemas de distribuição de água e luz e com a população pobre. “Brasília é uma distopia, uma contradição. Era uma cidade planejada inserida na realidade brasileira, um país com enormes desigualdades, injustiças sociais e disparidades de rendas abissais”.
De acordo com o Censo 2007, realizado pelo IBGE, Brasília tem 2.455.903 habitantes e o maior PIB per capita do Brasil, o que não impede a miserabilidade de seus moradores. “Brasília é um exemplo de segregação muito avançado. Houve um equívoco neste projeto nacional que acabou levando a um esmagamento social”, reflete a arquiteta e ex-secretária de Habitação e Desenvolvimento Urbano da cidade de São Paulo, Ermínia Maricato.
A Proposta e as Contas Públicas
A transferência da capital do Rio de Janeiro para o interior goiano sofreu inúmeras críticas de políticos da época e de alguns analistas de hoje. O principal representante vencido dessa oposição foi o udenista Carlos Lacerda, desafeto antigo de Juscelino. “Brasília contrariou o pessimismo daqueles que não concordavam com o impacto do projeto nas contas públicas. O projeto era justificável do ponto de vista econômico”, acredita o cientista político João Paulo Peixoto.
Já a urbanista Ermínia Maricato acredita que a construção da nova sede de governo saiu cara para o contribuinte brasileiro. “Os planos juscelinistas tinham essa intenção de fazer grandes obras. Havia notícias de corrupção. Foi um grande negócio”.
Quanto ao fato de ter sido transferida para o interior, os dois analistas concordam que, não houve intenção em proteger o corpo de governo, muito menos de dissociar o centro político do centro econômico e social. “A ideia não era a de isolar o governo das forças populares. Isso aconteceu por consequência. A proposta era muito mais megalomaníaca”, aponta Ermínia.
Para João Paulo Peixoto, essa teoria não passa de um mito. “Não há como isolar politicamente o governo, esteja ele onde estiver ainda mais na era da comunicação que vivemos hoje. A alienação política não está relacionada com a distância da capital federal. Ela já existia antes”.
Do Rio de Janeiro para o Nada
Antes da Novacap, empresa que comandou a construção, presidida por Israel Pinheiro, do projeto urbano de Lúcio Costa e da arquitetura de Oscar Niemeyer, Brasília era um território tomado pelo vazio do cerrado. Nomeado como Quadrilátero Cruls, o espaço destinado para a construção do Distrito Federal foi estabelecido em 1893.
“Construir uma cidade do nada, como foi Brasília, é muito mais difícil do que incluir a capital em uma cidade já desenvolvida”, afirma João Paulo Peixoto.
Para o também arquiteto formado pela FAU-USP, Gilberto Maringoni, Brasília não dista das outras cidades brasileiras, que passam por reformas, construções e reconstruções, sem se preocupar com a manutenção de sua característica histórica. “Talvez Brasília seja a caricatura da sociedade brasileira e desse costume de se construir e destruir a mesma cidade. Se você anda pela avenida Paulista, ela parece ter 30 anos, e não 130”.
Talvez o maior valor de Brasília seja dado ao seu projeto arquitetônico reconhecido internacionalmente. Responsável por ele, o arquiteto Oscar Niemeyer, amante do concreto armado, construiu edifícios com significados subjetivos e formas arriscadas e nunca feitas no Brasil e no mundo.
“Arquitetonicamente foi uma inovação. Niemeyer nos tirou do padrão arquitetônico brasileiro que imitava o neoclássico europeu e trouxe a curva para as construções”, explica Gilberto Maringoni.
A urbanista Ermínia Maricato lembra que essa fase da arquitetura nacional estava muito ligada a aspirações socialistas e ideários que depois do golpe militar foram abandonados. “Até 64, a arquitetura tinha um ideário muito ligado ao Socialismo. Depois de 64, no entanto, o que sobrou dessa inovação foi um casco vazio”.
Para a urbanista, o que ocorreu em Brasília foi uma emancipação da arquitetura sem uma emancipação do país.
“Talvez hoje Brasília seja a maior expressão nacional de uma cidade que aspira ao futuro e ao progresso, mas está presa e ancorada em métodos de disputa política muito fisiológicos e arcaicos”, conclui Gilberto Maringoni.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Passageiros enfrentam filas e atrasos após retomada de voos na Europa
Tamanho do texto AA
Passageiros enfrentam filas e atrasos após retomada de voos na Europa
21/04 - 06:09 - BBC Brasil
Cerca de 7 mil voos serão cancelados hoje, diz Eurocontrol
Iata calcula perdas das companhias aéreas em US$ 1,7 bilhão
Brasileiros devem buscar seus direitos, diz órgão da UE
Perguntas e respostas sobre vulcões
Veja fotos da erupção do vulcão e do caos aéreo na Europa
Voos também foram retomados na Alemanha, Bélgica, Holanda e Dinamarca, depois de informações de que o vulcão na geleira islandesa de Eyjafjallajokull estaria expelindo menos cinzas.
Reuters
Avião decola do aeroproto de Heathrow, em Londres, nesta quarta-feira
O espaço aéreo também foi reaberto na Áustria, Irlanda, Itália, Noruega, Polônia e Suíça. Todos os aeroportos da Espanha estão abertos.
As companhias aéreas enfrentam agora o desafio logístico de normalizar as operações após seis dias de atrasos e cancelamentos. Muitos passageiros que sofreram com os cancelamentos e atrasos ainda aguardam informações sobre quando poderão viajar.
Mais de 95 mil voos foram cancelados na Europa desde quinta-feira da semana passada.
AFP
Aeroportos seguem com longas filas
A agência de aviação europeia, a Eurocontrol, espera que 75% dos voos sejam retomados nesta quarta-feira. A agência estima que metade dos 27,5 mil voos diários previstos para a terça-feira na União Europeia decolaram.
Londres reabre
A Grã-Bretanha reabriu seu espaço aéreo às 22h de terça-feira (18h no horário de Brasília) para voos de longa distância. A previsão é que os voos de curta distância sejam retomados às 13h desta quarta-feira (9h no horário de Brasília).
Um voo vindo de Vancouver, no Canadá, foi o primeiro a aterrissar em quase uma semana no aeroporto de Heathrow, em Londres, o mais movimentado da Europa.
Os diretores da Eurocontrol disseram estar "otimistas" com a situação e acreditam que a situação será normalizada em poucos dias.
As companhias aéreas começaram a tentar encaixar nos seus próximos voos os passageiros que perderam suas viagens nos últimos seis dias.
Os passageiros que já tem bilhetes para viajar terão prioridade. As pessoas afetadas pelos cancelamentos estão sendo colocadas em listas de espera.
A British Airways disse que todos os voos de longa distância partindo de Heathrow e Gatwick foram retomados, mas alertou para cancelamentos nos voos de curta distância.
A Air France anunciou que retomará todos os voos de longa distância nesta quarta.
Na Suécia, o aeroporto principal de Estocolmo ainda estava fechado devido à nuvem de cinzas. No norte do país, no entanto, o espaço aéreo reabriu.
Cerca de 300 turistas britânicos em Santander, no norte da Espanha, foram levados de volta à Grã-Bretanha por navios da Marinha.
O governo britânico também enviou ônibus para buscarem passageiros que estão no aeroporto de Madri. Os primeiros cinco ônibus partiram da capital espanhola na noite de terça.
Todos os aeroportos espanhóis estão abertos, e o governo do país sugeriu que a Espanha seja usada como ponto de referência na Europa para que passageiros completem suas viagens.
O vulcão da geleira de Eyjafjallajokull está expelindo mais lava e menos cinzas, mas sua atividade continua sendo monitorada e pode mudar nas próximas horas. Os cientistas estão preocupados agora com o vulcão de Katla, em uma geleira vizinha, que também pode entrar em erupção.
Passageiros enfrentam filas e atrasos após retomada de voos na Europa
21/04 - 06:09 - BBC Brasil
Cerca de 7 mil voos serão cancelados hoje, diz Eurocontrol
Iata calcula perdas das companhias aéreas em US$ 1,7 bilhão
Brasileiros devem buscar seus direitos, diz órgão da UE
Perguntas e respostas sobre vulcões
Veja fotos da erupção do vulcão e do caos aéreo na Europa
Voos também foram retomados na Alemanha, Bélgica, Holanda e Dinamarca, depois de informações de que o vulcão na geleira islandesa de Eyjafjallajokull estaria expelindo menos cinzas.
Reuters
Avião decola do aeroproto de Heathrow, em Londres, nesta quarta-feira
O espaço aéreo também foi reaberto na Áustria, Irlanda, Itália, Noruega, Polônia e Suíça. Todos os aeroportos da Espanha estão abertos.
As companhias aéreas enfrentam agora o desafio logístico de normalizar as operações após seis dias de atrasos e cancelamentos. Muitos passageiros que sofreram com os cancelamentos e atrasos ainda aguardam informações sobre quando poderão viajar.
Mais de 95 mil voos foram cancelados na Europa desde quinta-feira da semana passada.
AFP
Aeroportos seguem com longas filas
A agência de aviação europeia, a Eurocontrol, espera que 75% dos voos sejam retomados nesta quarta-feira. A agência estima que metade dos 27,5 mil voos diários previstos para a terça-feira na União Europeia decolaram.
Londres reabre
A Grã-Bretanha reabriu seu espaço aéreo às 22h de terça-feira (18h no horário de Brasília) para voos de longa distância. A previsão é que os voos de curta distância sejam retomados às 13h desta quarta-feira (9h no horário de Brasília).
Um voo vindo de Vancouver, no Canadá, foi o primeiro a aterrissar em quase uma semana no aeroporto de Heathrow, em Londres, o mais movimentado da Europa.
Os diretores da Eurocontrol disseram estar "otimistas" com a situação e acreditam que a situação será normalizada em poucos dias.
As companhias aéreas começaram a tentar encaixar nos seus próximos voos os passageiros que perderam suas viagens nos últimos seis dias.
Os passageiros que já tem bilhetes para viajar terão prioridade. As pessoas afetadas pelos cancelamentos estão sendo colocadas em listas de espera.
A British Airways disse que todos os voos de longa distância partindo de Heathrow e Gatwick foram retomados, mas alertou para cancelamentos nos voos de curta distância.
A Air France anunciou que retomará todos os voos de longa distância nesta quarta.
Na Suécia, o aeroporto principal de Estocolmo ainda estava fechado devido à nuvem de cinzas. No norte do país, no entanto, o espaço aéreo reabriu.
Cerca de 300 turistas britânicos em Santander, no norte da Espanha, foram levados de volta à Grã-Bretanha por navios da Marinha.
O governo britânico também enviou ônibus para buscarem passageiros que estão no aeroporto de Madri. Os primeiros cinco ônibus partiram da capital espanhola na noite de terça.
Todos os aeroportos espanhóis estão abertos, e o governo do país sugeriu que a Espanha seja usada como ponto de referência na Europa para que passageiros completem suas viagens.
O vulcão da geleira de Eyjafjallajokull está expelindo mais lava e menos cinzas, mas sua atividade continua sendo monitorada e pode mudar nas próximas horas. Os cientistas estão preocupados agora com o vulcão de Katla, em uma geleira vizinha, que também pode entrar em erupção.
Desemprego na Grã-Bretanha é o maior desde 1996
O índice de desemprego chegou a 8% no Reino Unido no período de três meses concluído em fevereiro, o maior desde setembro de 1996, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS). No trimestre anterior, a taxa estava em 7,9%.
O número de pessoas sem emprego cresceu em 43 mil frente ao trimestre anterior, para 2,5 milhões - o maior número desde os três meses encerrados em dezembro de 1994.
Segundo a ONS, o número de pessoas trabalhando em meio período por não encontrar outro trabalho cresceu em 13 mil, para 1,05 milhão, atingindo o maior patamar desde o início da série histórica, em 1992.
Ao mesmo tempo, o número de beneficiários do seguro-desemprego registrou queda de 32.000 pessoas no período, a 1,54 milhão.
A progressão do índice de desemprego da OIT surpreendeu os economistas, que previam a manuteção em 7,8%.
O número de pessoas sem emprego cresceu em 43 mil frente ao trimestre anterior, para 2,5 milhões - o maior número desde os três meses encerrados em dezembro de 1994.
Segundo a ONS, o número de pessoas trabalhando em meio período por não encontrar outro trabalho cresceu em 13 mil, para 1,05 milhão, atingindo o maior patamar desde o início da série histórica, em 1992.
Ao mesmo tempo, o número de beneficiários do seguro-desemprego registrou queda de 32.000 pessoas no período, a 1,54 milhão.
A progressão do índice de desemprego da OIT surpreendeu os economistas, que previam a manuteção em 7,8%.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Voos para Europa começam a se normalizar em Guarulhos
Os voos entre o Brasil e as principais cidades da Europa começam a dar sinais de normalização no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, SP.
Cinco dias após o fechamento de boa parte dos aeroportos europeus devido a erupção de um vulcão na Islândia, o número de voos cancelados no Brasil com destino à Europa caiu em relação à média dos últimos cinco dias.
De acordo com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), nesta terça-feira, só duas das 17 partidas previstas para cidades europeias foram canceladas. De quinta-feira até esta segunda-feira, das 90 partidas programadas, 51 foram canceladas.
Para quem precisa vir ao Brasil, a situação ainda é preocupante. Dos 14 voos previstos para chegar nesta terça-feira em Cumbica, oito foram cancelados, um número dentro da média de cancelamentos dos dias anteriores.
Cinco dias após o fechamento de boa parte dos aeroportos europeus devido a erupção de um vulcão na Islândia, o número de voos cancelados no Brasil com destino à Europa caiu em relação à média dos últimos cinco dias.
De acordo com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), nesta terça-feira, só duas das 17 partidas previstas para cidades europeias foram canceladas. De quinta-feira até esta segunda-feira, das 90 partidas programadas, 51 foram canceladas.
Para quem precisa vir ao Brasil, a situação ainda é preocupante. Dos 14 voos previstos para chegar nesta terça-feira em Cumbica, oito foram cancelados, um número dentro da média de cancelamentos dos dias anteriores.
Centrais chamam Lula e Dilma para festa de 1° de maio em São Paulo
O evento deve reunir mais de dois milhões de pessoas na Praça Campo de Bagatelle, na zona norte da cidade, para assistir a apresentações de shows populares, como Banda Calypso, Zezé di Camargo & Luciano além da participação do padre Marcelo Rossi. “Nós estamos só esperando a confirmação do Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente”, disse ao iG o deputado federal Paulinho da Força (PDT-SP).
O deputado disse também que outras centrais, como a CUT (Centra Única dos Trabalhadores), devem organizar a sua própria comemoração e também querem a presença da candidata. Dilma participou no começo de abril de um encontro com líderes das cinco centrais sindicais do País. A inédita unanimidade das centrais em torno da candidatura de Dilma é considerada pelo PT um dos trunfos para a corrida eleitoral.
A reportagem apurou que o comando da campanha da ex-ministra ainda avalia a presença na festa para não criar atritos com a Justiça Eleitoral. Durante o evento, serão sorteados prêmios como um apartamento e 19 carros. Dirigentes petistas temem que a oposição alegue características de comício na festa das centrais.
Segundo cartilha da AGU, até junho, prazo para o registro de candidaturas às eleições de outubro, Dilma poderá participar de qualquer evento com a presença do presidente. No entanto, a partir de junho essa participação estará vedada.
Já o presidente, se quiser participar de eventos públicos exclusivos de campanha eleitoral, caberá ao partido arcar com as despesas. Porém, nada impede que o presidente vá a um evento oficial como presidente e, depois, no período de folga, participe de comícios. O dia 1° de maio cairá em um sábado. "Vou para a rua fazer comício. Vou de sábado e domingo para fazer comício", avisou. "Tratarei todos (os candidatos) com igualdade de condições. Mas tenho candidato, porque tenho partido, e vou apoiá-la", disse o presidente em entrevista no começo do mês.
No ano passado, Lula não compareceu ao evento. A então ministra-chefe da Casa Civil enviou aos diretores da Força um discurso por escrito.
O deputado disse também que outras centrais, como a CUT (Centra Única dos Trabalhadores), devem organizar a sua própria comemoração e também querem a presença da candidata. Dilma participou no começo de abril de um encontro com líderes das cinco centrais sindicais do País. A inédita unanimidade das centrais em torno da candidatura de Dilma é considerada pelo PT um dos trunfos para a corrida eleitoral.
A reportagem apurou que o comando da campanha da ex-ministra ainda avalia a presença na festa para não criar atritos com a Justiça Eleitoral. Durante o evento, serão sorteados prêmios como um apartamento e 19 carros. Dirigentes petistas temem que a oposição alegue características de comício na festa das centrais.
Segundo cartilha da AGU, até junho, prazo para o registro de candidaturas às eleições de outubro, Dilma poderá participar de qualquer evento com a presença do presidente. No entanto, a partir de junho essa participação estará vedada.
Já o presidente, se quiser participar de eventos públicos exclusivos de campanha eleitoral, caberá ao partido arcar com as despesas. Porém, nada impede que o presidente vá a um evento oficial como presidente e, depois, no período de folga, participe de comícios. O dia 1° de maio cairá em um sábado. "Vou para a rua fazer comício. Vou de sábado e domingo para fazer comício", avisou. "Tratarei todos (os candidatos) com igualdade de condições. Mas tenho candidato, porque tenho partido, e vou apoiá-la", disse o presidente em entrevista no começo do mês.
No ano passado, Lula não compareceu ao evento. A então ministra-chefe da Casa Civil enviou aos diretores da Força um discurso por escrito.
Consórcio Norte Energia arremata usina de Belo Monte em leilão
O consórcio Norte Energia, que tem participação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras, da Construtora Queiroz Galvão, da Galvão Engenharia e de outras seis empresas, arrematou, em leilão realizado nesta terça-feira (20), a usina de Belo Monte. A informação é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O outro consórcio que concorreu foi o Belo Monte Energia, formado pela construtora Andrade Gutierrez, pela Vale, pela Neoenergia. Nesse grupo, estavam ainda duas subsidiárias da Eletrobras: Furnas e Eletrosul.
Segundo agências de notícias, a construtora Queiroz Galvão teria desistido de participar do consórcio vencedor. A empresa, no entanto, não confirma a informação.
O leilão foi conduzido com base no menor preço oferecido pela energia elétrica da usina. Deste modo, quem ofertasse o menor lance, pelo preço a ser cobrado, ganharia o direito de construir e, posteriormente, vender a energia elétrica de Belo Monte. O preço máximo definido pelo Ministério de Minas e Energia foi de R$ 83 por megawwatt hora. O consórcio vencedor se comprometeu com o preço de R$ 77,97 por megawatt hora. O deságio foi de 6,02%.
Belo Monte
Localizada no rio Xingu, no município de Vitória do Xingu (PA), Belo Monte será a segunda maior usina do Brasil, atrás apenas da binacional Itaipu, e custará pelo menos R$ 19 bilhões, segundo o governo federal. Há especulações, porém, de que a obra poderia custar até R$ 30 bilhões. O governo, porém, está oferecendo benefícios fiscais (desconto de 75% no pagamento do IR) aos compradores, além de empréstimo (80% da obra será financiada pelo BNDES).
Trata-se da segunda maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das principais bandeiras do governo Lula. O prazo máximo para início da geração da primeira unidade é em fevereiro de 2015. A data limite para entrada em operação da ultima máquina é em janeiro de 2019.
Imbróglio na Justiça e manifestações
O processo só pôde ir adiante após liberação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Desde a semana passada, o leilão é alvo de imbróglio jurídico. O Ministério Público Federal do Pará entrou com duas ações civis públicas na tentativa de barrar a disputa.
O outro consórcio que concorreu foi o Belo Monte Energia, formado pela construtora Andrade Gutierrez, pela Vale, pela Neoenergia. Nesse grupo, estavam ainda duas subsidiárias da Eletrobras: Furnas e Eletrosul.
Segundo agências de notícias, a construtora Queiroz Galvão teria desistido de participar do consórcio vencedor. A empresa, no entanto, não confirma a informação.
O leilão foi conduzido com base no menor preço oferecido pela energia elétrica da usina. Deste modo, quem ofertasse o menor lance, pelo preço a ser cobrado, ganharia o direito de construir e, posteriormente, vender a energia elétrica de Belo Monte. O preço máximo definido pelo Ministério de Minas e Energia foi de R$ 83 por megawwatt hora. O consórcio vencedor se comprometeu com o preço de R$ 77,97 por megawatt hora. O deságio foi de 6,02%.
Belo Monte
Localizada no rio Xingu, no município de Vitória do Xingu (PA), Belo Monte será a segunda maior usina do Brasil, atrás apenas da binacional Itaipu, e custará pelo menos R$ 19 bilhões, segundo o governo federal. Há especulações, porém, de que a obra poderia custar até R$ 30 bilhões. O governo, porém, está oferecendo benefícios fiscais (desconto de 75% no pagamento do IR) aos compradores, além de empréstimo (80% da obra será financiada pelo BNDES).
Trata-se da segunda maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das principais bandeiras do governo Lula. O prazo máximo para início da geração da primeira unidade é em fevereiro de 2015. A data limite para entrada em operação da ultima máquina é em janeiro de 2019.
Imbróglio na Justiça e manifestações
O processo só pôde ir adiante após liberação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Desde a semana passada, o leilão é alvo de imbróglio jurídico. O Ministério Público Federal do Pará entrou com duas ações civis públicas na tentativa de barrar a disputa.
Serra parece biruta de aeroporto, diz Dilma
A ex-ministra Dilma Rousseff atacou nesta segunda-feira o principal adversário na disputa presidencial, o tucano José Serra, após evento com blogueiros em Brasília. Durante coletiva de imprensa, questionada se Serra estava agindo como "lobo em pele de cordeiro", por não ter elogiado o presidente Lula, hoje em Minas, Dilma ironizou. “Ele está mais agindo como biruta de aeroporto. Cada dia de um jeito”, respondeu a petista.
