Depois de quase dois anos de discussões, a Câmara aprovou na noite desta terça (24), por 410 votos a favor, 63 contra e uma abstenção, o texto-base do projeto do novo Código Florestal, legislação que estipula regras para a preservação ambiental em propriedades rurais.
Com a aprovação, a matéria será enviada ao Senado, onde deverá sofrer modificações e será alvo de novos embates entre integrantes do governo, da base aliada na Casa e do movimento ambientalista.
Em uma sessão marcada por protestos de parlamentares ligados aos ambientalistas – que tentaram, sem sucesso, adiar a votação – e por manifestações de defensores do agronegócio, os deputados referendaram o texto elaborado pelo relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP). No Senado, o relator da matéria será o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC).
O projeto do Código Florestal, entre outras regras, prevê dois mecanismos de proteção ao meio ambiente. O primeiro são as chamadas Áreas de Preservação Permanentes (APPs), locais como margens de rios, topos de morros e encostas, que são considerados frágeis e devem ter a vegetação original protegida. Há ainda a reserva legal, área de mata nativa que não pode ser desmatada dentro das propriedades rurais.
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Depois de um longo período de negociações, o relator conseguiu garantir no texto dispositivo que isenta pequenos produtores da obrigatoriedade de recompor reserva legal em propriedades de até quatro módulos fiscais – um módulo pode variar de 40 hectares a 100 hectares.
Rebelo e os líderes partidários também conseguiram amarrar no texto a garantia de que atividades consolidadas em APPs, como o cultivo de maçã ou plantio de café, por exemplo, serão mantidas pelo governo. O impasse sobre a especificação de quais culturas poderão ser permitidas, no entanto, ainda deve ser resolvido no Senado.
O artigo que trata da anistia para quem desmatou até julho de 2008, previsto no texto de Rebelo, também será discutido com os senadores. Da mesma forma, o governo também vai trabalhar no Senado para incluir no texto do Código Florestal punições mais rigorosas para quem reincidir em crimes ambientais.
O acordo firmado entre os líderes partidários e o governo sobre pequenos produtores em áreas de preservação permanentes também deverá ser inserido no texto pelos senadores.
Trata-se da proposta que deve garantir a atividade de ribeirinhos nas margens dos grandes rios. O governo concordou em exigir de pequenos produtores, com atividades consolidadas em propriedades nas APPs de margens de rios, a recomposição da vegetação de apenas 20% da total da terra para áreas de até quatro módulos fiscais.
Emenda
Com a aprovação do texto principal do relator Aldo Rebelo, os deputados devem analisar agora emendas ao texto. O PT e parte dos governistas são contrários, mas parte da base aliada na Câmara, comandada pelo líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), deve votar a favor de uma emenda que estende aos estados a decisão sobre a consolidação das Áreas de Preservação Permanente (APPs).
O governo é contra a emenda porque quer exclusividade para definir as atividades permitidas em APPs. Mais cedo, a possibilidade de a base governista votar contra orientação do governo levou o líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), a afirmar que a presidente Dilma Rousseff “não hesitará” em vetar os pontos que estiverem em desacordo com a proposta do Planalto no texto do relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
“Se perder [na votação da emenda], a presidente Dilma não vai hesitar em usar seu direito constitucional [de veto] para impedir que qualquer proposta que anistie desmatadores, que não proteja o meio ambiente, seja aprovada. A presidente Dilma não hesitará em usar suas prerrogativas constitucionais”, avisou Vaccarezza.
No momento da votação da emenda, Vaccarezza irá orientar por sua rejeição. Já o líder do PMDB deve recomendar a aprovação. Segundo Henrique Eduardo Alves, será nesse momento que a base deve aprovar a matéria, contra orientação do governo. "[Cândido] Vaccarezza [líder do governo na Câmara] disse que vai encaminhar decisão contrária (à emenda), mas a posição do PMDB é esta. A democracia é assim. Vamos votar, senão vai parar tudo na Câmara de novo", disse mais cedo o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves.
Diante do evidente racha na base governista, o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) afirmou que o partido será "solidário" com a posição do governo em relação ao relatório do Código Florestal. Berzoini disse que a bancada fechou questão contra a emenda. "Vamos acompanhar a posição do governo, não faremos uma apuração de posição", disse Berzoini ao G1.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Premiê de Israel pede que Abbas rompa acordo de união com Hamas
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu nesta terça-feira "concessões dolorosas" para alcançar a paz com os palestinos, mas disse que não concordará com nenhum acordo que ameace a segurança israelense ou o Estado judeu.
"Os acordos de paz entre Israel, Egito e Jordânia são vitais, mas não suficientes. Temos de encontrar uma forma de forjar a paz duradoura com os palestinos", disse Netanyahu.
Um porta-voz do presidente palestino, Mahmud Abbas, reagiu ao pronunciamento afirmando que é uma "declaração de guerra".
Leia também:
Netanyahu detalha condições para paz
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Obama defende fronteiras de 1967
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Discurso de Obama pressiona Netanyahu
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Em um discurso perante uma sessão conjunta do Congresso dos EUA, onde foi ovacionado de pé em vários momentos, Netanyahu disse que as negociações para chegar a um acordo de paz haviam fracassado nas últimas décadas porque os palestinos não estavam dispostos a aceitar um Estado judeu.
Depois, conclamou o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, a romper seu acordo de união com o movimento islâmico Hamas - que não reconhece o direito de existência de Israel - e negociar com o Estado israelense.
"O Hamas não é um parceiro da paz. Continua comprometido com a destruição de Israel. Vamos negociar com a Autoridade Palestina, mas não com a versão palestina da Al-Qaeda", afirmou.
"Rompa seu pacto com o Hamas e faça um pacto com Israel. Assim, não seremos o último país a dar as boas-vindas a um Estado palestino como membro da ONU, mas o primeiro", disse o premiê em referência à intenção da liderança palestina de pedir em setembro à Organização das Nações Unidas o reconhecimento de um Estado.
Em seu pronunciamento, Netanyahu disse que quer e precisa da paz, mas repetidamente rejeitou o que chamou de fronteiras "indefensáveis" que existiam antes da Guerra dos Seis Dias, em 1967. "Seremos generosos no tamanho de um Estado palestino. Mas seremos firmes onde estarão as fronteiras", afirmou.
Israel, que usufrui de um grande apoio bipartidário no Congresso, não gostou do apoio dado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, a um Estado palestino com base nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, quando Israel capturou a Península do Sinai e a Faixa de Gaza do Egito, a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) da Jordânia e as Colinas do Golan da Síria.
Obama também pediu a retirada completa de Israel da Cisjordânia, algo que Netanyahu disse que seria possível apenas em longuíssimo prazo.
Obama não pediu o retorno exato às fronteiras que Israel tinha antes do conflito. Ele, como os palestinos, está aberto a trocas territoriais para que Israel mantenha os assentamentos que construiu depois de 1967. Entretanto, Obama não ofereceu propostas de como fazer com que os dois lados voltem a negociar. Os palestinos se recusam a dialogar enquanto continuarem as construções de assentamentos israelenses.
Em seu pronunciamento, Netanyahu também reiterou a recusa de Israel de aceitar o retorno de milhões de refugiados palestinos e de suas famílias para Israel. Além disso, manteve que Jerusalém, reivindicada pelos dois lados como sua capital, não seria dividida.
O premiê disse que Israel precisa buscar a paz com os palestinos, o que exigirá "concessões dolorosas" que incluem a entrega de terras na Cisjordânia. "Isso não é fácil, porque reconheço que a verdadeira paz necessitará da entrega de partes da terra natal ancestral dos judeus", disse, referindo-se ao território ocupado da Cisjordânia. "Em qualquer acordo de paz real, em qualquer acordo de paz que ponha fim ao conflito, alguns assentamentos ficarão fora das fronteiras de Israel."
"(Mas) estou disposto a fazer as dolorosas concessões para atingir essa paz histórica. Como líder de Israel, é minha responsabilidade", disse.
Manifestante
Durante o discurso, Netanyahu foi rapidamente interrompido por uma manifestante contrária à política israelense nos territórios ocupados. Alguns minutos depois do início do discurso, uma mulher que estava sentada entre o público levantou-se e gritou: "Chega de ocupação".
A manifestante estava a apenas cinco metros da esposa do primeiro-ministro, Sarah Netanyahu. O premiê israelense fez uma pausa antes de continuar e disse: “Considero uma honra, e tenho certeza que vocês também, o fato de que em nossa sociedade possamos nos manifestar. Não veríamos manifestações desse tipo nos parlamentos ridículos de Teerã ou de Trípoli".
A manifestante tentou brandir uma bandeirola com a cor vermelha, que foi arrancada de sua mão imediatamente por um membro dos serviços de segurança. Ela foi levada para fora da Câmara dos Representantes.
"Os acordos de paz entre Israel, Egito e Jordânia são vitais, mas não suficientes. Temos de encontrar uma forma de forjar a paz duradoura com os palestinos", disse Netanyahu.
Um porta-voz do presidente palestino, Mahmud Abbas, reagiu ao pronunciamento afirmando que é uma "declaração de guerra".
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Em um discurso perante uma sessão conjunta do Congresso dos EUA, onde foi ovacionado de pé em vários momentos, Netanyahu disse que as negociações para chegar a um acordo de paz haviam fracassado nas últimas décadas porque os palestinos não estavam dispostos a aceitar um Estado judeu.
Depois, conclamou o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, a romper seu acordo de união com o movimento islâmico Hamas - que não reconhece o direito de existência de Israel - e negociar com o Estado israelense.
"O Hamas não é um parceiro da paz. Continua comprometido com a destruição de Israel. Vamos negociar com a Autoridade Palestina, mas não com a versão palestina da Al-Qaeda", afirmou.
"Rompa seu pacto com o Hamas e faça um pacto com Israel. Assim, não seremos o último país a dar as boas-vindas a um Estado palestino como membro da ONU, mas o primeiro", disse o premiê em referência à intenção da liderança palestina de pedir em setembro à Organização das Nações Unidas o reconhecimento de um Estado.
Em seu pronunciamento, Netanyahu disse que quer e precisa da paz, mas repetidamente rejeitou o que chamou de fronteiras "indefensáveis" que existiam antes da Guerra dos Seis Dias, em 1967. "Seremos generosos no tamanho de um Estado palestino. Mas seremos firmes onde estarão as fronteiras", afirmou.
Israel, que usufrui de um grande apoio bipartidário no Congresso, não gostou do apoio dado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, a um Estado palestino com base nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, quando Israel capturou a Península do Sinai e a Faixa de Gaza do Egito, a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) da Jordânia e as Colinas do Golan da Síria.
Obama também pediu a retirada completa de Israel da Cisjordânia, algo que Netanyahu disse que seria possível apenas em longuíssimo prazo.
Obama não pediu o retorno exato às fronteiras que Israel tinha antes do conflito. Ele, como os palestinos, está aberto a trocas territoriais para que Israel mantenha os assentamentos que construiu depois de 1967. Entretanto, Obama não ofereceu propostas de como fazer com que os dois lados voltem a negociar. Os palestinos se recusam a dialogar enquanto continuarem as construções de assentamentos israelenses.
Em seu pronunciamento, Netanyahu também reiterou a recusa de Israel de aceitar o retorno de milhões de refugiados palestinos e de suas famílias para Israel. Além disso, manteve que Jerusalém, reivindicada pelos dois lados como sua capital, não seria dividida.
O premiê disse que Israel precisa buscar a paz com os palestinos, o que exigirá "concessões dolorosas" que incluem a entrega de terras na Cisjordânia. "Isso não é fácil, porque reconheço que a verdadeira paz necessitará da entrega de partes da terra natal ancestral dos judeus", disse, referindo-se ao território ocupado da Cisjordânia. "Em qualquer acordo de paz real, em qualquer acordo de paz que ponha fim ao conflito, alguns assentamentos ficarão fora das fronteiras de Israel."
"(Mas) estou disposto a fazer as dolorosas concessões para atingir essa paz histórica. Como líder de Israel, é minha responsabilidade", disse.
Manifestante
Durante o discurso, Netanyahu foi rapidamente interrompido por uma manifestante contrária à política israelense nos territórios ocupados. Alguns minutos depois do início do discurso, uma mulher que estava sentada entre o público levantou-se e gritou: "Chega de ocupação".
A manifestante estava a apenas cinco metros da esposa do primeiro-ministro, Sarah Netanyahu. O premiê israelense fez uma pausa antes de continuar e disse: “Considero uma honra, e tenho certeza que vocês também, o fato de que em nossa sociedade possamos nos manifestar. Não veríamos manifestações desse tipo nos parlamentos ridículos de Teerã ou de Trípoli".
A manifestante tentou brandir uma bandeirola com a cor vermelha, que foi arrancada de sua mão imediatamente por um membro dos serviços de segurança. Ela foi levada para fora da Câmara dos Representantes.
Lula se reúne com senadores do PT para discutir reforma política e caso Palocci
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se na tarde desta terça-feira com 13 dos 15 senadores petistas para discutir a reforma política. O encontro foi na casa da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Apesar de não estar na pauta da reunião, as denúncias contra o ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, também fizeram parte das conversas.
“Mas falamos também sobre o novo momento do PT no Senado, com a nova bancada, e sobre a sucessão municipal”, disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).
Ele, no entanto, confirmou que as denúncias contra Palloci também foram assunto debatido entre os senadores petistas. “Falamos, mas falamos pouco sobre esse assunto. A posição de Lula é semelhante à nossa, de que nada questionou a lisura do ministro Palocci. Não há nenhuma acusação formal. Como não há nenhuma prova, as coisas já estão devidamente respondidas”.
A bancada do PT considera que o depoimento de Palocci, previsto para os próximos dias na Procuradoria-Geral da República (PGR), serão suficientes para esclarecer o caso. “Ele tem o prazo de 15 dias para dar a resposta formal à PGR. Palocci tem história e postura que nos dá confiança em seus empreendimentos”, disse o líder petista.
“Temos a convicção de que os dados [de enriquecimento exagerado do ministro, noticiados pela imprensa] em nada comprovam de forma concreta qualquer tipo de irregularidade contra ele”, disse o senador Paulo Paim (PT-RS). “Agora, cabe a quem fez a denúncia prová-la”, acrescentou. Tom similar foi adotado pelo senador José Pimentel (PT-CE): "Quem levantou a tese terá de prová-la”
“Mas falamos também sobre o novo momento do PT no Senado, com a nova bancada, e sobre a sucessão municipal”, disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).
Ele, no entanto, confirmou que as denúncias contra Palloci também foram assunto debatido entre os senadores petistas. “Falamos, mas falamos pouco sobre esse assunto. A posição de Lula é semelhante à nossa, de que nada questionou a lisura do ministro Palocci. Não há nenhuma acusação formal. Como não há nenhuma prova, as coisas já estão devidamente respondidas”.
A bancada do PT considera que o depoimento de Palocci, previsto para os próximos dias na Procuradoria-Geral da República (PGR), serão suficientes para esclarecer o caso. “Ele tem o prazo de 15 dias para dar a resposta formal à PGR. Palocci tem história e postura que nos dá confiança em seus empreendimentos”, disse o líder petista.
“Temos a convicção de que os dados [de enriquecimento exagerado do ministro, noticiados pela imprensa] em nada comprovam de forma concreta qualquer tipo de irregularidade contra ele”, disse o senador Paulo Paim (PT-RS). “Agora, cabe a quem fez a denúncia prová-la”, acrescentou. Tom similar foi adotado pelo senador José Pimentel (PT-CE): "Quem levantou a tese terá de prová-la”
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Dupla sertaneja é presa após furtar joalheria no interior de SP
Uma dupla sertaneja foi presa em flagrante após furtar joalheria em Ibitinga, interior de São Paulo. O fato ocorreu por volta das 17 horas da última terça-feira, na rua Prudente de Moraes, número 1025.
Altemir Cândido Barreiro, de 37 anos, entrou no estabelecimento e furtou um anel no momento em que o vendedor lhe mostrava as jóias.
Enquanto isso, do lado de fora, Altair Lelis Barreiros, de 41 anos, o esperava com o carro ligado. Funcionários da loja reconheceram Altemir por fotos divulgadas pela polícia.
Os ladrões foram detidos no momento em que saíam do local. Com eles foram encontrados mais nove anéis, duas pulseiras, uma caneta da marca Mont Blanc e um relógio Rolex.
O caso foi registrado no Distrito Policial de Ibitinga.
Altemir Cândido Barreiro, de 37 anos, entrou no estabelecimento e furtou um anel no momento em que o vendedor lhe mostrava as jóias.
Enquanto isso, do lado de fora, Altair Lelis Barreiros, de 41 anos, o esperava com o carro ligado. Funcionários da loja reconheceram Altemir por fotos divulgadas pela polícia.
Os ladrões foram detidos no momento em que saíam do local. Com eles foram encontrados mais nove anéis, duas pulseiras, uma caneta da marca Mont Blanc e um relógio Rolex.
O caso foi registrado no Distrito Policial de Ibitinga.
País criou 2,86 milhões de vagas formais em 2010, diz Ministério
O Ministério do Trabalho divulgou, nesta quarta-feira, uma pesquisa que revela a criação de 2,861 milhões de empregos formais (com carteira assinada) em 2010 no Brasil. De acordo com o levantamento, o crescimento é de 6,94% em relação a 2009.
As informações foram divulgadas na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e superam a criação de vagas no mês de janeiro. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), os empregos formais no ano passado ficaram em 2,52 milhões.
A Rais reúne os empregados contratados sob o regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), além de trabalhadores estatutários, temporários e avulsos.
As informações foram divulgadas na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e superam a criação de vagas no mês de janeiro. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), os empregos formais no ano passado ficaram em 2,52 milhões.
A Rais reúne os empregados contratados sob o regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), além de trabalhadores estatutários, temporários e avulsos.
Boletim do FBI diz que 'lobos solitários' são maior ameaça de terrorismo nos EUA
Ataques planejados por um único indivíduo são a maior ameaça de terrorismo nos Estados Unidos após a morte de Osama Bin Laden, segundo um boletim enviado pelo FBI e pelo Departamento de Segurança Interna do país, que teve trechos divulgados pela imprensa americana.
Segundo o documento recebido por departamentos de polícia estaduais e locais, "lobos solitários" que seguem a ideologia da Al-Qaeda têm mais probabilidade de cometer ataques no curto prazo porque "não são afetados pelas restrições organizacionais que podem atrasar a tomada de decisões em grupos terroristas estabelecidos".
A mensagem do governo afirma também que esses militantes podem tentar atacar alvos com baixos níveis de segurança usando explosivos improvisados ou armas pequenas, mas destaca que "não há nenhuma informação confiável que sugira que há planos específicos em curso".
De acordo com a mídia americana, o documento também relembra vários ataques envolvendo um único criminoso, entre eles o ataque de Fort Hood em 2009, que deixou 13 mortos e teria sido realizado por um militar.
O governo americano cita um comunicado emitido pela Al-Qaeda confirmando a morte de Bin Laden e dizendo que os "soldados do Islã" continuarão a planejar ataques. A revista Inspire, publicada em inglês pela Al-Qaeda na Península Árabe, também foi mencionada por dizer que ataques cometidos por indivíduos "podem ter um impacto significativo".
Logo após o anúncio da morte de Bin Laden, o Departamento de Segurança Interna dos EUA também teria alertado proprietários de imóveis e agências imobiliárias do país sobre a ameaça dos "lobos solitários" e pedido atenção redobrada com inquilinos.
Segundo o documento recebido por departamentos de polícia estaduais e locais, "lobos solitários" que seguem a ideologia da Al-Qaeda têm mais probabilidade de cometer ataques no curto prazo porque "não são afetados pelas restrições organizacionais que podem atrasar a tomada de decisões em grupos terroristas estabelecidos".
A mensagem do governo afirma também que esses militantes podem tentar atacar alvos com baixos níveis de segurança usando explosivos improvisados ou armas pequenas, mas destaca que "não há nenhuma informação confiável que sugira que há planos específicos em curso".
De acordo com a mídia americana, o documento também relembra vários ataques envolvendo um único criminoso, entre eles o ataque de Fort Hood em 2009, que deixou 13 mortos e teria sido realizado por um militar.
O governo americano cita um comunicado emitido pela Al-Qaeda confirmando a morte de Bin Laden e dizendo que os "soldados do Islã" continuarão a planejar ataques. A revista Inspire, publicada em inglês pela Al-Qaeda na Península Árabe, também foi mencionada por dizer que ataques cometidos por indivíduos "podem ter um impacto significativo".
Logo após o anúncio da morte de Bin Laden, o Departamento de Segurança Interna dos EUA também teria alertado proprietários de imóveis e agências imobiliárias do país sobre a ameaça dos "lobos solitários" e pedido atenção redobrada com inquilinos.
SP anuncia aumento de 42% para professores nos próximos 4 anos
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou na manhã desta quarta-feira (11) um aumento de 42,2% no salário-base de professores, funcionários do quadro do magistério (diretores, supervisores) e do quadro de apoio para os próximos quatro anos. O reajuste vai beneficiar 374 mil profissionais, segundo o governo do estado.
O reajuste que passa a valer a partir de 1º de julho será de 13,8% em 2011. O salário de um professor em início de carreira, que trabalha 40 horas semanais, passará de R$1665 para R$ 1894.
A nova política salarial para a categoria prevê, em 2012, o aumento de 10,2%. Em 2013, o reajuste previsto é de 6% e, em 2014, de 7%. “Isso fora a valorização do mérito, que será mantida, e o bônus por desempenho”, afirmou Alckmin em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, Zona Sul da capital. O governador não descartou que a valorização do mérito e do bônus por desempenho sejam aperfeiçoados futuramente.