Dilma Rousseff estreia blog na web
Dilma "afaga" aliados com vaga na campanha
Para Dilma, a oposição é um "lobo em pele de cordeiro", pois, apesar de defender a continuidade de alguns programas do governo, já afirmou que poderia acabar com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e alterar a política econômica. O Bolsa Família também já foi alvo de críticas de PSDB e DEM.
"Eu acho que é impossível se passar pelo que não é", completou a ministra.
Dilma também rebateu as críticas de que o PAC é apenas uma lista de obras. Disse que o programa é uma das prioridades das prefeituras ."Lamento quando ele fala isso. (..) Se falar que vai acabar com o PAC, eles vão ter de combinar com as prefeituras", desafiou a candidata.
Reprodução
Resprodução do site Dilma na web
A campanha do PT lançou a página da candidata hoje. Para evitar problemas com a lei eleitoral, o site tem "características de blog" e, por enquanto, não abrigará conteúdo eleitoral, tarefa quase impossível diante da dificuldade de controlar os internautas.
Dilma participou do lançamento ao vivo, pelo próprio blog. Conversou com internautas e falou sobre sua vida pessoal, internet e planos para a campanha.
Dilma Rousseff estreia blog na web
Dilma "afaga" aliados com vaga na campanha
Para Dilma, a oposição é um "lobo em pele de cordeiro", pois, apesar de defender a continuidade de alguns programas do governo, já afirmou que poderia acabar com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e alterar a política econômica. O Bolsa Família também já foi alvo de críticas de PSDB e DEM.
"Eu acho que é impossível se passar pelo que não é", completou a ministra.
Dilma também rebateu as críticas de que o PAC é apenas uma lista de obras. Disse que o programa é uma das prioridades das prefeituras ."Lamento quando ele fala isso. (..) Se falar que vai acabar com o PAC, eles vão ter de combinar com as prefeituras", desafiou a candidata.
Reprodução
Resprodução do site Dilma na web
A campanha do PT lançou a página da candidata hoje. Para evitar problemas com a lei eleitoral, o site tem "características de blog" e, por enquanto, não abrigará conteúdo eleitoral, tarefa quase impossível diante da dificuldade de controlar os internautas.
Dilma participou do lançamento ao vivo, pelo próprio blog. Conversou com internautas e falou sobre sua vida pessoal, internet e planos para a campanha.
Justiça decide nesta terça se mantém leilão de Belo Monte
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, deve decidir nesta terça-feira (20) o futuro do leilão da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. A disputa, que decidirá o consórcio responsável pela construção da usina, estava marcada para esta terça, mas foi suspensa por decisão da Justiça Federal do Pará.
Desde a semana passada, o leilão é alvo de um imbróglio jurídico. O Ministério Público Federal do Pará entrou com duas ações civis públicas na tentativa de barrar a disputa. No primeiro processo, o leilão chegou a ser suspenso, mas acabou confirmado na sexta-feira (16). Na segunda-feira (19), voltou a ser suspenso.
No processo que o TRF deve analisar nesta terça, a Justiça Federal suspendeu o leilão alegando suspeição sobre a licença ambiental concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). A Advocacia Geral da União recorreu. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pelo leilão, aguarda decisão da Justiça para definir se a disputa acontece ainda nesta terça ou se será remarcada.
A obra, uma das vitrines do governo federal, é alvo de contestações por parte de moradores locais, especialistas e entidades nacionais e internacionais. São alvos de crítica a viabilidade econômica da obra, o impacto para comunidades indígenas e a possibilidade de seca em parte do rio.
O governo, no entanto, diz que os índios não serão afetados e afirma que a obra é fundamental para garantir o abastecimento de energia elétrica nos próximos anos.
Belo Monte será a segunda maior usina do Brasil, atrás apenas da binacional Itaipu, e custará pelo menos R$ 19 bilhões, segundo o governo federal - há especulações de que a obra custe até R$ 30 bilhões. Trata-se da segunda maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das principais bandeiras do governo Lula.
O líder indígena Luiz Xipaia, de Altamira, cidade que será sede administrativa da obra, afirmou que os indígenas planejam acampar no local onde será construída a barragem caso o governo dê prosseguimento ao projeto de Belo Monte. "Está claro o desrespeito dos governantes com os povos indígenas. Um grupo de 150 índios vai acampar em definitivo e outros povos podem se juntar. [...] Esperamos atrair os olhares para nossa região com mais firmeza. Nosso projeto é barrar o projeto de uma vez por todas."
Antonia Mello, uma das dirigentes do movimento Xingu Vivo para Sempre, disse que os moradores da região estão "muito apreensivos" com a situação. "O leilão é um passo importante para a obra. Nos estamos há 30 anos nesta luta, tenho 47 anos e gastei minha juventude nesta luta", afirma.
O procurador do Ministério Público Federal do Pará Ubiratan Cazetta diz que a obra não pode começar com tantas explicações a serem dadas. "É um risco grande iniciar um investimento dessa ordem com esse nível se insegurança. Até do ponto de vista dos fundos de pensão, de arriscarem suas reservas, de seus associados, em uma obra com tantas ações pendentes. Isso porque, além das liminares, ainda é preciso avaliar o mérito das ações", diz Cazetta.
O leilão
Dois consórcios se inscreveram para o leilão. Um deles, chamado Norte Energia, tem participação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras, da Construtora Queiroz Galvão, da Galvão Engenharia e de outras seis empresas.
O segundo consórcio, chamado Belo Monte Energia, tem a construtora Andrade Gutierrez, a Vale, a Neoenergia. Nesse grupo estão duas subsidiárias da Eletrobras: Furnas e Eletrosul.
O governo informou que a Eletrobras definiu que a subsidiária Eletronorte será parceiro estratégico, ou seja, atuará ao lado de qualquer consórcio que vencer. Não há informações precisas, no entanto, de como será a parceria.
Duas das construtoras que auxiliaram nos estudos sobre o projeto, a Camargo Corrêa e a Odebrecht, anunciaram logo após a publicação do edital que não participariam do leilão. Elas informaram que "após análise detalhada do edital de licitação da concessão, assim como dos esclarecimentos posteriores fornecidos pela Aneel, as empresas não encontraram condições econômico-financeiras que permitissem sua participação na disputa"
As construtoras vinham reclamando do preço máximo da energia a ser vendida estipulada pelo governo, de R$ 83 por MWh. O governo, no entanto, disse que o valor não seria alterado.
Obra
A hidrelétrica ocupará parte da área de cinco: Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. Altamira é a mais desenvolvida e tem a maior população dentre essas cidades, com 98 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os demais municípios têm entre 10 mil e 20 mil habitantes.
A região discute há mais de 30 anos a instalação da hidrelétrica no Rio Xingu, mas teve a certeza de que o início da obra se aproximava após a concessão em fevereiro, pelo Ibama, da licença ambiental.
Uma das críticas ao projeto se refere à capacidade de geração de energia. Segundo dados do governo, o rio Xingu perde vazão – quantidade de água - no verão, época de seca. Por conta disso, a expectativa é de que Belo Monte, que terá capacidade instalada de 11.233 MW, tenha uma geração média de 4.500 MW. Em época de cheia pode-se operar perto da capacidade e, em tempo de seca, a geração pode ir abaixo de mil MW. Para críticos da obra, isso coloca em xeque a viabilidade econômica do projeto.
Desde a semana passada, o leilão é alvo de um imbróglio jurídico. O Ministério Público Federal do Pará entrou com duas ações civis públicas na tentativa de barrar a disputa. No primeiro processo, o leilão chegou a ser suspenso, mas acabou confirmado na sexta-feira (16). Na segunda-feira (19), voltou a ser suspenso.
No processo que o TRF deve analisar nesta terça, a Justiça Federal suspendeu o leilão alegando suspeição sobre a licença ambiental concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). A Advocacia Geral da União recorreu. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pelo leilão, aguarda decisão da Justiça para definir se a disputa acontece ainda nesta terça ou se será remarcada.
A obra, uma das vitrines do governo federal, é alvo de contestações por parte de moradores locais, especialistas e entidades nacionais e internacionais. São alvos de crítica a viabilidade econômica da obra, o impacto para comunidades indígenas e a possibilidade de seca em parte do rio.
O governo, no entanto, diz que os índios não serão afetados e afirma que a obra é fundamental para garantir o abastecimento de energia elétrica nos próximos anos.
Belo Monte será a segunda maior usina do Brasil, atrás apenas da binacional Itaipu, e custará pelo menos R$ 19 bilhões, segundo o governo federal - há especulações de que a obra custe até R$ 30 bilhões. Trata-se da segunda maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das principais bandeiras do governo Lula.
O líder indígena Luiz Xipaia, de Altamira, cidade que será sede administrativa da obra, afirmou que os indígenas planejam acampar no local onde será construída a barragem caso o governo dê prosseguimento ao projeto de Belo Monte. "Está claro o desrespeito dos governantes com os povos indígenas. Um grupo de 150 índios vai acampar em definitivo e outros povos podem se juntar. [...] Esperamos atrair os olhares para nossa região com mais firmeza. Nosso projeto é barrar o projeto de uma vez por todas."
Antonia Mello, uma das dirigentes do movimento Xingu Vivo para Sempre, disse que os moradores da região estão "muito apreensivos" com a situação. "O leilão é um passo importante para a obra. Nos estamos há 30 anos nesta luta, tenho 47 anos e gastei minha juventude nesta luta", afirma.
O procurador do Ministério Público Federal do Pará Ubiratan Cazetta diz que a obra não pode começar com tantas explicações a serem dadas. "É um risco grande iniciar um investimento dessa ordem com esse nível se insegurança. Até do ponto de vista dos fundos de pensão, de arriscarem suas reservas, de seus associados, em uma obra com tantas ações pendentes. Isso porque, além das liminares, ainda é preciso avaliar o mérito das ações", diz Cazetta.
O leilão
Dois consórcios se inscreveram para o leilão. Um deles, chamado Norte Energia, tem participação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras, da Construtora Queiroz Galvão, da Galvão Engenharia e de outras seis empresas.
O segundo consórcio, chamado Belo Monte Energia, tem a construtora Andrade Gutierrez, a Vale, a Neoenergia. Nesse grupo estão duas subsidiárias da Eletrobras: Furnas e Eletrosul.
O governo informou que a Eletrobras definiu que a subsidiária Eletronorte será parceiro estratégico, ou seja, atuará ao lado de qualquer consórcio que vencer. Não há informações precisas, no entanto, de como será a parceria.
Duas das construtoras que auxiliaram nos estudos sobre o projeto, a Camargo Corrêa e a Odebrecht, anunciaram logo após a publicação do edital que não participariam do leilão. Elas informaram que "após análise detalhada do edital de licitação da concessão, assim como dos esclarecimentos posteriores fornecidos pela Aneel, as empresas não encontraram condições econômico-financeiras que permitissem sua participação na disputa"
As construtoras vinham reclamando do preço máximo da energia a ser vendida estipulada pelo governo, de R$ 83 por MWh. O governo, no entanto, disse que o valor não seria alterado.
Obra
A hidrelétrica ocupará parte da área de cinco: Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. Altamira é a mais desenvolvida e tem a maior população dentre essas cidades, com 98 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os demais municípios têm entre 10 mil e 20 mil habitantes.
A região discute há mais de 30 anos a instalação da hidrelétrica no Rio Xingu, mas teve a certeza de que o início da obra se aproximava após a concessão em fevereiro, pelo Ibama, da licença ambiental.
Uma das críticas ao projeto se refere à capacidade de geração de energia. Segundo dados do governo, o rio Xingu perde vazão – quantidade de água - no verão, época de seca. Por conta disso, a expectativa é de que Belo Monte, que terá capacidade instalada de 11.233 MW, tenha uma geração média de 4.500 MW. Em época de cheia pode-se operar perto da capacidade e, em tempo de seca, a geração pode ir abaixo de mil MW. Para críticos da obra, isso coloca em xeque a viabilidade econômica do projeto.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Em discurso posse, novo governador do DF prega união política
O novo governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB) tomou posse nesta segunda-feira prometendo união entre partidos e transparência durante seu mandato-tampão, que vai até 31 de dezembro. Rosso foi escolhido através de eleição indireta neste sábado (17) com o voto de 13 dos 25 deputados distritais, após a cassação do mandato de José Roberto Arruda pela Justiça Eleitoral por infidelidade partidária há cerca de um mês.
“Não é hora de apostar no fracasso, é hora de união. Pela primeira vez um grupo de partidos e homens públicos se uniu em torno de um único objetivo, dar legitimidade ao governo local. Um esforço no resgate da credibilidade do Legislativo e Executivo diante do Judiciário. A união vai debelar o que se chamou de metástase institucional”, disse.
Rosso quer convencer a Procuradoria-Geral da República e o STF (Supremo Tribunal Federal) de que a intervenção federal será prejudicial para Brasília. Para isso, promete corte de gastos e transparência nas contas.
Promessas
Tramita no STF um pedido de intervenção no Distrito Federal. Se o pedido for acolhido pela corte, o Legislativo e Executivo locais perdem autonomia e cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar um interventor para administrar a capital.
“Vamos adotar práticas administrativas que protejam governo dos erros do passado. Não vamos nos comprometer com qualquer cargo eletivo nas próximas eleições”, disse. “Vamos trabalhar pautados pela objetividade e simplicidade. Não abriremos mão de quem possa colaborar para afastar os fantasmas do medo, da desconfia e da preguiça.”
Entre as principais propostas do novo governador, estão a continuidade de obras e serviços, a redução dos cargos comissionados e de despesas da máquina pública, além da aplicação dos recursos economizados nas áreas de saúde, segurança e educação.
Perfil
Advogado, suplente de deputado federal, presidiu a Codeplan (Companhia de Planejamento) durante o governo de José Roberto Arruda (sem partido). O órgão é alvo de denúncias na Justiça e de uma CPI na Câmara Legislativa por irregularidades em contratos de licitação na gestão de Durval Barbosa, principal delator do esquema de corrupção conhecido como Mensalão do DEM. As primeiras denúncias surgiram justamente durante a gestão de Rosso.
Rosso também participou da gestão de Joaquim Roriz. Foi administrador de Ceilândia e secretário de Desenvolvimento Econômico. Foi dele a ideia – não concretizada – de construir um trem-bala ligando Brasília a Goiânia. Hoje, Rosso é ligado ao deputado federal e presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli. Ivelise Longhi, ex-administradora de Brasília, foi eleita vice-governadora.
O novo governador é casado com Karina Curi, filha de um dos maiores empresários da cidade, dono da Curinga dos Pneus.
Rosso defendeu alianças com todos os que se dispuserem a dar legitimidade ao governo. Tramita no Supremo Tribunal Federal um pedido de intervenção no Distrito Federal. Se o pedido for acolhido pela corte, o Legislativo e Executivo locais perderão autonomia e caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar um interventor para administrar a capital.
Crise política
Denúncias de recebimento e distribuição de propinas levaram à prisão e afastamento, por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça), de Arruda, então governador do DF, sob acusação de suborno de uma testemunha do esquema em fevereiro.
O vice-governador Paulo Octávio renunciou ao cargo dias depois. O então presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima, assumiu em seu lugar. Arruda teve o mandato cassado, o que deixou o cargo vago. Ele foi solto pelo STJ nesta segunda-feira (12), após passar dois meses na prisão.
“Não é hora de apostar no fracasso, é hora de união. Pela primeira vez um grupo de partidos e homens públicos se uniu em torno de um único objetivo, dar legitimidade ao governo local. Um esforço no resgate da credibilidade do Legislativo e Executivo diante do Judiciário. A união vai debelar o que se chamou de metástase institucional”, disse.
Rosso quer convencer a Procuradoria-Geral da República e o STF (Supremo Tribunal Federal) de que a intervenção federal será prejudicial para Brasília. Para isso, promete corte de gastos e transparência nas contas.
Promessas
Tramita no STF um pedido de intervenção no Distrito Federal. Se o pedido for acolhido pela corte, o Legislativo e Executivo locais perdem autonomia e cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar um interventor para administrar a capital.
“Vamos adotar práticas administrativas que protejam governo dos erros do passado. Não vamos nos comprometer com qualquer cargo eletivo nas próximas eleições”, disse. “Vamos trabalhar pautados pela objetividade e simplicidade. Não abriremos mão de quem possa colaborar para afastar os fantasmas do medo, da desconfia e da preguiça.”
Entre as principais propostas do novo governador, estão a continuidade de obras e serviços, a redução dos cargos comissionados e de despesas da máquina pública, além da aplicação dos recursos economizados nas áreas de saúde, segurança e educação.
Perfil
Advogado, suplente de deputado federal, presidiu a Codeplan (Companhia de Planejamento) durante o governo de José Roberto Arruda (sem partido). O órgão é alvo de denúncias na Justiça e de uma CPI na Câmara Legislativa por irregularidades em contratos de licitação na gestão de Durval Barbosa, principal delator do esquema de corrupção conhecido como Mensalão do DEM. As primeiras denúncias surgiram justamente durante a gestão de Rosso.
Rosso também participou da gestão de Joaquim Roriz. Foi administrador de Ceilândia e secretário de Desenvolvimento Econômico. Foi dele a ideia – não concretizada – de construir um trem-bala ligando Brasília a Goiânia. Hoje, Rosso é ligado ao deputado federal e presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli. Ivelise Longhi, ex-administradora de Brasília, foi eleita vice-governadora.
O novo governador é casado com Karina Curi, filha de um dos maiores empresários da cidade, dono da Curinga dos Pneus.
Rosso defendeu alianças com todos os que se dispuserem a dar legitimidade ao governo. Tramita no Supremo Tribunal Federal um pedido de intervenção no Distrito Federal. Se o pedido for acolhido pela corte, o Legislativo e Executivo locais perderão autonomia e caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar um interventor para administrar a capital.
Crise política
Denúncias de recebimento e distribuição de propinas levaram à prisão e afastamento, por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça), de Arruda, então governador do DF, sob acusação de suborno de uma testemunha do esquema em fevereiro.
O vice-governador Paulo Octávio renunciou ao cargo dias depois. O então presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima, assumiu em seu lugar. Arruda teve o mandato cassado, o que deixou o cargo vago. Ele foi solto pelo STJ nesta segunda-feira (12), após passar dois meses na prisão.
IML constata morte por asfixia de pedreiro suspeito de matar jovens em Luziânia
O Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia (GO) informou nesta segunda-feira que uma perícia realizada no corpo do pedreiro Adimar Jesus da Silva constatou “morte por asfixia”. Ele foi encontrado morto na cela onde estava preso na Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc).
Suspeito de mortes em Luziânia é encontrado morto em cela
Laudo preliminar revela crueldade dos assassinatos
O pedreiro era acusado de matar seis jovens em Luziânia, cidade goiana no entono do Distrito Federal.
Segundo informações do IML, não havia no corpo do pedreiro marcas de perfuração. Além disso, o exame toxicológico não constatou a ingestão de nenhuma substância. O laudo oficial deve ficar pronto em dez dias e o corpo deve ser liberado para a família em dois ou três dias.
Pedreiro assumiu assassinato dos jovens/ Foto: Futura Press
A Corregedoria da Polícia Civil de Goiás investiga a morte do pedreiro, com o acompanhamento do Ministério Público do estado.
O delegado responsável pelo inquérito, Josuemar Vaz de Oliveira, afirmou que a polícia acredita que Adimar tenha cometido suicídio, mas que a corregedoria vai investigar o caso porque a morte ocorreu dentro de uma delegacia estadual.
Josuemar não soube informar se o pedreiro será enterrado em Luziânia, cidade onde ele morava.
O delegado também disse que a morte de Adimar não deve atrapalhar as investigações sobre o assassinato dos adolescentes e que a polícia continua a trabalhar com a hipótese de que o pedreiro cometeu os seis crimes sozinho.
Morte
De acordo com a delegada-titular da Denarc, Renata Cheim, eram 12h45 de domingo quando outros presos pediram que os policiais de plantão fossem até a carceragem.
Os detentos, que ocupam uma cela vizinha ao cubículo de três metros quadrados onde Adimar estava isolado, tinham acabado de ter uma longa conversa com o pedreiro. Encostado na grade de sua cela, Adimar contara, friamente, detalhes dos assassinatos que cometera. De repente, ele parou de falar e ligou o chuveiro.
Futura Press
Polícia diz que pedreiro cometeu suicídio com tecido de colchão
O repentino silêncio do pedreiro e o som da água batendo direto no chão e ecoando no corredor onde minutos antes se ouvia o relato do assassino chamaram a atenção dos 12 detentos amontoados na cela próxima. Assim que os plantonistas chegaram, encontraram o corpo de Adimar. "Os presos chamaram e, quando os policiais chegaram na carceragem, viram que ele estava morto", disse a delegada.
Adimar da Silva estava dependurado na grade da pequena janela que serve para arejar a cela. Para se enforcar, disse a delegada, o pedreiro usou o viés do colchão que lhe fora entregue assim que chegou à carceragem.
Pelos relatos que a delegada ouviu dos demais presos, Adimar começou a planejar o suicídio na véspera.
De Luziânia, a mãe de um dos garotos mortos, Valdirene Fernandes da Cunha, lamentou a morte do pedreiro porque, vivo, ele poderia contribuir para elucidar o que acredita ainda não estar bem explicado.
"Eu acredito que ele não cometeu esses crimes todos sozinho", disse. "Mas, se ele se matou mesmo é porque tinha certeza de que não teria o perdão", emendou a analista de contas, evangélica da Assembleia de Deus.
Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), integrante de uma comissão do Senado que foi a Goiânia tomar o depoimento de Adimar, houve falha do poder público. "É difícil impedir uma pessoa que quer se matar, mas nesse caso, mais uma vez o Estado falhou", afirmou.
Suspeito de mortes em Luziânia é encontrado morto em cela
Laudo preliminar revela crueldade dos assassinatos
O pedreiro era acusado de matar seis jovens em Luziânia, cidade goiana no entono do Distrito Federal.
Segundo informações do IML, não havia no corpo do pedreiro marcas de perfuração. Além disso, o exame toxicológico não constatou a ingestão de nenhuma substância. O laudo oficial deve ficar pronto em dez dias e o corpo deve ser liberado para a família em dois ou três dias.
Pedreiro assumiu assassinato dos jovens/ Foto: Futura Press
A Corregedoria da Polícia Civil de Goiás investiga a morte do pedreiro, com o acompanhamento do Ministério Público do estado.
O delegado responsável pelo inquérito, Josuemar Vaz de Oliveira, afirmou que a polícia acredita que Adimar tenha cometido suicídio, mas que a corregedoria vai investigar o caso porque a morte ocorreu dentro de uma delegacia estadual.
Josuemar não soube informar se o pedreiro será enterrado em Luziânia, cidade onde ele morava.
O delegado também disse que a morte de Adimar não deve atrapalhar as investigações sobre o assassinato dos adolescentes e que a polícia continua a trabalhar com a hipótese de que o pedreiro cometeu os seis crimes sozinho.
Morte
De acordo com a delegada-titular da Denarc, Renata Cheim, eram 12h45 de domingo quando outros presos pediram que os policiais de plantão fossem até a carceragem.
Os detentos, que ocupam uma cela vizinha ao cubículo de três metros quadrados onde Adimar estava isolado, tinham acabado de ter uma longa conversa com o pedreiro. Encostado na grade de sua cela, Adimar contara, friamente, detalhes dos assassinatos que cometera. De repente, ele parou de falar e ligou o chuveiro.
Futura Press
Polícia diz que pedreiro cometeu suicídio com tecido de colchão
O repentino silêncio do pedreiro e o som da água batendo direto no chão e ecoando no corredor onde minutos antes se ouvia o relato do assassino chamaram a atenção dos 12 detentos amontoados na cela próxima. Assim que os plantonistas chegaram, encontraram o corpo de Adimar. "Os presos chamaram e, quando os policiais chegaram na carceragem, viram que ele estava morto", disse a delegada.
Adimar da Silva estava dependurado na grade da pequena janela que serve para arejar a cela. Para se enforcar, disse a delegada, o pedreiro usou o viés do colchão que lhe fora entregue assim que chegou à carceragem.
Pelos relatos que a delegada ouviu dos demais presos, Adimar começou a planejar o suicídio na véspera.
De Luziânia, a mãe de um dos garotos mortos, Valdirene Fernandes da Cunha, lamentou a morte do pedreiro porque, vivo, ele poderia contribuir para elucidar o que acredita ainda não estar bem explicado.
"Eu acredito que ele não cometeu esses crimes todos sozinho", disse. "Mas, se ele se matou mesmo é porque tinha certeza de que não teria o perdão", emendou a analista de contas, evangélica da Assembleia de Deus.
Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), integrante de uma comissão do Senado que foi a Goiânia tomar o depoimento de Adimar, houve falha do poder público. "É difícil impedir uma pessoa que quer se matar, mas nesse caso, mais uma vez o Estado falhou", afirmou.
Aneel volta a suspender leilão da hidrelétrica de Belo Monte
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspendeu na noite desta segunda-feira (19) o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, prevista para ser construída no rio Xingu, no Pará. O leilão estava marcado para terça (20).
Mais cedo, a Justiça Federal do Pará havia determinado a suspensão após pedido do Ministério Público Federal do estado. O MP alegou falha na licença ambiental concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
A Advocacia Geral da União informou que espera a reverter a decisão. O Tribunal Regional da 1ª Região (TRF-1) informou, às 19h20, que o recurso já havia sido protocolado. A assessoria de imprensa do tribunal disse que uma decisão só deve ser dada na terça (20).
Veja a série de reportagens especiais do G1 sobre Belo Monte
Na semana passada, a Justiça Federal já havia concedido liminar suspendendo o leilão em outro processo, que afirmava que a obra fere os direitos indígenas. Após a decisão judicial, a disputa também chegou a ser cancelada pela Aneel . O TRF-1, no entanto, suspendeu a liminar e o leilão foi reconfirmado.
Na ação sobre os direitos indígenas, o MPF apresentou nesta segunda recurso contra a cassação da liminar. Os procuradores pediram que seja realizada com urgência uma sessão da Corte Especial, composta pela maioria dos desembargadores do tribunal. O TRF-1, porém, rejeitou rever a decisão.
Novo processo
A segunda ação analisada pela Justiça Federal do Pará questiona a concessão da licença ambiental por parte do IIbama. O MPF entrou com os dois processos no mesmo dia, 8 de abril, mas o primeiro, que se tratava dos direitos indígenas, foi analisado antes.
As duas ações civis públicas foram julgados pelo mesmo juiz, Antonio Carlos Almeida Campelo, de Altamira.
No novo processo, Campelo decidiu que a Aneel deveria pagar multa de R$ 1 milhão se não suspendesse os efeitos do edital que autoriza o leilão.
O leilão
Dois consórcios se inscreveram para o leilão. Um deles, chamado Norte Energia, tem participação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras, da Construtora Queiroz Galvão, da Galvão Engenharia e de outras seis empresas.
O segundo consórcio, chamado Belo Monte Energia, tem a construtora Andrade Gutierrez, a Vale, a Neoenergia. Nesse grupo estão duas subsidiárias da Eletrobras: Furnas e Eletrosul.
O governo informou que a Eletrobras definiu que a subsidiária Eletronorte será parceiro estratégico, ou seja, atuará ao lado de qualquer consórcio que vencer. Não há informações precisas, no entanto, de como será a parceria.
Duas das construtoras que auxiliaram nos estudos sobre o projeto, a Camargo Corrêa e a Odebrecht, anunciaram logo após a publicação do edital que não participariam do leilão. Elas informaram que "após análise detalhada do edital de licitação da concessão, assim como dos esclarecimentos posteriores fornecidos pela Aneel, as empresas não encontraram condições econômico-financeiras que permitissem sua participação na disputa"
As construtoras vinham reclamando do preço máximo da energia a ser vendida estipulada pelo governo, de R$ 83 por MWh. O governo, no entanto, disse que o valor não seria alterado.
Mais cedo, a Justiça Federal do Pará havia determinado a suspensão após pedido do Ministério Público Federal do estado. O MP alegou falha na licença ambiental concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
A Advocacia Geral da União informou que espera a reverter a decisão. O Tribunal Regional da 1ª Região (TRF-1) informou, às 19h20, que o recurso já havia sido protocolado. A assessoria de imprensa do tribunal disse que uma decisão só deve ser dada na terça (20).
Veja a série de reportagens especiais do G1 sobre Belo Monte
Na semana passada, a Justiça Federal já havia concedido liminar suspendendo o leilão em outro processo, que afirmava que a obra fere os direitos indígenas. Após a decisão judicial, a disputa também chegou a ser cancelada pela Aneel . O TRF-1, no entanto, suspendeu a liminar e o leilão foi reconfirmado.
Na ação sobre os direitos indígenas, o MPF apresentou nesta segunda recurso contra a cassação da liminar. Os procuradores pediram que seja realizada com urgência uma sessão da Corte Especial, composta pela maioria dos desembargadores do tribunal. O TRF-1, porém, rejeitou rever a decisão.
Novo processo
A segunda ação analisada pela Justiça Federal do Pará questiona a concessão da licença ambiental por parte do IIbama. O MPF entrou com os dois processos no mesmo dia, 8 de abril, mas o primeiro, que se tratava dos direitos indígenas, foi analisado antes.
As duas ações civis públicas foram julgados pelo mesmo juiz, Antonio Carlos Almeida Campelo, de Altamira.
No novo processo, Campelo decidiu que a Aneel deveria pagar multa de R$ 1 milhão se não suspendesse os efeitos do edital que autoriza o leilão.
O leilão
Dois consórcios se inscreveram para o leilão. Um deles, chamado Norte Energia, tem participação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras, da Construtora Queiroz Galvão, da Galvão Engenharia e de outras seis empresas.
O segundo consórcio, chamado Belo Monte Energia, tem a construtora Andrade Gutierrez, a Vale, a Neoenergia. Nesse grupo estão duas subsidiárias da Eletrobras: Furnas e Eletrosul.
O governo informou que a Eletrobras definiu que a subsidiária Eletronorte será parceiro estratégico, ou seja, atuará ao lado de qualquer consórcio que vencer. Não há informações precisas, no entanto, de como será a parceria.
Duas das construtoras que auxiliaram nos estudos sobre o projeto, a Camargo Corrêa e a Odebrecht, anunciaram logo após a publicação do edital que não participariam do leilão. Elas informaram que "após análise detalhada do edital de licitação da concessão, assim como dos esclarecimentos posteriores fornecidos pela Aneel, as empresas não encontraram condições econômico-financeiras que permitissem sua participação na disputa"
As construtoras vinham reclamando do preço máximo da energia a ser vendida estipulada pelo governo, de R$ 83 por MWh. O governo, no entanto, disse que o valor não seria alterado.
PR lança candidatura de Garotinho ao governo do RJ
O PR lançou a candidatura de Anthony Garotinho como pré-candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro durante no congresso nacional da legenda, neste domingo.
Garotinho foi governador do Rio de Janeiro entre 1999 e 2002. Ele renunciou para poder disputar a Presidência da República. Rosinha (PMDB), mulher de Garotinho, também já foi eleita governadora do Estado.
Denúncia
A Justiça aceitou em março uma denúncia do MP (Ministério Público) do Rio de Janeiro contra Anthony e Rosinha. Eles são acusados de improbidade administrativa.
A investigação, que durou dois anos, diz que o casal operou um esquema de desvio de verbas públicas de ONGs e empresas de fachada, para despesas de campanha.
Garotinho foi governador do Rio de Janeiro entre 1999 e 2002. Ele renunciou para poder disputar a Presidência da República. Rosinha (PMDB), mulher de Garotinho, também já foi eleita governadora do Estado.
Denúncia
A Justiça aceitou em março uma denúncia do MP (Ministério Público) do Rio de Janeiro contra Anthony e Rosinha. Eles são acusados de improbidade administrativa.
A investigação, que durou dois anos, diz que o casal operou um esquema de desvio de verbas públicas de ONGs e empresas de fachada, para despesas de campanha.
Suspeito de crimes em Luziânia se suicidou com tecido do colchão, diz polícia
Oito dias após ser preso e confessar os assassinatos em série de seis jovens em Luziânia, cidade goiana a 58 quilômetros de Brasília, o pedreiro Adimar Jesus da Silva foi encontrado morto neste domingo, dentro da cela, na Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Goiânia. A Polícia Civil de Goiás afirma que ele se enforcou com uma corda improvisada com o tecido do colchão da cela.
Justiça investigará morte de suspeito de crimes em Luziânia
Suspeito de mortes em Luziânia é encontrado morto em cela
Laudo preliminar revela crueldade dos assassinatos
Futura
Polícia acredita que pedreiro cometeu suicídio com tecido de colchão
De acordo com a delegada-titular da Denarc, Renata Cheim, eram 12h45 quando outros presos pediram que os policiais de plantão fossem até a carceragem.
Os detentos, que ocupam uma cela vizinha ao cubículo de três metros quadrados onde Adimar estava isolado, tinham acabado de ter uma longa conversa com o pedreiro. Encostado na grade de sua cela, Adimar contara, friamente, detalhes dos assassinatos que cometera. De repente, ele parou de falar e ligou o chuveiro.
O repentino silêncio do pedreiro e o som da água batendo direto no chão e ecoando no corredor onde minutos antes se ouvia o relato do assassino chamaram a atenção dos 12 detentos amontoados na cela próxima. Assim que os plantonistas chegaram, encontraram o corpo de Adimar. "Os presos chamaram e, quando os policiais chegaram na carceragem, viram que ele estava morto", disse a delegada.
Adimar da Silva estava dependurado na grade da pequena janela que serve para arejar a cela. Para se enforcar, disse a delegada, o pedreiro usou o viés do colchão que lhe fora entregue assim que chegou à carceragem.
Pelos relatos que a delegada ouviu dos demais presos, Adimar começou a planejar o suicídio na véspera. Em depoimento, os detentos disseram ter ouvido, ainda no sábado, um barulho diferente vindo da cela do pedreiro. Adimar estaria rasgando o colchão para preparar sua forca.
Um investigador contou à Agência Estado que um dos detentos, ao ouvir o ruído no sábado, ainda perguntou a Adimar o que ele estava fazendo, e se estava pensando em se matar. O pedreiro negou.
Justiça investigará morte de suspeito de crimes em Luziânia
Suspeito de mortes em Luziânia é encontrado morto em cela
Laudo preliminar revela crueldade dos assassinatos
Futura
Polícia acredita que pedreiro cometeu suicídio com tecido de colchão
De acordo com a delegada-titular da Denarc, Renata Cheim, eram 12h45 quando outros presos pediram que os policiais de plantão fossem até a carceragem.
Os detentos, que ocupam uma cela vizinha ao cubículo de três metros quadrados onde Adimar estava isolado, tinham acabado de ter uma longa conversa com o pedreiro. Encostado na grade de sua cela, Adimar contara, friamente, detalhes dos assassinatos que cometera. De repente, ele parou de falar e ligou o chuveiro.
O repentino silêncio do pedreiro e o som da água batendo direto no chão e ecoando no corredor onde minutos antes se ouvia o relato do assassino chamaram a atenção dos 12 detentos amontoados na cela próxima. Assim que os plantonistas chegaram, encontraram o corpo de Adimar. "Os presos chamaram e, quando os policiais chegaram na carceragem, viram que ele estava morto", disse a delegada.
Adimar da Silva estava dependurado na grade da pequena janela que serve para arejar a cela. Para se enforcar, disse a delegada, o pedreiro usou o viés do colchão que lhe fora entregue assim que chegou à carceragem.
Pelos relatos que a delegada ouviu dos demais presos, Adimar começou a planejar o suicídio na véspera. Em depoimento, os detentos disseram ter ouvido, ainda no sábado, um barulho diferente vindo da cela do pedreiro. Adimar estaria rasgando o colchão para preparar sua forca.
Um investigador contou à Agência Estado que um dos detentos, ao ouvir o ruído no sábado, ainda perguntou a Adimar o que ele estava fazendo, e se estava pensando em se matar. O pedreiro negou.
Metade do tráfego aéreo pode voltar ao normal nesta segunda, diz UE
Metade do tráfego aéreo europeu pode retornar à normalidade nesta segunda-feira (19), anunciou neste domingo (18) a União Europeia. O bloco espera que se confirme a previsão do tempo de que os céus em mais da metade do continente estão se livrando das cinzas vulcânicas que provocaram o caos na avião comercial na região.
Neste domingo, alguns aeroportos no sul da França e na Alemanha foram reabertos. Na Espanha, os aeroportos haviam sido fechados no início do dia mas foram posteriormente reabertos.
Aeroporto quase vazio em Roissy, na França, devido ao cancelamento de voos por conta da nuvem de cinzas (Foto: Michel Euler/AP)
Diego Lopez Garrido, secretário de Estado para Assuntos da União Europeia para a Espanha, país que detém a presidência rotativa da União Europeia, afirmou que "agora é necessário adotar uma abordagem conjunta europeia" em relação à abertura e ao fechamento de aeroportos, no lugar de decisões individuais.
"Provavelmente amanhã metade do território da União Europeia será ativado. Isso significa que metade dos voos vão operar" afirmou Lopez Garrido sobre as condições previstas para esta segunda-feira.
saiba mais
Aeroportos reabrem no sul da França
Portugal e Espanha são ‘saídas’ para brasileiros na Europa
Caos aéreo provoca a suspensão de 24 voos em Cumbica
O fechamento do espaço aéreo europeu, resultado da erupção de um vulcão islandês na última quarta-feira, pode ter provocado o cancelamento de mais de 63 mil voos até este domingo, segundo a Agência Europeia para a Segurança na Navegação Aérea (Eurocontrol). Só neste domingo, a previsão é que mais de 20 mil voos sejam cancelados, de um total de 24 mil previstos. . O prejuízo diário é de pelo menos US$ 200 milhões para o setor de aviação, segundo cálculo da Associação Internacional de Transporte Aéreo.
A erupção do vulcão Eyjafjallajoekull, na Islândia, lançou no ar uma nuvem composta por partículas de vidro, areia e rocha. Especialistas acreditam que as cinzas expelidas pelo vulcão podem danificar seriamente os aviões, entupindo as turbinas e fazendo com que os motores parem de funcionar em pleno ar.
Neste domingo, alguns aeroportos no sul da França e na Alemanha foram reabertos. Na Espanha, os aeroportos haviam sido fechados no início do dia mas foram posteriormente reabertos.
Aeroporto quase vazio em Roissy, na França, devido ao cancelamento de voos por conta da nuvem de cinzas (Foto: Michel Euler/AP)
Diego Lopez Garrido, secretário de Estado para Assuntos da União Europeia para a Espanha, país que detém a presidência rotativa da União Europeia, afirmou que "agora é necessário adotar uma abordagem conjunta europeia" em relação à abertura e ao fechamento de aeroportos, no lugar de decisões individuais.
"Provavelmente amanhã metade do território da União Europeia será ativado. Isso significa que metade dos voos vão operar" afirmou Lopez Garrido sobre as condições previstas para esta segunda-feira.
saiba mais
Aeroportos reabrem no sul da França
Portugal e Espanha são ‘saídas’ para brasileiros na Europa
Caos aéreo provoca a suspensão de 24 voos em Cumbica
O fechamento do espaço aéreo europeu, resultado da erupção de um vulcão islandês na última quarta-feira, pode ter provocado o cancelamento de mais de 63 mil voos até este domingo, segundo a Agência Europeia para a Segurança na Navegação Aérea (Eurocontrol). Só neste domingo, a previsão é que mais de 20 mil voos sejam cancelados, de um total de 24 mil previstos. . O prejuízo diário é de pelo menos US$ 200 milhões para o setor de aviação, segundo cálculo da Associação Internacional de Transporte Aéreo.
A erupção do vulcão Eyjafjallajoekull, na Islândia, lançou no ar uma nuvem composta por partículas de vidro, areia e rocha. Especialistas acreditam que as cinzas expelidas pelo vulcão podem danificar seriamente os aviões, entupindo as turbinas e fazendo com que os motores parem de funcionar em pleno ar.
domingo, 18 de abril de 2010
Voos cancelados na Europa podem passar dos 63 mil
O número de voos cancelados desde a última quinta-feira (15) por conta da erupção do vulcão Eyjafjallajoekull, na Islândia, deve chegar a mais de 63 mil neste domingo, segundo a Agência Europeia para a Segurança na Navegação Aérea (Eurocontrol). Só neste domingo, a previsão é que mais de 20 mil voos sejam cancelados, de um total de 24 mil previstos.
De acordo com a Eurocontrol, o espaço aéreo europeu continua fechado em 20 países: Áustria, Bélgica, Croácia, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Hungria, Irlanda,Holanda, Noruega, Polônia, Romênia, Sérvia, Eslovênia, Eslováquia, Suécia, Suíça, Ucrânia e no Reino Unido. Há fechamentos parciais também na maior parte da França e da Alemanha, norte da Espanha e norte da Itália.
Estão em funcionamento apenas aeroportos no sul da Europa, incluindo partes da Espanha, Portugal, os Bálcãs, sul da Itália, Bulgária, Grécia e Turquia.
Aeroporto de Milão foi transformado em 'dormitório' para passageiros que não conseguem embarcar (Foto: AP)
A erupção do vulcão lançou no ar uma nuvem composta por partículas de vidro, areia e rocha. Especialistas acreditam que as cinzas expelidas pelo vulcão podem danificar seriamente os aviões, entupindo as turbinas e fazendo com que os motores parem de funcionar em pleno ar.
saiba mais
Confira a situação dos principais aeroportos na Europa no sábado
Noivos se casam online por causa do bloqueio aéreo europeu
Voos cancelados na Europa chegam a 17 mil neste sábado
Veja fotos do caos aéreo na Europa
Neste sábado (17), cerca de 17 mil voos foram cancelados, o equivalente a três quartos do previsto. A proibição de voos na Grã-Bretanha foi estendida até as 19h deste domingo (15h, no horário de Brasília), já os aeroportos do norte da França e da Itália devem permanecer fechados até segunda-feira (19).
Na Alemanha e na Holanda, as companhias aéreas Lufthansa e KLM realizaram voos de teste e estudam as aeronaves para detectar qualquer problema que possa ter sido provocado pelas partículas vulcânicas. A previsão é que o espaço aéreo desses dois países permaneça fechado até as 14h e 19h, respectivamente.
Cinzas
Segundo o glaciologista britânico Matthew Roberts, que trabalha no serviço de meteorologia da Islândia, o vulcão já está produzindo menos cinzas. De acordo com ele, porém, ainda há cinzas vulcânicas na atmosfera, além de um efeito retardado entre a emissão do material pelo vulcão e as cinzas flutuando para o espaço aéreo europeu.
Além disso, meteorologistas afirmam que as condições meteorológicas continuam não colaborando para dissipar a nuvem. Os especialistas afirmam ser necessária uma mudança no sentido do vento para reverter a situação.
Prejuízos milionários
Somados às dificuldades enfrentadas pelos passageiros, estão prejuízos milionários provocados pela nuvem vulcânica. Além dos voos europeus, a grande maioria dos voos transatlânticos - apenas 55 de 337 viagens previstas foram realizadas - também está sendo cancelada, assim como os voos da China para a Europa.
Em cidades como Bangcoc e Cingapura, cujos aeroportos são muito usados como escalas para voos da Ásia para a Europa, a ocupação dos hotéis está próxima de sua capacidade máxima.
A estimativa é que o caos aéreo esteja provocando prejuízos de cerca de US$ 200 milhões (cerca de R$ 350 milhões) por dia às companhias aéreas. Para os passageiros ilhados, a conta pode incluir despesas imprevistas com diárias de hotel, extensão de seguros de viagem, médicos e com alimentação, entre outros.