As gratificações como a Gratificação de Atividade do Magistério (GAM) e a Gratificação Geral (GG), no entanto, serão incorporadas ao salário. “O que nós queremos com a valorização do salário-base é atrair jovens para a carreira do magistério”, disse Alckmin.
O governo anunciou ainda a contratação, por meio de concurso público, de 10 mil agentes de organização escolar, que tem como objetivo liberar os diretores de escola para a atividade pedagógica. “Ele [o agente de organização escolar] faz a parte burocrática e faz o pátio, faz a parte da vida interna da escola. É um misto de secretário e inspetor”, afirmou o governador.
Para contribuir para a manutenção da ordem nas escolas, Alckmin anunciou também a criação de 5260 postos de gerentes de organização escolar. Eles poderão ser ocupados por atuais funcionários ou por novos contratados.
Como o reajuste incide sobre o salário-base, funcionários inativos também serão beneficiados. A nova política salarial para funcionários do setor foi definida após uma série de encontros com professores e dirigentes de escolas de todo o estado do qual participou o secretário da educação, Herman Voorwald.
O reajuste que passa a valer a partir de 1º de julho será de 13,8% em 2011. O salário de um professor em início de carreira, que trabalha 40 horas semanais, passará de R$1665 para R$ 1894.
A nova política salarial para a categoria prevê, em 2012, o aumento de 10,2%. Em 2013, o reajuste previsto é de 6% e, em 2014, de 7%. “Isso fora a valorização do mérito, que será mantida, e o bônus por desempenho”, afirmou Alckmin em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, Zona Sul da capital. O governador não descartou que a valorização do mérito e do bônus por desempenho sejam aperfeiçoados futuramente.
As gratificações como a Gratificação de Atividade do Magistério (GAM) e a Gratificação Geral (GG), no entanto, serão incorporadas ao salário. “O que nós queremos com a valorização do salário-base é atrair jovens para a carreira do magistério”, disse Alckmin.
O governo anunciou ainda a contratação, por meio de concurso público, de 10 mil agentes de organização escolar, que tem como objetivo liberar os diretores de escola para a atividade pedagógica. “Ele [o agente de organização escolar] faz a parte burocrática e faz o pátio, faz a parte da vida interna da escola. É um misto de secretário e inspetor”, afirmou o governador.
Para contribuir para a manutenção da ordem nas escolas, Alckmin anunciou também a criação de 5260 postos de gerentes de organização escolar. Eles poderão ser ocupados por atuais funcionários ou por novos contratados.
Como o reajuste incide sobre o salário-base, funcionários inativos também serão beneficiados. A nova política salarial para funcionários do setor foi definida após uma série de encontros com professores e dirigentes de escolas de todo o estado do qual participou o secretário da educação, Herman Voorwald.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Morre Osama bin Laden
A rede de TV CNN afirmou na noite deste domingo (1) que Osama bin Laden, líder da organização terrorista Al-Qaeda, está morto. A informação teria sido confirmada por três fontes norte-americanas e também foi reproduzida pela agência de notícias Reuters.
O presidente Barack Obama deve realizar um pronunciamento na TV dos Estados Unidos para comentar a morte nos próximos instantes. Segundo a CNN, o corpo do terrorista estaria em poder das autoridades dos Estados Unidos.
Ainda de acordo com a emissora, o terrorista teria sido morto em uma mansão nos arredores de Islamabad, no Paquistão.
Procurado há pelo menos dez anos pelos EUA, Bin Laden é considerado o mentor intelectual dos atentados de 11 de Setembro de 2001.
O presidente Barack Obama deve realizar um pronunciamento na TV dos Estados Unidos para comentar a morte nos próximos instantes. Segundo a CNN, o corpo do terrorista estaria em poder das autoridades dos Estados Unidos.
Ainda de acordo com a emissora, o terrorista teria sido morto em uma mansão nos arredores de Islamabad, no Paquistão.
Procurado há pelo menos dez anos pelos EUA, Bin Laden é considerado o mentor intelectual dos atentados de 11 de Setembro de 2001.
Partidários de Kadafi atacam embaixadas estrangeiras em Trípoli
Uma multidão furiosa atacou prédios diplomáticos na capital da Líbia, Trípoli, neste domingo, em resposta ao último ataque da Otan, a aliança militar ocidental, ao complexo residencial do líder líbio, Muamar Kadafi. Segundo o governo, o filho mais novo de Kadafi e três de seus netos foram mortos no ataque.
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Ataque da Otan mata filho e netos de Kadafi na Líbia
Otan confirma ataques, mas não mortes do filho e netos de Kadafi
Otan e rebeldes rejeitam proposta de cessar-fogo de Kadafi
Kadafi adverte que guerra pode chegar ao Ocidente
Os partidários do coronel atearam fogo às instalações da embaixada britânica e atacaram as embaixadas da Itália e dos Estados Unidos.
Por causa do incidente, a Grã-Bretanha anunciou a expulsão do embaixador líbio do país.
O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, disse que "a Convenção de Viena exige que o governo de Kadafi proteja as missões diplomáticas em Trípoli. Ao falhar, o regime novamente faltou com suas responsabilidades e obrigações internacionais".
O governo líbio disse lamentar o vandalismo e culpou uma "multidão incontrolável" pelos ataques.
A ONU também decidiu neste domingo que vai retirar todos os seus funcionários estrangeiros da capital líbia, Trípoli, depois que os escritórios da organização no país foram saqueados, segundo informações obtidas pela BBC.
Os ataques a prédios da ONU e missões diplomáticas ocidentais teriam começado depois que um porta-voz do governo disse que um ataque da Otan matou o filho mais jovem do líder líbio, Saif al-Arab Kadafi, de 29 anos, e três de seus netos na noite de sábado.
No entanto, a Otan disse que o ataque foi planejado exclusivamente contra instalações militares, e não contra indivíduos em particular.
Ainda não há confirmação independente das mortes de familiares de Kadafi.
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Por causa do incidente, a Grã-Bretanha anunciou a expulsão do embaixador líbio do país.
O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, disse que "a Convenção de Viena exige que o governo de Kadafi proteja as missões diplomáticas em Trípoli. Ao falhar, o regime novamente faltou com suas responsabilidades e obrigações internacionais".
O governo líbio disse lamentar o vandalismo e culpou uma "multidão incontrolável" pelos ataques.
A ONU também decidiu neste domingo que vai retirar todos os seus funcionários estrangeiros da capital líbia, Trípoli, depois que os escritórios da organização no país foram saqueados, segundo informações obtidas pela BBC.
Os ataques a prédios da ONU e missões diplomáticas ocidentais teriam começado depois que um porta-voz do governo disse que um ataque da Otan matou o filho mais jovem do líder líbio, Saif al-Arab Kadafi, de 29 anos, e três de seus netos na noite de sábado.
No entanto, a Otan disse que o ataque foi planejado exclusivamente contra instalações militares, e não contra indivíduos em particular.
Ainda não há confirmação independente das mortes de familiares de Kadafi.
Com pneumonia, Dilma passa por exames no Hospital Sírio-Libanês
A presidente Dilma Rousseff passou por exames, neste domingo, no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo. Ela apresentou quadro leve de pneumonia e já foi medicada.
De acordo com os médicos, ela já estava sob avaliação, por apresentar quadro gripal e estar indisposta há alguns dias. Os médicos descartam a possibilidade de a doença ter relação com a vacina contra a gripe.
De acordo com os médicos, ela já estava sob avaliação, por apresentar quadro gripal e estar indisposta há alguns dias. Os médicos descartam a possibilidade de a doença ter relação com a vacina contra a gripe.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
STF decide que vaga de suplente pertence à coligação
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta – feira que a vaga de suplente pertence à coligação, e não ao partido. O único voto contrário foi do ministro Marco Aurélio. O posicionamento do Supremo mantém o critério de convocação que vem sendo adotado pela Câmara dos Deputados - ele estabelece que o deputado que se afasta do cargo seja substituído por outro da mesma coligação, mas não necessariamente do mesmo partido.
No julgamento, o primeiro voto anunciado foi o da ministra relatora Cármen Lúcia. Ela defendeu que a vaga de suplente é da coligação e argumentou que “não se deve mudar as regras com o jogo em andamento”.
Anteriormente, a ministra havia adotado outra posição, a favor dos partidos. Em decisão liminar, ela determinou que as vagas ocupadas pelos suplentes de coligação fossem passadas para os suplentes de partido que acionaram o Judiciário. A determinação, no entanto, não foi acatada pela Câmara.
Na tarde desta quarta-feira, ao justificar o seu voto, a ministra ressaltou que os eleitores votam sabendo do papel da coligação. “Indicar que candidatos possam ser trocados agora seria alterar o que se foi definido pela Justiça Eleitoral e agir em detrimento do eleitor que decidiu seu voto com base na composição eleitoral que foi anunciada antes das eleições”, disse.
A ministra acrescentou que a permanência das regras que valiam durante a eleição “traduzem-se em segurança jurídica” e que “não se pode surpreender o eleitor que nela confiou para tomar suas decisões”, disse.
A opinião da relatora foi reforçada por quase todos os outros ministros. Para eles, o que foi decidido pelos eleitores não deve ser mudado pelo STF. “O Judiciário não tem o poder de intervir no voto popular”, disse o ministro Dias Toffoli.
Decisão afeta Câmara e Estados
A Câmara tem hoje 25 suplentes que ocupam vagas de titulares de outros partidos. No total, são 48 suplentes em exercício. A manutenção dos 25 deputados dependia da decisão do STF. Se ele se posicionasse a favor do partido, eles poderiam ter que ceder a vaga para suplentes do mesmo partido do deputado titular.
A decisão do Supremo deverá orientar também a convocação de suplentes nas Assembleias Legislativas Estaduais.
O Supremo tem outros 15 processos similares aos mandados de segurança que foram julgados hoje. A resolução desses casos deve seguir a orientação definida hoje pela maioria dos ministros.
Fim da coligação é argumento da defesa
A defesa dos suplentes de partidos que levaram a questão ao Supremo argumentou que as coligações perdem a importância após as eleições, quando os partidos começam a formar outras alianças.
“A coligação só vigora até o resultado das eleições e no âmbito regional. Ela nem sempre acompanha o quadro político que se forma dentro do Congresso, onde se formam blocos de acordo com os interesses do partido”, disse Arthur de Castilho Neto, advogado do primeiro suplente do PPS de Minas Gerais, Humberto Souto.
O mandado de segurança ajuizado por Souto é um dos casos que foram debatidos no plenário. Ele pedia preferência na ocupação da cadeira de Jairo Ataíde (DEM-MG), deixada por Alexandre Silveira, do PPS mineiro.
O outro caso julgado é o do integrante do PSB do Rio de Janeiro, Carlos Mendes. Ele pretendia ocupar a vaga que Alexandre Aguiar Cardoso, do PSB, deixou para assumir a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro e que está ocupada pelo suplente da coligação, Carlos Alberto (PMN-RJ).
No julgamento, o primeiro voto anunciado foi o da ministra relatora Cármen Lúcia. Ela defendeu que a vaga de suplente é da coligação e argumentou que “não se deve mudar as regras com o jogo em andamento”.
Anteriormente, a ministra havia adotado outra posição, a favor dos partidos. Em decisão liminar, ela determinou que as vagas ocupadas pelos suplentes de coligação fossem passadas para os suplentes de partido que acionaram o Judiciário. A determinação, no entanto, não foi acatada pela Câmara.
Na tarde desta quarta-feira, ao justificar o seu voto, a ministra ressaltou que os eleitores votam sabendo do papel da coligação. “Indicar que candidatos possam ser trocados agora seria alterar o que se foi definido pela Justiça Eleitoral e agir em detrimento do eleitor que decidiu seu voto com base na composição eleitoral que foi anunciada antes das eleições”, disse.
A ministra acrescentou que a permanência das regras que valiam durante a eleição “traduzem-se em segurança jurídica” e que “não se pode surpreender o eleitor que nela confiou para tomar suas decisões”, disse.
A opinião da relatora foi reforçada por quase todos os outros ministros. Para eles, o que foi decidido pelos eleitores não deve ser mudado pelo STF. “O Judiciário não tem o poder de intervir no voto popular”, disse o ministro Dias Toffoli.
Decisão afeta Câmara e Estados
A Câmara tem hoje 25 suplentes que ocupam vagas de titulares de outros partidos. No total, são 48 suplentes em exercício. A manutenção dos 25 deputados dependia da decisão do STF. Se ele se posicionasse a favor do partido, eles poderiam ter que ceder a vaga para suplentes do mesmo partido do deputado titular.
A decisão do Supremo deverá orientar também a convocação de suplentes nas Assembleias Legislativas Estaduais.
O Supremo tem outros 15 processos similares aos mandados de segurança que foram julgados hoje. A resolução desses casos deve seguir a orientação definida hoje pela maioria dos ministros.
Fim da coligação é argumento da defesa
A defesa dos suplentes de partidos que levaram a questão ao Supremo argumentou que as coligações perdem a importância após as eleições, quando os partidos começam a formar outras alianças.
“A coligação só vigora até o resultado das eleições e no âmbito regional. Ela nem sempre acompanha o quadro político que se forma dentro do Congresso, onde se formam blocos de acordo com os interesses do partido”, disse Arthur de Castilho Neto, advogado do primeiro suplente do PPS de Minas Gerais, Humberto Souto.
O mandado de segurança ajuizado por Souto é um dos casos que foram debatidos no plenário. Ele pedia preferência na ocupação da cadeira de Jairo Ataíde (DEM-MG), deixada por Alexandre Silveira, do PPS mineiro.
O outro caso julgado é o do integrante do PSB do Rio de Janeiro, Carlos Mendes. Ele pretendia ocupar a vaga que Alexandre Aguiar Cardoso, do PSB, deixou para assumir a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro e que está ocupada pelo suplente da coligação, Carlos Alberto (PMN-RJ).
Número de mortos por tempestades e tornados passa de 170 nos EUA
O número de mortos pelas violentas tempestades e tornados que atingiram grande parte do território dos EUA na véspera atinge173, informaram autoridades na manhã desta quinta-feira (28).
O estado mais afetado é o Alabama, onde 128 pessoas morreram, segundo o escritório do governador Robert Bentley. Os danos se espalham por uma grande área.
Também há mortos no Mississippi (32), na Geórgia (11), no Tennessee (1) e na Virgínia (1). Autoridades e imprensa temem que o número de vítimas cresça.
As autoridades declararam estado de emergência em sete estados: Alabama, Arkansas, Kentucky, Mississippi, Missouri, Tennessee e Oklahoma.
Em todos eles, os governadores convocaram a Guarda Nacional para ajudar nas operações de resgate e limpeza.
De um total de 50 estados, 21 foram afetados por temporais, em uma região que vai dos Grandes Lagos, no extremo norte do país, até o Golfo do México, no sul.
O presidente Barack Obama ordenou que o governo “aja rapidamente” no Alabama.
No estado, um gigantesco tornado de quase um quilômetro passou sobre Tuscaloosa, arrasando a região. O prefeito da cidade, Walter Maddox, disse que “algumas zonas estão literalmente irreconhecíveis”.
Muitas pessoas ficaram presas em suas casas, com as portas bloqueadas por árvores. As ruas estão repletas de destroços.
Em Birmingham, maior cidade do Alabama, outro tornado causou enorme destruição no norte da zona urbana, arrastando automóveis e arrancando árvores. Ao menos 375 mil pessoas ficaram sem eletricidade no estado, segundo as autoridades.
Centenas de pessoas foram retiradas para abrigos no Missouri, após o rompimento de diques do Rio Black, próximo à localidade de Poplar Bluff. Imagens da televisão americana mostram equipes de resgate enfrentando a forte correnteza para salvar pessoas bloqueadas pelas águas.
Segundo o serviço meteorológico nacional (NWS, National Weather Service), a previsão é de uma breve calmaria para esta quinta (28) e sexta-feira (29), antes da chegada, no sábado (30), de uma nova tempestade.
O estado mais afetado é o Alabama, onde 128 pessoas morreram, segundo o escritório do governador Robert Bentley. Os danos se espalham por uma grande área.
Também há mortos no Mississippi (32), na Geórgia (11), no Tennessee (1) e na Virgínia (1). Autoridades e imprensa temem que o número de vítimas cresça.
As autoridades declararam estado de emergência em sete estados: Alabama, Arkansas, Kentucky, Mississippi, Missouri, Tennessee e Oklahoma.
Em todos eles, os governadores convocaram a Guarda Nacional para ajudar nas operações de resgate e limpeza.
De um total de 50 estados, 21 foram afetados por temporais, em uma região que vai dos Grandes Lagos, no extremo norte do país, até o Golfo do México, no sul.
O presidente Barack Obama ordenou que o governo “aja rapidamente” no Alabama.
No estado, um gigantesco tornado de quase um quilômetro passou sobre Tuscaloosa, arrasando a região. O prefeito da cidade, Walter Maddox, disse que “algumas zonas estão literalmente irreconhecíveis”.
Muitas pessoas ficaram presas em suas casas, com as portas bloqueadas por árvores. As ruas estão repletas de destroços.
Em Birmingham, maior cidade do Alabama, outro tornado causou enorme destruição no norte da zona urbana, arrastando automóveis e arrancando árvores. Ao menos 375 mil pessoas ficaram sem eletricidade no estado, segundo as autoridades.
Centenas de pessoas foram retiradas para abrigos no Missouri, após o rompimento de diques do Rio Black, próximo à localidade de Poplar Bluff. Imagens da televisão americana mostram equipes de resgate enfrentando a forte correnteza para salvar pessoas bloqueadas pelas águas.
Segundo o serviço meteorológico nacional (NWS, National Weather Service), a previsão é de uma breve calmaria para esta quinta (28) e sexta-feira (29), antes da chegada, no sábado (30), de uma nova tempestade.
terça-feira, 26 de abril de 2011
"É legítimo" bombardear o prédio de Kadhafi, dizem EUA e Inglaterra
Os escritórios do dirigente líbio Muamar Kadhafi, bombardeados na segunda-feira, representam um "alvo legítimo", consideraram nesta terça-feira, em Washington, o secretário americano e o ministro britânico da Defesa, Robert Gates e Liam Fox.
"Julgamos que os centros de controle e de comando são alvos legítimos e os destruímos, então", afirmou Robert Gates durante entrevista à imprensa, ao lado de Fox.
É de lá que as forças de Kadhafi cometem violências contra as populações civis, como em Misrata, explicou.Mas o coronel Kadhafi não é ele próprio o alvo de aviões da Otan, precisou Gates.
Os escritórios de Muamar Kadhafi, situados em sua mansão do setor de Bab Al-Aziziya em Trípoli, foram totalmente destruídos na segunda-feira por um ataque aéreo da Otan.
O ministro britânico falou em "avanços" das tropas nos últimos dias, principalmente em Misrata.
"Julgamos que os centros de controle e de comando são alvos legítimos e os destruímos, então", afirmou Robert Gates durante entrevista à imprensa, ao lado de Fox.
É de lá que as forças de Kadhafi cometem violências contra as populações civis, como em Misrata, explicou.Mas o coronel Kadhafi não é ele próprio o alvo de aviões da Otan, precisou Gates.
Os escritórios de Muamar Kadhafi, situados em sua mansão do setor de Bab Al-Aziziya em Trípoli, foram totalmente destruídos na segunda-feira por um ataque aéreo da Otan.
O ministro britânico falou em "avanços" das tropas nos últimos dias, principalmente em Misrata.
Veja o calendário dos principais vestibulares 2012 de São Paulo
O calendário completo:
Outubro
09 a 14/10 – Fuvest 2012 – Provas de Habilidades Específicas antecipadas das carreiras de Música (São Paulo) e Artes Visuais
Novembro
6/11 – Unesp 2012 – Prova da 1ª fase
13/11 – Unicamp 2012 – Prova da 1ª fase
20/11 – PUC-SP 2012 – Prova
25/11 – PUC-Camp – Prova de habilidades específicas
26/11 – PUC-Camp – Prova geral
27/11 – Fuvest 2012 – Prova da 1ª fase
Dezembro
5 a 15/12 – Unesp 2012 – Provas de Habilidades Específicas
9/12 – PUC-Campinas 2012 – Divulgação da lista de aprovados
13 a 15/12 – PUC-Campinas 2012 – Matrículas
13 a 16/12 – ITA 2012 – Provas
15/12 – PUC-SP – Divulgação da lista de aprovados
15 e 16/12 – Unifesp 2012 – Prova de 1ª fase
19 e 20/12/2011 – Matrícula da 1ª chamada
19 e 20/12 – Unesp 2012 – Provas da 2ª fase
19/12 – Fuvest 2012 – Divulgação da lista de convocados e dos locais de exames da 2ª fase
20/12 – Unicamp 2012 – Divulgação da lista de convocados e dos locais de exames da 2ª fase
30/12– ITA 2012 – Divulgação dos aprovados
Janeiro de 2012
08 a 10/1 – Fuvest 2012 – Provas da 2ª fase
11 a 13/1 – Fuvest 2012 – Provas de Habilidades Específicas
15 a 17/1 – Unicamp 2012 – Provas de 2ª fase
22/1– ITA 2012 – Apresentação e matrícula dos alunos aprovados
23 a 26/1 – Unicamp 2012 – Provas de Habilidades Específicas
27/1 – Unesp 2012 - Divulgação da lista de convocados em 1ª chamada
30/1 – Unifesp 2012 - Divulgação da lista de convocados em 1ª chamada
Fevereiro de 2012
4/2 – Fuvest 2012 – Divulgação da lista de convocados em 1ª chamada
6/2 – Unicamp 2012 – Divulgação da lista de convocados em 1ª chamada
8 e 9/2 – Unesp 2012 - Matrícula da 1ª chamada
9/2 – Unicamp 2012 – Matrícula da 1ª chamada
9/2 – Unifesp 2012 – Matrícula da 1ª chamada
A Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) utiliza somente o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como processo seletivo para ingresso. As datas das provas no Enem ainda não foram divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC).