De acordo com a Eurocontrol, o espaço aéreo europeu continua fechado em 20 países: Áustria, Bélgica, Croácia, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Hungria, Irlanda,Holanda, Noruega, Polônia, Romênia, Sérvia, Eslovênia, Eslováquia, Suécia, Suíça, Ucrânia e no Reino Unido. Há fechamentos parciais também na maior parte da França e da Alemanha, norte da Espanha e norte da Itália.
Estão em funcionamento apenas aeroportos no sul da Europa, incluindo partes da Espanha, Portugal, os Bálcãs, sul da Itália, Bulgária, Grécia e Turquia.
Aeroporto de Milão foi transformado em 'dormitório' para passageiros que não conseguem embarcar (Foto: AP)
A erupção do vulcão lançou no ar uma nuvem composta por partículas de vidro, areia e rocha. Especialistas acreditam que as cinzas expelidas pelo vulcão podem danificar seriamente os aviões, entupindo as turbinas e fazendo com que os motores parem de funcionar em pleno ar.
saiba mais
Confira a situação dos principais aeroportos na Europa no sábado
Noivos se casam online por causa do bloqueio aéreo europeu
Voos cancelados na Europa chegam a 17 mil neste sábado
Veja fotos do caos aéreo na Europa
Neste sábado (17), cerca de 17 mil voos foram cancelados, o equivalente a três quartos do previsto. A proibição de voos na Grã-Bretanha foi estendida até as 19h deste domingo (15h, no horário de Brasília), já os aeroportos do norte da França e da Itália devem permanecer fechados até segunda-feira (19).
Na Alemanha e na Holanda, as companhias aéreas Lufthansa e KLM realizaram voos de teste e estudam as aeronaves para detectar qualquer problema que possa ter sido provocado pelas partículas vulcânicas. A previsão é que o espaço aéreo desses dois países permaneça fechado até as 14h e 19h, respectivamente.
Cinzas
Segundo o glaciologista britânico Matthew Roberts, que trabalha no serviço de meteorologia da Islândia, o vulcão já está produzindo menos cinzas. De acordo com ele, porém, ainda há cinzas vulcânicas na atmosfera, além de um efeito retardado entre a emissão do material pelo vulcão e as cinzas flutuando para o espaço aéreo europeu.
Além disso, meteorologistas afirmam que as condições meteorológicas continuam não colaborando para dissipar a nuvem. Os especialistas afirmam ser necessária uma mudança no sentido do vento para reverter a situação.
Prejuízos milionários
Somados às dificuldades enfrentadas pelos passageiros, estão prejuízos milionários provocados pela nuvem vulcânica. Além dos voos europeus, a grande maioria dos voos transatlânticos - apenas 55 de 337 viagens previstas foram realizadas - também está sendo cancelada, assim como os voos da China para a Europa.
Em cidades como Bangcoc e Cingapura, cujos aeroportos são muito usados como escalas para voos da Ásia para a Europa, a ocupação dos hotéis está próxima de sua capacidade máxima.
A estimativa é que o caos aéreo esteja provocando prejuízos de cerca de US$ 200 milhões (cerca de R$ 350 milhões) por dia às companhias aéreas. Para os passageiros ilhados, a conta pode incluir despesas imprevistas com diárias de hotel, extensão de seguros de viagem, médicos e com alimentação, entre outros.
Igreja está ferida por pecados, diz papa Bento 16
Em sua primeira viagem internacional desde o escândalo de abusos sexuais por padres católicos na Europa e nos Estados Unidos, o papa Bento 16 disse neste sábado que "a Igreja está ferida por seus pecados".
Papa faz viagem a Malta sob sombra dos escândalos de pedofilia
Crise na Igreja marca aniversário triste para o papa
Durante o voo até Malta, o líder da Igreja Católica não fez uma referência direta aos casos de abusos sexuais e falou apenas vagamente sobre os pecados que feriram a Igreja.
"Malta ama Cristo que ama sua Igreja, que é seu corpo, mesmo se esse corpo foi ferido por nossos pecados", disse ele.
AP
Papa é recebido pelo presidente de Malta, George Abela
O papa Bento 16 está fazendo uma peregrinação em que segue os passos de São Paulo. Seu voo foi um dos poucos a deixar a capital italiana, Roma, neste sábado, em meio ao caos aéreo provocado pela nuvem de cinzas expelida por um vulcão na Islândia.
O presidente maltês George Abela, no entanto, se referiu diretamente ao escândalo de abusos sexuais ao dar as boas-vindas a Bento 16, ainda no aeroporto.
Abela se referiu ao processo que corre atualmente em um tribunal maltês, em que três padres católicos são acusados de ter abusado sexualmente de 10 homens malteses quando eram crianças, em um orfanato católico. "É preciso que seja visto que a Justiça foi feita", disse o presidente ao papa.
Defesa da família
Ao visitar a Gruta de São Paulo, o papa afirmou que o mundo precisa do testemunho cristão "frente às tantas ameaças contra a sacralidade da vida humana e a dignidade do matrimônio e da família".
AFP
Papa visita a Gruta de São Paulo, em Malta
"Os nossos contemporâneos devem ser constantemente chamados à grandeza da nossa dignidade como filhos de Deus e à vocação sublime que recebemos de Cristo" e a sociedade deve "retomar a si e defender as verdades morais fundamentais, bases da autêntica liberdade e do genuíno progresso", continuou o pontífice.
A breve visita a Malta foi planejada, originalmente, como uma peregrinação em memória do naufrágio de São Paulo na ilha mediterrânea, em 60 AD.
Papa faz viagem a Malta sob sombra dos escândalos de pedofilia
Crise na Igreja marca aniversário triste para o papa
Durante o voo até Malta, o líder da Igreja Católica não fez uma referência direta aos casos de abusos sexuais e falou apenas vagamente sobre os pecados que feriram a Igreja.
"Malta ama Cristo que ama sua Igreja, que é seu corpo, mesmo se esse corpo foi ferido por nossos pecados", disse ele.
AP
Papa é recebido pelo presidente de Malta, George Abela
O papa Bento 16 está fazendo uma peregrinação em que segue os passos de São Paulo. Seu voo foi um dos poucos a deixar a capital italiana, Roma, neste sábado, em meio ao caos aéreo provocado pela nuvem de cinzas expelida por um vulcão na Islândia.
O presidente maltês George Abela, no entanto, se referiu diretamente ao escândalo de abusos sexuais ao dar as boas-vindas a Bento 16, ainda no aeroporto.
Abela se referiu ao processo que corre atualmente em um tribunal maltês, em que três padres católicos são acusados de ter abusado sexualmente de 10 homens malteses quando eram crianças, em um orfanato católico. "É preciso que seja visto que a Justiça foi feita", disse o presidente ao papa.
Defesa da família
Ao visitar a Gruta de São Paulo, o papa afirmou que o mundo precisa do testemunho cristão "frente às tantas ameaças contra a sacralidade da vida humana e a dignidade do matrimônio e da família".
AFP
Papa visita a Gruta de São Paulo, em Malta
"Os nossos contemporâneos devem ser constantemente chamados à grandeza da nossa dignidade como filhos de Deus e à vocação sublime que recebemos de Cristo" e a sociedade deve "retomar a si e defender as verdades morais fundamentais, bases da autêntica liberdade e do genuíno progresso", continuou o pontífice.
A breve visita a Malta foi planejada, originalmente, como uma peregrinação em memória do naufrágio de São Paulo na ilha mediterrânea, em 60 AD.
`Lula extrapola no apoio a Dilma Rousseff´, diz FHC no Canal Livre
“A escolha eleitoral é privada”, opinou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995 - 2003) ao avaliar que Lula extrapola no seu apoio à pré-candidata petista Dilma Rousseff. Em entrevista a jornalistas da Band no programa Canal Livre, FHC foi além e disse não ter usado sua posição de presidente para fazer campanha para o colega de partido José Serra, então candidato do PSDB em 2002.
Ele foi entrevistado pelos jornalistas Boris Casoy, Fernando Mitre, Joelmir Betting e José Paulo Andrade. Além das eleições, o ex-presidente também falou sobre o seu governo, economia, política externa brasileira, e privatização. O programa vai ao ar às 23h30 de domingo, 18 de abril, e também será transmitido pela Band News FM.
Ele foi entrevistado pelos jornalistas Boris Casoy, Fernando Mitre, Joelmir Betting e José Paulo Andrade. Além das eleições, o ex-presidente também falou sobre o seu governo, economia, política externa brasileira, e privatização. O programa vai ao ar às 23h30 de domingo, 18 de abril, e também será transmitido pela Band News FM.
Nuvem de cinzas já afeta 21 países da Europa
A gigantesca nuvem de cinzas proveniente de uma erupção vulcânica na Islândia já afeta 21 países da Europa, segundo registro fornecido pela Organização Europeia para a Segurança da Navegação Aérea, Eurocontrol.
"Foram afetados Áustria, Bélgica, Croácia, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, norte da França, a maior parte da Alemanha, Hungria, Irlanda, norte da Itália, Holanda, sul da Noruega, Polônia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Suécia, Suíça e Reino Unido", indica a organização.
"O espaço aéreo do sul da Europa, que inclui a Espanha, o sul dos Balcãs, o sul da Itália, Bulgária, Grécia e Turquia, ainda permanece aberto e há voos previstos nesses países", acrescentou a organização.
Ao todo, 17 mil voos foram cancelados neste sábado no espaço aéreo do continente. "Cinco mil voos puderam ser realizados neste sábado, contra 22 mil normalmente", indicou.
Na sexta-feira, foram confirmadas 10.400 de 29 mil partidas programadas habitualmente. "Nenhuma decolagem ou aterrissagem é possível para aeronaves civis na maior parte dos países do norte e do centro da Europa", informou a Eurocontrol.
"Foram afetados Áustria, Bélgica, Croácia, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, norte da França, a maior parte da Alemanha, Hungria, Irlanda, norte da Itália, Holanda, sul da Noruega, Polônia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Suécia, Suíça e Reino Unido", indica a organização.
"O espaço aéreo do sul da Europa, que inclui a Espanha, o sul dos Balcãs, o sul da Itália, Bulgária, Grécia e Turquia, ainda permanece aberto e há voos previstos nesses países", acrescentou a organização.
Ao todo, 17 mil voos foram cancelados neste sábado no espaço aéreo do continente. "Cinco mil voos puderam ser realizados neste sábado, contra 22 mil normalmente", indicou.
Na sexta-feira, foram confirmadas 10.400 de 29 mil partidas programadas habitualmente. "Nenhuma decolagem ou aterrissagem é possível para aeronaves civis na maior parte dos países do norte e do centro da Europa", informou a Eurocontrol.
Grupo é suspeito de prisões ilegais e tortura no interior de SP
O Ministério Público de São Paulo apura denúncias de abusos de autoridade, ameaças de morte, agressões, torturas, toque de recolher, rachas com carros oficiais, forjamento de drogas, prisões ilegais e invasões a domicílios sem mandados judiciais em Potirendaba, a 443 km da capital paulista. Os crimes, segundo as denúncias, foram praticados por uma milícia armada apelidada de “Gangue do Topete”, formada por guardas municipais, policiais civis e militares que trabalham na cidade de 15 mil habitantes.
Recentemente, a prefeitura comprou dos Estados Unidos 11 pistolas de choque não letais para serem usadas pela Guarda Municipal, o que assustou ainda mais as vítimas da gangue. De acordo com a Coordenadoria de Segurança do município, a arma “age diretamente sobre o sistema nervoso central, paralisando a pessoa por alguns segundos até que o guarda consiga imobilizá-la”.
saiba mais
Ex-PM acusao de fazer parte de grupo de extermínio admite 8 assassinatos
Polícia investiga grupo de extermínio
Entre os alvos dos “topetudos” estão moradores, trabalhadores rurais que vivem do cultivo e coleta da cana-de-açúcar, milho e café, além de pessoas suspeitas por tráfico de drogas ou que já tiveram passagens pela polícia. Todos temem que o aparelho, entregue oficialmente no dia 21 de março, seja usado de modo indiscriminado pelos guardas. Dos 16 homens treinados para utilizar a pistola, três são investigados por suspeita de tortura.
No dia 3 de março, o promotor Rodrigo Vendramine já havia pedido a instauração de inquérito policial na Delegacia Seccional da região de São José do Rio Preto para investigar irregularidades cometidas por agentes da força de segurança em Potirendaba. O procedimento foi aberto a partir de dez denúncias feitas à Ouvidoria das polícias e ao G1.
As corregedorias das polícias Militar e Civil também apuram o caso, mas no âmbito administrativo, porque os 13 suspeitos são funcionários públicos. A prefeitura informou que vai apurar as denúncias contra a Guarda Municipal. O comando da Polícia Militar em Potirendaba negou as acusações. O delegado da cidade e o responsável pela guarda não foram localizados para comentar o assunto.
Base da Polícia Militar em Potirendaba: policiais
são suspeitos de agredir pessoas
(Foto: Tiago Marconi/G1)
A reportagem esteve em Potirendaba e constatou que os seis policiais militares, quatro policiais civis e os guardas-civis municipais citados nas denúncias como suspeitos de cometer excessos durante as abordagens continuam a trabalhar nas ruas. Questionada, parte da população confirmou as denúncias de agressões.
Alguns cidadãos ainda elogiaram a ação policial na cidade ao justificar que a truculência reduzia o tráfico. Outros moradores criticam o que chamam de violência gratuita da polícia e encaminharam um abaixo-assinado com cerca de 50 nomes no início deste ano à Câmara Municipal. O documento pedia providências e foi entregue à prefeita Gislaine Montanari Franzotti (PMDB). Ela não foi localizada para comentar o assunto.
As denúncias foram feitas à Ouvidoria, por telefone e e-mail, no período entre 16 de dezembro de 2009 e 17 de fevereiro deste ano. As vítimas dos policiais e guardas são dois irmãos que afirmam ter apanhado, a mãe deles, uma testemunha que diz ter visto a agressão, a mulher de um ex-detento que reclama da casa invadida e um catador de material reciclável que alega ter sido torturado num canavial.
O G1 teve acesso às reclamações e conversou com quatro das seis vítimas identificadas no documento. Uma delas falou com a reportagem por telefone, as outras três aceitaram gravar entrevista com vídeo, mas por questão de segurança pediram para não terem suas imagens ou nomes divulgados.
Radialista foge da cidade
Mãe de radialista afirma que pessoas têm medo
de denunciar policiais e guardas (Foto: Tiago
Marconi/G1)
Um radialista de 36 anos afirmou por telefone ao G1 que abandonou Potirendaba e foi morar na capital do estado após ter sido agredido, detido injustamente com o irmão, um ciclista de 38 anos, e ficado preso com ele por um mês sob a acusação de tráfico.
“Ficamos no Centro de Detenção Provisória de São José [do Rio Preto] porque os policiais plantaram droga no meu carro. Tudo começou no dia 24 de outubro [de 2009]. Eu vi que policiais militares deram um cavalo de pau e atropelaram meu irmão, que estava de bicicleta. Depois, eles deram uma gravata nele e falaram para ele não passar por uma estradinha porque já era noite e ele devia estar em casa. Perguntei qual o motivo daquela agressão e os policiais partiram para cima de mim também. Me agarraram no pescoço, me bateram e desmaiei. Algumas testemunhas viram tudo. Depois fui levado à delegacia algemado e acabei preso sob a acusação de traficar drogas. Eu não fumo nem cigarro, nunca tive passagem pela polícia e a PM forjou 25 cápsulas de cocaína no meu carro. Depois fomos soltos”, relata o radialista, que responde ao processo de tráfico contra ele em liberdade.
A mãe do radialista, de 55 anos, recebeu a reportagem no local onde trabalha. Emocionada, chegou a chorar ao lembrar do momento em que viu os dois filhos presos no carro da polícia.
“Esses policiais do Bando do Topete são terroristas, arruaceiros. Eles ficam fazendo arruaça e fazendo terror na cidade. Eles abordam pessoas que não têm nada a ver. Eles seguem pessoas com o farol das viaturas apagado. Jogam a viatura em cima das pessoas. Eles querem fazer 'marvadeza', ganhar nome, subir de cargo. Faz 18 anos que moro aqui e meus filhos apanharam deles. Ficaram presos 30 dias. O mais velho estava morando numa chácara. Estavam seguindo com farol apagado. Derrubaram ele da bicicleta. Tem mais gente que está apanhando, mas muita gente tem medo denunciar”, disse a mulher.
Testemunha coagida
Potirendaba fica a 443 km de São Paulo (Foto:
Tiago Marconi/G1)
O servente de pedreiro de 22 anos já foi detido por desacatar um guarda civil municipal em 2008. Depois disso, afirmou ao G1 que viu policiais militares baterem em crianças numa praça de um bairro de Potirendaba. No dia 17 de fevereiro deste ano, ele afirmou que teve a casa invadida pela PM. Armados e usando gás pimenta, os policiais o agrediram e pediram para ele mudar o depoimento que daria na Corregedoria da PM.
“Os policiais viviam aqui no bairro agredindo todo mundo. Aí o radialista filmou a agressão contra a molecada. Eu vi e me coloquei como testemunha. Os policiais invadiram minha casa, disseram para eu mudar o depoimento senão matariam eu e minha família. Eu disse que não mudaria o depoimento e apanhei”, afirmou o servente, que ainda foi preso. “Os policiais me acusaram de agressão, ameaça e resistência à prisão.”
De acordo com o servente, ele não conseguiu registrar boletim de ocorrência na delegacia contra os policiais. “Me disseram que as vítimas eram eles [os policiais], e não eu.”
Dona de casa tem imóvel invadido
A dona de casa afirma que as invasões aos imóveis do bairro Buracão são rotina. Ela disse à reportagem que a PM entra sem qualquer mandado judicial nas casas.
“O Bando do Topete chega sem dó nem piedade. Bate o pé na porta da gente toda vez que alguém é roubado no centro da cidade. Acham que somos nós, só porque somos pobres. No meu caso é pior porque fico marcada por ser casada com um ex-detento. Ele trabalha hoje e já pagou o crime que fez na cadeia”, disse a jovem de 21 anos.
Parte da opinião pública do município está dividida: há quem apoie uma ação mais truculenta dos agentes de segurança. Procurados, os policiais militares negaram as acusações.
“Tem que apanhar mesmo”, disse a dona de casa Marli Ribeiro, 44. O sitiante Valter Manoel Pereira, 62, aprova a ação da polícia em Potirendaba.
Providências
O ouvidor das polícias, Gonzaga Dantas, informou que nenhum agente de segurança tem o direito de agredir suspeitos. “Todas as denúncias que chegarem serão encaminhadas aos órgãos competentes e vamos cobrar providências”, disse.
“Inicialmente pedi para apurar abuso de autoridade que pode estar ligado à suposta tortura, furto e direção perigosa”, disse o promotor Rodrigo Vendramine. “A população precisa de uma respostas porque mexeram nos maiores temores. Não posso confiar em quem devia confiar.”
O sargento Nilton Garcia de Oliveira, comandante da PM em Potirendaba, afirmou que as denúncias foram feitas por traficantes e negou as acusações.
“Quando eu pego um produto ilícito dentro da sua casa eu não preciso de mandado. Abordar pessoas na rua não pede mandado. Se eu entender que você está num local errado, na hora errada e seu comportamento for suspeito, eu vou te abordar. Isso é legal. É só pegar o Código de Processo Penal e ler. Independente de mandado. Eu conheço a Constituição, graças a Deus, eu sei quando eu posso e quando eu não posso entrar. Agora, se eu entrar na sua casa sem mandado e eu sair de lá com 1 kg de maconha ou não sei o quê, você está preso, meu amigo. Eu não preciso de mandado. Vai ser autuado, com certeza. Mas se eu entrar na sua casa, por livre e espontânea vontade, e não encontrar nada de ilícito, opa, aí eu cometi abuso. Nossa consciência está tranqüila. Não existe isso. Não há abuso nenhum, certo? Em nenhum momento. Nossas ações são legais. Eu sou formado em direito. Eu tenho 22 anos de policial. Então eu sei me conduzir e sei conduzir o trabalho da polícia”, afirmou o policial.
Procurada, a assessoria de imprensa da Polícia Militar condena incursões da PM em quaisquer residências sem mandado judicial, mesmo em casos de denúncias. A exceção à regra se faz em duas situações: quando houver flagrante de crime ou para prestar socorro a alguém.
Recentemente, a prefeitura comprou dos Estados Unidos 11 pistolas de choque não letais para serem usadas pela Guarda Municipal, o que assustou ainda mais as vítimas da gangue. De acordo com a Coordenadoria de Segurança do município, a arma “age diretamente sobre o sistema nervoso central, paralisando a pessoa por alguns segundos até que o guarda consiga imobilizá-la”.
saiba mais
Ex-PM acusao de fazer parte de grupo de extermínio admite 8 assassinatos
Polícia investiga grupo de extermínio
Entre os alvos dos “topetudos” estão moradores, trabalhadores rurais que vivem do cultivo e coleta da cana-de-açúcar, milho e café, além de pessoas suspeitas por tráfico de drogas ou que já tiveram passagens pela polícia. Todos temem que o aparelho, entregue oficialmente no dia 21 de março, seja usado de modo indiscriminado pelos guardas. Dos 16 homens treinados para utilizar a pistola, três são investigados por suspeita de tortura.
No dia 3 de março, o promotor Rodrigo Vendramine já havia pedido a instauração de inquérito policial na Delegacia Seccional da região de São José do Rio Preto para investigar irregularidades cometidas por agentes da força de segurança em Potirendaba. O procedimento foi aberto a partir de dez denúncias feitas à Ouvidoria das polícias e ao G1.
As corregedorias das polícias Militar e Civil também apuram o caso, mas no âmbito administrativo, porque os 13 suspeitos são funcionários públicos. A prefeitura informou que vai apurar as denúncias contra a Guarda Municipal. O comando da Polícia Militar em Potirendaba negou as acusações. O delegado da cidade e o responsável pela guarda não foram localizados para comentar o assunto.