Outubro
09 a 14/10 – Fuvest 2012 – Provas de Habilidades Específicas antecipadas das carreiras de Música (São Paulo) e Artes Visuais
Novembro
6/11 – Unesp 2012 – Prova da 1ª fase
13/11 – Unicamp 2012 – Prova da 1ª fase
20/11 – PUC-SP 2012 – Prova
25/11 – PUC-Camp – Prova de habilidades específicas
26/11 – PUC-Camp – Prova geral
27/11 – Fuvest 2012 – Prova da 1ª fase
Dezembro
5 a 15/12 – Unesp 2012 – Provas de Habilidades Específicas
9/12 – PUC-Campinas 2012 – Divulgação da lista de aprovados
13 a 15/12 – PUC-Campinas 2012 – Matrículas
13 a 16/12 – ITA 2012 – Provas
15/12 – PUC-SP – Divulgação da lista de aprovados
15 e 16/12 – Unifesp 2012 – Prova de 1ª fase
19 e 20/12/2011 – Matrícula da 1ª chamada
19 e 20/12 – Unesp 2012 – Provas da 2ª fase
19/12 – Fuvest 2012 – Divulgação da lista de convocados e dos locais de exames da 2ª fase
20/12 – Unicamp 2012 – Divulgação da lista de convocados e dos locais de exames da 2ª fase
30/12– ITA 2012 – Divulgação dos aprovados
Janeiro de 2012
08 a 10/1 – Fuvest 2012 – Provas da 2ª fase
11 a 13/1 – Fuvest 2012 – Provas de Habilidades Específicas
15 a 17/1 – Unicamp 2012 – Provas de 2ª fase
22/1– ITA 2012 – Apresentação e matrícula dos alunos aprovados
23 a 26/1 – Unicamp 2012 – Provas de Habilidades Específicas
27/1 – Unesp 2012 - Divulgação da lista de convocados em 1ª chamada
30/1 – Unifesp 2012 - Divulgação da lista de convocados em 1ª chamada
Fevereiro de 2012
4/2 – Fuvest 2012 – Divulgação da lista de convocados em 1ª chamada
6/2 – Unicamp 2012 – Divulgação da lista de convocados em 1ª chamada
8 e 9/2 – Unesp 2012 - Matrícula da 1ª chamada
9/2 – Unicamp 2012 – Matrícula da 1ª chamada
9/2 – Unifesp 2012 – Matrícula da 1ª chamada
A Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) utiliza somente o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como processo seletivo para ingresso. As datas das provas no Enem ainda não foram divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC).
Geração de empregos vai recuar em 2011, diz ministra do Planejamento
A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, disse nesta terça-feira (26) que a geração de empregos deve recuar neste ano, na comparação com o ano passado, quando, segundo dados do Ministério do Trabalho, foram geradas 2,52 milhões de vagas com carteira assinada - recorde histórico.
"O crescimento [da economia] vai continuar gerando empregos. Não no mesmo patamar do ano passado, mas ainda em um patamar alto. Em muito setores da economia, podemos considerar que haverá pleno emprego. Os desafios são educação, ensino técnico e qualificação da mão de obra", declarou ela durante audiência pública na Câmara dos Deputados.
A estimativa de Miriam Belchior contrasta, porém, com a previsão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Para ele, a geração de empregos com carteira assinada irá acelerar neste ano e bater novo recorde histórico ao somar três milhões de empregos com carteira assinada.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho mostram que, nos três primeiros meses de 2011, a criação de vagas formais somou 583.886, valor abaixo do registrado em igual período do ano passado (+657,25 mil). Segundo o Ministério do Trabalho, o resultado do primeiro trimestre foi o terceiro melhor da série histórica do Caged, sendo menor, também, do registrado no ano de 2008.
saiba mais
Governo está fazendo 'pente fino' em restos a pagar, diz Miriam Belchior
Inflação
Na Câmara dos Deputados, a ministra do Planejamento repetiu boa parte da apresentação feita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na manhã desta terça-feira, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) no Palácio do Planalto. Assim como Mantega, Belchior afirmou que a inflação cresceu no mundo inteiro, e não somente no Brasil. Acrescentou que o governo está utilizando "diversas armas" que possui contra o aumento dos preços.
Sobre o crescimento do crédito, que tem impactado os índices de preços, ela repetiu Mantega novamente ao dizer que o governo tenta fazer ajustes, mas "sem matar a galinha dos ovos de ouro". "O mercado interno foi fundamental na época da crise. Queremos mantê-lo, mas em situação mais tranquila do que no ano passado. A tradição é que, em um momento como este, corto absolutamente tudo [gastos no orçamento]. Não estamos fazendo isso. Estamos mantendo o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e os estímulos ao investimento privado", declarou.
"O crescimento [da economia] vai continuar gerando empregos. Não no mesmo patamar do ano passado, mas ainda em um patamar alto. Em muito setores da economia, podemos considerar que haverá pleno emprego. Os desafios são educação, ensino técnico e qualificação da mão de obra", declarou ela durante audiência pública na Câmara dos Deputados.
A estimativa de Miriam Belchior contrasta, porém, com a previsão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Para ele, a geração de empregos com carteira assinada irá acelerar neste ano e bater novo recorde histórico ao somar três milhões de empregos com carteira assinada.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho mostram que, nos três primeiros meses de 2011, a criação de vagas formais somou 583.886, valor abaixo do registrado em igual período do ano passado (+657,25 mil). Segundo o Ministério do Trabalho, o resultado do primeiro trimestre foi o terceiro melhor da série histórica do Caged, sendo menor, também, do registrado no ano de 2008.
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Governo está fazendo 'pente fino' em restos a pagar, diz Miriam Belchior
Inflação
Na Câmara dos Deputados, a ministra do Planejamento repetiu boa parte da apresentação feita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na manhã desta terça-feira, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) no Palácio do Planalto. Assim como Mantega, Belchior afirmou que a inflação cresceu no mundo inteiro, e não somente no Brasil. Acrescentou que o governo está utilizando "diversas armas" que possui contra o aumento dos preços.
Sobre o crescimento do crédito, que tem impactado os índices de preços, ela repetiu Mantega novamente ao dizer que o governo tenta fazer ajustes, mas "sem matar a galinha dos ovos de ouro". "O mercado interno foi fundamental na época da crise. Queremos mantê-lo, mas em situação mais tranquila do que no ano passado. A tradição é que, em um momento como este, corto absolutamente tudo [gastos no orçamento]. Não estamos fazendo isso. Estamos mantendo o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e os estímulos ao investimento privado", declarou.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Governo quer mudar forma de fiscalização de obras públicas
O governo federal propõe mudança na fiscalização de obras públicas. O objetivo principal é evitar atrasos e prejuízos, principalmente nas reformas e construções para a Copa do Mundo e as Olimpíadas.
O governo quer evitar que obras importantes sejam paralisadas apenas com base em indícios de irregularidades. A transposição do Rio São Francisco, por exemplo, foi suspensa porque teria sido localizada a pedra de uma machadinha indígena. A suspeita não se confirmou, mas mesmo assim o canteiro de obras ficou parado por seis meses.
A proposta do executivo para mudar as regras na elaboração da lista de obras com suspeitas de irregularidades foi incluída na lei de diretrizes orçamentárias, que será analisada pelo Congresso. A ideia é paralisar os trabalhos só quando o relatório tiver o aval de pelo menos um ministro do Tribunal de Contas da União.
O governo quer evitar que obras importantes sejam paralisadas apenas com base em indícios de irregularidades. A transposição do Rio São Francisco, por exemplo, foi suspensa porque teria sido localizada a pedra de uma machadinha indígena. A suspeita não se confirmou, mas mesmo assim o canteiro de obras ficou parado por seis meses.
A proposta do executivo para mudar as regras na elaboração da lista de obras com suspeitas de irregularidades foi incluída na lei de diretrizes orçamentárias, que será analisada pelo Congresso. A ideia é paralisar os trabalhos só quando o relatório tiver o aval de pelo menos um ministro do Tribunal de Contas da União.
Indicado ao Oscar, diretor de "Restrepo" é morto na Líbia
O fotojornalista britânico Tim Hetherington, 40 anos, um dos responsáveis pelo documentário "Restrepo", morreu nesta quarta-feira (20), em um hospital da cidade de Misrata, na Líbia. A notícia foi repassada por correspondentes internacionais à imprensa e confirmada pelo fotógrafo brasileiro André Liohn, que também está cobrindo os conflitos no país, em seu perfil no Facebook.
Não foram divulgados detalhes sobre a morte, apenas que um grupo de profissionais estava registrando o front de batalha. O fotógrafo Chris Hondros, da agência Getty Images, também morreu.. Outros dois fotógrafos, Guy Martin e Michael Christopher Brown, foram feridos, mas estão fora de perigo.
Ontem, Hetherington havia publicado sua última mensagem no Twitter. "Estou em Misrata, a cidade está cercada e as forças de Kadafi atiram indiscriminadamente. Não há sinal da OTAN."
Hetherington codirigiu "Restrepo" junto com Sebastian Junger. O filme documenta um ano em uma base de guerra no Afeganistão, considerada o "lugar mais mortal do mundo" e batizada de Restrepo em homenagem ao soldado Juan Sebastián Restrepo, morto em combate. O documentário foi premiado no Festival de Sundance e recebeu uma indicação ao Oscar 2011.
O diretor também ficou famoso produzir material para a rede ABC News justamente sobre os conflitos no Afeganistão. Segundo James Goldston, um dos executivos da emissora, Hetherington era "um dos mais corajosos fotógrafos e cineastas" que já conheceu. "Durante uma dia de filmagem, ele teve uma fratura séria na perna durante um ataque a uma base de operações isolada. [Hetherington] teve a força e o caráter para caminhar por quatro horas durante a noite com o tornozelo estilhaçado sem reclamar, abaixo de fogo cruzado, para que todo o grupo chegasse a um lugar seguro."
Não foram divulgados detalhes sobre a morte, apenas que um grupo de profissionais estava registrando o front de batalha. O fotógrafo Chris Hondros, da agência Getty Images, também morreu.. Outros dois fotógrafos, Guy Martin e Michael Christopher Brown, foram feridos, mas estão fora de perigo.
Ontem, Hetherington havia publicado sua última mensagem no Twitter. "Estou em Misrata, a cidade está cercada e as forças de Kadafi atiram indiscriminadamente. Não há sinal da OTAN."
Hetherington codirigiu "Restrepo" junto com Sebastian Junger. O filme documenta um ano em uma base de guerra no Afeganistão, considerada o "lugar mais mortal do mundo" e batizada de Restrepo em homenagem ao soldado Juan Sebastián Restrepo, morto em combate. O documentário foi premiado no Festival de Sundance e recebeu uma indicação ao Oscar 2011.
O diretor também ficou famoso produzir material para a rede ABC News justamente sobre os conflitos no Afeganistão. Segundo James Goldston, um dos executivos da emissora, Hetherington era "um dos mais corajosos fotógrafos e cineastas" que já conheceu. "Durante uma dia de filmagem, ele teve uma fratura séria na perna durante um ataque a uma base de operações isolada. [Hetherington] teve a força e o caráter para caminhar por quatro horas durante a noite com o tornozelo estilhaçado sem reclamar, abaixo de fogo cruzado, para que todo o grupo chegasse a um lugar seguro."
Copom surpreende e sobe juros para 12% ao ano no 3º aumento seguido
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado formado pelos diretores e pelo presidente da autoridade monetária, se reuniu nesta quarta-feira (20) e decidiu subir a taxa básica de juros da economia brasileira de 11,75% para 12% ao ano.
A decisão surpreendeu a maior parte dos analistas do mercado financeiro, que acreditava em um aumento mais pronunciado, para 12,25% ao ano. A definição do Copom sobre a taxa de juros, entretanto, não foi unânime. Cinco diretores votaram pelo aumento de 0,25 ponto percentual implementado nesta quarta, enquanto outros dois gostariam que a taxa subisse 0,5 ponto.
saiba mais
Veja a repercussão da decisão do Copom de subir a taxa de juros
Esta é a terceira alta consecutiva dos juros no país. A taxa já havia sido elevada em janeiro e março deste ano. O BC sobe os juros para tentar controlar a inflação. Para isso, atua para conter a procura por produtos e serviços.
Em 12% ao ano, os juros permaneceram no patamar mais alto desde janeiro de 2009, quando estavam em 12,75% ao ano. Trata-se, portanto, do maior valor para a taxa de juros em pouco mais de dois anos. A expectativa do mercado financeiro, até o momento, é de que a taxa termine este ano em 12,25% ao ano.
Explicação
Ao fim do encontro, o Copom divulgou a seguinte frase: "Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu elevar a taxa Selic para 12,00% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pelo aumento da taxa Selic em 0,50 p.p. Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que ora envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que, neste momento, a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012", informou. Com isso, a autoridade monetária sinaliza que novos aumentos podem vir no futuro.
Campeão dos juros
Com a subida da taxa básica da economia para 12% ao ano, o Brasil se isolou na liderança isolada no ranking mundial de juros reais - que são calculados após o abatimento da inflação prevista para os próximos doze meses. Juros altos tendem a atrair capital para a economia brasileira e a pressionar para baixo o dólar.
De acordo com estudo do economista Jason Vieira, da corretora Cruzeiro do Sul, em parceria com Thiago Davino, analista de mercado da Weisul Agrícola, a taxa real de juros do Brasil avançou para 6,2% ao ano, quase o triplo do segundo colocado (Turquia, com 2,2% ao ano). A taxa média de juros de 40 países pesquisados está negativa em 0,9% ao ano.
Sistema de metas para a inflação
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
No primeiro trimestre deste ano, o IPCA, que serve de referência para o sistema de metas, avançou 2,44%, acima da taxa de 2,06% relativa a igual período de 2010. O IPCA-15 de abril, por sua vez, considerado a prévia da inflação deste mês, acelerou para 0,77%, contra 0,60% em março. O mercado financeiro estima que o IPCA avance 6,29% em 2011, enquanto o Banco Central prevê uma inflação de 5,6% para este ano.
Inflação no centro meta só em 2012
No fim de março, por meio do relatório de inflação do primeiro trimestre deste ano, o BC informou que a sua estratégia de definição da taxa básica de juros da economia brasileira tem por objetivo a convergência do IPCA para o centro da meta de inflação, de 4,5%, somente em 2012.
Com isso, a autoridade monetária sinalizou que está abandonando o centro da meta de inflação pelo segundo ano consecutivo. A mesma estratégia foi adotada em 2010 - ano marcado pelas eleições para Presidência da República, governos estaduais, senadores e deputados federais.
O BC argumentou que os custos, em termos de nível de atividade [PIB e geração de empregos], de se atingir a meta de inflação neste ano seriam muito elevados.
Pressões inflacionárias
As pressões inflacionárias dos primeiros meses deste ano estão relacionadas, principalmente, com a subida dos preços das "commodities" (produtos com cotação internacional, como alimentos, minério de ferro e petróleo), dos serviços e dos transportes. Segundo analistas, o preço dos alimentos e dos serviços deverão continuar pressionando a inflação nos próximos meses. Juntos, eles respondem por cerca de 50% do IPCA.
Os preços dos transportes, influenciados pelos combustíveis, também vem registrando aumento nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, analistas avaliam que a indexação, ainda presente na economia brasileira, assim como o aumento das expectativas para o IPCA, também ajudam a pressionar para cima a inflação. Por outro lado, o dólar baixo tem ajudado o BC no controle da inflação no Brasil, uma vez que torna os produtos importados mais baratos.
A decisão surpreendeu a maior parte dos analistas do mercado financeiro, que acreditava em um aumento mais pronunciado, para 12,25% ao ano. A definição do Copom sobre a taxa de juros, entretanto, não foi unânime. Cinco diretores votaram pelo aumento de 0,25 ponto percentual implementado nesta quarta, enquanto outros dois gostariam que a taxa subisse 0,5 ponto.
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Veja a repercussão da decisão do Copom de subir a taxa de juros
Esta é a terceira alta consecutiva dos juros no país. A taxa já havia sido elevada em janeiro e março deste ano. O BC sobe os juros para tentar controlar a inflação. Para isso, atua para conter a procura por produtos e serviços.
Em 12% ao ano, os juros permaneceram no patamar mais alto desde janeiro de 2009, quando estavam em 12,75% ao ano. Trata-se, portanto, do maior valor para a taxa de juros em pouco mais de dois anos. A expectativa do mercado financeiro, até o momento, é de que a taxa termine este ano em 12,25% ao ano.
Explicação
Ao fim do encontro, o Copom divulgou a seguinte frase: "Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu elevar a taxa Selic para 12,00% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pelo aumento da taxa Selic em 0,50 p.p. Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que ora envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que, neste momento, a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012", informou. Com isso, a autoridade monetária sinaliza que novos aumentos podem vir no futuro.
Campeão dos juros
Com a subida da taxa básica da economia para 12% ao ano, o Brasil se isolou na liderança isolada no ranking mundial de juros reais - que são calculados após o abatimento da inflação prevista para os próximos doze meses. Juros altos tendem a atrair capital para a economia brasileira e a pressionar para baixo o dólar.
De acordo com estudo do economista Jason Vieira, da corretora Cruzeiro do Sul, em parceria com Thiago Davino, analista de mercado da Weisul Agrícola, a taxa real de juros do Brasil avançou para 6,2% ao ano, quase o triplo do segundo colocado (Turquia, com 2,2% ao ano). A taxa média de juros de 40 países pesquisados está negativa em 0,9% ao ano.
Sistema de metas para a inflação
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
No primeiro trimestre deste ano, o IPCA, que serve de referência para o sistema de metas, avançou 2,44%, acima da taxa de 2,06% relativa a igual período de 2010. O IPCA-15 de abril, por sua vez, considerado a prévia da inflação deste mês, acelerou para 0,77%, contra 0,60% em março. O mercado financeiro estima que o IPCA avance 6,29% em 2011, enquanto o Banco Central prevê uma inflação de 5,6% para este ano.
Inflação no centro meta só em 2012
No fim de março, por meio do relatório de inflação do primeiro trimestre deste ano, o BC informou que a sua estratégia de definição da taxa básica de juros da economia brasileira tem por objetivo a convergência do IPCA para o centro da meta de inflação, de 4,5%, somente em 2012.
Com isso, a autoridade monetária sinalizou que está abandonando o centro da meta de inflação pelo segundo ano consecutivo. A mesma estratégia foi adotada em 2010 - ano marcado pelas eleições para Presidência da República, governos estaduais, senadores e deputados federais.
O BC argumentou que os custos, em termos de nível de atividade [PIB e geração de empregos], de se atingir a meta de inflação neste ano seriam muito elevados.
Pressões inflacionárias
As pressões inflacionárias dos primeiros meses deste ano estão relacionadas, principalmente, com a subida dos preços das "commodities" (produtos com cotação internacional, como alimentos, minério de ferro e petróleo), dos serviços e dos transportes. Segundo analistas, o preço dos alimentos e dos serviços deverão continuar pressionando a inflação nos próximos meses. Juntos, eles respondem por cerca de 50% do IPCA.
Os preços dos transportes, influenciados pelos combustíveis, também vem registrando aumento nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, analistas avaliam que a indexação, ainda presente na economia brasileira, assim como o aumento das expectativas para o IPCA, também ajudam a pressionar para cima a inflação. Por outro lado, o dólar baixo tem ajudado o BC no controle da inflação no Brasil, uma vez que torna os produtos importados mais baratos.
sábado, 16 de abril de 2011
Justiça Eleitoral deve cancelar 1,4 milhão de títulos irregulares
A Justiça Eleitoral deve cancelar mais de 1,4 milhão de títulos que estão em situação irregular. O último dia para que eleitores que não nem justificaram a ausência às urnas nos últimos três pleitos, procurassem regularizar a situação foi nesta quinta-feira. Neste ano, apenas 62.382 pessoas foram a um cartório eleitoral com esse fim.
Segundo o TSE, a maioria dos eleitores com título irregular tem entre 25 e 34 anos. A segunda faixa etária com mais títulos irregulares é entre 35 e 44 anos. Os eleitores para os quais o voto é facultativo não correm o risco de ter o título cancelado.
O levantamento ainda é preliminar, pois os cartórios têm até o dia 25 de abril para consolidar as informações e enviá-las ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os cancelamentos começam a ocorrer entre os dias 2 e 4 de maio. No dia 6 de maio, as listas, com o nome e número do título dos eleitores que estiverem nessa situação, estarão disponíveis nos cartórios eleitorais de todo o país.
Quem perdeu o prazo, mas pretende fazer a regularização, deve procurar a Justiça Eleitoral para preencher o RAE (requerimento de alistamento eleitoral). Junto com o requerimento, deve ser apresentado o documento de identidade e título de eleitor. A documentação será analisada para, posteriormente, o eleitor ser incluído novamente no cadastro eleitoral.
Com o título cancelado, o cidadão pode ser impedido de obter carteira de identidade e de assumir cargo ou função pública. Também pode deixar de receber salários de função ou emprego público caso já os ocupe, além de ficar impedido de participar em concorrência pública ou administrativa, obter alguns tipos de empréstimos e qualquer documento diplomático, como o passaporte.
Segundo o TSE, a maioria dos eleitores com título irregular tem entre 25 e 34 anos. A segunda faixa etária com mais títulos irregulares é entre 35 e 44 anos. Os eleitores para os quais o voto é facultativo não correm o risco de ter o título cancelado.
O levantamento ainda é preliminar, pois os cartórios têm até o dia 25 de abril para consolidar as informações e enviá-las ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os cancelamentos começam a ocorrer entre os dias 2 e 4 de maio. No dia 6 de maio, as listas, com o nome e número do título dos eleitores que estiverem nessa situação, estarão disponíveis nos cartórios eleitorais de todo o país.
Quem perdeu o prazo, mas pretende fazer a regularização, deve procurar a Justiça Eleitoral para preencher o RAE (requerimento de alistamento eleitoral). Junto com o requerimento, deve ser apresentado o documento de identidade e título de eleitor. A documentação será analisada para, posteriormente, o eleitor ser incluído novamente no cadastro eleitoral.
Com o título cancelado, o cidadão pode ser impedido de obter carteira de identidade e de assumir cargo ou função pública. Também pode deixar de receber salários de função ou emprego público caso já os ocupe, além de ficar impedido de participar em concorrência pública ou administrativa, obter alguns tipos de empréstimos e qualquer documento diplomático, como o passaporte.
Cuba debate reforma econômica sem precedentes
Ao mesmo tempo em que celebra com pompa os 50 anos da declaração do caráter socialista da revolução cubana, o Partido Comunista de Cuba (PCC) realiza, a partir deste sábado, seu 6º Congresso, o último com a participação de Fidel Castro, com o objetivo de redefinir o conceito de socialismo na ilha.
O resultado do congresso, segundo especialistas, pode ser a maior guinada do regime castrista rumo ao capitalismo desde a tomada de Havana pelas tropas revolucionárias em 1º de janeiro de 1959.
“Se as mudanças propostas pelo PCC forem implementadas será algo sem precedentes. Nem as reformas feitas depois do fim da União Soviética (na década de 90) foram tão abrangentes”, disse o economista José Angel Jimenez, pesquisador da Universidade de Havana.
Nos próximos três dias os mil delegados eleitos para o Congresso, em grande parte economistas, vão se debruçar sobre as 291 propostas enumeradas no documento “Projeto de Diretrizes da Política Econômica e Social”.
As principais são a abertura para criação de empresas de capital misto e cooperativas de trabalhadores, liquidação de empresas deficitárias, cortes de subsídios estatais em todas as áreas, choque de gestão tanto nas empresas do Estado quanto na máquina estatal, redefinição do pagamento da dívida externa, demissões em massa e extinção de benefícios sociais como refeitórios populares, transporte escolar e principalmente da “libreta de abastecimento”, espécie de caderneta com a qual os cubanos podem adquirir gratuitamente gêneros de primeira necessidade.
“As propostas são uma radicalização das medidas anunciadas em setembro do ano passado”, disse Jimenez.
Segundo analistas, o ponto fundamental do documento está na página 7. “Na política econômica que se propõe está presente que o socialismo é a igualdade de direitos e oportunidades para todos os cidadãos e não o igualitarismo”.
“O PCC redefiniu o conceito de socialismo”, disse um parlamentar. “Por igualitarismo se compreende tudo o que o regime fez em 52 anos de Revolução”, completou.
Em conversas privadas, pessoas próximas ao regime do presidente Raúl Castro fazem diferentes análises da situação. Alguns acreditam que o irmão de Fidel está preparando a ilha para investimentos em massa da China. Outros veem nas propostas apenas uma tentativa desesperada de salvar um regime moribundo.
“A verdade é que a crise econômica é apenas o pano de fundo para a crise política. Com sua teimosia e apego ao poder Fidel levou a Revolução Cubana a um beco sem saída. A grande pergunta que se faz é quem vai suceder o grupo de Fidel quando eles morrerem. No quadro atual não existe ninguém”, disse um diplomata brasileiro com larga experiência em Cuba.
O próprio Fidel já falou que o 6º Congresso do PCC será o último com sua participação por razões “biológicas”.
Declarações do líder revolucionário no ano passado provocaram a expectativa de que Fidel aproveitasse a oportunidade para não se recandidatar ao cargo de primeiro secretário do PCC, cargo que ocupa desde a fundação do único partido político da ilha.
Mas a decisão de Raúl de transformar o conclave em um evento exclusivamente econômico, anunciada em novembro, foi um balde de água fria.
Ao convocar o congresso ao lado de Hugo Chávez, no final do ano passado, Raúl admitiu que houve uma inversão de prioridades. A idéia inicial era fazer uma conferência de teor político, na qual se iniciaria o processo de renovação tanto do escritório político quanto do diretório nacional, e depois discutir as questões econômicas.
Para justificar a inversão de prioridades, Raúl recorreu a uma frase proferida no Congresso da União de Jovens Comunistas, em abril do ano passado. “A batalha econômica constitui hoje, mais que nunca, a tarefa principal e o centro do debate ideológico dos quadros, porque dela depende a sustentabilidade e preservação do nosso sistema social”.
O resultado do congresso, segundo especialistas, pode ser a maior guinada do regime castrista rumo ao capitalismo desde a tomada de Havana pelas tropas revolucionárias em 1º de janeiro de 1959.
“Se as mudanças propostas pelo PCC forem implementadas será algo sem precedentes. Nem as reformas feitas depois do fim da União Soviética (na década de 90) foram tão abrangentes”, disse o economista José Angel Jimenez, pesquisador da Universidade de Havana.
Nos próximos três dias os mil delegados eleitos para o Congresso, em grande parte economistas, vão se debruçar sobre as 291 propostas enumeradas no documento “Projeto de Diretrizes da Política Econômica e Social”.
As principais são a abertura para criação de empresas de capital misto e cooperativas de trabalhadores, liquidação de empresas deficitárias, cortes de subsídios estatais em todas as áreas, choque de gestão tanto nas empresas do Estado quanto na máquina estatal, redefinição do pagamento da dívida externa, demissões em massa e extinção de benefícios sociais como refeitórios populares, transporte escolar e principalmente da “libreta de abastecimento”, espécie de caderneta com a qual os cubanos podem adquirir gratuitamente gêneros de primeira necessidade.
“As propostas são uma radicalização das medidas anunciadas em setembro do ano passado”, disse Jimenez.
Segundo analistas, o ponto fundamental do documento está na página 7. “Na política econômica que se propõe está presente que o socialismo é a igualdade de direitos e oportunidades para todos os cidadãos e não o igualitarismo”.
“O PCC redefiniu o conceito de socialismo”, disse um parlamentar. “Por igualitarismo se compreende tudo o que o regime fez em 52 anos de Revolução”, completou.
Em conversas privadas, pessoas próximas ao regime do presidente Raúl Castro fazem diferentes análises da situação. Alguns acreditam que o irmão de Fidel está preparando a ilha para investimentos em massa da China. Outros veem nas propostas apenas uma tentativa desesperada de salvar um regime moribundo.
“A verdade é que a crise econômica é apenas o pano de fundo para a crise política. Com sua teimosia e apego ao poder Fidel levou a Revolução Cubana a um beco sem saída. A grande pergunta que se faz é quem vai suceder o grupo de Fidel quando eles morrerem. No quadro atual não existe ninguém”, disse um diplomata brasileiro com larga experiência em Cuba.
O próprio Fidel já falou que o 6º Congresso do PCC será o último com sua participação por razões “biológicas”.
Declarações do líder revolucionário no ano passado provocaram a expectativa de que Fidel aproveitasse a oportunidade para não se recandidatar ao cargo de primeiro secretário do PCC, cargo que ocupa desde a fundação do único partido político da ilha.
Mas a decisão de Raúl de transformar o conclave em um evento exclusivamente econômico, anunciada em novembro, foi um balde de água fria.
Ao convocar o congresso ao lado de Hugo Chávez, no final do ano passado, Raúl admitiu que houve uma inversão de prioridades. A idéia inicial era fazer uma conferência de teor político, na qual se iniciaria o processo de renovação tanto do escritório político quanto do diretório nacional, e depois discutir as questões econômicas.
Para justificar a inversão de prioridades, Raúl recorreu a uma frase proferida no Congresso da União de Jovens Comunistas, em abril do ano passado. “A batalha econômica constitui hoje, mais que nunca, a tarefa principal e o centro do debate ideológico dos quadros, porque dela depende a sustentabilidade e preservação do nosso sistema social”.
Governo pode reduzir imposto se petróleo seguir em alta, diz Mantega
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira (15) que não haverá aumento de gasolina em abril e que, se no futuro houver esta necessidade, caso o petróleo continue subindo, o governo poderá reduzir a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), que incide sobre a importação e a comercialização de combustíveis, para neutralizar o efeito da alta da gasolina.
"Se persistir o aumento do petróleo, aí nós vamos estudar o caso. Se você tiver durante muitos meses um preço internacional elevado, é claro que você vai ter que fazer algum ajuste. Aí nós sempre temos a questão da Cide", disse o ministro, que está nos Estados Unidos para participar da reunião do G20.
Segundo Mantega, o governo já lançou mão deste artifício em 2008. Na ocasião, após insistentes altas do petróleo, a Petrobras subiu o preço da gasolina e o governo reduziu a Cide para neutralizar esta elevação."Em 2008, depois de meses consecutivos em que o preço do petróleo se valorizou, aí nós tivemos que deixar, porque, senão, a Petrobras começa a ter prejuízo."
Mantega voltou a deixar claro que deverá prevalecer a decisão do governo no que se refere a um futuro aumento do combustível. Esta semana, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, havia dito que a gasolina iria subir, caso os preços do petróleo se estabilizem perto da cotação atual.
"Olha, eu sou o presidente do Conselho da Petrobras, ministro da Fazenda e acionista majoritário da Petrobras. E sigo orientação direta da presidenta da República. Portanto, posso afirmar que em abril a gasolina não vai subir. Se persistir o aumento do petróleo, aí nós vamos estudar o caso, ver o que fazer", explicou. "Caso isso venha a acontecer, sempre temos a questão da Cide, como nós já fizemos em 2008", relembrou o ministro.
Reservas
Durante entrevista a jornalistas na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washignton, após encontro com ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do G-20, Mantega falou ainda sobre reservas internacionais e o fato de o FMI ser contrário ao acúmulo excessivo de reservas. "Nós vamos continuar acumulando reservas. O excessivo acúmulo de reservas é considerado um dos indicadores de desequilíbrio. Eles não estão pensando no Brasil porque as nossas reservas representam 13% do PIB, e sim em outros países onde as reservas representam mais de 50% do PIB", disse.
"Se persistir o aumento do petróleo, aí nós vamos estudar o caso. Se você tiver durante muitos meses um preço internacional elevado, é claro que você vai ter que fazer algum ajuste. Aí nós sempre temos a questão da Cide", disse o ministro, que está nos Estados Unidos para participar da reunião do G20.
Segundo Mantega, o governo já lançou mão deste artifício em 2008. Na ocasião, após insistentes altas do petróleo, a Petrobras subiu o preço da gasolina e o governo reduziu a Cide para neutralizar esta elevação."Em 2008, depois de meses consecutivos em que o preço do petróleo se valorizou, aí nós tivemos que deixar, porque, senão, a Petrobras começa a ter prejuízo."
Mantega voltou a deixar claro que deverá prevalecer a decisão do governo no que se refere a um futuro aumento do combustível. Esta semana, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, havia dito que a gasolina iria subir, caso os preços do petróleo se estabilizem perto da cotação atual.
"Olha, eu sou o presidente do Conselho da Petrobras, ministro da Fazenda e acionista majoritário da Petrobras. E sigo orientação direta da presidenta da República. Portanto, posso afirmar que em abril a gasolina não vai subir. Se persistir o aumento do petróleo, aí nós vamos estudar o caso, ver o que fazer", explicou. "Caso isso venha a acontecer, sempre temos a questão da Cide, como nós já fizemos em 2008", relembrou o ministro.
Reservas
Durante entrevista a jornalistas na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washignton, após encontro com ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do G-20, Mantega falou ainda sobre reservas internacionais e o fato de o FMI ser contrário ao acúmulo excessivo de reservas. "Nós vamos continuar acumulando reservas. O excessivo acúmulo de reservas é considerado um dos indicadores de desequilíbrio. Eles não estão pensando no Brasil porque as nossas reservas representam 13% do PIB, e sim em outros países onde as reservas representam mais de 50% do PIB", disse.
domingo, 10 de abril de 2011
Otan ataca depósito de armas usadas contra civis por forças de Kadhafi
A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) anunciou na noite deste sábado (9) que nas últimas 24 horas vinha bombardeando os depósitos de munição e armas pesadas das forças leais ao dirigente líbio Muammar Kadhafi.
A aviação da Aliança Atlântica investiu a leste de Trípoli contra arsenais usados para reabastecimento e o bombardeio de civis na cidade de Misrata, informou o quartel-general da Aliança para operações na Líbia, instalado em Roma.
saiba mais
Ataques da Otan destroem 17 tanques das forças de Kadhafi
Veja mais notícias sobre a revolta árabe
Misrata, uma cidade de 500 mil habitantes, fica 200 quilômetros a leste da capital líbia, Trípoli.
Em comunicado, o general Charles Bouchard, comandante das operações, acrescentou que a Otan também "destruiu um número importante" de tanques que eram usados "em ataques indiscriminados a Misrata".
"As forças do regime (Kadhafi) devem compreender que, se continuarem (...) a seguir suas ordens de atacar sua própria população, serão tomadas como alvo", afirmou o general, fazendo referência à resolução 1973 da ONU relacionada à proteção da população civil.
Segundo Bouchard, esta missão vem tornando mais e mais difícil a tática das forças do coronel Kadhafi de usar mulheres e crianças como escudos humanos.
"Observamos exemplos horríveis, com as forças do regime colocando deliberadamente seus sistemas de armamento perto de civis, em suas casas e até nos locais de culto", afirmou.
"Depois constatamos que eram escondidos atrás de mulheres e crianças, um gênero de comportamento que viola os princípios das leis internacionais e que não será tolerado", declarou o general Bouchard.
A aviação da Aliança Atlântica investiu a leste de Trípoli contra arsenais usados para reabastecimento e o bombardeio de civis na cidade de Misrata, informou o quartel-general da Aliança para operações na Líbia, instalado em Roma.
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Misrata, uma cidade de 500 mil habitantes, fica 200 quilômetros a leste da capital líbia, Trípoli.
Em comunicado, o general Charles Bouchard, comandante das operações, acrescentou que a Otan também "destruiu um número importante" de tanques que eram usados "em ataques indiscriminados a Misrata".
"As forças do regime (Kadhafi) devem compreender que, se continuarem (...) a seguir suas ordens de atacar sua própria população, serão tomadas como alvo", afirmou o general, fazendo referência à resolução 1973 da ONU relacionada à proteção da população civil.
Segundo Bouchard, esta missão vem tornando mais e mais difícil a tática das forças do coronel Kadhafi de usar mulheres e crianças como escudos humanos.
"Observamos exemplos horríveis, com as forças do regime colocando deliberadamente seus sistemas de armamento perto de civis, em suas casas e até nos locais de culto", afirmou.
"Depois constatamos que eram escondidos atrás de mulheres e crianças, um gênero de comportamento que viola os princípios das leis internacionais e que não será tolerado", declarou o general Bouchard.
Ao fim de 100 dias, Dilma começa a imprimir sua marca no governo
A presidenta Dilma Rousseff fez uma solicitação expressa aos seus assessores e ministros nas últimas semanas: ninguém deve se manifestar com avaliações sobre seus primeiros 100 dias de Presidência, que se completam no domingo. A tese por trás da ordem é de que seu governo é de continuidade em relação ao do antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, e não de ruptura. Na prática, entretanto, a presidenta já começa a imprimir sua marca no novo governo, seja no estilo administrativo ou nas decisões de impacto internacional. De quebra, já lida com seus próprios fantasmas no comando do mais alto cargo do Executivo.
Embora o pragmatismo de Dilma ainda não tenha sido posto à prova, suas nuances pessoais já se traduzem em mudanças na rotina do governo. A chefe durona da Casa Civil, que distribuía broncas pelos corredores do Palácio do Planalto, começa a dar lugar a uma presidenta mais discreta, rígida e exigente, que delega aos auxiliares de sua confiança a tarefa de cobrar resultados. Claramente orientados sobre o estilo que passou a pautar o dia-a-dia do governo, todos os 37 integrantes da Esplanada conseguiram manter seus cargos até agora. Dentro da equipe, entretanto, os primeiros meses de governo deram margem para altos e baixos, na medida em que Dilma foi abandonando a postura de colega de Esplanada para se transformar na “chefa”.
Para os que enxergam o governo do lado de fora, o estilo da Dilma também já é visível. Seu histórico de perseguição política vem se traduzindo em uma diplomacia mais alinhada à defesa dos direitos humanos do que à temática social. Já sua visão econômica, de maior intervencionismo estatal, resultou em decisões como a saída do presidente da maior companhia privada do País, a Vale. Demonstra ainda a disposição de tomar medidas rígidas como a elevação da tributação sobre operações financeiras diante da preocupação com o risco inflacionário, principal desafio a rondar o novo governo. Ainda assim, Dilma tem sido capaz de surpreender ao empresariado.
Embora o pragmatismo de Dilma ainda não tenha sido posto à prova, suas nuances pessoais já se traduzem em mudanças na rotina do governo. A chefe durona da Casa Civil, que distribuía broncas pelos corredores do Palácio do Planalto, começa a dar lugar a uma presidenta mais discreta, rígida e exigente, que delega aos auxiliares de sua confiança a tarefa de cobrar resultados. Claramente orientados sobre o estilo que passou a pautar o dia-a-dia do governo, todos os 37 integrantes da Esplanada conseguiram manter seus cargos até agora. Dentro da equipe, entretanto, os primeiros meses de governo deram margem para altos e baixos, na medida em que Dilma foi abandonando a postura de colega de Esplanada para se transformar na “chefa”.
Para os que enxergam o governo do lado de fora, o estilo da Dilma também já é visível. Seu histórico de perseguição política vem se traduzindo em uma diplomacia mais alinhada à defesa dos direitos humanos do que à temática social. Já sua visão econômica, de maior intervencionismo estatal, resultou em decisões como a saída do presidente da maior companhia privada do País, a Vale. Demonstra ainda a disposição de tomar medidas rígidas como a elevação da tributação sobre operações financeiras diante da preocupação com o risco inflacionário, principal desafio a rondar o novo governo. Ainda assim, Dilma tem sido capaz de surpreender ao empresariado.
Idoso é acusado por espionar meninas no banheiro, em Goiás
Um idoso foi detido em Luziânia, município de Goiás, acusado de espionar o banho de duas meninas. Ele teria colocado uma câmera escondida no banheiro da casa para filmar netas da companheira dele.
Segundo a polícia, as meninas, de quatro e nove anos de idade, falaram para a avó da existência de "uma luz vermelha piscando" na parede do banheiro.
O acusado compareceu à Delegacia da Mulher de Luziânia na sexta-feira (8) para prestar esclarecimentos e foi liberado. O idoso mora com a avó das meninas há mais de 20 anos.
Segundo a polícia, as meninas, de quatro e nove anos de idade, falaram para a avó da existência de "uma luz vermelha piscando" na parede do banheiro.
O acusado compareceu à Delegacia da Mulher de Luziânia na sexta-feira (8) para prestar esclarecimentos e foi liberado. O idoso mora com a avó das meninas há mais de 20 anos.
sábado, 9 de abril de 2011
Ataques da Otan destroem 17 tanques das forças de Kadhafi
As forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) destruíram 17 tanques que pertenciam ao líder líbio Muammar Kadhafi na sexta-feira e início de sábado, disse um funcionário da Otan neste sábado (9).
As forças aéreas da Otan atingiram 15 tanques perto da cidade de Misrata, a oeste do país, onde as forças de Kadhafi estão atacando os rebeldes que questionam seu comando, e dois ao sul de Brega, que fica no Leste do país, disse.
"As operações de sexta-feira podem ter sido as mais eficazes (desde que a Otan assumiu o comando de operações militares na Líbia)", disse o funcionário.
saiba mais
Veja mais notícias sobre a revolta árabe
O funcionário também disse que aviões da Otan interceptaram outra aeronave MIG 23 perto de Benghazi no sábado, dirigida por um piloto rebelde, e o aconselharam a aterrissar.
"Não sabemos a identidade do piloto mas tendo em vista que ele decolou de Benghazi, assumimos que ele era um piloto da oposição", disse.
Depósitos de armas
Além dos tanques, os aviões da aliança ocidental destruíram também depósitos de armas, que forneciam munição para os bombardeios das forças de Kadhafi sobre Misrata e outras zonas povoadas.
Alguns dos veículos blindados atacados tinham participado do "bombardeio indiscriminado de Misrata", por isso que sua destruição supõe reduzir a capacidade do regime de Kadafi de atacar à população civil, segundo nota assinada por Charles Bouchard, comandante das operações.
Outras forças blindadas atacadas haviam participado em bombardeios sobre a cidade de Ajdabiya, em direção ao leste.
Bouchard denunciou que os pilotos aliados seguem vendo como as forças de Kadhafi continuam utilizando à população civil como "escudos humanos", ao situar armamento pesado junto a pessoas, casas e inclusive mesquitas.
"Vimos tropas escondendo-se detrás de mulheres e crianças. Este tipo de conduta viola os princípios do direito internacional e não será tolerado", avisou o responsável militar aliado.
Em terra
Nos combates em terra, os rebeldes sofreram baixas neste sábado. Eles comunicaram às agências de notícias que oito de seus soldados morreram em combates contra as forças de Kadhafi em Misrata.
As forças aéreas da Otan atingiram 15 tanques perto da cidade de Misrata, a oeste do país, onde as forças de Kadhafi estão atacando os rebeldes que questionam seu comando, e dois ao sul de Brega, que fica no Leste do país, disse.
"As operações de sexta-feira podem ter sido as mais eficazes (desde que a Otan assumiu o comando de operações militares na Líbia)", disse o funcionário.
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O funcionário também disse que aviões da Otan interceptaram outra aeronave MIG 23 perto de Benghazi no sábado, dirigida por um piloto rebelde, e o aconselharam a aterrissar.