Base da Polícia Militar em Potirendaba: policiais
são suspeitos de agredir pessoas
(Foto: Tiago Marconi/G1)
A reportagem esteve em Potirendaba e constatou que os seis policiais militares, quatro policiais civis e os guardas-civis municipais citados nas denúncias como suspeitos de cometer excessos durante as abordagens continuam a trabalhar nas ruas. Questionada, parte da população confirmou as denúncias de agressões.
Alguns cidadãos ainda elogiaram a ação policial na cidade ao justificar que a truculência reduzia o tráfico. Outros moradores criticam o que chamam de violência gratuita da polícia e encaminharam um abaixo-assinado com cerca de 50 nomes no início deste ano à Câmara Municipal. O documento pedia providências e foi entregue à prefeita Gislaine Montanari Franzotti (PMDB). Ela não foi localizada para comentar o assunto.
As denúncias foram feitas à Ouvidoria, por telefone e e-mail, no período entre 16 de dezembro de 2009 e 17 de fevereiro deste ano. As vítimas dos policiais e guardas são dois irmãos que afirmam ter apanhado, a mãe deles, uma testemunha que diz ter visto a agressão, a mulher de um ex-detento que reclama da casa invadida e um catador de material reciclável que alega ter sido torturado num canavial.
O G1 teve acesso às reclamações e conversou com quatro das seis vítimas identificadas no documento. Uma delas falou com a reportagem por telefone, as outras três aceitaram gravar entrevista com vídeo, mas por questão de segurança pediram para não terem suas imagens ou nomes divulgados.
Radialista foge da cidade
Mãe de radialista afirma que pessoas têm medo
de denunciar policiais e guardas (Foto: Tiago
Marconi/G1)
Um radialista de 36 anos afirmou por telefone ao G1 que abandonou Potirendaba e foi morar na capital do estado após ter sido agredido, detido injustamente com o irmão, um ciclista de 38 anos, e ficado preso com ele por um mês sob a acusação de tráfico.
“Ficamos no Centro de Detenção Provisória de São José [do Rio Preto] porque os policiais plantaram droga no meu carro. Tudo começou no dia 24 de outubro [de 2009]. Eu vi que policiais militares deram um cavalo de pau e atropelaram meu irmão, que estava de bicicleta. Depois, eles deram uma gravata nele e falaram para ele não passar por uma estradinha porque já era noite e ele devia estar em casa. Perguntei qual o motivo daquela agressão e os policiais partiram para cima de mim também. Me agarraram no pescoço, me bateram e desmaiei. Algumas testemunhas viram tudo. Depois fui levado à delegacia algemado e acabei preso sob a acusação de traficar drogas. Eu não fumo nem cigarro, nunca tive passagem pela polícia e a PM forjou 25 cápsulas de cocaína no meu carro. Depois fomos soltos”, relata o radialista, que responde ao processo de tráfico contra ele em liberdade.
A mãe do radialista, de 55 anos, recebeu a reportagem no local onde trabalha. Emocionada, chegou a chorar ao lembrar do momento em que viu os dois filhos presos no carro da polícia.
“Esses policiais do Bando do Topete são terroristas, arruaceiros. Eles ficam fazendo arruaça e fazendo terror na cidade. Eles abordam pessoas que não têm nada a ver. Eles seguem pessoas com o farol das viaturas apagado. Jogam a viatura em cima das pessoas. Eles querem fazer 'marvadeza', ganhar nome, subir de cargo. Faz 18 anos que moro aqui e meus filhos apanharam deles. Ficaram presos 30 dias. O mais velho estava morando numa chácara. Estavam seguindo com farol apagado. Derrubaram ele da bicicleta. Tem mais gente que está apanhando, mas muita gente tem medo denunciar”, disse a mulher.
Testemunha coagida
Potirendaba fica a 443 km de São Paulo (Foto:
Tiago Marconi/G1)
O servente de pedreiro de 22 anos já foi detido por desacatar um guarda civil municipal em 2008. Depois disso, afirmou ao G1 que viu policiais militares baterem em crianças numa praça de um bairro de Potirendaba. No dia 17 de fevereiro deste ano, ele afirmou que teve a casa invadida pela PM. Armados e usando gás pimenta, os policiais o agrediram e pediram para ele mudar o depoimento que daria na Corregedoria da PM.
“Os policiais viviam aqui no bairro agredindo todo mundo. Aí o radialista filmou a agressão contra a molecada. Eu vi e me coloquei como testemunha. Os policiais invadiram minha casa, disseram para eu mudar o depoimento senão matariam eu e minha família. Eu disse que não mudaria o depoimento e apanhei”, afirmou o servente, que ainda foi preso. “Os policiais me acusaram de agressão, ameaça e resistência à prisão.”
De acordo com o servente, ele não conseguiu registrar boletim de ocorrência na delegacia contra os policiais. “Me disseram que as vítimas eram eles [os policiais], e não eu.”
Dona de casa tem imóvel invadido
A dona de casa afirma que as invasões aos imóveis do bairro Buracão são rotina. Ela disse à reportagem que a PM entra sem qualquer mandado judicial nas casas.
“O Bando do Topete chega sem dó nem piedade. Bate o pé na porta da gente toda vez que alguém é roubado no centro da cidade. Acham que somos nós, só porque somos pobres. No meu caso é pior porque fico marcada por ser casada com um ex-detento. Ele trabalha hoje e já pagou o crime que fez na cadeia”, disse a jovem de 21 anos.
Parte da opinião pública do município está dividida: há quem apoie uma ação mais truculenta dos agentes de segurança. Procurados, os policiais militares negaram as acusações.
“Tem que apanhar mesmo”, disse a dona de casa Marli Ribeiro, 44. O sitiante Valter Manoel Pereira, 62, aprova a ação da polícia em Potirendaba.
Providências
O ouvidor das polícias, Gonzaga Dantas, informou que nenhum agente de segurança tem o direito de agredir suspeitos. “Todas as denúncias que chegarem serão encaminhadas aos órgãos competentes e vamos cobrar providências”, disse.
“Inicialmente pedi para apurar abuso de autoridade que pode estar ligado à suposta tortura, furto e direção perigosa”, disse o promotor Rodrigo Vendramine. “A população precisa de uma respostas porque mexeram nos maiores temores. Não posso confiar em quem devia confiar.”
O sargento Nilton Garcia de Oliveira, comandante da PM em Potirendaba, afirmou que as denúncias foram feitas por traficantes e negou as acusações.
“Quando eu pego um produto ilícito dentro da sua casa eu não preciso de mandado. Abordar pessoas na rua não pede mandado. Se eu entender que você está num local errado, na hora errada e seu comportamento for suspeito, eu vou te abordar. Isso é legal. É só pegar o Código de Processo Penal e ler. Independente de mandado. Eu conheço a Constituição, graças a Deus, eu sei quando eu posso e quando eu não posso entrar. Agora, se eu entrar na sua casa sem mandado e eu sair de lá com 1 kg de maconha ou não sei o quê, você está preso, meu amigo. Eu não preciso de mandado. Vai ser autuado, com certeza. Mas se eu entrar na sua casa, por livre e espontânea vontade, e não encontrar nada de ilícito, opa, aí eu cometi abuso. Nossa consciência está tranqüila. Não existe isso. Não há abuso nenhum, certo? Em nenhum momento. Nossas ações são legais. Eu sou formado em direito. Eu tenho 22 anos de policial. Então eu sei me conduzir e sei conduzir o trabalho da polícia”, afirmou o policial.
Procurada, a assessoria de imprensa da Polícia Militar condena incursões da PM em quaisquer residências sem mandado judicial, mesmo em casos de denúncias. A exceção à regra se faz em duas situações: quando houver flagrante de crime ou para prestar socorro a alguém.
Aprovação a Lula cai 3 pontos, mas ainda é recorde
A aprovação a Lula caiu três pontos percentuais nas últimas três semanas, mas o presidente continua a registrar nível de aceitação recorde, mostrou pesquisa Datafolha divulgada neste sábado. Segundo a sondagem, realizada nos dias 15 e 16 de abril, 73% consideram o governo Lula bom ou ótimo. No final de março, essa taxa estava em 76%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.
Serra mantém dianteira sobre Dilma, aponta Datafolha
Ainda de acordo com a pesquisa, 22% consideram que Lula faz um governo regular - contra 20% na sondagem anterior - e 5% avaliam o governo do petista como ruim ou péssimo - ante 4% em março.
Lula foi o único presidente eleito pelo voto direto depois da redemocratização do País a superar a marca de 70% de aprovação, segundo o Datafolha.
Serra mantém dianteira sobre Dilma, aponta Datafolha
Ainda de acordo com a pesquisa, 22% consideram que Lula faz um governo regular - contra 20% na sondagem anterior - e 5% avaliam o governo do petista como ruim ou péssimo - ante 4% em março.
Lula foi o único presidente eleito pelo voto direto depois da redemocratização do País a superar a marca de 70% de aprovação, segundo o Datafolha.
sábado, 17 de abril de 2010
Câmara Legislativa elege novo governador do DF neste sábado (17)
Depois de uma semana de negociações na Câmara Legislativa, o atual governador interino do Distrito Federal, Wilson Lima (PR), e o candidato do PMDB, Rogério Rosso (PMDB), são apontados pelo deputados como favoritos na disputa das eleições indiretas, que neste sábado (17) definem quem governará o DF até 31 de dezembro. O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Legislativa, deputado Paulo Tadeu, confirma a polarização que tomou conta dos bastidores da Casa.
saiba mais
PV sai da disputa e deixa eleição indireta no DF com seis candidatos
Juiz rejeita ação sobre afastamento de deputados das eleições do DF
Partidos divulgam sugestões ao próximo governador do DF
Segundo ele, um grupo que seria ligado ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC) teria feito campanha para eleger Wilson Lima, enquanto outras lideranças teriam ser unido num bloco de oposição a ele. “O PT vem se contrapondo a esses dois modelos de gestão que representam Roriz e Arruda. São dois modelos de política que geraram uma das maiores crise do DF”, afirmou Tadeu.
O novo governador será eleito pelos deputados distritais, por meio de voto aberto. Para vencer a disputa é necessário obter 13 dos 24 votos, o que abre chances para o segundo turno. O presidente interino da Câmara Legislativa, deputado Cabo Patrício (PT) garantiu que não há possibilidade de que as regras da disputa sejam modificadas na última hora. “A única mudança que pode acontecer é a retirada de alguma candidatura até a hora da votação”, afirmou.
Disputam o governo do DF seis chapas, encabeçadas pelos seguintes candidatos: Antônio Ibañez (PT), Rogério Rosso (PMDB), Aguinaldo de Jesus (PRB), Luiz Filipe Coelho (PTB), Messias de Souza (PCdoB) e o atual governador em exercício, Wilson Lima (PR).
Apostas
O Partido dos Trabalhadores (PT) também aposta que se todas as candidaturas se mantiverem haja chance de seu candidato, Antônio Ibañez, ir para o segundo turno, mas já está preparado para que isso não ocorra. “A executiva regional vai se reunir amanhã [sábado (17)] à tarde com parlamentares para deliberar uma posição, caso não se confirme a ida para o segundo turno. A gente não pode sair dessa eleição elegendo uma continuidade da crise”, disse Paulo Tadeu.
O deputado Reguffe (PDT) garantiu apoio ao PT nas eleições indiretas, depois que o candidato petista assumiu os compromissos , como a publicação das despesas públicas na internet. “Cheguei a pensar em me abster nos dois turnos. Outros candidatos têm ligações com dois governo anteriores e minha decisão é tentar construir um caminho para o saneamento geral do DF”, afirmou Reguffe. Coligações entre chapas são proibidas nas eleições indiretas e antes da votação todos os candidatos terão 30 minutos para discursar no plenário da Câmara e defender suas propostas de governo.
O presidente regional do PRB, Roberto Wagner, também afirmou que faz parte de um grupo de nove partidos que não apóiam a candidatura do atual governador interino. “Temos um objetivo para as eleições de outubro, que não é o mesmo de Wilson Lima. Apesar de ter candidatos diferentes no primeiro turno, esse grupo vai marchar com um candidato único no segundo turno, que não é Wilson Lima”, disse Wagner.
Apesar da polarização, ainda há deputados indecisos, como Raad Massouh (DEM), que não escolheu entre os candidatos que, segundo ele, teriam mais condições de chegar ao segundo turno: Wilson Lima e Rogério Rosso. “Para mim, vai valer muito do discurso de cada um. Não tenho definição e estou mais para votar no Lima, mas também não descarto abstenção”, disse Massouh.
Crise política
O Distrito Federal enfrenta uma crise política desde que a Polícia Federal deflagrou, em novembro de 2009, a Operação Caixa de Pandora. A PF investiga um suposto esquema de propina no governo distrital, envolvendo o primeiro escalão do Executivo local. As denúncias levaram à prisão e afastamento do então governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) por tentativa de suborno de uma testemunha do caso em fevereiro.
Dias depois, o vice-governador Paulo Octávio (sem partido, ex-DEM) renunciou ao cargo, assumindo interinamente o então presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima. Durante a prisão, Arruda teve o mandato cassado pelo TRE-DF por infidelidade partidária, deixando vago o cargo. Ele foi solto pelo Superior Tribunal de Justiça nesta segunda-feira (12), após dois meses preso.
saiba mais
PV sai da disputa e deixa eleição indireta no DF com seis candidatos
Juiz rejeita ação sobre afastamento de deputados das eleições do DF
Partidos divulgam sugestões ao próximo governador do DF
Segundo ele, um grupo que seria ligado ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC) teria feito campanha para eleger Wilson Lima, enquanto outras lideranças teriam ser unido num bloco de oposição a ele. “O PT vem se contrapondo a esses dois modelos de gestão que representam Roriz e Arruda. São dois modelos de política que geraram uma das maiores crise do DF”, afirmou Tadeu.
O novo governador será eleito pelos deputados distritais, por meio de voto aberto. Para vencer a disputa é necessário obter 13 dos 24 votos, o que abre chances para o segundo turno. O presidente interino da Câmara Legislativa, deputado Cabo Patrício (PT) garantiu que não há possibilidade de que as regras da disputa sejam modificadas na última hora. “A única mudança que pode acontecer é a retirada de alguma candidatura até a hora da votação”, afirmou.
Disputam o governo do DF seis chapas, encabeçadas pelos seguintes candidatos: Antônio Ibañez (PT), Rogério Rosso (PMDB), Aguinaldo de Jesus (PRB), Luiz Filipe Coelho (PTB), Messias de Souza (PCdoB) e o atual governador em exercício, Wilson Lima (PR).
Apostas
O Partido dos Trabalhadores (PT) também aposta que se todas as candidaturas se mantiverem haja chance de seu candidato, Antônio Ibañez, ir para o segundo turno, mas já está preparado para que isso não ocorra. “A executiva regional vai se reunir amanhã [sábado (17)] à tarde com parlamentares para deliberar uma posição, caso não se confirme a ida para o segundo turno. A gente não pode sair dessa eleição elegendo uma continuidade da crise”, disse Paulo Tadeu.
O deputado Reguffe (PDT) garantiu apoio ao PT nas eleições indiretas, depois que o candidato petista assumiu os compromissos , como a publicação das despesas públicas na internet. “Cheguei a pensar em me abster nos dois turnos. Outros candidatos têm ligações com dois governo anteriores e minha decisão é tentar construir um caminho para o saneamento geral do DF”, afirmou Reguffe. Coligações entre chapas são proibidas nas eleições indiretas e antes da votação todos os candidatos terão 30 minutos para discursar no plenário da Câmara e defender suas propostas de governo.
O presidente regional do PRB, Roberto Wagner, também afirmou que faz parte de um grupo de nove partidos que não apóiam a candidatura do atual governador interino. “Temos um objetivo para as eleições de outubro, que não é o mesmo de Wilson Lima. Apesar de ter candidatos diferentes no primeiro turno, esse grupo vai marchar com um candidato único no segundo turno, que não é Wilson Lima”, disse Wagner.
Apesar da polarização, ainda há deputados indecisos, como Raad Massouh (DEM), que não escolheu entre os candidatos que, segundo ele, teriam mais condições de chegar ao segundo turno: Wilson Lima e Rogério Rosso. “Para mim, vai valer muito do discurso de cada um. Não tenho definição e estou mais para votar no Lima, mas também não descarto abstenção”, disse Massouh.
Crise política
O Distrito Federal enfrenta uma crise política desde que a Polícia Federal deflagrou, em novembro de 2009, a Operação Caixa de Pandora. A PF investiga um suposto esquema de propina no governo distrital, envolvendo o primeiro escalão do Executivo local. As denúncias levaram à prisão e afastamento do então governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) por tentativa de suborno de uma testemunha do caso em fevereiro.
Dias depois, o vice-governador Paulo Octávio (sem partido, ex-DEM) renunciou ao cargo, assumindo interinamente o então presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima. Durante a prisão, Arruda teve o mandato cassado pelo TRE-DF por infidelidade partidária, deixando vago o cargo. Ele foi solto pelo Superior Tribunal de Justiça nesta segunda-feira (12), após dois meses preso.
Pesquisa Datafolha aponta Serra com 38% e Dilma com 28%
O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tem 38% das intenções de votos na corrida presidencial, segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 15 e 16 de abril, publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo” neste sábado (17). De acordo com o levantamento, o tucano tem 10 pontos percentuais de vantagem sobre a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Roussef, com 28%.
No fim de março, Serra e Dilma tinham, respectivamente, 36% e 27%, segundo o mesmo instituto de pesquisa. Levando-se em consideração a margem de erro de dois pontos percentuais (para mais ou para menos), o quadro não mostra alteração significativa.
Marina Silva (PV) teve 10% das intenções de votos. Ciro Gomes (PSB) soma 9%.
De acordo com o Datafolha, 7% dos entrevistados disseram que vão votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, e 8% ainda não sabem em quem votar.
No fim de março, Serra e Dilma tinham, respectivamente, 36% e 27%, segundo o mesmo instituto de pesquisa. Levando-se em consideração a margem de erro de dois pontos percentuais (para mais ou para menos), o quadro não mostra alteração significativa.
Marina Silva (PV) teve 10% das intenções de votos. Ciro Gomes (PSB) soma 9%.
De acordo com o Datafolha, 7% dos entrevistados disseram que vão votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, e 8% ainda não sabem em quem votar.
Em nota, Polícia Federal "nega" omissão do Rio no combate ao jogo do bicho
Após registrar imagens contendo flagrantes do funcionamento do jogo do bicho nas proximidades de delegacias e batalhões da Polícia Militar no Rio de Janeiro, órgãos vinculados à Secretaria Pública do Estado, a Polícia Federal divulgou nota, nesta sexta-feira, para afirmar que não promove uma “guerra contra cidadãos ou instituições”.
Policiais podem ser expulsos por envolvimento com caça-níqueis
Segundo noticiou os jornais “O Globo” e Extra”, que tiveram acesso a parte das filmagens e ao dossiê elaborado pelos agentes federais, o relatório continha duras críticas à suposta omissão da Secretaria de Segurança Pública do Estado.
Na tarde desta sexta-feira, a PF se apressou em divulgar a nota, afirmando que conta com o “apoio” da secretaria. “Na repressão à prática de jogo clandestino associada a outras modalidades criminosas sempre que se depara com a participação de policiais civis ou militares, como no caso da recente operação ‘Alvará’, [a Polícia Federal] tem contado com o apoio da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, com quem mantém relações de respeito, profissionalismo e cordialidade”, informou a nota.
O fragrante registrado pela PF deu origem a um relatório que foi encaminhado ao procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, que não investigou o caso.
Em nota divulgada no mesmo dia, o Ministério Público do Rio informou que o documento foi encaminhado para a coordenação da 1ª Central de Inquéritos, que requisitou, em 10 de fevereiro de 2010, a instauração de inquérito policial junto à Corregedoria de Polícia Civil para apurar possível omissão de agentes da corporação no combate à contravenção penal.
Segundo a nota, cópias da portaria foram remetidas ao secretário de Estado de Segurança Pública e ao Chefe de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
O caso, diz a Promotoria, é investigado pelo delegado da Polícia Civil Juber Baesso.
Policiais podem ser expulsos por envolvimento com caça-níqueis
Segundo noticiou os jornais “O Globo” e Extra”, que tiveram acesso a parte das filmagens e ao dossiê elaborado pelos agentes federais, o relatório continha duras críticas à suposta omissão da Secretaria de Segurança Pública do Estado.
Na tarde desta sexta-feira, a PF se apressou em divulgar a nota, afirmando que conta com o “apoio” da secretaria. “Na repressão à prática de jogo clandestino associada a outras modalidades criminosas sempre que se depara com a participação de policiais civis ou militares, como no caso da recente operação ‘Alvará’, [a Polícia Federal] tem contado com o apoio da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, com quem mantém relações de respeito, profissionalismo e cordialidade”, informou a nota.
O fragrante registrado pela PF deu origem a um relatório que foi encaminhado ao procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, que não investigou o caso.
Em nota divulgada no mesmo dia, o Ministério Público do Rio informou que o documento foi encaminhado para a coordenação da 1ª Central de Inquéritos, que requisitou, em 10 de fevereiro de 2010, a instauração de inquérito policial junto à Corregedoria de Polícia Civil para apurar possível omissão de agentes da corporação no combate à contravenção penal.
Segundo a nota, cópias da portaria foram remetidas ao secretário de Estado de Segurança Pública e ao Chefe de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
O caso, diz a Promotoria, é investigado pelo delegado da Polícia Civil Juber Baesso.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Com Goldman Sachs, Bovespa segue exterior e cai
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em baixa nesta sexta-feira, afetada por um escândalo envolvendo o Goldman Sachs, que azedou o humor dos investidores e provocou a quedas de outras bolsas no mundo. A instituição financeira está sendo acusada pelo governo americano de enganar os investidores em seus relatórios sobre títulos vendidos associados com papéis de hipotecas subprime, enquanto o mercado imobiliário estava instável.