"Não sabemos a identidade do piloto mas tendo em vista que ele decolou de Benghazi, assumimos que ele era um piloto da oposição", disse.
Depósitos de armas
Além dos tanques, os aviões da aliança ocidental destruíram também depósitos de armas, que forneciam munição para os bombardeios das forças de Kadhafi sobre Misrata e outras zonas povoadas.
Alguns dos veículos blindados atacados tinham participado do "bombardeio indiscriminado de Misrata", por isso que sua destruição supõe reduzir a capacidade do regime de Kadafi de atacar à população civil, segundo nota assinada por Charles Bouchard, comandante das operações.
Outras forças blindadas atacadas haviam participado em bombardeios sobre a cidade de Ajdabiya, em direção ao leste.
Bouchard denunciou que os pilotos aliados seguem vendo como as forças de Kadhafi continuam utilizando à população civil como "escudos humanos", ao situar armamento pesado junto a pessoas, casas e inclusive mesquitas.
"Vimos tropas escondendo-se detrás de mulheres e crianças. Este tipo de conduta viola os princípios do direito internacional e não será tolerado", avisou o responsável militar aliado.
Em terra
Nos combates em terra, os rebeldes sofreram baixas neste sábado. Eles comunicaram às agências de notícias que oito de seus soldados morreram em combates contra as forças de Kadhafi em Misrata.
Manifestantes contra e pró-Bolsonaro se encontram durante atos em SP
Grupos de manifestantes, que realizam atos de apoio e repúdio contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), se encontraram na manhã deste sábado na avenida Paulista, na região central de São Paulo.
Por volta das 11h, os manifestantes começaram a se reunir no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), tradicional ponto de manifestações.
A Polícia Militar acompanha o protesto para evitar confronto entre os participantes. Ao menos cem manifestantes estão no local. Seis pessoas foram detidas para averiguação.
Bolsonaro se tornou pivô de uma grande polêmica após sua participação no programa CQC, da Band, no dia 28 de março. Em resposta à cantora Preta Gil, que perguntou ao deputado o que ele faria se seu filho se apaixonasse por uma mulher negra, Bolsonaro respondeu: “Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja”.
Uma semana depois, ele se retratou desta declaração, alegando que não entendeu direito a pergunta. No entanto, manteve outras respostas contra homossexuais.
Por volta das 11h, os manifestantes começaram a se reunir no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), tradicional ponto de manifestações.
A Polícia Militar acompanha o protesto para evitar confronto entre os participantes. Ao menos cem manifestantes estão no local. Seis pessoas foram detidas para averiguação.
Bolsonaro se tornou pivô de uma grande polêmica após sua participação no programa CQC, da Band, no dia 28 de março. Em resposta à cantora Preta Gil, que perguntou ao deputado o que ele faria se seu filho se apaixonasse por uma mulher negra, Bolsonaro respondeu: “Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja”.
Uma semana depois, ele se retratou desta declaração, alegando que não entendeu direito a pergunta. No entanto, manteve outras respostas contra homossexuais.
Veja as principais notícias sobre o massacre em escola do Rio
O jovem identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, abriu fogo contra alunos na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, e matou ao menos 12 crianças. Saiba mais sobre as vítimas do massacre. Após ser baleado por um policial, Wellington Menezes de Oliveira teria se matado com um tiro na cabeça. Veja abaixo as principais notícias relacionadas ao massacre na escola do Rio.
Imagens
- Vídeos mostram cenas de terror após massacre no Rio
- Galeria: Veja imagens da escola onde homem atirou contra alunos
- Galeria: Imagens do dia seguinte ao massacre em escola no Rio
- Vídeo: helicóptero socorro vítimas de tiroteio na escola
- Sequência do fatos: imagens mostram tragédia em escola no Rio
Sobreviventes
- 'Vira para a parede, que eu vou matar vocês!', dizia atirador
- "Saímos todos correndo. Fiquei com muito medo", diz aluno
- "Ele deu um tiro na cabeça da minha amiga", diz aluna de 12 anos
- 'Ele entrou atirando', relata aluna de escola invadida no Rio
- 'Vou pedir para minha mãe me transferir de escola', diz aluna
- Professoras contam detalhes do massacre em escola no Rio
- Menino religioso foi o único a ter a clemência de atirador
- Criminoso parecia querer matar meninas e ferir meninos
- Aluno pensou que fosse brincadeira e foi atingido, relata colega
- Três estudantes internados continuam em estado grave
- Luciana Araújo: "perdi todos os meus amigos ontem"
- Futuro de atleta ainda é incerto
- Aluna diz que escapou da morte porque arma do atirador descarregou
- Aluna baleada na barriga recebe alta
Atirador
- Ele foi aluno da escola, era sozinho e estranho, diz irmã
- Atirador foi demitido em agosto
- Atirador usou recarregador veloz e levava muita munição
- Para especialistas, atirador parece vítima de bullying
- Atirador saiu da sala 1801 cinco vezes para recarregar as armas
- Policiais encontram tudo destruído na casa do autor do massacre
- "Eu fumo muita droga", disse o atirador aos alunos
- Peritos vão tentar recuperar informações de computador de atirador
- Wellington efetuou pelo menos 60 disparos, diz polícia
Depoimentos
- É o meu segundo filho baleado', diz pai de vítima
- 'Minha neta deu a vida pela amiguinha'
- Nas redes sociais, população lamenta tragédia no Rio
- Crianças foram baleadas no braço tentando se proteger, diz médico
- "Não ter informações é angustiante", diz prima de jovem baleada
- `Pânico', diz tia de vítimas sobre clima em hospital no Rio
- "Lá dentro o cenário é de terror", diz mãe de vítima Renata
- 'A maioria levou tiro na cabeça', diz testemunha da tragédia
- 'Me disseram que ele foi levado de maca', diz irmã de vítima
- Casa de vizinho da escola serviu de refúgio para alunos
- Multidão acompanha enterros de vítimas de ataque
- Avó foge de casa para buscar neta, vítima de atirador
Carta
- Confira a íntegra de uma suposta carta deixada pelo atirador da escola de Realengo
- Carta mostra premeditação; polícia diz que é cedo para conclusões
Personagens
- Policial que evitou tragédia maior vira heroi no Rio
- Sargento que parou assassino diz ter sentimento de dever cumprido
- Sargento Alves: 'Ele tinha um olhar transtornado'
Autoridades
- Nervosismo atrapalha identificação, diz secretário de Saúde
- Dom Orani: 'Famílias não desanimem. Acreditem no bem e na paz'
- 'Foi o maior horror já visto', afirma vereador
- Haddad: 'Hoje é um dia de luto para a educação brasileira'
- Dilma se emociona e chora ao falar de tragédia no Rio
- Três ministros devem acompanhar enterro de vítimas de atirador
- Polícia faz perícia em escola do Rio após massacre
- "Não queremos transformar nossas escolas em bunkers"
Consequências
- Hemorio pede doação de sangue para vítimas de tragédia em escola
- Após massacre, sindicato dos educadores fará paralisação
- Deputados defendem controle de armas e pedem recriação de comissão
- Imprensa estrangeira destaca 'ineditismo' de matança em escola carioca
- Quarenta e uma pessoas receberão órgãos de vítimas de massacre
- Escola em que ocorreu massacre ficará sem aulas
- Grafiteiros deixam mensagem em homenagem às vítimas de Realengo
- Irmã de Wellington deixa casa da família em Realengo
Imagens
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Atirador
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domingo, 3 de abril de 2011
Atentado mata 41 em templo muçulmano no Paquistão
Um duplo atentado suicida matou 41 pessoas e feriu 70 em um santuário muçulmano na província de Punjab, no Paquistão. As explosões ocorreram fora do templo sufi do século XIII.
"Eram dois homens-bomba, que chegaram caminhando e detonaram os explosivos quando os guardas os interromperam", disse o oficial de polícia Zahid Husain Shah. Segundo Ahmed Mubarak, chefe da polícia regional, o objetivo dos terroristas era entrar no local.
O santuário já havia recebido ameaças, segundo a polícia. Os seguidores do sufismo, um braço místico do Islã, são alvo de um crescente número de ataques por parte de militantes islamitas no Paquistão.
Extremistas sunitas, inclusive talibãs, se opõem aos sufis e consideram os santuários templos de idolatria.
"Eram dois homens-bomba, que chegaram caminhando e detonaram os explosivos quando os guardas os interromperam", disse o oficial de polícia Zahid Husain Shah. Segundo Ahmed Mubarak, chefe da polícia regional, o objetivo dos terroristas era entrar no local.
O santuário já havia recebido ameaças, segundo a polícia. Os seguidores do sufismo, um braço místico do Islã, são alvo de um crescente número de ataques por parte de militantes islamitas no Paquistão.
Extremistas sunitas, inclusive talibãs, se opõem aos sufis e consideram os santuários templos de idolatria.
Sondermann não resiste e morre aos 29 anos após acidente em Interlagos
Gustavo Sondermann, de 29 anos, morreu neste domingo (3) em decorrência do forte acidente sofrido durante a corrida da Copa Montana em Interlagos, que recebia a abertura do campeonato neste final de semana.
O Hospital São Luiz, para onde o piloto foi levado, divulgou um boletim médico no início da noite informando que seu "quadro neurológico é considerado irreversível" e que "após exames clínico, neurológico, funcional e de imagem, foi constatado traumatismo craniano grave, hemorragia cerebral difusa e fratura da primeira vértebra cervical". A equipe médica concluiu, "frente às lesões apresentadas, que não havia indicação para tratamento cirúrgico".
Acompanhe no Grande Prêmio a cobertura
'in loco' da Stock Car em Interlagos
Sondermann deu entrada no hospital às 14h25 e foi "atendido inicialmente pela equipe de emergência do pronto socorro da Unidade Morumbi" e depois "transferido para a UTI". "No momento da entrada estava em coma (escala de Glasgow 3), respirando com auxílio de aparelhos", afirmou a nota.
Na volta 4, Sondermann foi tocado por Tiago Geronimi e seu carro acabou sendo violentamente acertado por Pedro Boesel. O acidente também contou com a participação de Marcelo Cesquim e Marcelo Tomasoni. A direção de prova de imediato acionou o safety-car, minutos depois deu bandeira vermelha e na sequência acabou com a prova, que teve vitória do pole Rafael Daniel.
Gustavo foi atendido e reanimado ainda na pista pela equipe médica da Stock Car, sob o comando do médico Dino Altmann. Logo em seguida, o piloto foi encaminhando para o centro médico do circuito e imediatamente para hospital em São Paulo.
Depois de chegar ao hospital, o piloto paulista foi colocado em coma induzido pelos médicos após a forte batida. Havia uma fratura no braço esquerdo.
Gustavo, que iniciou a carreira no automobilismo aos 16 anos, era piloto da equipe J Star na Copa Montana. Sondermann foi campeão da Pick-Up Racing em 2008.
Pedro Boesel, cujo carro atingiu o de Sondermann, fraturou a clavícula direita e sofreu um corte na parte inferior da perna.
O Hospital São Luiz, para onde o piloto foi levado, divulgou um boletim médico no início da noite informando que seu "quadro neurológico é considerado irreversível" e que "após exames clínico, neurológico, funcional e de imagem, foi constatado traumatismo craniano grave, hemorragia cerebral difusa e fratura da primeira vértebra cervical". A equipe médica concluiu, "frente às lesões apresentadas, que não havia indicação para tratamento cirúrgico".
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Sondermann deu entrada no hospital às 14h25 e foi "atendido inicialmente pela equipe de emergência do pronto socorro da Unidade Morumbi" e depois "transferido para a UTI". "No momento da entrada estava em coma (escala de Glasgow 3), respirando com auxílio de aparelhos", afirmou a nota.
Na volta 4, Sondermann foi tocado por Tiago Geronimi e seu carro acabou sendo violentamente acertado por Pedro Boesel. O acidente também contou com a participação de Marcelo Cesquim e Marcelo Tomasoni. A direção de prova de imediato acionou o safety-car, minutos depois deu bandeira vermelha e na sequência acabou com a prova, que teve vitória do pole Rafael Daniel.
Gustavo foi atendido e reanimado ainda na pista pela equipe médica da Stock Car, sob o comando do médico Dino Altmann. Logo em seguida, o piloto foi encaminhando para o centro médico do circuito e imediatamente para hospital em São Paulo.
Depois de chegar ao hospital, o piloto paulista foi colocado em coma induzido pelos médicos após a forte batida. Havia uma fratura no braço esquerdo.
Gustavo, que iniciou a carreira no automobilismo aos 16 anos, era piloto da equipe J Star na Copa Montana. Sondermann foi campeão da Pick-Up Racing em 2008.
Pedro Boesel, cujo carro atingiu o de Sondermann, fraturou a clavícula direita e sofreu um corte na parte inferior da perna.
Destroços de avião da Air France são encontrados no oceano
Destroços do avião da Air France que caiu no Oceano Atlântico no dia 1º de junho de 2009, deixando 228 mortos, foram encontrados neste domingo (3), anunciou o Escritório de Investigações e Análises (BEA), encarregado da investigação técnica.
Os investigadores dizem ter "esperanças" de encontrar as caixas-pretas do avião, já que os destroços estão "relativamente concentrados", declarou à agência France Presse o diretor do BEA, Jean-Paul Troadec.
"Durante as operações de busca no mar realizadas nas últimas 24 horas e dirigidas pelo WHOI (Woods Hole Oceanographic Institution), a equipe a bordo do navio 'Alucia' localizou destroços do avião", indicou o BEA. "Os elementos foram identificados pelos investigadores da BEA como peças naufragadas do avião A 330-203, voo AF447", acrescentou o organismo francês em comunicado, acrescentando que "informações complementares serão divulgadas no futuro".
saiba mais
Novos submarinos recomeçam buscas por destroços do voo 447
Air France é indiciada por homicídio em acidente no voo Rio-Paris de 2009
Questionado sobre as partes que teriam sido encontradas, o diretor da BEA disse que foram "as turbinas e certos elementos das asas".
"A notícia favorável é que o campo em que os destroços foram encontrados são relativamente concentrados. Desta forma, temos esperança de encontrar as caixas-pretas", declarou Troadec.
O Airbus A330 fazia o voo AF447, entre o Rio de Janeiro e Paris, com 228 pessoas a bordo, quando a aeronave desapareceu. Peças do avião e corpos de passageiros chegaram a ser localizados no mar, mas a maior parte do avião ainda não havia sido encontrada.
A quarta fase de buscas pelos destroços do avião da Air France pelo escritório francês teve início no dia 25 de março deste ano. As causas exatas da tragédia ainda não foram elucidadas.
A nova fase de buscas foi iniciada em uma zona de 10.000 km2, ou seja, um raio de 75 quilômetros em torno da última posição conhecida do voo AF 447.
Os investigadores dizem ter "esperanças" de encontrar as caixas-pretas do avião, já que os destroços estão "relativamente concentrados", declarou à agência France Presse o diretor do BEA, Jean-Paul Troadec.
"Durante as operações de busca no mar realizadas nas últimas 24 horas e dirigidas pelo WHOI (Woods Hole Oceanographic Institution), a equipe a bordo do navio 'Alucia' localizou destroços do avião", indicou o BEA. "Os elementos foram identificados pelos investigadores da BEA como peças naufragadas do avião A 330-203, voo AF447", acrescentou o organismo francês em comunicado, acrescentando que "informações complementares serão divulgadas no futuro".
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"A notícia favorável é que o campo em que os destroços foram encontrados são relativamente concentrados. Desta forma, temos esperança de encontrar as caixas-pretas", declarou Troadec.
O Airbus A330 fazia o voo AF447, entre o Rio de Janeiro e Paris, com 228 pessoas a bordo, quando a aeronave desapareceu. Peças do avião e corpos de passageiros chegaram a ser localizados no mar, mas a maior parte do avião ainda não havia sido encontrada.
A quarta fase de buscas pelos destroços do avião da Air France pelo escritório francês teve início no dia 25 de março deste ano. As causas exatas da tragédia ainda não foram elucidadas.
A nova fase de buscas foi iniciada em uma zona de 10.000 km2, ou seja, um raio de 75 quilômetros em torno da última posição conhecida do voo AF 447.
terça-feira, 29 de março de 2011
Dilma e Lula choram ao lembrar de José Alencar
A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva choraram nesta terça-feira em Coimbra, em Portugal, ao comentar a morte de ex-vice-presidente José Alencar, segundo informações do repórter Sérgio Gabriel, da TV Bandeirantes. Lula, especialmente, mostrava-se emocionado, disse o repórter.
O ex-presidente disse que irá permanecer em Portugal até amanhã. Tanto ele quanto Dilma devem voltar para o Brasil no início da noite. Lula disse ainda que irá dedicar a Alencar o prêmio que irá receber em Coimbra.
O ex-presidente disse que irá permanecer em Portugal até amanhã. Tanto ele quanto Dilma devem voltar para o Brasil no início da noite. Lula disse ainda que irá dedicar a Alencar o prêmio que irá receber em Coimbra.
Corpo de Alencar subirá a rampa do Palácio do Planalto
O corpo do ex-vice-presidente José Alencar será velado nesta quinta-feira, em Brasília, em uma cerimônia que será marcada por homenagens dedicadas a chefes de Estado. Presidente em exercício, o atual Michel Temer decretou luto oficial de sete dias. "Justificamente porque sua excelência exerceu praticamente um ano a Presidência da República por causa das viagens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva", explicou Temer.
O corpo de Alencar, que morreu vítima de um câncer nesta terça-feira, em São Paulo, deve chegar à base aérea da capital federal por volta das 9h15, onde será recebido com honras militares, pelos chefes dos três poderes: além de Temer, os presidentes José Sarney (Senado), Marco Maia (Câmara) e Cezar Peluso (Supremo Tribunal Federal).
Saiba mais
Entenda as cirurgias pelas quais Alencar passou
Análise: Luciano Suassuna
Guilherme Barros: Já combinaram com Deus?
'Estou lutando para não morrer', diz Alencar
Entrevista: 'O vice-cara'
Dilma e Lula voltam para velório de Alencar
Temer: Alencar foi exemplo de luta
Políticos lamentam a morte de Alencar
Veja fotos de José Alencar
Veja as homenagens a Alencar na web
Relembre algumas frases de Alencar
Alencar passou mais de um ano no exercício da Presidência
Após um cortejo que deverá durar cerca de uma hora, o caixão subirá a rampa do Palácio do Planalto, a exemplo do que ocorreu com o presidente eleito Tancredo Neves, em 1985. Por volta das 10h30, o velório deverá então ser aberto ao público.
A presidenta Dilma Rousseff deve chegar a Brasília no começo da noite de quarta-feira, segundo informações da assessoria de imprensa. Ela está em Portugal, onde o ex-presidente Lula é homenageado. Os dois deverão comparecer juntos ao velório de José Alencar no Palácio do Planalto.
A homenagem ao ex-vice-presidente da República vai se estender por toda a madrugada desta quinta-feira. Por volta das 7 horas, o corpo segue para Belo Horizonte (Minas Gerais). Ainda não se sabe se Alencar será enterrado na capital mineira ou na sua cidade natal Muriaé. Nesta tarde, o corpo está sendo velado no Hospital Sírio-Libanês, com acesso restrito a familiares e convidados.
Em função da viagem da presidenta Dilma Rousseff ao exterior, o vice-presidente Michel Temer assumiu nesta tarde a tarefa de fazer um pronunciamento pela morte de Alencar. "Embora enfrentando uma tragédia, uma quase tragédia, soube manter uma harmonia interna e revelar uma tranquilidade excepcional perante todos brasileiros", afirmou. "O Brasil perde uma de suas grandes e expressivas figuras, tanto do setor empresárial como político", completou Temer.
De Portugal, Lula e Dilma lamentaram a morte de Alencar. "Tínhamos uma relação de irmãos, de pai e filho", disse Lula.
O corpo de Alencar, que morreu vítima de um câncer nesta terça-feira, em São Paulo, deve chegar à base aérea da capital federal por volta das 9h15, onde será recebido com honras militares, pelos chefes dos três poderes: além de Temer, os presidentes José Sarney (Senado), Marco Maia (Câmara) e Cezar Peluso (Supremo Tribunal Federal).
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Após um cortejo que deverá durar cerca de uma hora, o caixão subirá a rampa do Palácio do Planalto, a exemplo do que ocorreu com o presidente eleito Tancredo Neves, em 1985. Por volta das 10h30, o velório deverá então ser aberto ao público.
A presidenta Dilma Rousseff deve chegar a Brasília no começo da noite de quarta-feira, segundo informações da assessoria de imprensa. Ela está em Portugal, onde o ex-presidente Lula é homenageado. Os dois deverão comparecer juntos ao velório de José Alencar no Palácio do Planalto.
A homenagem ao ex-vice-presidente da República vai se estender por toda a madrugada desta quinta-feira. Por volta das 7 horas, o corpo segue para Belo Horizonte (Minas Gerais). Ainda não se sabe se Alencar será enterrado na capital mineira ou na sua cidade natal Muriaé. Nesta tarde, o corpo está sendo velado no Hospital Sírio-Libanês, com acesso restrito a familiares e convidados.
Em função da viagem da presidenta Dilma Rousseff ao exterior, o vice-presidente Michel Temer assumiu nesta tarde a tarefa de fazer um pronunciamento pela morte de Alencar. "Embora enfrentando uma tragédia, uma quase tragédia, soube manter uma harmonia interna e revelar uma tranquilidade excepcional perante todos brasileiros", afirmou. "O Brasil perde uma de suas grandes e expressivas figuras, tanto do setor empresárial como político", completou Temer.
De Portugal, Lula e Dilma lamentaram a morte de Alencar. "Tínhamos uma relação de irmãos, de pai e filho", disse Lula.
Ex-vice-presidente José Alencar morre aos 79 anos
O ex-vice-presidente da República José Alencar, 79 anos, morreu às 14h41 desta terça (29), no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em razão de câncer e falência múltipla de órgãos, segundo informou o hospital.
Após conversar com Josué Alencar, filho do ex-vice, a presidente Dilma Rousseff afirmou em Portugal que o velório será no Palácio do Planalto, em Brasília, aberto à visitação pública e com previsão de início às 10h30.
"Foi uma grande honra ter convivido com ele. Vai deixar uma marca. Estamos muito emocionados", afirmou Dilma.
Na quinta (31), o corpo também será velado em Belo Horizonte, no Palácio da Liberdade.
Em Portugal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chorou ao falar sobre a morte do ex-vice. "Conheço poucos seres humanos que tenham a alma de José Alencar, a bondade dele”, disse.
Primeiro ministro a se manifestar sobre o assunto nesta terça, Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, também se emocionou ao receber a notícia durante uma entrevista (saiba o que disseram outros políticos e personalidades).
A morte de Alencar também repercutiu no exterior. O presidente da República em exercício, Michel Temer, decretou luto oficial de sete dias.
Na UTI
Na última das várias internações, Alencar estava desde segunda (28) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com quadro de suboclusão intestinal.
O ex-vice-presidente lutava contra o câncer havia 13 anos, mas nos últimos meses, a situação se complicou.
Após passar 33 dias internado – inclusive no Natal e no Ano Novo –, o ex-vice-presidente havia deixado o hospital no último dia 25 de janeiro para ser um dos homenageados no aniversário de São Paulo.
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Conheça a trajetória de Alencar
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A internação tinha sido motivada pelas sucessivas hemorragias e pela necessidade de tratamento do câncer no abdômen. No dia 26 de janeiro, recebeu autorização da equipe médica do hospital para permanecer em casa. No entanto, acabou voltando ao hospital dias depois.
Durante o período de internação, Alencar manifestou desejo de ir a Brasília para a posse da presidente Dilma Rousseff. Momentos antes da cerimônia, cogitou deixar o hospital para ir até a capital federal a fim de descer a rampa do Palácio do Planalto com Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele desistiu após insistência da mulher, Mariza. Decidiu ficar, vestiu um terno e chamou os jornalistas para uma entrevista coletiva, na qual explicou por que não iria à posse e disse que sua missão estava “cumprida”.
Na conversa com os jornalistas, voltou a dizer que não tinha medo da morte. “Se Deus quiser que eu morra, ele não precisa de câncer para isso. Se ele não quiser que eu vá agora, não há câncer que me leve”, disse.
No mesmo dia, ele recebeu a vista de Lula, que deixou Brasília logo após a posse de Dilma.
Internações
Os últimos meses de Alencar foram de internações sucessivas. Em 9 de fevereiro, ele foi hospitalizado devido a uma perfuração no intestino.
O ex-vice-presidente já havia permanecido internado de 23 de novembro a 17 de dezembro para tratar uma obstrução intestinal decorrente dos tumores no abdômen. No dia 27 de novembro, foi submetido a uma cirurgia para retirada de parte do tumor e de parte do intestino delgado.
Alencar passou alguns dias na UTI Cardiológica e começou a fazer sessões de hemodiálise depois que os médicos detectaram piora da função renal. Em setembro de 2010, foi internado em razão de um edema agudo de pulmão.
No dia 25 de outubro, voltou ao Sírio-Libanês ao apresentar um quadro de suboclusão intestinal. Dias após a internação, ainda no hospital, sofreu um infarto no fim da tarde do dia 11 de novembro. Foi submetido a cateterismo, “que não mostrou obstruções arteriais importantes”.
Batalha contra o câncer
O ex-vice-presidente travou uma longa batalha contra a doença. Nos últimos 13 anos, enfrentou uma série de operações e tratamentos médicos. Foram mais de 15 cirurgias. Em abril de 2010, desistiu da candidatura ao Senado para se dedicar ao tratamento do câncer.
Desde 1997, foram mais de dez cirurgias para retirada de tumores no rim, estômago e região do abdômen, próstata, além de uma cirurgia no coração, em 2005.
A maior delas, realizada em janeiro de 2009, durou quase 18 horas. Nove tumores foram retirados. Exames realizados alguns meses depois, no entanto, mostraram a recorrência da doença.
Também em 2009, iniciou em Houston, nos Estados Unidos, um tratamento experimental contra o câncer. Alencar obteve autorização para participar, como voluntário, dos testes com um novo medicamento no hospital MD Anderson, referência no tratamento contra a doença. O tratamento não surtiu o efeito esperado e o então vice-presidente voltou a fazer quimioterapia em São Paulo.
José Alencar era casado com Mariza Campos Gomes da Silva e deixa três filhos: Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia.
Tratamento no exterior
O tratamento experimental nos EUA em 2009 não foi a primeira tentativa de Alencar de obter a cura fora do país. Ele já havia viajado para os Estados Unidos em 2006 para se tratar com especialistas. No ano seguinte, no entanto, os exames mostraram que o câncer havia se espalhado para o peritônio, uma membrana que reveste as paredes do abdômen.
Iniciava-se, então, a série de cirurgias na região. Em 2008, foram três internações. Em janeiro e em julho, exames mostraram uma reincidência de tumores abdominais. Em agosto, Alencar começou tratamento com um novo medicamento, a Trabectedina.
Com a saúde fragilizada, o ex-vice-presidente também foi internado por outros problemas. Em novembro de 2008, durante uma visita a Resende (RJ), teve fortes dores abdominais. O diagnóstico foi enterite (inflamação intestinal). Segundo os médicos, não havia relação com o câncer. Vinte dias depois, ele foi internado novamente, com quadro de insuficiência renal. Recebeu alta dois dias depois.
Sempre bem-humorado nas sucessivas vezes em que deixou o hospital Sírio-Libanês, chegava a brincar com seu próprio quadro clínico. "Estou melhor do que das outras vezes", repetia.
Após a maior das cirurgias, em 2009, Alencar saiu do hospital dizendo que não temia a morte. “Não tenho medo da morte, porque não sei o que é a morte. A gente não sabe se a morte é melhor ou pior. Eu não quero viver nenhum dia que não possa ser objeto de orgulho", afirmou. “Peço a Deus que não me dê nenhum tempo de vida a mais, a não ser que eu possa me orgulhar dele.”
Problemas de saúde ‘paralelos’
O ano de 2010 começaria com uma boa notícia para o então vice-presidente. O tumor que tratava vinha apresentando redução, segundo o hospital.
Alguns meses mais tarde, no entanto, ele começou a ter problemas de saúde “paralelos” ao câncer.
No início de maio, numa das idas ao hospital para a quimioterapia, apresentou pressão alta. Exames apontaram isquemia cardíaca e uma “obstrução grave” numa das artérias.
Alencar então passou por um cateterismo e uma angioplastia e recebeu um “stent”, um mecanismo que “alarga” a artéria. No total, ficou nove dias internado.
No final do mesmo mês, queixando-se de fadiga, foi internado novamente. Após exames, o hospital constatou que ele estava anêmico e tinha um “quadro congestivo pulmonar”, consequência da quimioterapia.
O tratamento, no entanto, continuava a dar resultados positivos, com a redução dos tumores.
No final de agosto, contraiu uma infecção, que foi tratada com antibióticos. Ele seria internado novamente poucos dias depois, no início de setembro, com o diagnóstico de edema agudo de pulmão. Foram mais seis dias no hospital.
Após conversar com Josué Alencar, filho do ex-vice, a presidente Dilma Rousseff afirmou em Portugal que o velório será no Palácio do Planalto, em Brasília, aberto à visitação pública e com previsão de início às 10h30.
"Foi uma grande honra ter convivido com ele. Vai deixar uma marca. Estamos muito emocionados", afirmou Dilma.
Na quinta (31), o corpo também será velado em Belo Horizonte, no Palácio da Liberdade.
Em Portugal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chorou ao falar sobre a morte do ex-vice. "Conheço poucos seres humanos que tenham a alma de José Alencar, a bondade dele”, disse.
Primeiro ministro a se manifestar sobre o assunto nesta terça, Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, também se emocionou ao receber a notícia durante uma entrevista (saiba o que disseram outros políticos e personalidades).
A morte de Alencar também repercutiu no exterior. O presidente da República em exercício, Michel Temer, decretou luto oficial de sete dias.
Na UTI
Na última das várias internações, Alencar estava desde segunda (28) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com quadro de suboclusão intestinal.
O ex-vice-presidente lutava contra o câncer havia 13 anos, mas nos últimos meses, a situação se complicou.
Após passar 33 dias internado – inclusive no Natal e no Ano Novo –, o ex-vice-presidente havia deixado o hospital no último dia 25 de janeiro para ser um dos homenageados no aniversário de São Paulo.
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Relembre frases do ex-vice-presidente
A internação tinha sido motivada pelas sucessivas hemorragias e pela necessidade de tratamento do câncer no abdômen. No dia 26 de janeiro, recebeu autorização da equipe médica do hospital para permanecer em casa. No entanto, acabou voltando ao hospital dias depois.
Durante o período de internação, Alencar manifestou desejo de ir a Brasília para a posse da presidente Dilma Rousseff. Momentos antes da cerimônia, cogitou deixar o hospital para ir até a capital federal a fim de descer a rampa do Palácio do Planalto com Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele desistiu após insistência da mulher, Mariza. Decidiu ficar, vestiu um terno e chamou os jornalistas para uma entrevista coletiva, na qual explicou por que não iria à posse e disse que sua missão estava “cumprida”.
Na conversa com os jornalistas, voltou a dizer que não tinha medo da morte. “Se Deus quiser que eu morra, ele não precisa de câncer para isso. Se ele não quiser que eu vá agora, não há câncer que me leve”, disse.
No mesmo dia, ele recebeu a vista de Lula, que deixou Brasília logo após a posse de Dilma.
Internações
Os últimos meses de Alencar foram de internações sucessivas. Em 9 de fevereiro, ele foi hospitalizado devido a uma perfuração no intestino.
O ex-vice-presidente já havia permanecido internado de 23 de novembro a 17 de dezembro para tratar uma obstrução intestinal decorrente dos tumores no abdômen. No dia 27 de novembro, foi submetido a uma cirurgia para retirada de parte do tumor e de parte do intestino delgado.
Alencar passou alguns dias na UTI Cardiológica e começou a fazer sessões de hemodiálise depois que os médicos detectaram piora da função renal. Em setembro de 2010, foi internado em razão de um edema agudo de pulmão.
No dia 25 de outubro, voltou ao Sírio-Libanês ao apresentar um quadro de suboclusão intestinal. Dias após a internação, ainda no hospital, sofreu um infarto no fim da tarde do dia 11 de novembro. Foi submetido a cateterismo, “que não mostrou obstruções arteriais importantes”.
Batalha contra o câncer
O ex-vice-presidente travou uma longa batalha contra a doença. Nos últimos 13 anos, enfrentou uma série de operações e tratamentos médicos. Foram mais de 15 cirurgias. Em abril de 2010, desistiu da candidatura ao Senado para se dedicar ao tratamento do câncer.
Desde 1997, foram mais de dez cirurgias para retirada de tumores no rim, estômago e região do abdômen, próstata, além de uma cirurgia no coração, em 2005.
A maior delas, realizada em janeiro de 2009, durou quase 18 horas. Nove tumores foram retirados. Exames realizados alguns meses depois, no entanto, mostraram a recorrência da doença.
Também em 2009, iniciou em Houston, nos Estados Unidos, um tratamento experimental contra o câncer. Alencar obteve autorização para participar, como voluntário, dos testes com um novo medicamento no hospital MD Anderson, referência no tratamento contra a doença. O tratamento não surtiu o efeito esperado e o então vice-presidente voltou a fazer quimioterapia em São Paulo.
José Alencar era casado com Mariza Campos Gomes da Silva e deixa três filhos: Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia.
Tratamento no exterior
O tratamento experimental nos EUA em 2009 não foi a primeira tentativa de Alencar de obter a cura fora do país. Ele já havia viajado para os Estados Unidos em 2006 para se tratar com especialistas. No ano seguinte, no entanto, os exames mostraram que o câncer havia se espalhado para o peritônio, uma membrana que reveste as paredes do abdômen.
Iniciava-se, então, a série de cirurgias na região. Em 2008, foram três internações. Em janeiro e em julho, exames mostraram uma reincidência de tumores abdominais. Em agosto, Alencar começou tratamento com um novo medicamento, a Trabectedina.
Com a saúde fragilizada, o ex-vice-presidente também foi internado por outros problemas. Em novembro de 2008, durante uma visita a Resende (RJ), teve fortes dores abdominais. O diagnóstico foi enterite (inflamação intestinal). Segundo os médicos, não havia relação com o câncer. Vinte dias depois, ele foi internado novamente, com quadro de insuficiência renal. Recebeu alta dois dias depois.
Sempre bem-humorado nas sucessivas vezes em que deixou o hospital Sírio-Libanês, chegava a brincar com seu próprio quadro clínico. "Estou melhor do que das outras vezes", repetia.
Após a maior das cirurgias, em 2009, Alencar saiu do hospital dizendo que não temia a morte. “Não tenho medo da morte, porque não sei o que é a morte. A gente não sabe se a morte é melhor ou pior. Eu não quero viver nenhum dia que não possa ser objeto de orgulho", afirmou. “Peço a Deus que não me dê nenhum tempo de vida a mais, a não ser que eu possa me orgulhar dele.”
Problemas de saúde ‘paralelos’
O ano de 2010 começaria com uma boa notícia para o então vice-presidente. O tumor que tratava vinha apresentando redução, segundo o hospital.
Alguns meses mais tarde, no entanto, ele começou a ter problemas de saúde “paralelos” ao câncer.
No início de maio, numa das idas ao hospital para a quimioterapia, apresentou pressão alta. Exames apontaram isquemia cardíaca e uma “obstrução grave” numa das artérias.
Alencar então passou por um cateterismo e uma angioplastia e recebeu um “stent”, um mecanismo que “alarga” a artéria. No total, ficou nove dias internado.
No final do mesmo mês, queixando-se de fadiga, foi internado novamente. Após exames, o hospital constatou que ele estava anêmico e tinha um “quadro congestivo pulmonar”, consequência da quimioterapia.
O tratamento, no entanto, continuava a dar resultados positivos, com a redução dos tumores.
No final de agosto, contraiu uma infecção, que foi tratada com antibióticos. Ele seria internado novamente poucos dias depois, no início de setembro, com o diagnóstico de edema agudo de pulmão. Foram mais seis dias no hospital.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Técnicos detectam Plutônio no chão da central nuclear de Fukushima
Vestígios do metal radioativo plutônio foram detectados nesta segunda-feira no chão em cinco áreas da central nuclear de Fukushima, segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, que cita um relatório da empresa Tepco (Tokyo Electric Power Co).
A empresa acredita que o plutônio veio do combustível de um dos reatores avariados após o terremoto seguido pelo maremoto de 11 de março.
Água contaminada
Nesta segunda-feira, água com alto índice radioativo foi detectada nos túneis que passam sob os edifícios dos reatores 1, 2 e 3. "Detectamos água acumulada em poços de um duto subterrâneo que desemboca no exterior do edifício com um nível de radioatividade superior a 1.000 milisieverts por hora", declarou um porta-voz da empresa.
Os poços ficam a 60 metros do Oceano Pacífico e a água contaminada pode ter seguido até a margem. A empresa também detectou água contaminada no exterior dos edifícios dos reatores 1 e 3, mas com níveis de radioatividade muito inferiores.
Erro inaceitável
O anúncio equivocado da empresa Tepco (Tokyo Electric Power) sobre um nível de radioatividade 10 milhões de vezes acima do normal na água que sai da central nuclear de Fukushima é "inaceitável", afirmou o governo do Japão.
"Mesmo que o cansaço das pessoas que trabalham no local possa ajudar a explicar o erro, considerando que a vigilância da radioatividade é uma condição maior para garantir a segurança, este tipo de erro é absolutamente inaceitável", declarou Yukio Edano, porta-voz do governo. "O governo ordenou que a Tepco não cometa o mesmo erro", acrescentou.
A empresa acredita que o plutônio veio do combustível de um dos reatores avariados após o terremoto seguido pelo maremoto de 11 de março.
Água contaminada
Nesta segunda-feira, água com alto índice radioativo foi detectada nos túneis que passam sob os edifícios dos reatores 1, 2 e 3. "Detectamos água acumulada em poços de um duto subterrâneo que desemboca no exterior do edifício com um nível de radioatividade superior a 1.000 milisieverts por hora", declarou um porta-voz da empresa.
Os poços ficam a 60 metros do Oceano Pacífico e a água contaminada pode ter seguido até a margem. A empresa também detectou água contaminada no exterior dos edifícios dos reatores 1 e 3, mas com níveis de radioatividade muito inferiores.
Erro inaceitável
O anúncio equivocado da empresa Tepco (Tokyo Electric Power) sobre um nível de radioatividade 10 milhões de vezes acima do normal na água que sai da central nuclear de Fukushima é "inaceitável", afirmou o governo do Japão.
"Mesmo que o cansaço das pessoas que trabalham no local possa ajudar a explicar o erro, considerando que a vigilância da radioatividade é uma condição maior para garantir a segurança, este tipo de erro é absolutamente inaceitável", declarou Yukio Edano, porta-voz do governo. "O governo ordenou que a Tepco não cometa o mesmo erro", acrescentou.
TSE vai cadastrar digitais de 6 milhões de eleitores
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, deu início hoje, em Curitiba (PR), a uma nova etapa de recadastramento de eleitores para as eleições de 2012. Nesta fase, cerca de seis milhões de pessoas deverão comparecer às sedes dos tribunais eleitorais para o cadastramento das impressões digitais.
O objetivo é que até 2018 todos os estimados 150 milhões de eleitores do País estejam cadastrados biometricamente, o que, segundo Lewandowski, evitará fraudes, encurtará filas e apressará a apuração. Nas eleições de 2010, pouco mais de 1,1 milhão de eleitores foram identificados por impressão digital em todo o Brasil.
Leia também:
Urnas biométricas serão usadas em 60 cidades
Além dos 1,3 milhão de eleitores curitibanos, os eleitores dos municípios paulistas de Jundiaí e Itupeva; dos pernambucanos Aliança, Caruaru, Catende, Macaparana, Sanharó e Vicência; de Goiânia, e de todas as cidades de Alagoas e Sergipe também participam do recadastramento nesta fase. Os eleitores da capital de São Paulo devem esperar algum tempo para a coleta das impressões digitais. "É um osso duro de roer, tem que estudar bem", disse Lewandowski. A capital paulista tem mais de 8,4 milhões de eleitores.
De acordo com o presidente do TSE, o recadastramento colocará os eleitores como prioritários para o recebimento da identificação única, chamada de Registro de Identificação Civil (RIC), que substituirá vários outros documentos. Em Curitiba, foi montada uma grande estrutura na Central de Atendimento ao Eleitor para que seja possível o recadastramento de até 5 mil eleitores por dia. A fim de evitar filas, os eleitores foram orientados a seguir uma distribuição baseada no mês de nascimento.
Ficha Limpa
Na semana passada, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que a Lei da Ficha Limpa não vale para as eleições de 2010. Hoje, quando falava dos avanços tecnológicos no sistema eleitoral, Lewandowski foi questionado sobre o assunto e reforçou seu ponto de vista, de que a lei deveria ter sido aplicada já nas últimas eleições. O ministro explicou que, além do avanço tecnológico, a Justiça tem procurado "afastar os maus políticos de ocuparem cargos públicos".
O presidente do TSE disse ainda que, no tempo em que vigorou, sustentada pela Justiça Eleitoral, a Lei da Ficha Limpa surtiu efeitos. "Primeiramente porque a população discutiu profundamente, de forma muito vertical, os antecedentes dos candidatos, e, em segundo lugar, os próprios partidos políticos fizeram uma triagem e eliminaram os candidatos que não tinham bons antecedentes", comentou.
Lewandowski ressaltou, ainda que, em alguns casos, os próprios candidatos que previam ser barrados renunciaram à candidatura ou sequer registraram-na. "Portanto, ela surtiu importantes efeitos durante sua vigência. E eu creio que a cidadania brasileira espera que o Supremo confirme a sua constitucionalidade para as eleições de 2012".
O objetivo é que até 2018 todos os estimados 150 milhões de eleitores do País estejam cadastrados biometricamente, o que, segundo Lewandowski, evitará fraudes, encurtará filas e apressará a apuração. Nas eleições de 2010, pouco mais de 1,1 milhão de eleitores foram identificados por impressão digital em todo o Brasil.
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Além dos 1,3 milhão de eleitores curitibanos, os eleitores dos municípios paulistas de Jundiaí e Itupeva; dos pernambucanos Aliança, Caruaru, Catende, Macaparana, Sanharó e Vicência; de Goiânia, e de todas as cidades de Alagoas e Sergipe também participam do recadastramento nesta fase. Os eleitores da capital de São Paulo devem esperar algum tempo para a coleta das impressões digitais. "É um osso duro de roer, tem que estudar bem", disse Lewandowski. A capital paulista tem mais de 8,4 milhões de eleitores.
De acordo com o presidente do TSE, o recadastramento colocará os eleitores como prioritários para o recebimento da identificação única, chamada de Registro de Identificação Civil (RIC), que substituirá vários outros documentos. Em Curitiba, foi montada uma grande estrutura na Central de Atendimento ao Eleitor para que seja possível o recadastramento de até 5 mil eleitores por dia. A fim de evitar filas, os eleitores foram orientados a seguir uma distribuição baseada no mês de nascimento.
Ficha Limpa
Na semana passada, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que a Lei da Ficha Limpa não vale para as eleições de 2010. Hoje, quando falava dos avanços tecnológicos no sistema eleitoral, Lewandowski foi questionado sobre o assunto e reforçou seu ponto de vista, de que a lei deveria ter sido aplicada já nas últimas eleições. O ministro explicou que, além do avanço tecnológico, a Justiça tem procurado "afastar os maus políticos de ocuparem cargos públicos".