Veja também:
Goldman Sachs diz que acusação da SEC é infundada
A Securities and Exchange Commission (SEC, comissão de valores mobiliários dos EUA) fez acusações de fraude civil contra o Goldman Sachs e um dos vice-presidentes da instituição. A agência alega que a companhia vendeu títulos complexos de hipotecas subprime e falhou na apresentação aos investidores quanto ao fato de que um grande fundo de hedge apostou contra os títulos. A notícia consolidou a queda das bolsas americanas. O Ibovespa foi no mesmo caminho e acentuou as perdas, se aproximando dos 69 mil pontos.
Foto: Getty ImagesAmpliar
Bolsa cai nesta sexta-feira; dólar estável
O índice Bovespa (Ibovespa) encerrou em queda de 1,56%, aos 69.421 pontos, perdendo o patamar de 70 mil pontos. A queda na semana foi de 2,79%.
"Com a curva dos DIs abrindo, os investidores vendem bolsa para cobrir perdas no mercado de juros futuros", acrescenta um operador. Além dos problemas com o Goldman Sachs, há uma correlação da Bovespa com os juros futuros, que começou a ganhar força ontem à tarde e é apontada como uma das razões para a Bovespa ter fechado em baixa de 0,72%, na contramão de Nova York.
O mercado teme que as previsões de altas mais elevadas da taxa básica de juros, para fazer frente ao crescimento acelerado da economia e conter pressões de preços, se concretizem, o que tiraria a atratividade do mercado de ações. Nos últimos dias, muitos economistas passaram a prever alta maior do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano, acima de 7%.
E, para completar, as commodities não têm ajudado muito, sem contar o receio de aperto monetário na China que poderia inibir o apetite por commodities. Os metais registram leve alta em Londres esta manhã, com destaque para o níquel, que testava novas máximas em 23 meses, de US$ 27.544 por tonelada.
As bolsas norte-americanas operam em baixa (Dow Jones -1,13% e Nasdaq -1,37%), pressionadas também pela ações de empresas de tecnologia, expressando a decepção dos investidores com os balanço do Google e da AMD. A queda das ações das companhias aéreas, últimas castigadas pelo caos provocado pelas cinzas do vulcão islandês, também puxam uma realização de lucros em Nova York.
Os balanços da General Eletric e do Bank of America apresentaram resultados positivos, mas não foram o bastante para reverter a baixa em NY.
Do lado corporativo, os investidores aguardam os desdobramentos do conflito envolvendo a fusão entre a Casas Bahia e o Grupo Pão de Açúcar. Termina hoje a trégua acertada entre os empresários Samuel e Michael Klein e Abílio Diniz. Hoje, as ações da Mills estreiam na Bovespa.
Europa
Os principais mercados de ações da Europa fecharam em baixa acentuada com as ações dos bancos afetadas pelo inesperado anúncio, já perto do fim das sessões europeias, de que a Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão norte-americana que lida com valores mobiliários) acusa o Goldman Sachs de fraude. "Justo quando o horizonte parecia estar clareando e os mercados de ações tomavam um caminho de alta, explode essa bomba", lamentou Angus Campbell, da Capital Spreads. "Ainda é cedo demais para dizer que chegamos ao topo do mercado de ações, mas pelas próximas semanas será difícil agarrar-se aos ganhos."
Ásia
As bolsas da Ásia registraram perdas nesta sexta-feira, dia em que os investidores analisaram a pesquisa divulgada ontem sobre os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos, que somaram 484 mil na semana terminada no dia 10 deste mês, um incremento de 24 mil contra os 460 mil de uma semana antes.
Dólar
Em um dia movimentado para os mercados, de queda das bolsas e das commodities, o dólar voltou a ser uma opção para os investidores. A moeda americana ganhou força não apenas contra o real, mas também em relação ao euro e à libra. Dados preliminares indicam que, com mínima de R$ 1,747 e máxima de R$ 1,768, o dólar comercial subiu pelo segundo dia, ao avançar 0,57%, cotado a R$ 1,760 na compra e a R$ 1,762 na venda. Na semana, que contou com três baixas e duas altas, a divisa americana recuou 0,62% e, no mês, já perdeu 1,07%. No ano, entretanto, o dólar segue valorizado em 1,09%.
Veja também:
Goldman Sachs diz que acusação da SEC é infundada
A Securities and Exchange Commission (SEC, comissão de valores mobiliários dos EUA) fez acusações de fraude civil contra o Goldman Sachs e um dos vice-presidentes da instituição. A agência alega que a companhia vendeu títulos complexos de hipotecas subprime e falhou na apresentação aos investidores quanto ao fato de que um grande fundo de hedge apostou contra os títulos. A notícia consolidou a queda das bolsas americanas. O Ibovespa foi no mesmo caminho e acentuou as perdas, se aproximando dos 69 mil pontos.
Foto: Getty ImagesAmpliar
Bolsa cai nesta sexta-feira; dólar estável
O índice Bovespa (Ibovespa) encerrou em queda de 1,56%, aos 69.421 pontos, perdendo o patamar de 70 mil pontos. A queda na semana foi de 2,79%.
"Com a curva dos DIs abrindo, os investidores vendem bolsa para cobrir perdas no mercado de juros futuros", acrescenta um operador. Além dos problemas com o Goldman Sachs, há uma correlação da Bovespa com os juros futuros, que começou a ganhar força ontem à tarde e é apontada como uma das razões para a Bovespa ter fechado em baixa de 0,72%, na contramão de Nova York.
O mercado teme que as previsões de altas mais elevadas da taxa básica de juros, para fazer frente ao crescimento acelerado da economia e conter pressões de preços, se concretizem, o que tiraria a atratividade do mercado de ações. Nos últimos dias, muitos economistas passaram a prever alta maior do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano, acima de 7%.
E, para completar, as commodities não têm ajudado muito, sem contar o receio de aperto monetário na China que poderia inibir o apetite por commodities. Os metais registram leve alta em Londres esta manhã, com destaque para o níquel, que testava novas máximas em 23 meses, de US$ 27.544 por tonelada.
As bolsas norte-americanas operam em baixa (Dow Jones -1,13% e Nasdaq -1,37%), pressionadas também pela ações de empresas de tecnologia, expressando a decepção dos investidores com os balanço do Google e da AMD. A queda das ações das companhias aéreas, últimas castigadas pelo caos provocado pelas cinzas do vulcão islandês, também puxam uma realização de lucros em Nova York.
Os balanços da General Eletric e do Bank of America apresentaram resultados positivos, mas não foram o bastante para reverter a baixa em NY.
Do lado corporativo, os investidores aguardam os desdobramentos do conflito envolvendo a fusão entre a Casas Bahia e o Grupo Pão de Açúcar. Termina hoje a trégua acertada entre os empresários Samuel e Michael Klein e Abílio Diniz. Hoje, as ações da Mills estreiam na Bovespa.
Europa
Os principais mercados de ações da Europa fecharam em baixa acentuada com as ações dos bancos afetadas pelo inesperado anúncio, já perto do fim das sessões europeias, de que a Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão norte-americana que lida com valores mobiliários) acusa o Goldman Sachs de fraude. "Justo quando o horizonte parecia estar clareando e os mercados de ações tomavam um caminho de alta, explode essa bomba", lamentou Angus Campbell, da Capital Spreads. "Ainda é cedo demais para dizer que chegamos ao topo do mercado de ações, mas pelas próximas semanas será difícil agarrar-se aos ganhos."
Ásia
As bolsas da Ásia registraram perdas nesta sexta-feira, dia em que os investidores analisaram a pesquisa divulgada ontem sobre os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos, que somaram 484 mil na semana terminada no dia 10 deste mês, um incremento de 24 mil contra os 460 mil de uma semana antes.
Dólar
Em um dia movimentado para os mercados, de queda das bolsas e das commodities, o dólar voltou a ser uma opção para os investidores. A moeda americana ganhou força não apenas contra o real, mas também em relação ao euro e à libra. Dados preliminares indicam que, com mínima de R$ 1,747 e máxima de R$ 1,768, o dólar comercial subiu pelo segundo dia, ao avançar 0,57%, cotado a R$ 1,760 na compra e a R$ 1,762 na venda. Na semana, que contou com três baixas e duas altas, a divisa americana recuou 0,62% e, no mês, já perdeu 1,07%. No ano, entretanto, o dólar segue valorizado em 1,09%.
Marina comete ato falho e diz não ter superado saída do PT
Pré-candidata à presidência pelo Partido Verde (PV), a senadora Marina Silva cometeu um ato falho durante conversa com jornalistas em sua visita à cidade de Araçatuba no interior de São Paulo. Marina disse sentir saudades de seus companheiros petistas, avaliou que sua saída da legenda foi um "processo doloroso" e não concluído e chegou a dizer "nós, do PT."
O deslize aconteceu ao responder uma pergunta sobre a possibilidade de tomar uma contraposição em relação às pré-candidaturas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). "Nós, do PT...", disse. Em seguida tentou consertar: "digo isso porque fui do PT durante 30 anos - e eu sempre brinco que estou fazendo luto - é um processo doloroso, mas ao mesmo tempo animador, por estar com os companheiros do PV".
Depois, Marina disse ainda não ter esquecido totalmente o PT, principalmente por conta dos amigos de partido. Marina esteve no partido durante cerca de 30 anos até sua saída em 19 de agosto de 2009, quando ingressou no Partido Verde.
O deslize aconteceu ao responder uma pergunta sobre a possibilidade de tomar uma contraposição em relação às pré-candidaturas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). "Nós, do PT...", disse. Em seguida tentou consertar: "digo isso porque fui do PT durante 30 anos - e eu sempre brinco que estou fazendo luto - é um processo doloroso, mas ao mesmo tempo animador, por estar com os companheiros do PV".
Depois, Marina disse ainda não ter esquecido totalmente o PT, principalmente por conta dos amigos de partido. Marina esteve no partido durante cerca de 30 anos até sua saída em 19 de agosto de 2009, quando ingressou no Partido Verde.
Dois consórcios se habilitam para participar de leilão de Belo Monte
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (16) que dois consórcios apresentaram garantias para participar do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, que acontece nesta terça-feira (20).
O primeiro consórcio, chamado Norte Energia, tem participação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), da Construtora Queiroz Galvão, da Galvão Engenharia e de outras seis empresas.
O segundo consórcio, chamado Belo Monte Energia, tem a construtora Andrade Gutierrez, a Vale, a Neoenergia, Furnas e outras duas empresas.
O primeiro consórcio, chamado Norte Energia, tem participação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), da Construtora Queiroz Galvão, da Galvão Engenharia e de outras seis empresas.
O segundo consórcio, chamado Belo Monte Energia, tem a construtora Andrade Gutierrez, a Vale, a Neoenergia, Furnas e outras duas empresas.
Mesmo com IPI, vendas de automóveis crescem 15% em abril
As vendas de automóveis e comerciais leves caminham para um novo recorde neste mês. Até quarta-feira, a alta era de 14,9% em relação aos primeiros 14 dias de março, até então o melhor mês da história do setor.
A média diária de licenciamentos em abril está acima de 13,5 mil, ante 11,9 mil do mesmo período do ano passado.
O crescimento é explicado por dois fatores: licenciamento de veículos vendidos no fim de março; e pela manutenção dos preços mesmo com a retomada do IPI.
A primeira quinzena também registrou uma mudança no ranking de vendas, com a Volkswagen reduzindo a diferença em relação à GM no acumulado do ano. A Fiat manteve a liderança.
A Fenabrave (entidade que reúne as revendas de veículos) divulga hoje os resultados da primeira quinzena.
A média diária de licenciamentos em abril está acima de 13,5 mil, ante 11,9 mil do mesmo período do ano passado.
O crescimento é explicado por dois fatores: licenciamento de veículos vendidos no fim de março; e pela manutenção dos preços mesmo com a retomada do IPI.
A primeira quinzena também registrou uma mudança no ranking de vendas, com a Volkswagen reduzindo a diferença em relação à GM no acumulado do ano. A Fiat manteve a liderança.
A Fenabrave (entidade que reúne as revendas de veículos) divulga hoje os resultados da primeira quinzena.
SuperVia confirma descarrilamento de trem na estação de Deodoro
A SuperVia, concessionária que administra o transporte de passageiros, confirma que houve um descarrilamento de trem nas imediações da estação de Deodoro, no subúrbio do Rio, por volta das 6h10 desta sexta-feira (16).
A empresa não confirma registro de feridos, mas bombeiros seguiram para o local com três ambulâncias do quartel de Guadalupe e pediram o apoio de mais três ambulâncias. O Corpo de Bombeiros confirma que há feridos, mas não informa o estado de saúde das vítimas.
As operações no ramal de Santa Cruz foram suspensas. Os outros ramais, segundo a SuperVia, operam normalmente.
O trem está tombado nos trilhos.
Alguns passageiros relatam tumulto na estação da Mangueira e na de Santa Cruz.
A empresa não confirma registro de feridos, mas bombeiros seguiram para o local com três ambulâncias do quartel de Guadalupe e pediram o apoio de mais três ambulâncias. O Corpo de Bombeiros confirma que há feridos, mas não informa o estado de saúde das vítimas.
As operações no ramal de Santa Cruz foram suspensas. Os outros ramais, segundo a SuperVia, operam normalmente.
O trem está tombado nos trilhos.
Alguns passageiros relatam tumulto na estação da Mangueira e na de Santa Cruz.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
ONU: assassinato de Benazir Bhutto poderia ter sido evitado
O assassinato da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, em dezembro de 2007, poderia ter sido evitado com medidas de segurança adequadas, concluiu uma investigação independente realizada pela ONU e divulgada nesta quinta-feira.
Segundo o informe da ONU, a polícia paquistanesa fez deliberadamente fracassar a investigação sobre a morte da política. "O fracasso da investigação foi deliberado", acusou o informe.
Os policiais, "em parte temendo o envolvimento das agências de inteligência, estavam incertos sobre como deveriam atuar, mesmo sabendo, como profissionais, o que deveriam ter feito", acrescentou.
O informe disse também que a investigação do Paquistão "perdeu a direção, foi ineficaz e sofreu com a falta de interesse em identificar e trazer todos os criminosos à justiça". Acrescenta ainda que era dever das autoridades paquistanesas promover uma "séria e confiável investigação que determinasse quem planejou, ordenou e executou esse crime hediondo... e trazer os responsáveis à justiça".
O painel destaca que a responsabilidade na segurança de Bhutto no dia de seu assassinato repousava sobre "o governo federal, o governo de Punjab e o distrito policial de Rawalpindi". "Nenhuma dessas entidades tomou as medidas necessárias para agir nas extraordinárias e urgentes situações de risco que ocorreram", acrescentou.
Bhutto, a primeira mulher a se tornar primeira-ministra de um país muçulmano, foi morta no dia 27 de dezembro de 2007 em um ataque suicida e armado quando voltava de um comício em Rawalpindi, uma cidade próxima a Islamabad. Os partidários de Bhutto lançaram dúvidas em uma investigação inicial paquistanesa sobre sua morte, questionando se ela foi morta com um tiro ou na explosão, e perguntando a mudança da cena do crime poucos minutos após a morte de Bhutto.
Segundo o informe da ONU, a polícia paquistanesa fez deliberadamente fracassar a investigação sobre a morte da política. "O fracasso da investigação foi deliberado", acusou o informe.
Os policiais, "em parte temendo o envolvimento das agências de inteligência, estavam incertos sobre como deveriam atuar, mesmo sabendo, como profissionais, o que deveriam ter feito", acrescentou.
O informe disse também que a investigação do Paquistão "perdeu a direção, foi ineficaz e sofreu com a falta de interesse em identificar e trazer todos os criminosos à justiça". Acrescenta ainda que era dever das autoridades paquistanesas promover uma "séria e confiável investigação que determinasse quem planejou, ordenou e executou esse crime hediondo... e trazer os responsáveis à justiça".
O painel destaca que a responsabilidade na segurança de Bhutto no dia de seu assassinato repousava sobre "o governo federal, o governo de Punjab e o distrito policial de Rawalpindi". "Nenhuma dessas entidades tomou as medidas necessárias para agir nas extraordinárias e urgentes situações de risco que ocorreram", acrescentou.
Bhutto, a primeira mulher a se tornar primeira-ministra de um país muçulmano, foi morta no dia 27 de dezembro de 2007 em um ataque suicida e armado quando voltava de um comício em Rawalpindi, uma cidade próxima a Islamabad. Os partidários de Bhutto lançaram dúvidas em uma investigação inicial paquistanesa sobre sua morte, questionando se ela foi morta com um tiro ou na explosão, e perguntando a mudança da cena do crime poucos minutos após a morte de Bhutto.
Proposta prevê salário mínimo de R$ 535,91 em 2011
O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, encaminhado nesta quinta-feira ao Congresso Nacional pelo governo, projeta um aumento do salário mínimo para R$ 535,91, em 2011. Como o valor atual é de R$ 510, o aumento projetado para o ano que vem é de R$ 25,91 (ou 5,08%).
Em 2012, o salário mínimo subiria para R$ 588,94 e em 2013, para R$ 649,29. As projeções do reajuste foram incluídas na LDO para o cálculo das receitas e despesas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Os parâmetros utilizados na elaboração do projeto considera uma Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 6% ao ano em 2011 a 2013 e uma expansão do PIB de 5,5% nesse período.
Em 2012, o salário mínimo subiria para R$ 588,94 e em 2013, para R$ 649,29. As projeções do reajuste foram incluídas na LDO para o cálculo das receitas e despesas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Os parâmetros utilizados na elaboração do projeto considera uma Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 6% ao ano em 2011 a 2013 e uma expansão do PIB de 5,5% nesse período.
AGU entra com recurso contra suspensão do leilão de Belo Monte
A Advocacia Geral da União (AGU) apresentou, no final da tarde desta quinta-feira (15), recurso ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região no qual contesta liminar concedida pela Justiça Federal do Pará nesta quarta-feira (14), que suspendeu o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
A liminar foi solicitada pelo Ministério Público Federal paraense, que moveu ação civil pública apontando irregularidades no empreendimento. A promotoria lembrou a falta de regulamentação do artigo 176 da Constituição e alega que seria necessária a edição de uma lei ordinária para a construção de hidrelétricas em área indígena. No recurso protocolado às 18h no TRF da 1ª Região, o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, argumenta que a obra não será construída em área indígena. “Não é porque o rio provem de área indígena que a área onde será construída a hidrelétrica é indígena”, disse Adams. “Todo rio que tem hidrelétrica, em algum momento, passa por terra indígena”, complementou.
A liminar foi concedida pelo juiz Antonio Carlos Almeida Campelo. Ela suspendeu a licença prévia emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) para a construção da hidrelétrica e também cancelou o leilão até o julgamento do mérito da ação. Pela liminar, o Ibama não deve emitir nova licença ambiental para a obra e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não deve fazer novo edital para o leilão, que estava marcado para a próxima terça-feira (20). “Essa decisão gera uma grave lesão ao projeto da usina”, avalia Adams no recurso.
O recurso da AGU foi encaminhado ao presidente do TRF da 1ª Região, Jirair Aram Meguerian. Se o magistrado analisar o caso com rapidez, Adams avalia que o governo não precisará suspender a data do leilão. Jirair não tem prazo para julgar o recurso da AGU. Adams, no entanto, espera que o caso seja avaliado com rapidez no tribunal: “O presidente do TRF conhece essa questão. Não é novo esse debate para ele.”
Histórico
A obra, uma das vitrines do governo federal, é alvo de contestações por parte de moradores locais, especialistas e entidades nacionais e internacionais. São alvos de crítica a viabilidade econômica da obra, o impacto para comunidades indígenas e a possibilidade de seca em parte do rio.
O governo, no entanto, diz que os índios não serão afetados e afirma que a obra é fundamental para garantir o abastecimento de energia elétrica nos próximos anos.
Até agora, só um consórcio estava confirmado para participar do leilão, o formado por Andrade Gutierrez, Vale, Votorantim e Neoenergia. As indústrias de áreas alheias à construção civil participam porque têm interesse em obter a energia gerada pela hidrelétrica.
As construtoras Camargo Corrêa e Odebrecht, que formariam um segundo consórcio, anunciaram no começo de abril que não participarão do leilão. Elas alegaram que "após análise detalhada do edital de licitação da concessão, assim como dos esclarecimentos posteriores fornecidos pela Aneel, as empresas não encontraram condições econômico-financeiras que permitissem sua participação na disputa".
A principal crítica das empresas se concentra no preço máximo estabelecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o preço da energia, de R$ 83 por MWh. Isso significa que vence o leilão para construir a hidrelétrica o grupo que oferecer a menor tarifa de energia.
A usina hidrelétrica de Belo Monte deve ser a terceira maior do mundo, atrás da binacional Itaipu e da chinesa Três Gargantas, e tem investimentos previstos de R$ 19 bilhões. O empreendimento tem entrada de operação prevista para 2015 (1ª fase) e 2019 (2ª fase), e terá capacidade instalada de 11 mil megawatts, com garantia física de 4.571 megawatts médios.
A liminar foi solicitada pelo Ministério Público Federal paraense, que moveu ação civil pública apontando irregularidades no empreendimento. A promotoria lembrou a falta de regulamentação do artigo 176 da Constituição e alega que seria necessária a edição de uma lei ordinária para a construção de hidrelétricas em área indígena. No recurso protocolado às 18h no TRF da 1ª Região, o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, argumenta que a obra não será construída em área indígena. “Não é porque o rio provem de área indígena que a área onde será construída a hidrelétrica é indígena”, disse Adams. “Todo rio que tem hidrelétrica, em algum momento, passa por terra indígena”, complementou.
A liminar foi concedida pelo juiz Antonio Carlos Almeida Campelo. Ela suspendeu a licença prévia emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) para a construção da hidrelétrica e também cancelou o leilão até o julgamento do mérito da ação. Pela liminar, o Ibama não deve emitir nova licença ambiental para a obra e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não deve fazer novo edital para o leilão, que estava marcado para a próxima terça-feira (20). “Essa decisão gera uma grave lesão ao projeto da usina”, avalia Adams no recurso.
O recurso da AGU foi encaminhado ao presidente do TRF da 1ª Região, Jirair Aram Meguerian. Se o magistrado analisar o caso com rapidez, Adams avalia que o governo não precisará suspender a data do leilão. Jirair não tem prazo para julgar o recurso da AGU. Adams, no entanto, espera que o caso seja avaliado com rapidez no tribunal: “O presidente do TRF conhece essa questão. Não é novo esse debate para ele.”
Histórico
A obra, uma das vitrines do governo federal, é alvo de contestações por parte de moradores locais, especialistas e entidades nacionais e internacionais. São alvos de crítica a viabilidade econômica da obra, o impacto para comunidades indígenas e a possibilidade de seca em parte do rio.
O governo, no entanto, diz que os índios não serão afetados e afirma que a obra é fundamental para garantir o abastecimento de energia elétrica nos próximos anos.
Até agora, só um consórcio estava confirmado para participar do leilão, o formado por Andrade Gutierrez, Vale, Votorantim e Neoenergia. As indústrias de áreas alheias à construção civil participam porque têm interesse em obter a energia gerada pela hidrelétrica.
As construtoras Camargo Corrêa e Odebrecht, que formariam um segundo consórcio, anunciaram no começo de abril que não participarão do leilão. Elas alegaram que "após análise detalhada do edital de licitação da concessão, assim como dos esclarecimentos posteriores fornecidos pela Aneel, as empresas não encontraram condições econômico-financeiras que permitissem sua participação na disputa".
A principal crítica das empresas se concentra no preço máximo estabelecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o preço da energia, de R$ 83 por MWh. Isso significa que vence o leilão para construir a hidrelétrica o grupo que oferecer a menor tarifa de energia.
A usina hidrelétrica de Belo Monte deve ser a terceira maior do mundo, atrás da binacional Itaipu e da chinesa Três Gargantas, e tem investimentos previstos de R$ 19 bilhões. O empreendimento tem entrada de operação prevista para 2015 (1ª fase) e 2019 (2ª fase), e terá capacidade instalada de 11 mil megawatts, com garantia física de 4.571 megawatts médios.
Vulcão fecha espaço aéreo britânico e aeroportos na Europa
Uma nuvem de cinzas vulcânicas, causada pela erupção de um vulcão na Islândia, provocou o fechamento do espaço aéreo e o cancelamento da maioria dos voos nesta quinta-feira na Grã-Bretanha.
O Serviço de Controle de Tráfego Aéreo (Nats, na sigla em inglês) anunciou que nenhum voo será autorizado a entrar ou deixar o espaço aéreo do país do meio-dia (08h00 em Brasília) até as 18h00 (14h00 em Brasília).
A British Aviation Authority (BAA) confirmou que todos os voos serão suspensos nos principais aeroportos de Londres a partir do meio-dia.
A nuvem de cinzas foi expelida na erupção de um vulcão na geleira de Eyjafjallajoekull, a 1,7 mil quilômetros de Londres, e está provocando caos no tráfego aéreo de vários países europeus.
Quase todos os aeroportos da Noruega, Dinamarca e no norte da Suécia e na Finlândia foram fechados. As restrições foram impostas devido a temores de que as cinzas pudessem entupir turbinas de aviões em pleno voo.
Segundo especialistas, as cinzas contêm pequenas partículas de rochas, vidro e areia suficientes para afetar as turbinas. Elas podem diminuir a visibilidade e danificar os controles de voo.
Houve casos no passado de partículas de nuvens como essa que pararam todas as turbinas de um mesmo avião. Em todos os casos, os pilotos conseguiram ligar o motor novamente depois de sair da nuvem.
Nuvem
Segundo informações da agência de meteorologia britânica (Met Office), a nuvem está se dirigindo ao sul e pode chegar a Londres ainda nesta quinta-feira.
O órgão de segurança aérea da Europa, o Eurocontrol, afirmou que a nuvem de cinzas chegou a 16,7 km de altura e a expectativa é de que se mova pelo norte da Europa e Escócia por volta de 13h00 desta quinta-feira, hora local.
As autoridades aconselharam os passageiros a procurarem as companhias aéreas antes de seguir para os aeroportos.
Brian Flynn, chefe assistente de operações, disse à BBC: "Enquanto ela se move em direção a Holanda e a Bélgica, vai se dissipar e perder intensidade, como qualquer fenômeno meteorológico. Mas não sabemos qual será sua extensão."
Mais ao sul, cinco voos da easyJet que sairiam do aeroporto de Stansted, em Essex, foram cancelados, junto com voos em direção ao norte partindo dos aeroportos de Southampton e Newquay.
Segundo o meteorologistas do Met Office Philip Avery, pode levar alguns dias até que a nuvem seja dissipada.
"A imagem que temos neste momento mostra a nuvem descendo até a altura das Ilhas Faroe, mas parece que o vento pode empurrá-las bem mais para baixo", disse ele.
"O Nats tem boas razões para estar cauteloso sobre isso porque em 1982 um jumbo da British Airways passou pela apavorante experiência de ter os quatro motores parados depois de voar por uma coluna de fumaça vulcânica."
Um incidente quase igual ocorreu em 15 de dezembro de 1989, quando o voo 867 da KLM, que seguia de Amsterdã para Anchorage, no Alasca, voou por uma nuvem de fumaça da erupção do Monte Redoubt, fazendo com que os quatro motores parassem.
Depois que o avião saiu da nuvem, a tripulação conseguiu reiniciar o motor e fazer um pouso seguro em Anchorage, mas o avião ficou gravemente danificado.
Um porta-voz do Nats disse que o vulcão na Islândia ainda estava em erupção na noite de quarta-feira.
O Serviço de Controle de Tráfego Aéreo (Nats, na sigla em inglês) anunciou que nenhum voo será autorizado a entrar ou deixar o espaço aéreo do país do meio-dia (08h00 em Brasília) até as 18h00 (14h00 em Brasília).
A British Aviation Authority (BAA) confirmou que todos os voos serão suspensos nos principais aeroportos de Londres a partir do meio-dia.
A nuvem de cinzas foi expelida na erupção de um vulcão na geleira de Eyjafjallajoekull, a 1,7 mil quilômetros de Londres, e está provocando caos no tráfego aéreo de vários países europeus.
Quase todos os aeroportos da Noruega, Dinamarca e no norte da Suécia e na Finlândia foram fechados. As restrições foram impostas devido a temores de que as cinzas pudessem entupir turbinas de aviões em pleno voo.
Segundo especialistas, as cinzas contêm pequenas partículas de rochas, vidro e areia suficientes para afetar as turbinas. Elas podem diminuir a visibilidade e danificar os controles de voo.
Houve casos no passado de partículas de nuvens como essa que pararam todas as turbinas de um mesmo avião. Em todos os casos, os pilotos conseguiram ligar o motor novamente depois de sair da nuvem.
Nuvem
Segundo informações da agência de meteorologia britânica (Met Office), a nuvem está se dirigindo ao sul e pode chegar a Londres ainda nesta quinta-feira.
O órgão de segurança aérea da Europa, o Eurocontrol, afirmou que a nuvem de cinzas chegou a 16,7 km de altura e a expectativa é de que se mova pelo norte da Europa e Escócia por volta de 13h00 desta quinta-feira, hora local.
As autoridades aconselharam os passageiros a procurarem as companhias aéreas antes de seguir para os aeroportos.
Brian Flynn, chefe assistente de operações, disse à BBC: "Enquanto ela se move em direção a Holanda e a Bélgica, vai se dissipar e perder intensidade, como qualquer fenômeno meteorológico. Mas não sabemos qual será sua extensão."
Mais ao sul, cinco voos da easyJet que sairiam do aeroporto de Stansted, em Essex, foram cancelados, junto com voos em direção ao norte partindo dos aeroportos de Southampton e Newquay.
Segundo o meteorologistas do Met Office Philip Avery, pode levar alguns dias até que a nuvem seja dissipada.
"A imagem que temos neste momento mostra a nuvem descendo até a altura das Ilhas Faroe, mas parece que o vento pode empurrá-las bem mais para baixo", disse ele.
"O Nats tem boas razões para estar cauteloso sobre isso porque em 1982 um jumbo da British Airways passou pela apavorante experiência de ter os quatro motores parados depois de voar por uma coluna de fumaça vulcânica."
Um incidente quase igual ocorreu em 15 de dezembro de 1989, quando o voo 867 da KLM, que seguia de Amsterdã para Anchorage, no Alasca, voou por uma nuvem de fumaça da erupção do Monte Redoubt, fazendo com que os quatro motores parassem.
Depois que o avião saiu da nuvem, a tripulação conseguiu reiniciar o motor e fazer um pouso seguro em Anchorage, mas o avião ficou gravemente danificado.
Um porta-voz do Nats disse que o vulcão na Islândia ainda estava em erupção na noite de quarta-feira.
Quase 30% dos estudantes brasileiros já sofreram agressão na escola
Pesquisa nacional realizada com 5.168 estudantes de todo o Brasil mostra que 28% dos alunos foram vítimas de maus tratos por parte de colegas ao menos uma vez no ano de 2009. A pesquisa "Bullying escolar no Brasil" foi apresentada nesta quarta-feira pela organização não-governamental Plan Brasil.
Cyberbullying é mais frequente que bullying, diz estudo pioneiro
Segundo a pesquisadora Cléo Fante, que ajudou na elaboração do estudo, quando a ocorrência de agressões persiste por mais de três vezes durante um ano letivo ela se caracteriza como bullying.
As três ocorrência de agressão aconteceram com 17% dos entrevistados. Segundo a pesquisa, 10% sofreram como vítimas, 10% como agressores e 3% deles atuaram de ambas as formas. "O Brasil não está muito longe dos índices internacionais. Na Europa, a média é de 20%. Nos EUA chega a 30% de incidência nas escolas", relata a pesquisadora.
O Sudeste é a região do Brasil em que há mais incidência de bullying. Segundo a pesquisa, 15,5% dos alunos foram vítimas de algum tipo de violência, verbal ou física, na escola, praticada por outros alunos, sem que a vítima tenha dado algum motivo. A segunda região onde ocorre mais bullying é o Centro-Oeste, com 11,7% de vítimas, seguida do Sul (8,4%), Norte (6,2%) e Nordeste (5,4%).
A pesquisa ficou focada na faixa etária dos estudantes do ensino fundamental II, pois, segundo a pesquisadora, esta é uma fase em que os estudantes conseguem identificar o que acontece com eles. “A partir da 5º série os casos aumentam, mas sabemos que o aluno não passa por uma transformação quando muda de série. Ele provavelmente já estava passando por algum problema durante o ensino fundamental e acabou eclodindo nesta fase”, analisa Cléo.
Segundo ela, a prática do bullying no ensino médio é menor que no ensino fundamental II, pois “nessa fase os alunos repelem esse tipo de atitude e, aquele aluno que praticava o bullying para ser popular, passa a ser excluído”.
Causas
De acordo a pesquisadora, a grande dificuldade para tratar o problema nas escolas é quanto a identificação do que é bullying. “Os dados mostram que muitos alunos consideram o que estão fazendo como brincadeira. Uma parte dos entrevistados disse que nem sabe o motivo de estar maltratando um colega. O que precisa ser destacado é que bullying não é brincadeira. Brincadeira é algo em que todo mundo se diverte e não algo em que um grupo se diverte à custa de um indivíduo”, explica a especialista.
A pesquisa mostra que a reação dos alunos às agressões é bastante diferente entre meninos e meninas. Os garotos, que são os que mais sofrem bullying, encaram os maus tratos como “brincadeiras” (71,8%). A maioria dos que sofreram a violência diz que “não sentiu nada” (64,9%) ou que “se sentiu bem” (60,3%).
Entre as meninas, a sensação depois de sofrer o bullying é de medo (57,3%), tristeza (61,8%) e mágoa (62,4%).
Cyberbullying
A violência praticada por meios digitais aparece com números significativos na pesquisa: 17% dos entrevistados disseram que já sofreram algum tipo de violência deste tipo durante 2009.
O número pode ser ainda maior, segundo explicou a pesquisadora. "Os meios digitais são muito difícieis de se controlar. Não dá para saber exatamente o que acontece, nem mesmo se o agressor é da mesma faixa etária que o agredido (neste caso, a agressão não seria caracterizada bullying). Além disso, o acesso aos meios digitais cresce todo momento e as pesquisas acabam ficando sempre defasadas", explica.
Cyberbullying é mais frequente que bullying, diz estudo pioneiro
Segundo a pesquisadora Cléo Fante, que ajudou na elaboração do estudo, quando a ocorrência de agressões persiste por mais de três vezes durante um ano letivo ela se caracteriza como bullying.
As três ocorrência de agressão aconteceram com 17% dos entrevistados. Segundo a pesquisa, 10% sofreram como vítimas, 10% como agressores e 3% deles atuaram de ambas as formas. "O Brasil não está muito longe dos índices internacionais. Na Europa, a média é de 20%. Nos EUA chega a 30% de incidência nas escolas", relata a pesquisadora.
O Sudeste é a região do Brasil em que há mais incidência de bullying. Segundo a pesquisa, 15,5% dos alunos foram vítimas de algum tipo de violência, verbal ou física, na escola, praticada por outros alunos, sem que a vítima tenha dado algum motivo. A segunda região onde ocorre mais bullying é o Centro-Oeste, com 11,7% de vítimas, seguida do Sul (8,4%), Norte (6,2%) e Nordeste (5,4%).
A pesquisa ficou focada na faixa etária dos estudantes do ensino fundamental II, pois, segundo a pesquisadora, esta é uma fase em que os estudantes conseguem identificar o que acontece com eles. “A partir da 5º série os casos aumentam, mas sabemos que o aluno não passa por uma transformação quando muda de série. Ele provavelmente já estava passando por algum problema durante o ensino fundamental e acabou eclodindo nesta fase”, analisa Cléo.
Segundo ela, a prática do bullying no ensino médio é menor que no ensino fundamental II, pois “nessa fase os alunos repelem esse tipo de atitude e, aquele aluno que praticava o bullying para ser popular, passa a ser excluído”.
Causas
De acordo a pesquisadora, a grande dificuldade para tratar o problema nas escolas é quanto a identificação do que é bullying. “Os dados mostram que muitos alunos consideram o que estão fazendo como brincadeira. Uma parte dos entrevistados disse que nem sabe o motivo de estar maltratando um colega. O que precisa ser destacado é que bullying não é brincadeira. Brincadeira é algo em que todo mundo se diverte e não algo em que um grupo se diverte à custa de um indivíduo”, explica a especialista.
A pesquisa mostra que a reação dos alunos às agressões é bastante diferente entre meninos e meninas. Os garotos, que são os que mais sofrem bullying, encaram os maus tratos como “brincadeiras” (71,8%). A maioria dos que sofreram a violência diz que “não sentiu nada” (64,9%) ou que “se sentiu bem” (60,3%).
Entre as meninas, a sensação depois de sofrer o bullying é de medo (57,3%), tristeza (61,8%) e mágoa (62,4%).
Cyberbullying
A violência praticada por meios digitais aparece com números significativos na pesquisa: 17% dos entrevistados disseram que já sofreram algum tipo de violência deste tipo durante 2009.
O número pode ser ainda maior, segundo explicou a pesquisadora. "Os meios digitais são muito difícieis de se controlar. Não dá para saber exatamente o que acontece, nem mesmo se o agressor é da mesma faixa etária que o agredido (neste caso, a agressão não seria caracterizada bullying). Além disso, o acesso aos meios digitais cresce todo momento e as pesquisas acabam ficando sempre defasadas", explica.
Número de mortos em terremoto no noroeste da China passa de 600
O forte terremoto de magnitude 6,9 que atingiu a província chinesa de Quinghai (noroeste) deixou 617 mortos e mais de 9 mil feridos, anunciou a TV oficial nesta quinta-feira (15).
O balanço anterior, da própria quarta-feira, dava conta de 589 mortes e 10 mil feridos.
Pelo menos 313 pessoas seguiam desaparecidas. Mais de 900 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros.
Segundo a emissora, o governo chinês assinou um decreto de emergência liberando 200 milhões de yuans (cerca de US$ 20,3 milhões) à província de Qinghai, a mais afetada pelo abalo.
Muitas pessoas continuam sob escombros na cidade de Gyegu, próxima ao local do epicentro do terremoto.
Um porta-voz do governo provincial de Yushu, na região autônoma do Tibete, disse à agência estatal Xinhua que 85% das casas, a maioria feitas de madeira e barro, foram destruídas pelo tremor e pelas consecutivas réplicas.
Segundo a Xinhua, o forte abalo derrubou casas, escolas, templos religiosos, postos de gasolina e danificou estradas, telecomunicações e redes de energia elétrica. Um reservatório de água foi afetado e trabalhadores tentam evitar uma inundação.
O presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao determinaram às autoridades locais que visitem as regiões atingidas para levar ajuda aos afetados pelo desastre.
O governo de Taiwan ofereceu nesta quarta-feira o envio de equipes de resgate e salvamento para ajudar às vítimas do terremoto.
A região atingida faz fronteira com o Tibete, é uma área rural montanhosa e habitada por camponeses, nômades mongóis e tibetanos.
Segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA (USGS), o tremor teve magnitude de 6,9, com epicentro situado 380 km a sudeste da cidade de Golmud, a uma profundidade de 46 km. O USGS informou ainda que ocorreram quatro tremores secundários, de 5,3, 5,2, 5,8 e 4,8 de magnitude, na meia hora posterior ao terremoto principal.
As autoridades chinesas, no entanto, informaram que o abalo, que ocorreu às 7h49 locais (20h49 de terça-feira, 13, em Brasília), foi de magnitude 7,1.
O balanço anterior, da própria quarta-feira, dava conta de 589 mortes e 10 mil feridos.
Pelo menos 313 pessoas seguiam desaparecidas. Mais de 900 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros.
Segundo a emissora, o governo chinês assinou um decreto de emergência liberando 200 milhões de yuans (cerca de US$ 20,3 milhões) à província de Qinghai, a mais afetada pelo abalo.
Muitas pessoas continuam sob escombros na cidade de Gyegu, próxima ao local do epicentro do terremoto.
Um porta-voz do governo provincial de Yushu, na região autônoma do Tibete, disse à agência estatal Xinhua que 85% das casas, a maioria feitas de madeira e barro, foram destruídas pelo tremor e pelas consecutivas réplicas.
Segundo a Xinhua, o forte abalo derrubou casas, escolas, templos religiosos, postos de gasolina e danificou estradas, telecomunicações e redes de energia elétrica. Um reservatório de água foi afetado e trabalhadores tentam evitar uma inundação.
O presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao determinaram às autoridades locais que visitem as regiões atingidas para levar ajuda aos afetados pelo desastre.
O governo de Taiwan ofereceu nesta quarta-feira o envio de equipes de resgate e salvamento para ajudar às vítimas do terremoto.
A região atingida faz fronteira com o Tibete, é uma área rural montanhosa e habitada por camponeses, nômades mongóis e tibetanos.
Segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA (USGS), o tremor teve magnitude de 6,9, com epicentro situado 380 km a sudeste da cidade de Golmud, a uma profundidade de 46 km. O USGS informou ainda que ocorreram quatro tremores secundários, de 5,3, 5,2, 5,8 e 4,8 de magnitude, na meia hora posterior ao terremoto principal.
As autoridades chinesas, no entanto, informaram que o abalo, que ocorreu às 7h49 locais (20h49 de terça-feira, 13, em Brasília), foi de magnitude 7,1.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Mantega vai anunciar pacote de ajuda de mais de R$ 2 bi para o Rio
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, irá se encontrar amanhã, às 16 horas, no Rio, com o governador Sérgio Cabral para anunciar um programa significativo de ajuda ao Estado, que foi duramente atingido pelas chuvas neste mês.
O valor ainda não foi definido, mas será superior a R$ 2 bilhões e será aplicado em projetos de curto, médio e longo prazos que deverão ajudar na recuperação do Estado.
O pacote de ajuda do governo federal compreende também uma substancial ajuda às comunidades carentes do Estado que ficaram desabrigadas com a chuva.
O valor ainda não foi definido, mas será superior a R$ 2 bilhões e será aplicado em projetos de curto, médio e longo prazos que deverão ajudar na recuperação do Estado.
O pacote de ajuda do governo federal compreende também uma substancial ajuda às comunidades carentes do Estado que ficaram desabrigadas com a chuva.
Bovespa fecha em alta e retoma 71 mil pontos
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta e retomou os 71 mil pontos. O principal índice do mercado paulista, o Ibovespa, subiu 0,34%, para 71.034 pontos.
Leia também:
Dólar fecha abaixo de R$ 1,75 pela primeira vez em três meses
Munido de notícias positivas dos Estados Unidos, o investidor voltou a comprar ações na Bovespa.
O otimismo das bolsas dos EUA com resultados trimestrais melhores do que as expectativas de Intel e JPMorgan Chase e pelo crescimento maior que o esperado das vendas no varejo dos Estado Unidos em março predominou na sessão, apagando a volatilidade do início do dia.
Entre os ativos de maior peso no Ibovespa, a ação preferencial (PN) da Petrobras teve alta de 0,17%, a R$ 34,25; Vale PNA avançou 0,76%, a R$ 51,34; Itaú Unibanco PN ganhou 0,55%, a R$ 39,65; a ação ordinária (ON) da BM&FBovespa teve desvalorização de 0,57%, a R$ 12; e Gerdau PN se apreciou em 0,48%, a R$ 31,10.
Leia também:
Dólar fecha abaixo de R$ 1,75 pela primeira vez em três meses
Munido de notícias positivas dos Estados Unidos, o investidor voltou a comprar ações na Bovespa.
O otimismo das bolsas dos EUA com resultados trimestrais melhores do que as expectativas de Intel e JPMorgan Chase e pelo crescimento maior que o esperado das vendas no varejo dos Estado Unidos em março predominou na sessão, apagando a volatilidade do início do dia.