O presidente do TSE disse ainda que, no tempo em que vigorou, sustentada pela Justiça Eleitoral, a Lei da Ficha Limpa surtiu efeitos. "Primeiramente porque a população discutiu profundamente, de forma muito vertical, os antecedentes dos candidatos, e, em segundo lugar, os próprios partidos políticos fizeram uma triagem e eliminaram os candidatos que não tinham bons antecedentes", comentou.
Lewandowski ressaltou, ainda que, em alguns casos, os próprios candidatos que previam ser barrados renunciaram à candidatura ou sequer registraram-na. "Portanto, ela surtiu importantes efeitos durante sua vigência. E eu creio que a cidadania brasileira espera que o Supremo confirme a sua constitucionalidade para as eleições de 2012".
Coalizão atinge uma das unidades 'mais leais' a Kadhafi, diz Pentágono
A coalizão que ataca as forças pró-Muammar Kadhafi na Líbia atingiu o quartel-general de uma das unidades militares mais leais ao ditador, e uma das mais ativas em atacar civis, disse nesta segunda-feira (28), sem entrar em detalhes, o diretor do Estado Conjunto das Forças Armadas dos EUA, vice-almirante Bill Gortney.
Ele disse que a coalizão disparou seis mísseis de cruzeiro Tomahawk nas últimas 24 horas e fez 278 incursões aéreas, muitas relacionadas a ataques às forças de Kadhafi.
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Leia mais notícias sobre a Revolta Árabe
Entenda a crise na Líbia
O vice-almirante reforçou que o Pentágono não tem relatos confirmados sobre mortes de civis em bombardeios das forças da coalizão, ao contrário do que afirma o governo líbio.
Ele também negou que os EUA estejam ajudando diretamente os rebeldes que, desde 15 de fevereiro, tentam derrubar o governo Kadhafi, mas disse que, claramente, os rebeldes estão se beneficiando militarmente dos bombardeios aliados.
Apesar disso, Gortney qualificou os ganhos militares dos rebeldes nos últimos dias de "tênues".
Ele afirmou que o Pentágono ainda tem poucas informações sobre quem são os rebeldes.
Mais cedo nesta segunda, militares franceses afirmaram ter bombardeado um centro de controle das tropas pró-Kadhafi próximo à capital, Trípoli.
Os bombardeios aliados continuavam na noite desta segunda-feira em duas cidades ao sul de Trípoli, segundo a TV estatal do país..
Ao mesmo tempo que mantêm a pressão militar sobre Kadhafi, os aliados também continuam com a ofensiva diplomática para convencê-lo a sair do poder.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o premiê britânico, David Cameron, voltaram a pedir a renúncia de Kadhafi e voltaram a reconhecer o "papel pioneiro" do conselho rebelde e a endossá-lo no futuro processo de transição no país.
Uma reunião na terça-feira deve começar a definir o panorama política de uma possível Líbia pós-Kadhafi.
O ex-ministro da Justiça Mustafá Abdeljalil, hoje no conselho rebelde, disse que o grupo oposicionista tem a intenção de julgar Kadhafi no próprio país por seus supostos crimes de guerra. O regime já é investigado pelo Tribunal Penal Internacional, de Haia.
Ele disse que a coalizão disparou seis mísseis de cruzeiro Tomahawk nas últimas 24 horas e fez 278 incursões aéreas, muitas relacionadas a ataques às forças de Kadhafi.
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O vice-almirante reforçou que o Pentágono não tem relatos confirmados sobre mortes de civis em bombardeios das forças da coalizão, ao contrário do que afirma o governo líbio.
Ele também negou que os EUA estejam ajudando diretamente os rebeldes que, desde 15 de fevereiro, tentam derrubar o governo Kadhafi, mas disse que, claramente, os rebeldes estão se beneficiando militarmente dos bombardeios aliados.
Apesar disso, Gortney qualificou os ganhos militares dos rebeldes nos últimos dias de "tênues".
Ele afirmou que o Pentágono ainda tem poucas informações sobre quem são os rebeldes.
Mais cedo nesta segunda, militares franceses afirmaram ter bombardeado um centro de controle das tropas pró-Kadhafi próximo à capital, Trípoli.
Os bombardeios aliados continuavam na noite desta segunda-feira em duas cidades ao sul de Trípoli, segundo a TV estatal do país..
Ao mesmo tempo que mantêm a pressão militar sobre Kadhafi, os aliados também continuam com a ofensiva diplomática para convencê-lo a sair do poder.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o premiê britânico, David Cameron, voltaram a pedir a renúncia de Kadhafi e voltaram a reconhecer o "papel pioneiro" do conselho rebelde e a endossá-lo no futuro processo de transição no país.
Uma reunião na terça-feira deve começar a definir o panorama política de uma possível Líbia pós-Kadhafi.
O ex-ministro da Justiça Mustafá Abdeljalil, hoje no conselho rebelde, disse que o grupo oposicionista tem a intenção de julgar Kadhafi no próprio país por seus supostos crimes de guerra. O regime já é investigado pelo Tribunal Penal Internacional, de Haia.
domingo, 13 de março de 2011
Tropas de Kadhafi retomam controle de cidades na Líbia
As tropas do ditador Muamar Kadhafi retomaram neste sábado o controle de cidades importantes, como Ras Lanuf, a 600 km da capital Trípoli, e Bin Jawad. Os rebeldes fugiram para Al-Gayla, temendo bombardeios e explosões nos tanques de combustível nas instalações de petróleo de Ras Lanuf.
Os chamados Kataebs, forças leais ao regime, são treinados para a guerra. Eles contam com mais armamento e têm auxílio de bombardeios aéreos, deixando os rebeldes com poucas alternativas senão fugir.
Na próxima segunda-feira uma missão da ONU (Organização das Nações Unidas) chegará à Líbia para tentar uma saída pacífica para o conflito na região. Em uma reunião no Cairo, capital do Egito, a Liga Árabe pediu formalmente ao Conselho de Segurança da ONU que seja criada uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia.
Os chamados Kataebs, forças leais ao regime, são treinados para a guerra. Eles contam com mais armamento e têm auxílio de bombardeios aéreos, deixando os rebeldes com poucas alternativas senão fugir.
Na próxima segunda-feira uma missão da ONU (Organização das Nações Unidas) chegará à Líbia para tentar uma saída pacífica para o conflito na região. Em uma reunião no Cairo, capital do Egito, a Liga Árabe pediu formalmente ao Conselho de Segurança da ONU que seja criada uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia.
Alta tecnologia faz prédios resistentes a terremotos
Em meio à destruição causada pelo terremoto seguido de tsunami que atingiu a costa leste do Japão sexta-feira, o maior da história do país, prédios continuam em pé apesar do forte tremor. O que explica isso são as altas tecnologias de engenharia civil desenvolvidas há anos pelos japoneses para minimizar os prejuízos e mortes causados pelos desastres naturais. “Eles concebem o prédio como um elemento dinâmico, já que ele estará sempre sujeito a movimentos em qualquer direção”, explicou André Dantas, engenheiro civil especialista em logística de desastres e professor associado da Universidade de Canterbury (Nova Zelândia), em entrevista ao iG.
Os estudos sobre construções resistentes a terremotos começaram fora do Japão na década de 70. Dois pesquisadores, Robert Park e Thomas Paulay, iniciaram estudos na Nova Zelândia sobre como desenvolver elementos de construção, como o pilar e a laje, mais resistentes aos abalos sísmicos. Depois do terremoto de Kobe, em 1995, que matou cerca de 6,5 mil pessoas, os japoneses passaram a investir mais em novas tecnologias na construção civil. “Os japoneses levaram técnicas já desenvolvidas a um nível assustador”, diz Dantas.
À prova de tudo
Ao construir um novo prédio, a preocupação começa na fundação, parte do edifício que fica em contato com o solo. Os prédios ganham alicerces com suspensão para absorver o impacto gerado pelo terremoto. Nos prédios como os do governo japonês, são instalados amortecedores eletrônicos, que podem ser controlados à distância. Em prédios mais simples são usados amortecedores de molas que funcionam de um jeito parecido à suspensão de veículos. Os engenheiros também colocam um material especial para amortecer as junções entre as colunas, a laje e as estruturas de aço que compõe cada andar. “Esse material ajuda a dissipar a energia quando a estrutura se movimenta em direções opostas, assim o prédio não esmaga os andares intermediários”, explica Dantas. Todos os andares possuem, além de paredes de concreto, uma estrutura de aço interna, que ajuda a suportar o peso do prédio.
Pêndulo
Uma das partes mais importantes dos prédios com tecnologias mais modernas contra terremotos é o sistema de contrapeso inercial: instalada na parte mais alta, uma bola pesada o bastante para movimentar o prédio no sentido contrário às vibrações do solo atenua o movimento e permite que o prédio se mantenha 40% mais estável durante um terremoto.
Os vidros das janelas, uma das partes mais sensíveis da construção, são envolvidos por borracha, para que não fiquem em contato direto com a esquadria de aço. Com isso, enquanto o prédio sacode, o vidro também se movimenta, porém de maneira controlada.
Este conjunto de tecnologias permite que os prédios mais modernos do mundo passem por terremotos sem comprometer a estrutura física da construção. Contudo, como cada prédio pode ser construído para suportar uma intensidade máxima de terremoto, alguns edifícios podem desabar após enfrentar uma série de abalos sísmicos em um curto espaço de tempo. “Uma estrutura já debilitada por um tremor inicial está suscetível a danos maiores”, diz Dantas.
Controle à distância
Os engenheiros de países localizados em regiões com alta movimentação de placas tectônicas tentam preparar os prédios para suportar terremotos de diversas intensidades. Novos estudos mostram que em breve empresas poderão ajustar os sistemas de contenção das construções pelo computador no momento em que o terremoto começar. “Todas essas tecnologias serão controladas em conjunto a partir de informações de sensores”, diz Dantas.
Ao instalar sensores em todos os elementos que compõe uma edificação, um engenheiro receberá informações em tempo real sobre o início, intensidade e variações do terremoto. Depois de analisar as melhores técnicas, ele acionará via internet os dispositivos que controlam cada estrutura flexível do prédio. Será possível, por exemplo, aumentar a velocidade do pêndulo para compensar movimentos bruscos causados pelo terremoto.
Entre as universidades que conduzem estudos científicos sobre o assunto estão a Universidade de Nagoya (Japão) e a Universidade de Washington (EUA). Os sistemas, contudo, ainda não estão prontos para instalação em prédios.
Os estudos sobre construções resistentes a terremotos começaram fora do Japão na década de 70. Dois pesquisadores, Robert Park e Thomas Paulay, iniciaram estudos na Nova Zelândia sobre como desenvolver elementos de construção, como o pilar e a laje, mais resistentes aos abalos sísmicos. Depois do terremoto de Kobe, em 1995, que matou cerca de 6,5 mil pessoas, os japoneses passaram a investir mais em novas tecnologias na construção civil. “Os japoneses levaram técnicas já desenvolvidas a um nível assustador”, diz Dantas.
À prova de tudo
Ao construir um novo prédio, a preocupação começa na fundação, parte do edifício que fica em contato com o solo. Os prédios ganham alicerces com suspensão para absorver o impacto gerado pelo terremoto. Nos prédios como os do governo japonês, são instalados amortecedores eletrônicos, que podem ser controlados à distância. Em prédios mais simples são usados amortecedores de molas que funcionam de um jeito parecido à suspensão de veículos. Os engenheiros também colocam um material especial para amortecer as junções entre as colunas, a laje e as estruturas de aço que compõe cada andar. “Esse material ajuda a dissipar a energia quando a estrutura se movimenta em direções opostas, assim o prédio não esmaga os andares intermediários”, explica Dantas. Todos os andares possuem, além de paredes de concreto, uma estrutura de aço interna, que ajuda a suportar o peso do prédio.
Pêndulo
Uma das partes mais importantes dos prédios com tecnologias mais modernas contra terremotos é o sistema de contrapeso inercial: instalada na parte mais alta, uma bola pesada o bastante para movimentar o prédio no sentido contrário às vibrações do solo atenua o movimento e permite que o prédio se mantenha 40% mais estável durante um terremoto.
Os vidros das janelas, uma das partes mais sensíveis da construção, são envolvidos por borracha, para que não fiquem em contato direto com a esquadria de aço. Com isso, enquanto o prédio sacode, o vidro também se movimenta, porém de maneira controlada.
Este conjunto de tecnologias permite que os prédios mais modernos do mundo passem por terremotos sem comprometer a estrutura física da construção. Contudo, como cada prédio pode ser construído para suportar uma intensidade máxima de terremoto, alguns edifícios podem desabar após enfrentar uma série de abalos sísmicos em um curto espaço de tempo. “Uma estrutura já debilitada por um tremor inicial está suscetível a danos maiores”, diz Dantas.
Controle à distância
Os engenheiros de países localizados em regiões com alta movimentação de placas tectônicas tentam preparar os prédios para suportar terremotos de diversas intensidades. Novos estudos mostram que em breve empresas poderão ajustar os sistemas de contenção das construções pelo computador no momento em que o terremoto começar. “Todas essas tecnologias serão controladas em conjunto a partir de informações de sensores”, diz Dantas.
Ao instalar sensores em todos os elementos que compõe uma edificação, um engenheiro receberá informações em tempo real sobre o início, intensidade e variações do terremoto. Depois de analisar as melhores técnicas, ele acionará via internet os dispositivos que controlam cada estrutura flexível do prédio. Será possível, por exemplo, aumentar a velocidade do pêndulo para compensar movimentos bruscos causados pelo terremoto.
Entre as universidades que conduzem estudos científicos sobre o assunto estão a Universidade de Nagoya (Japão) e a Universidade de Washington (EUA). Os sistemas, contudo, ainda não estão prontos para instalação em prédios.
Japão alerta sobre risco de nova explosão na usina de Fukushima
O governo do Japão alertou neste domingo (13) do risco de uma nova explosão, similar à da véspera, na usina nuclear de Fukushima, localizada no nordeste do país. As autoridades, no entanto, dizem que não esperam danos em nenhum reator do complexo.
O ministro porta-voz Yukio Edano disse que o reator número 3 da unidade sofre problemas em seu sistema de refrigeração, mas que não há risco de fusão do núcleo.
Edano considerou possível que aconteça uma explosão no recipiente de contenção do reator devido a uma acumulação de hidrogênio, como ocorreu no reator 1, mas insistiu em que o previsível é que não cause danos graves.
Ele também afirmou que uma eventual explosão não causaria novas retiradas de moradores da região, após a mudança para outros lugares de cerca de 180 mil pessoas que vivem em um raio de 20 km em torno da usina nuclear.
Sobre as informações de um possível processo de fusão no núcleo de um reator, Edano disse que não há nenhum dado que confirme que aconteceu essa fusão, embora tenha admitido uma possível “deformação” de uma parte do núcleo devido a um superaquecimento.
Edano destacou, no entanto, que ambos os casos são diferentes e é necessário ser cauteloso com a terminologia, pois segundo ele “uma deformação do núcleo não equivale a uma fusão”.
O porta-voz do governo disse que o nível de radiatividade que desprendia a central de Fukushima chegou a superar em um ponto o limite permitido de 500 microsievert até alcançar os 1.557 microsievert, mas 50 minutos depois tinha se reduzido para 184 microsievert.
“O nível atual não é prejudicial para a saúde”, afirmou Edano, que equiparou o nível máximo de radiatividade emitido pela central com três radiografias de estômago.
Segundo a agência local Kyodo, apesar das retiradas maciças, pelo menos 22 pessoas foram expostas à radiatividade.
Em Fukushima, os esforços se centram em tentar reduzir a temperatura de seis reatores das usinas nucleares 1 e 2, cujos sistemas de refrigeração ficaram danificados pelo terremoto. Para isso, estão sendo usadas água do mar e ácido bórico.
O ministro porta-voz Yukio Edano disse que o reator número 3 da unidade sofre problemas em seu sistema de refrigeração, mas que não há risco de fusão do núcleo.
Edano considerou possível que aconteça uma explosão no recipiente de contenção do reator devido a uma acumulação de hidrogênio, como ocorreu no reator 1, mas insistiu em que o previsível é que não cause danos graves.
Ele também afirmou que uma eventual explosão não causaria novas retiradas de moradores da região, após a mudança para outros lugares de cerca de 180 mil pessoas que vivem em um raio de 20 km em torno da usina nuclear.
Sobre as informações de um possível processo de fusão no núcleo de um reator, Edano disse que não há nenhum dado que confirme que aconteceu essa fusão, embora tenha admitido uma possível “deformação” de uma parte do núcleo devido a um superaquecimento.
Edano destacou, no entanto, que ambos os casos são diferentes e é necessário ser cauteloso com a terminologia, pois segundo ele “uma deformação do núcleo não equivale a uma fusão”.
O porta-voz do governo disse que o nível de radiatividade que desprendia a central de Fukushima chegou a superar em um ponto o limite permitido de 500 microsievert até alcançar os 1.557 microsievert, mas 50 minutos depois tinha se reduzido para 184 microsievert.
“O nível atual não é prejudicial para a saúde”, afirmou Edano, que equiparou o nível máximo de radiatividade emitido pela central com três radiografias de estômago.
Segundo a agência local Kyodo, apesar das retiradas maciças, pelo menos 22 pessoas foram expostas à radiatividade.
Em Fukushima, os esforços se centram em tentar reduzir a temperatura de seis reatores das usinas nucleares 1 e 2, cujos sistemas de refrigeração ficaram danificados pelo terremoto. Para isso, estão sendo usadas água do mar e ácido bórico.
sábado, 12 de março de 2011
Mortos por terremoto e tsunami podem passar de mil, diz governo
Um dia após o terremoto seguido de tsunami que devastou a costa leste do Japão, o governo lançou uma grande operação de resgate e ajuda humanitária nas áreas mais afetadas. O último balanço oficial divulgado pelo governo informou que a tragédia deixou pelo menos 686 mortos, mas o porta-voz do governo afirma que o número de vítimas fatais pode passar de mil.
"Baseado nos casos reportados (e não confirmados) até agora, estimamos que mais de mil pessoas tenham perdido suas vidas", afirmou o porta-voz Yukio Edano. "Infelizmente, o número pode aumentar ainda mais, considerando a dificuldade de avaliar a extensão total dos danos."
Não há um número oficial de desaparecidos, mas a TV japonesa afirmou que 10 mil pessoas estão desaparecidas apenas na cidade portuária de Minamisanriku. O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, disse que cerca de três mil foram resgatados com vida.
Segundo o governo japonês, milhares de militares foram mobilizados para participar das operações, além de 300 aviões e 40 navios.
O premiê participou de reuniões de emergência na manhã deste sábado (horário local) e deve seguir para as áreas do desastre, inclusive para as usinas nucleares em estado de alerta. "Nosso governo fará todos os esforços possíveis para assegurar a integridade e segurança das pessoas e também minimizar os estragos causados pelo terremoto", disse o premiê.
O sábado ainda deve revelar toda a extensão dos danos causados pelo tremor seguido de tsunami de ao menos sete metros de altura que varreu vilarejos e cidades.
A imprensa japonesa teme um grande número de mortos na ilha de Honshu, na costa nordeste do país, onde ondas gigantescas destruíram mais de 3.000 casas. Segundo autoridades, cerca de 1.800 casas foram destruídas em Minamisoma, e 1.200 na cidade de Sendai, a mais próxima do epicentro do terremoto.
Na pequena cidade de Ofunato, mais ao norte, 300 casas foram destruídas ou arrastadas. Mais de 80 incêndios atingiam os arredores de Tóquio e as prefeituras de Iwate, Miyagi, Akita e Fukushima, informou a Kyodo, com base em informações do Departamento de Bombeiros.
"Baseado nos casos reportados (e não confirmados) até agora, estimamos que mais de mil pessoas tenham perdido suas vidas", afirmou o porta-voz Yukio Edano. "Infelizmente, o número pode aumentar ainda mais, considerando a dificuldade de avaliar a extensão total dos danos."
Não há um número oficial de desaparecidos, mas a TV japonesa afirmou que 10 mil pessoas estão desaparecidas apenas na cidade portuária de Minamisanriku. O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, disse que cerca de três mil foram resgatados com vida.
Segundo o governo japonês, milhares de militares foram mobilizados para participar das operações, além de 300 aviões e 40 navios.
O premiê participou de reuniões de emergência na manhã deste sábado (horário local) e deve seguir para as áreas do desastre, inclusive para as usinas nucleares em estado de alerta. "Nosso governo fará todos os esforços possíveis para assegurar a integridade e segurança das pessoas e também minimizar os estragos causados pelo terremoto", disse o premiê.
O sábado ainda deve revelar toda a extensão dos danos causados pelo tremor seguido de tsunami de ao menos sete metros de altura que varreu vilarejos e cidades.
A imprensa japonesa teme um grande número de mortos na ilha de Honshu, na costa nordeste do país, onde ondas gigantescas destruíram mais de 3.000 casas. Segundo autoridades, cerca de 1.800 casas foram destruídas em Minamisoma, e 1.200 na cidade de Sendai, a mais próxima do epicentro do terremoto.
Na pequena cidade de Ofunato, mais ao norte, 300 casas foram destruídas ou arrastadas. Mais de 80 incêndios atingiam os arredores de Tóquio e as prefeituras de Iwate, Miyagi, Akita e Fukushima, informou a Kyodo, com base em informações do Departamento de Bombeiros.
Risco do acidente nuclear do Japão à saúde pública é muito baixo, diz ONU
A Organização Mundial de Saúde (OMS), agência das Nações Unidas, afirmou neste sábado (12) que o risco para a saúde pública oferecido pelo vazamento de radiação de uma usina nuclear na província de Fukushima, no Japão, parece ser "muito baixo".
Mas, se necessário, a rede de peritos médicos da agência estava pronta para ajudar, se o Japão solicitar.
"Neste momento, parece ser o caso que o risco para a saúde pública é provavelmente muito baixo. Entendemos que a radiação que escapou da usina é muito pequena em quantidade", disse Gregory Hartl, porta-voz da OMS.
A radiação vazou de uma usina danificada após uma explosão, ocorrida durante uma réplica do forte terremoto de magnitude 8,9, seguido de tsunami, que atingiu violentamente a costa do Japão na véspera.
A preocupação em relação à possibilidade de contaminação nuclear persiste, apesar de o governo japonês ter tranquilizado a população em relação às consequências do desastre.
As autoridades estavam se preparando para distribuir iodo para a população local para protegê-los da exposição à radiação.
O terremoto e o tsunami com ondas de até dez metros de altura destruíram parte da costa nordeste da ilha de Honshu, a principal do arquipélago japonês, e deixaram centenas de mortos.
As buscas por milhares de desaparecidos continuavam, e autoridades e imprensa previam que a cifra de mortos passe de mil.
Mas, se necessário, a rede de peritos médicos da agência estava pronta para ajudar, se o Japão solicitar.
"Neste momento, parece ser o caso que o risco para a saúde pública é provavelmente muito baixo. Entendemos que a radiação que escapou da usina é muito pequena em quantidade", disse Gregory Hartl, porta-voz da OMS.
A radiação vazou de uma usina danificada após uma explosão, ocorrida durante uma réplica do forte terremoto de magnitude 8,9, seguido de tsunami, que atingiu violentamente a costa do Japão na véspera.
A preocupação em relação à possibilidade de contaminação nuclear persiste, apesar de o governo japonês ter tranquilizado a população em relação às consequências do desastre.
As autoridades estavam se preparando para distribuir iodo para a população local para protegê-los da exposição à radiação.
O terremoto e o tsunami com ondas de até dez metros de altura destruíram parte da costa nordeste da ilha de Honshu, a principal do arquipélago japonês, e deixaram centenas de mortos.
As buscas por milhares de desaparecidos continuavam, e autoridades e imprensa previam que a cifra de mortos passe de mil.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Embaixada no Japão divulga telefone e e-mail para emergências
A Embaixada do Brasil em Tóquio divulgou e-mail e telefone para que os brasileiros residentes no Japão possam entrar em contato. Estes canais de comunicação também estarão disponíveis para familiares que estão no Brasil em busca de informações.
As informações podem ser fornecidas ou solicitadas pelo email comunidade@brasemb.or.jp e pelo telefone 813 3404-5211.
O Google também participa dos esforços para localização de pessoas desaparecidas e criou um site especial sobre o terremoto e o tsunami no Japão. Neste endereço, é possível tanto pedir quanto fornecer informações a respeito de mortos e desaparecidos.
Desastres
O Japão foi atingido por um terremoto e um tsunami nesta sexta-feira. As ondas chegaram a atingir até dez metros de altura. A região mais atingida foi a costa nordeste do país, especialmente as províncias de Miyagi e Sendai. O parque temático da Disney, localizado em Chiba, a alguns quilômetros de Tóquio, também foi atingido pelas ondas gigantes.
Na capital Tóquio, cerca de quatro milhões de pessoas estão sem eletricidade, e a zona portuária foi inundada. O governo faz o melhor que pode para coordenar as operações de resgate, "levando em consideração que o terremoto pode ter causado danos gigantescos", declarou à imprensa o porta-voz Yukio Edano. O metrô foi paralisado por causa do tremor.
Além do Japão, vários outros países da Ásia e também da Oceania se preparam para a chegada das ondas, que chegaram a atingir 10 metros. Um geofísico da USP informou que as ondas devem chegar nas próximas horas à Austrália e, posteriormente, aos Estados Unidos e América do Sul.
As informações podem ser fornecidas ou solicitadas pelo email comunidade@brasemb.or.jp e pelo telefone 813 3404-5211.
O Google também participa dos esforços para localização de pessoas desaparecidas e criou um site especial sobre o terremoto e o tsunami no Japão. Neste endereço, é possível tanto pedir quanto fornecer informações a respeito de mortos e desaparecidos.
Desastres
O Japão foi atingido por um terremoto e um tsunami nesta sexta-feira. As ondas chegaram a atingir até dez metros de altura. A região mais atingida foi a costa nordeste do país, especialmente as províncias de Miyagi e Sendai. O parque temático da Disney, localizado em Chiba, a alguns quilômetros de Tóquio, também foi atingido pelas ondas gigantes.
Na capital Tóquio, cerca de quatro milhões de pessoas estão sem eletricidade, e a zona portuária foi inundada. O governo faz o melhor que pode para coordenar as operações de resgate, "levando em consideração que o terremoto pode ter causado danos gigantescos", declarou à imprensa o porta-voz Yukio Edano. O metrô foi paralisado por causa do tremor.
Além do Japão, vários outros países da Ásia e também da Oceania se preparam para a chegada das ondas, que chegaram a atingir 10 metros. Um geofísico da USP informou que as ondas devem chegar nas próximas horas à Austrália e, posteriormente, aos Estados Unidos e América do Sul.
Forte terremoto atinge região central do Japão
Horas depois de um terremoto de 8,9 graus atingir a costa noroeste do Japão, causando um tsunami de ao menos sete metros de altura, a região central do país sentiu na madrugada de sábado (tarde de sexta-feira em Brasília) um abalo de 6,2 graus.
A Agência Meteorológica do Japão disse que o novo tremor atingiu uma parte montanhosa do país a uma profundidade de 10 quilômetros e cerca de 170 quilômetros de Tóquio, fazendo os prédios balançarem. Ainda não há informações sobre danos ou vítimas. Também não está claro se esse tremor tem relação com o que atingiu o país na sexta-feira.
Dezenas de abalos secundários atingiram o nordeste do Japão desde o tremor de 8,9, mas o mais recente terremoto foi em um lugar inteiramente diferente. A Agência Meteorológica do Japão também emitiu um novo alerta de tsunami para toda a costa leste do país.
O novo alerta foi emitido às 3h20 (de sábado pelo horário local; 15h20 de Brasília), advertindo para o "grande risco" de tsunami nas Províncias de Iwate, Miyagi e Fukushima, as mais afetadas pelo terremoto de 8,9 graus.
A Agência Meteorológica do Japão disse que o novo tremor atingiu uma parte montanhosa do país a uma profundidade de 10 quilômetros e cerca de 170 quilômetros de Tóquio, fazendo os prédios balançarem. Ainda não há informações sobre danos ou vítimas. Também não está claro se esse tremor tem relação com o que atingiu o país na sexta-feira.
Dezenas de abalos secundários atingiram o nordeste do Japão desde o tremor de 8,9, mas o mais recente terremoto foi em um lugar inteiramente diferente. A Agência Meteorológica do Japão também emitiu um novo alerta de tsunami para toda a costa leste do país.
O novo alerta foi emitido às 3h20 (de sábado pelo horário local; 15h20 de Brasília), advertindo para o "grande risco" de tsunami nas Províncias de Iwate, Miyagi e Fukushima, as mais afetadas pelo terremoto de 8,9 graus.
Tremor e tsunami no Japão deixam mais de mil mortos e desaparecidos
O forte terremoto de magnitude 8,9 que atingiu nesta sexta-feira (11) a costa nordeste do Japão, segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS), gerando um tsunami (onda gigante com potencial destrutivo) de até dez metros de altura que varreu a costa do país, deixou mais de mil mortos ou desaparecidos, além de ter destruído regiões inteiras.
O tremor foi o 7º pior na história, segundo a agência americana, e também o pior já registrado no Japão.
A Polícia Nacional informou que 178 pessoas morreram, 584 estão desaparecidas e ao menos 947 estão feridas. A polícia da província de Miyagi disse que até 300 corpos de vítimas do tsunami foram encontrados na região costeira da cidade de Sendai. As autoridades acreditam que são corpos de residentes que morreram afogados pela onda de dez metros de altura que atingiu o litoral.
A agência Kyodo e outros veículos estimaram que o número de vítimas pode passar de mil. A maioria deles teria morrido afogada.
O abalo provocou um tsunami que alcançou áreas da cidade japonesa de Sendai, na ilha de Honshu, a principal do arquipélago japonês.
Carros, barcos foram arrastados, casas e outras infraestruturas foram destruídas, e as imagens da destruição, feitas de helicópteros, são impressionantes.
Um vídeo da TV local mostrou a onda gigante arrastando carros em sua chegada à costa.
Em muitos lugares, o mar ultrapassou os diques de proteção e avançou vários quilômetros por terra, recordando cenas do tsunami que ocorreu no Oceano Índico, em 2004.
Alerta no Pacífico
O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico, agência americana, emitiu um alerta para vários países na costa do Pacífico, avisando da possibilidade da chegada de ondas de até dez metros, mas até agora não houve relato de destruição fora do Japão.
A Casa Branca avaliou que os EUA, principalmente o estado do Havaí, escaparam do pior, mas moradores foram retirados da costa da Califórnia.
O tremor foi o 7º pior na história, segundo a agência americana, e também o pior já registrado no Japão.
A Polícia Nacional informou que 178 pessoas morreram, 584 estão desaparecidas e ao menos 947 estão feridas. A polícia da província de Miyagi disse que até 300 corpos de vítimas do tsunami foram encontrados na região costeira da cidade de Sendai. As autoridades acreditam que são corpos de residentes que morreram afogados pela onda de dez metros de altura que atingiu o litoral.
A agência Kyodo e outros veículos estimaram que o número de vítimas pode passar de mil. A maioria deles teria morrido afogada.
O abalo provocou um tsunami que alcançou áreas da cidade japonesa de Sendai, na ilha de Honshu, a principal do arquipélago japonês.
Carros, barcos foram arrastados, casas e outras infraestruturas foram destruídas, e as imagens da destruição, feitas de helicópteros, são impressionantes.
Um vídeo da TV local mostrou a onda gigante arrastando carros em sua chegada à costa.
Em muitos lugares, o mar ultrapassou os diques de proteção e avançou vários quilômetros por terra, recordando cenas do tsunami que ocorreu no Oceano Índico, em 2004.
Alerta no Pacífico
O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico, agência americana, emitiu um alerta para vários países na costa do Pacífico, avisando da possibilidade da chegada de ondas de até dez metros, mas até agora não houve relato de destruição fora do Japão.
A Casa Branca avaliou que os EUA, principalmente o estado do Havaí, escaparam do pior, mas moradores foram retirados da costa da Califórnia.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Obama: EUA e Otan avaliam opção militar contra violência na Líbia
O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que os EUA e a Organização do Atlântico Norte (Otan) ainda consideram uma resposta militar para a violência na Líbia. Falando na Casa Branca, Obama disse que os EUA ficarão ao lado da população líbia enquanto ela enfrenta uma violência "inaceitável". Ele também disse que autorizou um adicional de US$ 15 milhões em auxílio humanitário ao país.
O líder americano enviou uma forte mensagem ao líder líbio, Muamar Kadafi, dizendo que ele e seus partidários serão responsabilizados pela violência. Aviões líbios lançaram ataques múltiplos nesta segunda-feira contra rebeldes da oposição no segundo dia de uma dura repressão do governo para impedir o avanço opositor para a capital, Trípoli.
O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que os EUA e a Organização do Atlântico Norte (Otan) ainda consideram uma resposta militar para a violência na Líbia. Falando na Casa Branca, Obama disse que os EUA ficarão ao lado da população líbia enquanto ela enfrenta uma violência "inaceitável". Ele também disse que autorizou um adicional de US$ 15 milhões em auxílio humanitário ao país.
O líder americano enviou uma forte mensagem ao líder líbio, Muamar Kadafi, dizendo que ele e seus partidários serão responsabilizados pela violência. Aviões líbios lançaram ataques múltiplos nesta segunda-feira contra rebeldes da oposição no segundo dia de uma dura repressão do governo para impedir o avanço opositor para a capital, Trípoli.
Segundo a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, os EUA estão longe de uma decisão sobre a questão. "Há muita prudência em relação às ações que poderíamos empreender em âmbitos distintos do apoio a missões humanitárias", acrescentou.
O chanceler britânico, William Hague, disse no domingo que a zona de exclusão aérea sobre a Líbia ainda está no estágio inicial de planejamento e descartou o uso de forças terrestres.
Opções militares dos EUA
Os analistas de defesa dos Estados Unidos estão preparando uma série de opções militares para a Líbia no caso de Washington e seus aliados decidirem intervir no país, informou o jornal New York Times. O jornal, que cita fontes anônimas do governo, uma das opções em análise seria a simples interferência nos sinais de aviões no espaço aéreo internacional, o que confundiria as comunicações do governo líbio com as unidades militares.
A mais recente força americana a se aproximar, apesar de com uma certa distância, de Trípoli, capital do país do norte da África, é a 26ª Unidade Expedicionária da Marinha, a bordo de dois navios anfíbios, o Kearsarge e o Ponce, segundo o NYT.
A unidade tem uma força completa por ar, mar e terra que pode avançar rapidamente por centenas de quilômetros. Segundo o jornal, outra tática seria fornecer armas e outros materiais aos rebeldes líbios. Outras opções incluem a inserção de pequenas equipes especiais de operações para auxiliar os rebeldes, como aconteceu no Afeganistão para derrubar a milícia islâmica do Taleban em 2001.
Essas equipes são treinadas para melhorar a eficiência dos combatentes com muita rapidez, com treinamento, equipamento e liderança, completou o New York Times.
Combates em terra
As discussões sobre a intervenção internacional e o estabelecimento da zona de exclusão aérea acontecem enquanto se intensificam os confrontos na Líbia, com os rebeldes anti-Kadafi afirmando que tentam se reagrupar após uma ofensiva aérea e terrestre lançada por forças leais ao líder líbio.
Nesta segunda-feira, aviões militares de Kadafi bombardearam Ras Lanouf, no leste do país, um estratégico enclave petrolífero controlado pelos rebeldes desde sexta-feira. As duas bombas, porém, não deixaram vítimas ao atingir uma zona desértica. Um dia antes, uma forte ofensiva governista paralisou o avanço rebelde para Sirte, cidade natal e reduto de Kadafi localizado a 200 quilômetros de Ras Lanouf.
Mohamad Samir, um coronel do Exército que luta ao lado dos opositores, disse à Associated Press que suas forças precisam de reforços do leste depois do revés de domingo. "As ordens são para ficar aqui e guardar a refinaria, porque o petróleo é o que faz o mundo andar", disse o guerrilheiro rebelde Ali Suleiman, falando de um dos postos de controle estabelecidos nos arredores de Ras Lanouf.
Os confrontos de domingo pareceram indicar o início de uma nova fase no conflito, com o regime de kadafi recorrendo a seu poder aéreo contra rebeldes que tentam pôr fim a seu governo de quase 42 anos. O pesado uso de bombardeios expõe a preocupação do regime de que é necessário supervisionar o avanço rebelde em direção a Sirte.
As forças anti-Kadafi teriam um impulso moral se capturassem a cidade, e isso tiraria do caminho um grande obstáculo na marcha para Trípoli. O levante contra Kadafi, que começou em 15 de fevereiro, vem sendo mais sangrento do que as revoltas relativamente rápidas que depuseram os líderes autoritários dos vizinhos Egito e Tunísia.
A Líbia parece se encaminhar para uma guerra civil que pode durar por semanas ou até mesmo meses. Ambos os lados parecem ser relativamente fracos e mal treinados, apesar de as forças de Kadafi ter a vantagem em número de membros e em equipamentos.
Centenas, se não milhares, morreram desde o início da turbulência - as fortes restrições à imprensa tornam quase impossível conseguir um total preciso. Mais de 200 mil deixaram o país, sendo a maioria trabalhadores estrangeiros. O êxodo está criando uma crise humanitária através da fronteira com a Tunísia - outro país do norte da África em tumulto depois da mobilização que levou à renúncia de Zine El Abidine Ben Ali.
Se os rebeldes continuarem a avançar, mesmo que lentamente, a grande dependência de Kadafi no poder aéreo poderia estimular o Ocidente a impor a zona de exclusão aérea sobre o país. A ONU já impôs sanções contra a Líbia, e os EUA moveram suas forças militares para mais perto da área costeira do país enquanto exige a renúncia de Kadafi.
O líder americano enviou uma forte mensagem ao líder líbio, Muamar Kadafi, dizendo que ele e seus partidários serão responsabilizados pela violência. Aviões líbios lançaram ataques múltiplos nesta segunda-feira contra rebeldes da oposição no segundo dia de uma dura repressão do governo para impedir o avanço opositor para a capital, Trípoli.
O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que os EUA e a Organização do Atlântico Norte (Otan) ainda consideram uma resposta militar para a violência na Líbia. Falando na Casa Branca, Obama disse que os EUA ficarão ao lado da população líbia enquanto ela enfrenta uma violência "inaceitável". Ele também disse que autorizou um adicional de US$ 15 milhões em auxílio humanitário ao país.
O líder americano enviou uma forte mensagem ao líder líbio, Muamar Kadafi, dizendo que ele e seus partidários serão responsabilizados pela violência. Aviões líbios lançaram ataques múltiplos nesta segunda-feira contra rebeldes da oposição no segundo dia de uma dura repressão do governo para impedir o avanço opositor para a capital, Trípoli.
Segundo a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, os EUA estão longe de uma decisão sobre a questão. "Há muita prudência em relação às ações que poderíamos empreender em âmbitos distintos do apoio a missões humanitárias", acrescentou.
O chanceler britânico, William Hague, disse no domingo que a zona de exclusão aérea sobre a Líbia ainda está no estágio inicial de planejamento e descartou o uso de forças terrestres.
Opções militares dos EUA
Os analistas de defesa dos Estados Unidos estão preparando uma série de opções militares para a Líbia no caso de Washington e seus aliados decidirem intervir no país, informou o jornal New York Times. O jornal, que cita fontes anônimas do governo, uma das opções em análise seria a simples interferência nos sinais de aviões no espaço aéreo internacional, o que confundiria as comunicações do governo líbio com as unidades militares.
A mais recente força americana a se aproximar, apesar de com uma certa distância, de Trípoli, capital do país do norte da África, é a 26ª Unidade Expedicionária da Marinha, a bordo de dois navios anfíbios, o Kearsarge e o Ponce, segundo o NYT.
A unidade tem uma força completa por ar, mar e terra que pode avançar rapidamente por centenas de quilômetros. Segundo o jornal, outra tática seria fornecer armas e outros materiais aos rebeldes líbios. Outras opções incluem a inserção de pequenas equipes especiais de operações para auxiliar os rebeldes, como aconteceu no Afeganistão para derrubar a milícia islâmica do Taleban em 2001.
Essas equipes são treinadas para melhorar a eficiência dos combatentes com muita rapidez, com treinamento, equipamento e liderança, completou o New York Times.
Combates em terra
As discussões sobre a intervenção internacional e o estabelecimento da zona de exclusão aérea acontecem enquanto se intensificam os confrontos na Líbia, com os rebeldes anti-Kadafi afirmando que tentam se reagrupar após uma ofensiva aérea e terrestre lançada por forças leais ao líder líbio.
Nesta segunda-feira, aviões militares de Kadafi bombardearam Ras Lanouf, no leste do país, um estratégico enclave petrolífero controlado pelos rebeldes desde sexta-feira. As duas bombas, porém, não deixaram vítimas ao atingir uma zona desértica. Um dia antes, uma forte ofensiva governista paralisou o avanço rebelde para Sirte, cidade natal e reduto de Kadafi localizado a 200 quilômetros de Ras Lanouf.
Mohamad Samir, um coronel do Exército que luta ao lado dos opositores, disse à Associated Press que suas forças precisam de reforços do leste depois do revés de domingo. "As ordens são para ficar aqui e guardar a refinaria, porque o petróleo é o que faz o mundo andar", disse o guerrilheiro rebelde Ali Suleiman, falando de um dos postos de controle estabelecidos nos arredores de Ras Lanouf.
Os confrontos de domingo pareceram indicar o início de uma nova fase no conflito, com o regime de kadafi recorrendo a seu poder aéreo contra rebeldes que tentam pôr fim a seu governo de quase 42 anos. O pesado uso de bombardeios expõe a preocupação do regime de que é necessário supervisionar o avanço rebelde em direção a Sirte.
As forças anti-Kadafi teriam um impulso moral se capturassem a cidade, e isso tiraria do caminho um grande obstáculo na marcha para Trípoli. O levante contra Kadafi, que começou em 15 de fevereiro, vem sendo mais sangrento do que as revoltas relativamente rápidas que depuseram os líderes autoritários dos vizinhos Egito e Tunísia.
A Líbia parece se encaminhar para uma guerra civil que pode durar por semanas ou até mesmo meses. Ambos os lados parecem ser relativamente fracos e mal treinados, apesar de as forças de Kadafi ter a vantagem em número de membros e em equipamentos.
Centenas, se não milhares, morreram desde o início da turbulência - as fortes restrições à imprensa tornam quase impossível conseguir um total preciso. Mais de 200 mil deixaram o país, sendo a maioria trabalhadores estrangeiros. O êxodo está criando uma crise humanitária através da fronteira com a Tunísia - outro país do norte da África em tumulto depois da mobilização que levou à renúncia de Zine El Abidine Ben Ali.
Se os rebeldes continuarem a avançar, mesmo que lentamente, a grande dependência de Kadafi no poder aéreo poderia estimular o Ocidente a impor a zona de exclusão aérea sobre o país. A ONU já impôs sanções contra a Líbia, e os EUA moveram suas forças militares para mais perto da área costeira do país enquanto exige a renúncia de Kadafi.
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