Entre os ativos de maior peso no Ibovespa, a ação preferencial (PN) da Petrobras teve alta de 0,17%, a R$ 34,25; Vale PNA avançou 0,76%, a R$ 51,34; Itaú Unibanco PN ganhou 0,55%, a R$ 39,65; a ação ordinária (ON) da BM&FBovespa teve desvalorização de 0,57%, a R$ 12; e Gerdau PN se apreciou em 0,48%, a R$ 31,10.
Câmara e Senado fecham acordo de 7,71% para aposentados
Líderes do Senado e da Câmara firmaram, em reunião nesta quarta-feira, acordo para votar um aumento de 7,71% para as aposentadorias acima de um salário mínimo. O anúncio foi feito após reunião no fim da tarde de quarta, da qual participaram lideranças de associações de aposentados e parlamentares. Entre eles, o senador Paulo Paim (PT-RS) e os deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Segundo o deputado Rodrigo Rollemberg, as duas casas fecharam acordo em 7,71% e prometem rejeitar o parecer do relator da medida provisória, Cândido Vaccarezza, que defende aumento de 7%.
Depois da proposta ser aprovada no Congresso, ainda precisa passar pelo crivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"A Câmara não pode votar uma coisa e depois o Senado vota outra. Um acordo entre Câmara e Senado é um avanço e a base concordou em rejeitar o parecer do Vaccarezza. Não acredito que o presidente Lula irá vetar um aumento de 7,71%", disse Rollemberg.
O líder do governo na Câmara, no entanto, afirmou que o presidente Lula pode vetar um aumento maior do que 7%. Vaccarezza afirmou que esteve reunido com a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e todos concordaram que o maior aumento que pode ser dado é de 7%.
"Para mim, o presidente não terá outra opção senão o veto. O Brasil é um país que tem contas, não tem só a Previdência Social. Não temos condições técnicas de dar um aumento maior do que 7%. Vamos manter a posição do presidente Lula, 7% é um bom aumento, e vou recomendar aos líderes da base que votem nesse sentido", afirmou o líder do governo.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou mais cedo nesta quarta que recomendará a Lula que vete aumento maior do que o atualmente vigente, que é de 6,14%. Para Vaccarezza, esta é uma posição responsável do titular da pasta.
"Quando os parlamentares das duas casas aprovaram o Orçamento, aprovaram um aumento de 6,14%. É com isso que o Mantega pode trabalhar. Se o presidente (Lula) aprovar um percentual maior do que esse, o ministro terá que remanejar suas contas", disse.
A votação do aumento para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo só deve ser feita na terça-feira, dia 27. Para a base aliada, este prazo de quase duas semanas será o bastante para que os líderes do governo no Senado e na Câmara convençam a equipe econômica a aceitar o aumento de 7,71%.
Segundo o deputado Rodrigo Rollemberg, as duas casas fecharam acordo em 7,71% e prometem rejeitar o parecer do relator da medida provisória, Cândido Vaccarezza, que defende aumento de 7%.
Depois da proposta ser aprovada no Congresso, ainda precisa passar pelo crivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"A Câmara não pode votar uma coisa e depois o Senado vota outra. Um acordo entre Câmara e Senado é um avanço e a base concordou em rejeitar o parecer do Vaccarezza. Não acredito que o presidente Lula irá vetar um aumento de 7,71%", disse Rollemberg.
O líder do governo na Câmara, no entanto, afirmou que o presidente Lula pode vetar um aumento maior do que 7%. Vaccarezza afirmou que esteve reunido com a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e todos concordaram que o maior aumento que pode ser dado é de 7%.
"Para mim, o presidente não terá outra opção senão o veto. O Brasil é um país que tem contas, não tem só a Previdência Social. Não temos condições técnicas de dar um aumento maior do que 7%. Vamos manter a posição do presidente Lula, 7% é um bom aumento, e vou recomendar aos líderes da base que votem nesse sentido", afirmou o líder do governo.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou mais cedo nesta quarta que recomendará a Lula que vete aumento maior do que o atualmente vigente, que é de 6,14%. Para Vaccarezza, esta é uma posição responsável do titular da pasta.
"Quando os parlamentares das duas casas aprovaram o Orçamento, aprovaram um aumento de 6,14%. É com isso que o Mantega pode trabalhar. Se o presidente (Lula) aprovar um percentual maior do que esse, o ministro terá que remanejar suas contas", disse.
A votação do aumento para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo só deve ser feita na terça-feira, dia 27. Para a base aliada, este prazo de quase duas semanas será o bastante para que os líderes do governo no Senado e na Câmara convençam a equipe econômica a aceitar o aumento de 7,71%.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Câmara aprova nova regra para sigilo de documentos
A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira o projeto de lei que prevê normas para o acesso à informação pública. O projeto propõe que o prazo máximo para o sigilo de documentos no Brasil seja de 25 anos, renovável uma vez por igual período para o caso de informação ultrassecreta. No caso de informação secreta, o prazo será de 15 anos e a reservada, de cinco anos.
A medida aprovada hoje é um substitutivo do deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS) para o projeto de lei do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), diminuindo os prazos de sigilo de documentos e informações guardadas pelo Poder Público.
A medida estabelece ainda procedimentos para o acesso por parte de qualquer cidadão. Também ficou determinado que todo órgão público terá o prazo de 30 dias para responder ao cidadão que busca por informações. Caso o pedido seja negado, o interessado poderá recorrer à instância superior do órgão.
O projeto será encaminhado agora à apreciação do Senado Federal. Se for alterado retornará à Câmara para nova votação. O relator do projeto na Câmara, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), deu parecer favorável a cinco das oito emendas apresentadas à proposta.
Mende Ribeiro mudou a proposta original que tinha como alvo apenas a administração pública a fim de estender a matéria aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, aos tribunais de contas e a todas as esferas do governo federal, estaduais e municipais.
A medida aprovada hoje é um substitutivo do deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS) para o projeto de lei do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), diminuindo os prazos de sigilo de documentos e informações guardadas pelo Poder Público.
A medida estabelece ainda procedimentos para o acesso por parte de qualquer cidadão. Também ficou determinado que todo órgão público terá o prazo de 30 dias para responder ao cidadão que busca por informações. Caso o pedido seja negado, o interessado poderá recorrer à instância superior do órgão.
O projeto será encaminhado agora à apreciação do Senado Federal. Se for alterado retornará à Câmara para nova votação. O relator do projeto na Câmara, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), deu parecer favorável a cinco das oito emendas apresentadas à proposta.
Mende Ribeiro mudou a proposta original que tinha como alvo apenas a administração pública a fim de estender a matéria aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, aos tribunais de contas e a todas as esferas do governo federal, estaduais e municipais.
Sarkozy se mostra 'confiante' na compra de aviões Rafale pelo Brasil
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse confiar que será realizada a venda de caças Rafale franceses ao Brasil, depois de reunir-se na manhã desta terça-feira (13) com o presidente brasileiro Luis Inácio Lula da Silva em Washington, nos bastidores da cúpula sobre a segurança nuclear.
"Estou confiante. As coisas estão avançando exatamente como previmos que avançariam. Estamos perfeitamente alinhados com o que foi dito e feito um ano atrás, na minha viagem ao Brasil", acrescentou o chefe de Estado francês durante coletiva de imprensa.
Sarkozy e Lula durante encontro bilateral em Washington, nesta terça (13) (Foto: Eric Feferberg / AFP)
O Rafale, do fabricante francês Dassault, que até agora nunca foi vendido ao exterior, disputa com o F/A-18 Super Hornet do americano Boeing e com o Gripen NG sueco (Saab) o fornecimento de 36 aviões de combate ao Brasil, num contrato de bilhões de dólares.
saiba mais
Treinamento militar comandado pelo Brasil terá presença dos caças Rafale
No Senado, franceses defendem superioridade do caça Rafale
FAB quer ser informada da investigação do acidente com dois caças Rafales
Na semana passada o ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, declarou que a Aeronáutica brasileira tende em favor do Rafale, construído pelo grupo francês Dassault Aviation, apesar de seu custo ser mais alto do que as aeronaves concorrentes.
O presidente Lula deverá anunciar sua escolha em meados de maio, não em abril, como previsto inicialmente.
Ele declarou várias vezes que o Rafale apresentava mais vantagens para o Brasil, devido à transferência de tecnologia prometida sem restrições por Sarkozy durante visita a Brasília em setembro de 2009.
"Estou confiante. As coisas estão avançando exatamente como previmos que avançariam. Estamos perfeitamente alinhados com o que foi dito e feito um ano atrás, na minha viagem ao Brasil", acrescentou o chefe de Estado francês durante coletiva de imprensa.
Sarkozy e Lula durante encontro bilateral em Washington, nesta terça (13) (Foto: Eric Feferberg / AFP)
O Rafale, do fabricante francês Dassault, que até agora nunca foi vendido ao exterior, disputa com o F/A-18 Super Hornet do americano Boeing e com o Gripen NG sueco (Saab) o fornecimento de 36 aviões de combate ao Brasil, num contrato de bilhões de dólares.
saiba mais
Treinamento militar comandado pelo Brasil terá presença dos caças Rafale
No Senado, franceses defendem superioridade do caça Rafale
FAB quer ser informada da investigação do acidente com dois caças Rafales
Na semana passada o ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, declarou que a Aeronáutica brasileira tende em favor do Rafale, construído pelo grupo francês Dassault Aviation, apesar de seu custo ser mais alto do que as aeronaves concorrentes.
O presidente Lula deverá anunciar sua escolha em meados de maio, não em abril, como previsto inicialmente.
Ele declarou várias vezes que o Rafale apresentava mais vantagens para o Brasil, devido à transferência de tecnologia prometida sem restrições por Sarkozy durante visita a Brasília em setembro de 2009.
Pesquisa Sensus aponta empate entre José Serra e Dilma Rousseff
Os pré-candidatos à Presidência da República José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) aparecem empatados na pesquisa de intenção de votos realizada pelo Sensus. Encomendada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo (Sintrapav), a pesquisa foi divulgada nesta terça-feira.
Pesquisa não surpreende o PT; já PSDB coloca em dúvida resultado
Segundo a sondagem, Serra tem 32,7% das intenções de voto, enquanto Dilma aparece com 32,4%; Ciro Gomes (PSB) com 10,1% e Marina Silva (PV), 8,1%. Votos brancos ou nulos somam 7,7%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Sem Ciro na disputa, o tucano aparece com 36,8%, Dilma tem 34% e Marina Silva, 10,6%. Brancos e nulos somam 9,1%.
Eleições 2010
Pesquisa Sensus/Sintrapav de abril de 2010
Sensus/Sintrapav
Segundo turno
No 2º turno, segundo a pesquisa Sensus, Serra venceria uma disputa com Dilma. O tucano aparece com 41,7% das intenções de voto e a ex-ministra, 39,7%. Brancos ou nulos somam 10,1%. Não souberam ou não responderam, 8,5%.
A pesquisa foi realizada em 136 municípios entre os dias 5 e 9 de abril.
Resultado apertado
Este foi o resultado mais apertado entre os dois principais candidatos à disputa presidencial. Na última pesquisa, divulgada em abril pelo Vox Populi, eles apareciam com empate técnico. Serra tinha 34% das intenções de voto contra 31% da ex-ministra. Como a margem de erro da pesquisa era de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, em 3 de abril foi identificado, pela primeira vez, empate técnico.
Outras pesquisas:
Vox Populi (abril): Empate técnico entre Serra e Dilma
Ibope (março): Diferença entre Serra e Dilma cai para 5 pontos
Datafolha (março): Serra abre 9 pontos sobre Dilma
CNT/ Sensus (fevereiro): Dilma sobe e se aproxima de Serra
Pesquisa não surpreende o PT; já PSDB coloca em dúvida resultado
Segundo a sondagem, Serra tem 32,7% das intenções de voto, enquanto Dilma aparece com 32,4%; Ciro Gomes (PSB) com 10,1% e Marina Silva (PV), 8,1%. Votos brancos ou nulos somam 7,7%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Sem Ciro na disputa, o tucano aparece com 36,8%, Dilma tem 34% e Marina Silva, 10,6%. Brancos e nulos somam 9,1%.
Eleições 2010
Pesquisa Sensus/Sintrapav de abril de 2010
Sensus/Sintrapav
Segundo turno
No 2º turno, segundo a pesquisa Sensus, Serra venceria uma disputa com Dilma. O tucano aparece com 41,7% das intenções de voto e a ex-ministra, 39,7%. Brancos ou nulos somam 10,1%. Não souberam ou não responderam, 8,5%.
A pesquisa foi realizada em 136 municípios entre os dias 5 e 9 de abril.
Resultado apertado
Este foi o resultado mais apertado entre os dois principais candidatos à disputa presidencial. Na última pesquisa, divulgada em abril pelo Vox Populi, eles apareciam com empate técnico. Serra tinha 34% das intenções de voto contra 31% da ex-ministra. Como a margem de erro da pesquisa era de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, em 3 de abril foi identificado, pela primeira vez, empate técnico.
Outras pesquisas:
Vox Populi (abril): Empate técnico entre Serra e Dilma
Ibope (março): Diferença entre Serra e Dilma cai para 5 pontos
Datafolha (março): Serra abre 9 pontos sobre Dilma
CNT/ Sensus (fevereiro): Dilma sobe e se aproxima de Serra
Em 3º júri, Bida pega 30 anos por morte de Dorothy Stang
A Justiça do Estado do Pará condenou a 30 anos em regime fechado o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, conhecido como Bida, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da missionária americana Dorothy Mae Stang, em 2005, na localidade de Anapu, no sudoeste paraense, área de intensos conflitos agrários. A decisão proferida na noite desta segunda-feira no terceiro julgamento do acusado.
Em 2007, Bida foi condenado a 30 anos de prisão. Um novo julgamento, em 2008, inocentou o fazendeiro. O Ministério Público entrou com um recurso e a Justiça paraense anulou a absolvição do fazendeiro e determinou nova prisão. Em abril de 2009, a defesa de Bida entrou com um pedido de habeas-corpus ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e conseguiu uma liminar que o manteve em liberdade até o julgamento do mérito. A sessão de hoje deveria ter ocorrido no dia 31 de março, mas foi adiada porque o advogado do réu não compareceu na data prevista.
A sentença foi de 29 anos por homicídio duplamente qualificado, com agravante de 1 ano pelo fato da vítima ser idosa e por ter sido morta sem direito a defesa. A decisão foi tomada por maioria de votos. O julgamento começou às 9h (horário local) e terminou por volta das 23h. O juiz não levou em consideração o fato de Bida ser réu primário, porque o crime foi encomendado. O fazendeiro poderá recorrer da sentença, mas não em liberdade.
A coordenadora do comitê Dorothy Stang, Virgínia Moraes Cunha, espera que o resultado do julgamento sirva de exemplo para os próximos. "Estamos felizes, muito emocionados. Agradecemos a todos. Sabemos da dificuldade de condenar o mandante". Virgínia acredita que o resultado influenciará no julgamento de Regivaldo Galvão, acusado de ser um dos mandantes. "Acredito que vai influenciar, pelas ligações que eles tinham na região e pelas denúncias feitas por Dorothy", disse.
Pela manhã foram ouvidas as testemunhas da promotoria. Ao todo quatro pessoas foram interrogadas, entre elas a defensora pública Eliana Vasconcellos, que defendeu Rayfran das Neves, condenado pela execução da freira e, o delegado da Polícia Federal, Ualame Fialho, que presidiu as investigações sobre o caso.
À tarde outras quatro testemunhas que foram solicitadas pela defesa seriam ouvidas, mas apenas uma foi interrogada. Foi a esposa de um dos acusados, Amair Feijoli da Cunha, condenado por atuar como intermediário do crime. Rayfran das Neves e Amair Feijoli, se reservaram o direito de ficar calados e, tanto defesa quanto acusação, decidiram dispensar Clodoaldo Batista, o terceiro condenado por participação no crime, de prestar declarações.
O réu foi interrogado pelo juiz Raimundo Moisés Flexa e pelos defensores públicos Paulo Bona e Alex Noronha, mas se recusou a responder os questionamentos do Promotor Edson Cardoso. Ao juiz e defensores ele negou autoria no crime. Manteve a posição de que não conhecia os executores, Rayfran e Clodoaldo, nem a missionária. Bida também negou que tivesse interesse na morte da religiosa. "Se eu quisesse mandar matar alguém porque eu ia pedir liminar na Justiça pela terra? Quando comprei do Regivaldo ele disse que se houvesse algum problema na transferência ele me devolvia o dinheiro valorizado. Quem ia perder era o Regivaldo não eu", afirmou o réu.
A propriedade em questão foi comprada de Regivaldo por Bida e é vizinha área do PDS onde Dorothy atuava e onde havia tensão agrária. Segundo a denúncia, a morte de Dorothy teria sido encomendada em virtude de ela ser liderança social expressiva para os agricultores da área e, por suspeita dos fazendeiros de que eles ocupariam suas propriedades.
Regivaldo Galvão é o segundo acusado de ser o mandante da morte de Dorothy. Ele é o único que ainda não foi a júri, o que vai acontecer no próximo dia 30 de abril. Ele aguarda a sessão em liberdade.
Sobre a acusação de Amair Feijoli da Cunha, o Tato, condenado por intermediar o crime, de que Bida encomendou a morte da irmã, o réu disse que Tato fez isso em troca da delação premiada. "Foi a delação premiada, só isso. Quem quer ficar preso? porque ele não me acusou quando foi preso, só depois da proposta do promotor Sávio Brabo lá no PEM III?", afirmou.
Entenda o caso
Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros em 12 de fevereiro de 2005, no município de Anapu, sudeste do Pará. A missionária trabalhava com pequenos agricultores pelo direito à terra e contra a exploração de grandes fazendeiros da região.
Em 2007, Bida foi condenado a 30 anos de prisão. Um novo julgamento, em 2008, inocentou o fazendeiro. O Ministério Público entrou com um recurso e a Justiça paraense anulou a absolvição do fazendeiro e determinou nova prisão. Em abril de 2009, a defesa de Bida entrou com um pedido de habeas-corpus ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e conseguiu uma liminar que o manteve em liberdade até o julgamento do mérito. A sessão de hoje deveria ter ocorrido no dia 31 de março, mas foi adiada porque o advogado do réu não compareceu na data prevista.
A sentença foi de 29 anos por homicídio duplamente qualificado, com agravante de 1 ano pelo fato da vítima ser idosa e por ter sido morta sem direito a defesa. A decisão foi tomada por maioria de votos. O julgamento começou às 9h (horário local) e terminou por volta das 23h. O juiz não levou em consideração o fato de Bida ser réu primário, porque o crime foi encomendado. O fazendeiro poderá recorrer da sentença, mas não em liberdade.
A coordenadora do comitê Dorothy Stang, Virgínia Moraes Cunha, espera que o resultado do julgamento sirva de exemplo para os próximos. "Estamos felizes, muito emocionados. Agradecemos a todos. Sabemos da dificuldade de condenar o mandante". Virgínia acredita que o resultado influenciará no julgamento de Regivaldo Galvão, acusado de ser um dos mandantes. "Acredito que vai influenciar, pelas ligações que eles tinham na região e pelas denúncias feitas por Dorothy", disse.
Pela manhã foram ouvidas as testemunhas da promotoria. Ao todo quatro pessoas foram interrogadas, entre elas a defensora pública Eliana Vasconcellos, que defendeu Rayfran das Neves, condenado pela execução da freira e, o delegado da Polícia Federal, Ualame Fialho, que presidiu as investigações sobre o caso.
À tarde outras quatro testemunhas que foram solicitadas pela defesa seriam ouvidas, mas apenas uma foi interrogada. Foi a esposa de um dos acusados, Amair Feijoli da Cunha, condenado por atuar como intermediário do crime. Rayfran das Neves e Amair Feijoli, se reservaram o direito de ficar calados e, tanto defesa quanto acusação, decidiram dispensar Clodoaldo Batista, o terceiro condenado por participação no crime, de prestar declarações.
O réu foi interrogado pelo juiz Raimundo Moisés Flexa e pelos defensores públicos Paulo Bona e Alex Noronha, mas se recusou a responder os questionamentos do Promotor Edson Cardoso. Ao juiz e defensores ele negou autoria no crime. Manteve a posição de que não conhecia os executores, Rayfran e Clodoaldo, nem a missionária. Bida também negou que tivesse interesse na morte da religiosa. "Se eu quisesse mandar matar alguém porque eu ia pedir liminar na Justiça pela terra? Quando comprei do Regivaldo ele disse que se houvesse algum problema na transferência ele me devolvia o dinheiro valorizado. Quem ia perder era o Regivaldo não eu", afirmou o réu.
A propriedade em questão foi comprada de Regivaldo por Bida e é vizinha área do PDS onde Dorothy atuava e onde havia tensão agrária. Segundo a denúncia, a morte de Dorothy teria sido encomendada em virtude de ela ser liderança social expressiva para os agricultores da área e, por suspeita dos fazendeiros de que eles ocupariam suas propriedades.
Regivaldo Galvão é o segundo acusado de ser o mandante da morte de Dorothy. Ele é o único que ainda não foi a júri, o que vai acontecer no próximo dia 30 de abril. Ele aguarda a sessão em liberdade.
Sobre a acusação de Amair Feijoli da Cunha, o Tato, condenado por intermediar o crime, de que Bida encomendou a morte da irmã, o réu disse que Tato fez isso em troca da delação premiada. "Foi a delação premiada, só isso. Quem quer ficar preso? porque ele não me acusou quando foi preso, só depois da proposta do promotor Sávio Brabo lá no PEM III?", afirmou.
Entenda o caso
Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros em 12 de fevereiro de 2005, no município de Anapu, sudeste do Pará. A missionária trabalhava com pequenos agricultores pelo direito à terra e contra a exploração de grandes fazendeiros da região.
Assinar:
Postagens (Atom)